Tuesday, October 29, 2013

C4SS - Cops Are Now Less Cautious Than Soldiers In Iraq



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Commentary
Comentário
Cops Are Now Less Cautious Than Soldiers In Iraq
Policiais Agora Menos Cuidadosos do que Soldados no Iraque
Jonathan Carp | October 9th, 2013
Jonathan Carp | 9 de outubro de 2013
The shooting on Capitol Hill of Miriam Carey, an unarmed woman who refused police commands to stop her car, was a familiar situation for any veteran of the Iraq War, with one significant difference — rather than moving through a progressive escalation of force while attempting to defuse the situation, Capitol Hill police officers went straight for their firearms and shot to kill. Since returning from my service as an Army combat medic in Baghdad six years ago, I have watched American police become more aggressively violent than my fellow soldiers and I were ever trained to be.
Os disparos, na Colina do Capitólio, contra Miriam Carey, mulher desarmada que desobedeceu a comando de policiais para que parasse o carro, foi situação bem conhecida para qualquer veterano da Guerra do Iraque, com importante diferença — em vez de moverem-se numa escalada progressiva de força para neutralizar a situação, os policiais da Colina do Capitólio recorreram imediatamente a suas armas de fogo e atiraram para matar. Desde meu retorno do serviço como atendente de primeiros socorros de combate do Exército em Bagdá há seis anos, tenho visto a polícia estadunidense tornar-se mais agressivamente violenta do que meus companheiros soldados e eu jamais fomos treinados para ser.
Much of the Iraq War was about securing neighborhoods, and much of that work was done by soldiers manning checkpoints, like the checkpoints Carey drove through during the incident that led to her death. Had this incident occurred in Baghdad and not Washington, D.C., the soldiers manning the checkpoint would have first drawn their weapons as the police officers did, but before firing at the driver would have fired into the ground in front of her and into her engine in an attempt to disable the car, as well as employing nonlethal munitions to smash through her windshield and lasers to temporarily blind her. Capitol Hill police did none of these things. After drawing their weapons, their first response to Carey’s refusal to cooperate was to open fire in a busy area of a major city. The video shows that they did not fire into the ground nor to disable her car, but clearly were aiming to kill Carey for disobeying their commands to exit her car. No nonlethal methods were attempted and nonlethal munitions, considered an essential piece of equipment for any checkpoint in Baghdad, may not have been available at these checkpoints in the US capital.
Grande parte da Guerra do Iraque girou em torno de proteger bairros, e muito desse trabalho foi feito por soldados operando barreiras, como as barreiras que Carey atravessou durante o incidente que levou à morte dela. Tivesse esse incidente ocorrido em Bagdá e não em Washington D.C., os soldados encarregados da barreira teriam primeiro sacado suas armas como o fizeram os policiais mas, antes de atirarem na motorista, teriam atirado no chão à frente dela e no motor, tentando parar o carro, e outrossim empregariam munição não letal para vazar o vidro dianteiro, e lasers para cegá-la temporariamente. Os policiais da Colina do Capitólio não fizeram nenhuma dessas coisas. Depois de sacar suas armas, a primeira reação deles à recusa de Carey em cooperar foi abrir fogo numa área movimentada de uma grande cidade. O vídeo mostra que eles não atiraram no chão nem para deterem o carro dela, e sim claramente miraram para matar Carey por ela ter desobedecido aos comandos deles para que saísse do carro. Nenhum método não letal foi tentado, e munição não letal, considerada equipamento essencial em qualquer barreira em Bagdá, poderá não ter estado disponível nessas barreiras da capital dos Estados Unidos.
In Iraq in 2007, the year I spent in Baghdad, nine hundred Americans were killed along with 23,000 Iraqis per IraqBodyCount.com. By comparison, in that same year 75 American policemen died violently, despite American cops outnumbering American soldiers in Iraq by a factor of four. While of course the American invasion of Iraq caused far more death and destruction than anything American police have yet done, an examination of the policies set in place by military and police leadership respectively leads to troubling conclusions. While horrendous abuses were of course perpetrated on the Iraqi people, including not least the invasion itself, police in the U.S. are regularly encouraged to behave far more aggressively toward American citizens than our officers directed us to behave toward Iraqis.
No Iraque, em 2007, o ano que passei em Bagdá, novecentos estadunidenses foram mortos, e 23.000 iraquianos, de acordo com o IraqBodyCount.com. Em comparação, naquele mesmo ano 75 policiais estadunidenses morreram violentamente, a despeito de os policiais estadunidenses superarem em número os soldados estadunidenses no Iraque por fator de quatro. Embora obviamente a invasão estadunidense do Iraque tenha causado muito mais morte e destruição do que qualquer polícia estadunidense jamais causou, exame das políticas adotadas pelas chefias da instituição militar e da polícia, respectivamente, leva a perturbadoras conclusões. Embora horrendos abusos tenham sido, obviamente, perpetrados contra o povo iraquiano, inclusive não em último lugar a invasão ela própria, a polícia, nos Estados Unidos, é sistematicamente estimulada a atuar muito mais agressivamente em relação aos cidadãos estadunidenses do que nossos oficiais nos direcionavam para atuarmos em relação aos iraquianos.
Stories of cops doing things soldiers are forbidden to do have become sadly common. In Iraq, we were instructed to spare animals as much as possible; police officers routinely gun down family pets. We were told to be as respectful as possible toward the occupants of the houses we searched and only employed “dynamic entry” when we were likely to face violent resistance; as Radley Balko has documented, dynamic entry and abuse of the inhabitants of searched homes have become routine for American police, even during investigations of nonviolent, victimless crimes. Soldiers manning our checkpoints were trained to use a range of nonlethal options before resorting to lethal force; as we saw on Capitol Hill yesterday, American police officers react first with deadly force.
Histórias de policiais fazendo coisas que soldados são proibidos de fazer tornaram-se infelizmente comuns. No Iraque, éramos instruídos a poupar animais tanto quanto possível; autoridades policiais não raro abatem animais domésticos de famílias. Era-nos dito para sermos tão respeitosos quanto possível para com os ocupantes das casas que vasculhávamos e apenas empregássemos “entrada dinâmica” quando houvesse probabilidade de enfrentarmos resistência violenta; como Radley Balko tem documentado, entrada dinâmica e abuso contra os habitantes de casas vasculhadas tornaram-se rotineiros para a polícia estadunidense, mesmo durante investigações de crimes não violentos e sem vítimas. Os soldados que operavam nossas barreiras eram treinados para usar um elenco de opções não letais antes de recorrerem a força letal; como vimos ontem na Colina do Capitólio, autoridades policiais estadunidenses reagem primeiro com força letal.
Police militarization is a hot topic lately, especially in libertarian circles, but American police are beyond anything contemplated by the American military. While abuses certainly occurred in Iraq and elsewhere, our procedures as soldiers in a war zone were designed to avoid violence and protect the lives of the Iraqis, and we understood that that meant accepting some risk ourselves as soldiers. American police today appear unwilling to accept any risk whatsoever and seem willing to kill anyone and anything that could possibly be seen as a threat; according to the chief of the D.C. police, Cathy Lanier, these police officers “did exactly what they were supposed to do.”
Militarização da polícia é tópico que vem, recentemente, sendo debatido, especialmente em círculos libertários, mas a polícia estadunidense está além de qualquer coisa cogitada pela instituição militar estadunidense. Embora abusos certamente tenham ocorrido no Iraque e em outros lugares, nossos procedimentos como soldados em zona de guerra eram planejados para evitar violência e proteger a vida dos iraquianos, e nós entendíamos que isso significava aceitar alguns riscos nós próprios enquanto soldados. A polícia estadunidense de hoje parece não estar disposta a aceitar qualquer risco que seja e parece disposta a matar qualquer pessoa e qualquer coisa que possa representar ameaça; de acordo com a chefe da polícia do D.C., Cathy Lanier, essas autoridades policiais “fizeram exatamente o que se supunha deveriam fazer.”
While Lanier’s statement may be true in terms of police policy, we cannot accept those policies. Deadly force cannot be the first and last choice for dealing with any potential threat, and police officers must be trained to strive always to protect the lives of citizens, especially of suspects. Policing is a dangerous job, but as someone who has held another dangerous job, I must say that our American police need to understand and accept the risks they take when they accept the badge and understand that they are there to protect others before themselves.
Embora a declaração de Lanier possa ser verdadeira em termos de política da polícia, não podemos aceitar essas políticas. Força letal não pode ser a primeira e a última opção para lidar com qualquer ameaça em potencial, e as autoridades policiais têm de ser treinadas para empenharem-se em proteger a vida dos cidadãos, especialmente dos cidadãos suspeitos. Policiar é trabalho perigoso mas, como alguém que tem desempenhado outro trabalho perigoso, tenho de dizer que nossa polícia estadunidense precisa entender e aceitar os riscos que assume quando aceita o distintivo e compreender que está lá para proteger os outros antes de proteger a si própria.
Citations to this article:
Citações deste artigo:
Jonathan Carp, Cops Are Now Less Cautious Than Soldiers In Iraq, Counterpunch, 10/10/13

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