Tuesday, October 1, 2013

C4SS - How a Dying Order Hastens Its Own Demise



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Commentary
Comentário

How a Dying Order Hastens Its Own Demise

Como uma Ordem Moribunda Apressa Seu Próprio Passamento
Kevin Carson | September 304th, 2013
Kevin Carson | 30 de setembro de 2013
In 399 BCE, for the crime of “corrupting the youth” and undermining belief in the customary gods of Athens, Socrates was sentenced to drink a cup of hemlock. If the goal was to silence Socrates’ voice, it’s safe to say that plan backfired in a big way. The story of Socrates stands second in the Western tradition only to the judicial murder of Jesus  as a symbol of martyrdom to corrupt authority.
Em 399 antes da Era Cristã, pelo crime de “corromper os jovens” e debilitar a crença nos deuses tradicionais de Atenas, Sócrates foi sentenciado a beber taça de cicuta. Se o objetivo era silenciar a voz de Sócrates, é seguro dizer que o tiro saiu totalmente pela culatra. A história de Sócrates só fica em segundo lugar na tradição ocidental depois do assassínio judicial de Jesus, como símbolo de martírio causado por autoridades corruptas.
If anything can be said to be the “gods of the city” in our civilization — which is dying as surely as the classical civilization of the 4th century BCE was dying in the shadow of Macedon, Carthage and Rome — it’s the phantasm of so-called “intellectual property” — the central form of legal monopoly, or artificial scarcity, from which our corporate and financial ruling class derives its trillions of dollars in rents. And the American state, like the Athenian state, is using its full resources to defend these dying gods. But in this case it’s the youth themselves — for whom file-sharing is an unremarkable and unquestioned party of daily existence — who are undermining belief in the gods.
Se alguma coisa puder ser dita ser os “deuses da cidade” em nossa civilização — que esteja morrendo tão seguramente quanto a civilização clássica do quarto século antes da Era Cristã estava morrendo à sombra de Macedônia, Cartago e Roma — é o fenômeno da assim chamada “propriedade intelectual” — a forma central do monopólio legal, ou escassez artificial, do qual nossa classe corporativa e financeira deriva seus triliões de dólares em rentismo. E o estado estadunidense, do mesmo modo que o estado ateniense, está usando a plenitude de seus recursos para defender esses deuses moribundos. No presente caso, porém, são os jovens eles próprios — para os quais o file-sharing [compartilhamento de arquivos] é parte comum e não questionada da existência diária — quem está debilitando a crença nos deuses.
As information freedom activist Quinn Norton noted in July at the NetHui2013 conference in New Zealand:
Como observou o ativista da liberdade Quinn Norton na conferência NetHui2013 na Nova Zelândia:
“…when you ask why is the government pursuing this man so doggedly, without… going after the people who caused the financial collapse, I would say it’s because they understand the people who caused the financial collapse. Everyone understands bank fraud. Nobody understands why one of their boys would do this really weird thing. What has the Internet done to these people? What is it doing to their own children? See, that’s the thing. If you’re part of traditional power right now, this thing that’s spreading over the earth, that’s changing everything. … If you were the MPAA a few years ago, or the RIAA, this Internet changed everything it touched into this weird thing. … And if you wonder why they fight so hard, why they chase the Snowdens and try to shut down The Pirate Bay so much more than traditional criminals, it’s because it looks so much like the Zombie, and possibly Media Apocalypse — and we already have their children.”
“…quando você pergunta por que o governo está perseguindo esse homem tão tenazmente, sem … ir no encalço das pessoas que causaram o colapso financeiro, eu diria ser porque ele entende as pessoas que causaram o colapso financeiro. Todo mundo entende fraude bancária. Ninguém entende por que um de seus rebentos faria essa coisa realmente estranhíssima. O que será que a Internet fez com essas pessoas? O que está ela fazendo com os próprios filhos deles? Vejam, essa é a coisa. Se você fizer parte do poder tradicional hoje em dia, essa coisa que se está espalhando pelo planeta, que está mudando tudo. … Se você fosse a Associação da Indústria de Cinema dos Estados Unidos - MPAA de há alguns anos, ou a Associação da Indústria de Gravação dos Estados Unidos - RIAA, a Internet transformou tudo em que tocou nessa coisa estranhíssima. … E se você se pergunta por que eles lutam tão duramente, por que eles caçam os Snowdens e tentam fechar A Baía dos Piratas mais do que tentam caçar criminosos tradicionais, é porque isso se parece tanto com o Zumbi, e possivelmente com o Apocalipse da Mídia — e já temos seus filhos.”
The first kids to try out Napster fourteen years ago were the older siblings, parents, uncles and aunts of downloaders today. The under-35 generation believes overwhelmingly that the State Department and NSA are the bad guys, and that Chelsea Manning and Edward Snowden are the good guys. And they take a similar view of informational politics: The bad guys and good guys are the record industry and The Pirate Bay.
Os primeiros garotos a testar o Napster há quatorze anos foram os irmãos mais velhos, pais, tios e tias dos downloaders dos dias de hoje. A geração com menos de 35 anos acredita esmagadoramente que o Departamento de Estado e a Agência de Segurança Nacional - NSA são os bandidos, e Chelsea Manning e Edward Snowden são os mocinhos. E tem opinião similar a respeito da política de informação: Os bandidos e os mocinhos são a indústria da gravação e a Baía dos Piratas.
To be sure, the proprietary content industries — which have no better sense than the Athenian Assembly 2400 years ago — have resorted to martyrdom. This has served to make them not only the objects of outrage, like the Athenian Assembly, but of ridicule and contempt. Every single file-sharing service shut down since Napster has been more distributed and resilient against state and industry attacks. And police state tactics only drive file-sharers to encryption and offshore hosting. As Cory Doctorow notes, the Chinese police state couldn’t even stop him from accessing the Falun Gong website in a Beijing hotel room — and these RIAA clowns seriously think they can stop us downloading songs?
Bem verdade, as indústrias de conteúdo patenteado — que não têm melhor discernimento do que a Assembleia Ateniense de há 2400 anos — têm recorrido ao martírio. Isso tem servido para torná-las não apenas objeto de indignação, como a Assembleia Ateniense, mas também de ridículo e de desprezo. Cada serviço de file-sharing fechado desde o Napster tem sido mais distribuído e resiliente face aos ataques do estado e da indústria. E a tática do estado policial apenas tange os compartilhadores de arquivos para a criptografia e a hospedagem no exterior. Como Cory Doctorow observa, o estado policial chinês não conseguiu sequer impedi-lo de ter acesso a website do Falun Gong num quarto de hotel de Beijing — e esses palhaços da RIAA acreditam seriamente que poderão impedir-nos de fazer download de músicas?
But this time the proprietary content industries are attempting to go one better  than their Athenian counterparts: They’re organizing special kindergarten and elementary school classes to teach the youth of Athens (er, America) that “sharing is mean, mmmkay?”
Desta vez, porém, as indústrias de conteúdo patenteado estão tentando superar suas contrapartes atenienses: Estão organizando aulas especiais no jardim de infância e nas escolas primárias para ensinar aos jovens de Atenas (perdão, dos Estados Unidos) que “compartilhar é coisa sórdida, certo?”
The California School Library Association and the Internet Keep Safe Coalition, working with the Center For Copyright Infringement (whose board includes MPAA, RIAA, Verizon, Comcast and AT&T executives), has developed a pilot propaganda program for California elementary schools.  Even setting aside principled considerations of the validity of copyright law itself — which is morally reprehensible — most of what the course teaches about copyright law is a flat-out lie. The concept of Fair Use isn’t introduced until the fifth grade course (the little tykes aren’t yet able to understand that level of complexity, see). All that kids age ten or younger are told is that if someone else created it, you have to get permission to use it — period. And it’s illegal to make copies of a copyrighted work, that you already paid for, for your own use.
A Associação de Bibliotecas Escolares da Califórnia e a Coalizão Mantenha a Internet Segura, trabalhando juntamente com o Centro voltado para Infringência de Copyright (cuja diretoria inclui executivos de MPAA, RIAA, Verizon, Comcast e AT&T), desenvolveu um programa piloto de propaganda para escolas primárias da Califórnia. Mesmo deixando de lado considerações de ordem ética acerca da validade da própria lei de copyright — a qual é moralmente repreensível — a maior parte do que o curso ensina acerca da legislação de copyright é rematada mentira. O conceito de Uso Aceitável só é apresentado no curso de quinto grau (a garotada ainda não tem condições de entender esse nível de complexidade, vejam só). A toda aquela garotada com dez anos de idade ou menos é dito que, se outra pessoa criou, você terá de obter permissão para usar — ponto final. E é ilegal fazer cópias de obra que tenha copyrigh, pela qual você já tenha pago, para uso próprio.
In any case, it doesn’t matter. The RIAA and MPAA are writing propaganda for a war that’s already been lost. Unfortunately for Big Content, they can’t outlaw schoolkids’ older siblings and peers telling them what a load of horse-hockey this material is. I predict Proprietary Content’s anti-sharing propaganda will meet the same level of incredulous hilarity as the movie Reefer Madness enjoys among potheads.
De qualquer forma, não importa. RIAA e MPAA estão escrevendo propaganda para uma guerra que já está sendo perdida. Infelizmente para o Grande Conteúdo, ele não consegue proscrever os irmãos e colegas mais velhos dos garotos da escola primária que lhe estão dizendo que pedaço de excremento esse material é. Prevejo que a propaganda antisharing do Conteúdo Patenteado alcançará o mesmo nível de hilaridade incrédula atingido pelo filme Loucura da Maconha entre os fumantes de baseado.

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