Tuesday, September 3, 2013

C4SS - U.S. Has No Moral Standing To Condemn Assad



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Commentary
Comentário
U.S. Has No Moral Standing To Condemn Assad
Estados Unidos Não Têm Autoridade Moral Para Condenar Assad
Sheldon Richman | August 29th, 2013
Sheldon Richman | 29 de agosto de 2013
The following article was written by Sheldon Richman and published at The Future of Freedom FoundationAugust 28, 2013.
O artigo a seguir foi escrito por Sheldon Richman e publicado na Fundação Futuro de Liberdade em 28 de agosto de 2013.
Whether or not Syrian dictator Bashar al-Assad used chemical weapons, President Obama has no legitimate grounds to intervene.
Tenha ou não ditador sírio Bashar al-Assad usado armas químicas, o Presidente Obama não tem base legítima para intervir.
U.S. airstrikes, intended to punish and deter Assad and degrade his military but not overthrow his regime, would deepen the U.S. investment in the Syrian civil war and increase the chances of further intervention. Obama’s previous intervention is what has brought us to this point. Instead of steering clear of this regional conflict, he declared that Assad must go; designated the use of chemical weapons as a “red line” the crossing of which would bring a U.S. response; and armed and otherwise aided Assad’s opposition, which is dominated by al-Qaeda-style jihadists who have no good feelings toward America. Once an American president does these things, further steps are almost inevitable if for no other reason than that “American credibility” will be said to be at stake.
Ataques aéreos dos Estados Unidos, visantes a punir e a dissuadir Assad e a degradar sua instituição militar, mas não a derrubar seu regime, aumentariam o investimento dos Estados Unidos na guerra civil síria e tornariam ainda maiores as probabilidades de intervenção ulterior. A interveção anterior de Obama é o que nos levou a este ponto. Em vez de ficar longe desse conflito regional, ele declarou que Assad tem de sair; designou o uso de armas químicas como “linha vermelha” cujo cruzamento acarretaria reação dos Estados Unidos; e armou e ademais auxiliou a oposição a Assad, que é dominada por jihadistas no estilo da al-Qaeda, que não nutrem sentimentos positivos em relação aos Estados Unidos. Uma vez presidente estadunidense faça dessas coisas, passos adicionais serão quase inevitáveis, se não por outra razão que a “credibilidade estadunidense” ser dita estar em jogo.
One can already hear the war hawks berating Obama for his “merely symbolic” punitive airstrike that had no real effect on the civil war. Once he’s taken that step, will Obama be able to resist the pressure for imposing a no-fly zone or for more bombing? He and the military seem unenthusiastic about getting in deeper, but political pressure can be formidable. Will the American people maintain their opposition to fuller involvement when the news media turn up the volume of the war drums? How long before the pictures from the war zone create public approval for “humanitarian intervention,” which the hawks will then point to in support of their cause?
Já se pode ouvir os falcões da guerra verberando Obama por seus ataques punitivos “meramente simbólicos” que não tiveram efeito real na guerra civil. Uma vez tendo dado esse passo, conseguirá Obama resistir à pressão por imposição de uma zona de voo proibido ou mais bombardeios? Ele e a instituição militar não parecem entusiasmados com ir mais fundo, mas a pressão política poderá ser formidável. Será que o povo estadunidense manterá sua oposição a envolvimento mais pleno quando a mídia noticiosa aumentar o volume dos tambores de guerra? Quanto tempo antes que as fotos da zona de guerra criem aprovação pública para “intervenção humanitária,” para a qual os falcões então apontarão em apoio de sua causa?
Make no mistake: the United States would be committing an act of war against Syria — and judging by the 2011 Libyan intervention, it would be doing so unconstitutionally, without congressional authorization. If history teaches us anything, it is that war is unpredictable. Even limited “surgical” strikes can have unintended consequences (civilian deaths and American losses) and could elicit unanticipated responses, including from Syria’s allies Iran and Hezbollah.
Não se equivoquem: os Estados Unidos estariam cometendo ato de guerra à Síria — e, a julgar pela intervenção na Líbia em 2011, estariam-no fazendo inconstitucionalmente, sem autorização do Congresso. Se a história nos ensina algo, é que tal guerra será imprevisível. Mesmo ataques “cirúrgicos” limitados poderão ter consequências não pretendidas (mortes de civis e perdas estadunidenses) e provocar reações imprevistas, inclusive dos aliados da Síria Irã e Hezbollah.
Exploiting unsubstantiated allegations about chemical weapons also runs the risk of repeating the blunder of a decade ago, when dubious intelligence was used to justify an unlawful war of aggression against Iraq. Are there grounds for confidence in the claims that Assad’s forces used chemical weapons? Maybe they did, but something does not add up. Assad has much to lose by their use, while the rebels have much to gain: Western intervention on their behalf. (In May a member of the UN Independent Commission of Inquiry on Syria concluded that the rebels may have used chemical weapons at that time.) As Peter Hitchens writes,
Explorar alegações não fundamentadas acerca de armas químicas também envolve risco de repetir as trapalhadas de há uma década, quando inteligência questionável foi usada para justificar guerra ilícita de agressão ao Iraque. Haverá base para confiança nas alegações de que as forças de Assad usaram armas químicas? Talvez o tenham feito, mas alguma coisa não faz sentido. Assad tinha muito a perder com o uso delas, enquanto os rebeldes muito a ganhar: intervenção ocidental em seu favor. (Em maio membro da Comissão de Investigação Independente da Síria das Nações Unidas concluiu que os rebeldes podem ter usado armas químicas à época.) Como escreve Peter Hitchens,
What could possibly have possessed [Assad] to do something so completely crazy? He was, until this event, actually doing quite well in his war against the Sunni rebels. Any conceivable gains from using chemical weapons would be cancelled out a million times by the diplomatic risk. It does not make sense.
O que poderia ter tomado [Assad] para que ele fizesse algo tão insano? Ele estava, até aquele evento, na verdade indo bastante bem em sua guerra contra os rebeldes sunitas. Quaisquer ganhos concebíveis decorrentes do uso de armas químicas seriam neutralizados um milhão de vezes pelo risco diplomático. Não faz sentido.
Hitchens urges caution:
Hitchens urge cautela:
It seems to me that there are several reasons to be careful. The first is that we seek to believe evil of those we have already decided to be enemies, especially in democracies where voters must be persuaded to sign the vast blank cheque of war.
Parece-me haver diversos motivos para sermos cautelosos. O primeiro é que temos a tendência de acreditar em coisas ruins a respeito daqueles que já decidimos serem inimigos, especialmente em democracias onde eleitores têm de ser persuadidos a assinar o vasto cheque em branco da guerra.
Finally, it is grotesque to see officials of the U.S. government, such as Secretary of State John Kerry, condemning anyone’s war tactics as something “morally obscene” that should “shock the conscience of the world.” Since 1945, the U.S. government has launched aggressive wars in violation of international law. It has tortured prisoners detained without charge. It has dropped atomic bombs on civilian centers, and used napalm, Agent Orange, depleted-uranium shells, and white phosphorus incendiary weapons. It has carpet bombed and firebombed cities. America’s unexploded landmines and cluster bombs still threaten the people of Vietnam and Cambodia. (Tens of thousands have been killed or injured since the war ended in 1975.)
Finalmente, é grotesco ver autoridades do governo dos Estados Unidos, como o Secretário de Estado John Kerry, condenando as táticas de guerra de alguém como “moralmente obscenas” devendo “chocar a consciência do mundo.” Desde 1945 o governo dos Estados Unidos deflagra guerras de agressão com violação da lei internacional. Torturou prisioneiros detidos sem acusação. Lançou bombas atômicas em centros civis, e usou napalm, Agente Laranja, explosivos de urânio empobrecido, e armas incendiárias de  fósforo branco. Fez bombardeios de arraso e incendiários em cidades. As minas terrestres não explodidas e bombas de fragmentação ainda ameaçam os povos do Vietnã e do Cambódia. (Dezenas de milhares de pessoas já foram mortas ou feridas desde que a guerra terminou em 1975.)
Today the U.S. government cruelly inflicts suffering on Iranian men, women, and children through virtually comprehensive economic sanctions — just as it did to the Iraqi people from 1990 to 2003. It also threatens aggressive war against Iran.
Hoje o governo dos Estados Unidos cruelmente inflige sofrimento a homens, mulheres e crianças iranianos por meio de sanções econômicas praticamente totais — do mesmo modo que o fez ao povo iraquiano de 1990 a 2003. Ademais ameaça guerra de agressão ao Irã.
And while it selectively laments the humanitarian crisis in Syria, the Obama administration bankrolls Egypt’s military government, which massacred over a thousand street demonstrators, and Israel’s repression of the Palestinians.
E embora seletivamente lamente a crise humanitária na Síria, a administração Obama banca o governo militar do Egito, que massacrou mais de mil manifestantes nas ruas, e a repressão a palestinos por Israel.
The U.S. government should get its own house in order and quit lecturing others.
O governo dos Estados Unidos deveria pôr a própria casa em ordem e parar de dar lições de moral aos outros.




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