Wednesday, September 25, 2013

C4SS - Drugs Are Bad, Mmmkay? That’s All You Need to Know


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Commentary
Comentário

Drugs Are Bad, Mmmkay? That’s All You Need to Know

Drogas Não Prestam, Certo? Isso É Tudo O De Que Você Precisa Saber
Kevin Carson | September 22nd, 2013
Kevin Carson | 22 de setembro de 2013
Every once in a while a government functionary slips up and inadvertently lets out the truth about how things work, in tones so frank it leaves us shaking our heads and wondering if we really heard correctly. That’s what happened when Blake Ewing, an Austin area assistant DA, expressed his true feelings (“Breaking Bad Normalizes Meth Use, Argues Prosecutor,” Time, September 20) about the TV drama Breaking Bad.  The problem, he says, is not that Breaking Bad glorifies or romanticizes meth use. It’s that — as his title suggests — it “does normalize meth for a broad segment of society that might otherwise have no knowledge of that dark and dangerous world.”
De tempos em tempos funcionário do governo descuida-se e inadvertidamente deixa escapar a verdade acerca de como as coisas funcionam, de modo tão cândido que não temos como não balançar a cabeça e indagarmo-nos se teremos ouvido corretamente. Foi o que aconteceu quando Blake Ewing, promotor assistente da área de Austin, expressou seu modo de pensar autêntico (“Breaking Bad Torna Normal o Uso de Metanfetaminas, Argumenta Promotor,” Time, 20 de setembro) acerca da série de TV Breaking Bad(*). O problema, diz ele, não é Breaking Bad glorificar ou romantizar o uso de metanfetaminas. É — como o título dele sugere — ela “tornar normal o uso de metanfetaminas para amplo segmento da sociedade que, de outra forma, poderia nem ter conhecimento desse mundo tétrico e perigoso.”

(*) Break bad é expressão proveniente de frase de gíria do sudoeste estadunidense ‘to break bad’, significando questionar convenções, desafiar a autoridade e tentar ignorar os limites legais. Ver Urban Dictionary.
“Before Breaking Bad, relatively few people knew someone whose life had been touched by meth, but now millions more people have an intense emotional connection with at least two: Walter White and Jesse Pinkman. And suddenly, for those spellbound viewers, the idea of people using meth is a little less foreign, a little more familiar. And that false sense of familiarity is inherently dangerous.”
“Antes de Breaking Bad, relativamente pouca gente conhecia pessoas cuja vida tivesse sido afetada pelas metanfetaminas, mas agora milhões mais têm intensa conexão emocional com pelo menos duas dessas pessoas: Walter White e Jesse Pinkman. E, subitamente, para aqueles tantalizados espectadores, a ideia de pessoas usarem metanfetaminas é menos estranha, um pouco mais familiar. E o falso senso de familiaridade é inerentemente perigoso.”
And this is dangerous, Ewing makes clear, mainly from the perspective of the Drug War and his friends in the law enforcement community who fight it: “Law-enforcement officers’ duties bring them into contact with the drug-addled on a daily basis, so the proliferation of dangerous drugs directly affects their lives and families more than it might affect yours or mine.”
E isso é perigoso, deixa claro Ewing, principalmente da perspectiva da Guerra às Drogas e dos amigos dele, na comunidade de repressão legal, que a conduzem: “Os deveres das autoridades de repressão levam-nas a contato diário com os afetados por drogas e, pois, a proliferação de drogas perigosas afeta diretamente as vidas e famílias delas mais do que poderia afetar as de vocês ou a minha.”
So there you have it. The very fact that a broad segment of the public has greater knowledge of an aspect of life about which they were previously ignorant makes it harder for the state to carry out its functions. Before, when almost nobody had any direct emotional connection with anybody who used meth, they depended mainly on the state’s Drug War propaganda for whatever, ahem, “knowledge” of the subject they possessed. So long as people who used drugs were a vague, menacing Other whom they’d never met in person, it was easy to mold their view of the world with crude propaganda of the Reefer Madness type, or smarmy PSAs (“Did You Know …”) from the White House Office of Drug Control Policy.  If the state thinks you need to know any more than that, in order to serve its own purposes, it will tell you what you need to know — when it gets good and ready.
Então aí está. O simples fato de amplo segmento do público ter maior conhecimento de um aspecto da vida que anteriormente ignorava torna mais difícil para o estado levar a cabo suas funções. Antes, quando quase ninguém tinha qualquer conexão emocional direta com qualquer pessoa que usasse metanfetaminas, cada um dependia principalmente da propaganda da Guerra às Drogas do estado para qualquer, digamos, “conhecimento” do assunto que tivesse. Enquanto gente que usasse drogas fosse um vago, ameaçador Outro, que as pessoas nunca encontrassem em carne e osso, era fácil moldar o ponto de vista dessa gente acerca do mundo com propaganda barata da do tipo [filme] Reefer Madness, ou com untuosas informações de utilidade pública (“Você Sabia …”) do Gabinete da Casa Branca para Políticas de Controle de Drogas. Se o estado achar que você precisa saber qualquer coisa além disso, para atender aos próprios propósitos dele, dirá a você o de que você precisará saber — quando e como lhe aprouver.
So long as the public perception of the shadowy Drug War enemy was shaped by state propaganda — breathless local TV news reporters covering heroic meth lab busts, the “thin blue line,” etc. — it could scare the public into supporting police militarization and the erosion of civil liberties. After all, the police are our friends — all that military equipment, all those warrantless searches, are to be used against … THEM.
Na medida em que a percepção do público do enigmático inimigo na Guerra às Drogas foi delineada pela propaganda do estado — ofegantes repórteres noticiosos da TV local cobrindo heroicos desmantelamentos de laboratórios de metanfetaminas, a “tênue linha azul,” etc. — essa propaganda pôde apavorar o público até o ponto de este apoiar a militarização da polícia e a erosão das liberdade civis. Afinal de contas, os policiais são nossos amigos — todo aquele equipamento militar, todas aquelas buscas sem mandado, são para ser usados contra ... ELES.
The last thing the state wants is for the enemy to have a human face. The Western Allies’ High Command had a similar reaction to the Christmas Truce of 1914, when French, British and German troops suspended hostilities in northern France entirely on their own intiative, visited each other’s campfires, exchanged gifts or bartered goods, and played football in No Man’s Land. The British and French leadership didn’t like their grunts finding out that those baby-killing Huns were just a bunch of dumb grunts like them who believed the crap their government told them and went where they were ordered — and vice versa.
A última coisa que o estado quer é que o inimigo tenha face humana. O Alto Comando dos Aliados Ocidentais teve reação similar diante da Trégua de Natal de 1914, quando tropas francesas, britânicas e alemãs suspenderam as hostilidades no norte da França, inteiramente por iniciativa própria, visitaram as fogueiras umas das outras, trocaram presentes ou barganharam bens, e jogaram futebol na Terra de Ninguém. A liderança britânica e francesa não gostou de que seus soldados descobrissem que aqueles hunos assassinos de bebês eram apenas uma penca de soldados de inteligência tolhida como a deles próprios, que havia acreditado na titica que o governo dela lhe havia impingido e ido aonde ordenado que fosse — e vice-versa.
The state’s power depends on keeping you ignorant, on controlling your perceptions of the world, on making you fear the enemies it wants you to fear. But it’s the state itself, and the classes that control it, that are your enemies. Free your mind!
O poder do estado depende de manter você na ignorância, de controlar as percepções que você tem do mundo, e de fazer você temer os inimigos que ele deseja você tema. Contudo, seus inimigos são na verdade o estado ele próprio e as classes que o controlam. Areje sua mente!

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