Sunday, August 18, 2013

FFF - TGIF: THE PHONY TRADE-OFF BETWEEN PRIVACY AND SECURITY


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The Future of Freedom Foundation
A Fundação Futuro de Liberdade
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Artigos da FFF
GRAÇAS A DEUS É SEXTA-FEIRA: O FALSO COMPROMISSO ENTRE PRIVACIDADE E SEGURANÇA
August 16, 2013
16 de agosto de 2013
Most people take it for granted — because they’ve heard it so many times from politicians and pundits — that they must trade some privacy for security in this dangerous world. The challenge, we’re told, is to find the right “balance.” Let’s examine this.
A maioria das pessoas tem como ponto pacífico — por ter ouvido isto tantas vezes de políticos e formadores de opinião — ter de trocar alguma privacidade por segurança neste mundo perigoso. O desafio, é-nos dito, é encontrar o “equilíbrio” correto. Examinemos isso.
On its face the idea seems reasonable. I can imagine hiring a firm to look after some aspect of my security. To do its job the firm may need some information about me that I don’t readily give out. It’s up to me to decide if I like the trade-off. Nothing wrong there. In a freed market, firms would compete for my business, and competition would pressure firms to ask only for information required for  their services. As a result, a minimum amount of information would be requested. If I thought even that was too much, I would be free to choose to look after my security myself. If I did business with a firm that violated the terms of our contract, I would have recourse. At the very least I could terminate the relationship and strike up another or none at all.
À primeira vista a ideia parece razoável. Posso imaginar-me contratando uma firma para cuidar de algum aspecto de minha segurança. Para fazer seu trabalho, a firma poderá precisar de alguma informação acerca de mim que eu não costume fornecer facilmente. Caberá a mim decidir se o compromisso me apraz. Nada de errado nisso. Num mercado liberto, as firmas competiriam por minha condição de cliente, e a competição pressionaria as firmas a só pedirem informação exigida para a prestação de seus serviços. Em decorrência, seria pedida quantidade mínima de informação. Se eu achasse que até isso seria demais, seria livre para preferir cuidar eu próprio de minha segurança. Se eu fizesse negócio com firma que violasse os termos de nosso contrato, teria recurso jurídico. No mínimo eu poderia terminar o relacionamento e começar outro ou nenhum em absoluto.
In other words, in the freed market I would find the right “balance” for myself, and you would do the same. One size wouldn’t be deemed to fit all. The market would cater to people with a range of security/privacy concerns, striking the “balance” differently for different people. That’s as it should be.
Em outras palavras, no mercado liberto eu encontraria o “equilíbrio” correto eu próprio, e você faria o mesmo. Não se entenderia que tamanho único servisse para todo mundo. O mercado procuraria satisfazer as pessoas com espectro de conjugações de segurança/privacidade, estabelecendo o “equilíbrio” diferentemente para pessoas diferentes. Assim deveria ser.
Actually, we can say that there would be no trade-off between privacy and security at all, because the information would be voluntarily disclosed by each individual on mutually acceptable terms. Under those circumstances, it wouldn’t be right to call what the firm does an “intrusion.”
Na verdade, podemos dizer que não haveria compromisso nenhum entre privacidade e segurança, pois cada indivíduo prestaria informação voluntariamente em termos mutuamente aceitáveis. Nessas circunstâncias, não seria correto chamar o que a firma faz de “intromissão.”
But that sort of situation is not what Barack Obama, Mike Rogers, Peter King, and their ilk mean when they tell us that “we” need to find the right balance between security and privacy. They mean they will dictate to us what the alleged balance will be. We will have no real say in the matter, and they can be counted on to find the balance on the “security” side of the spectrum as suits their interests. That’s how these things work. (See “NSA broke privacy rules thousands of times per year, audit finds.”) Unlike in a freed market, what the government does is intrusive, because it is done without our consent and often without our knowledge. (I hope no one will say that voting or continuing to live in the United States constitutes consent to invasions of privacy.)
Esse tipo de situação, todavia, não é o que Barack Obama, Mike Rogers, Peter King e os de seu tipo significam quando nos dizem que “nós” precisamos encontrar o equilíbrio correto entre segurança e privacidade. Eles querem dizer que eles determinarão a nós qual será o alegado equilíbrio. Nós não teremos voz real no assunto, e é de esperar que encontrarão o equilíbrio do lado do espectro da “segurança” que convenha a seus interesses. É assim que essas coisas funcionam. (Ver “NSA violou regras de privacidade milhares de vezes por ano, descobre auditoria.”) Diferentemente de num mercado liberto, o que o governo faz é intromissão, porque feito sem nosso consentimento e amiúde sem nosso conhecimento. (Espero que ninguém vá dizer que votar ou continuar a viver nos Estados Unidos constitui consentimento a invasões de privacidade.)
Of course, our rulers can’t really set things to the security side of the spectrum because the game is rigged. When we give up privacy — or, rather, when our rulers take it — we don’t get security in return; we get a more intrusive state, which means we get more insecurity. Roderick Long made a similar point on his blog, The Austro-Athenian Empire:
Obviamente, nossos governantes não têm como, realmente, deslocar as coisas, no espectro, para o lado da segurança, porque o jogo é viciado. Quando entregamos nossa privacidade — ou melhor, quando nossos governantes a tomam — não obtemos segurança em troca; obtemos um estado mais intromissor, o que significa que obtemos mais insegurança. Roderick Long expressou conceito similar em seu blog, O Império Austro-Ateniense:
In the wake of the recent NSA revelations, there’s increased talk about the need to “balance” freedom against security. I even see people recycling Larry Niven’s law that freedom + security = a constant.
Na esteira das recentes revelações acerca da Agência de Segurança Nacional - NSA, fala-se cada vez mais na necessidade de “equilibrar” liberdade e segurança. Vejo até pessoas reciclando a lei de Larry Niven segundo a qual liberdade + segurança = uma constante.
Nonsense. What we want is not to be attacked or coercively interfered with — by anyone, be they our own government, other nations’ governments, or private actors. Would you call that freedom? or would you call it security?
Bobagem. O que desejamos é não ser atacados ou sofrer interferência coercitivamente — por ninguém, seja nosso governo, governos de outras nações, ou agentes privados. Você chamaria isso de liberdade? Ou de segurança?
You can’t trade off freedom against security because they’re exactly the same thing.
Você não pode encontrar compromisso entre liberdade e segurança porque elas são exatamente a mesma coisa.
Likewise, where the state is concerned, you can’t trade off privacy against security because they’re exactly the same thing. Anyone who reads dystopian novels knows that government access to personal information about people serves to inhibit and control them. That’s insecurity.
Analogamente, no que diz respeito ao estado, você não pode encontrar qualquer compromisso entre privacidade e segurança porque elas são exatamente a mesma coisa. Qualquer pessoa que leia obras de ficção distópicas sabe que o acesso do governo a informação pessoal acerca de pessoas serve para inibi-las e controlá-las. Isso é insegurança.
Now it will no doubt be said that while in one respect we are more insecure when “our” government spies on us (the scare quotes are to indicate that I think the U.S. government is an occupying power), in return we gain security against threats from others, say, al-Qaeda. But I see no prima facie case for favoring official domestic threats over freelance foreign threats. I’m reminded of what Mel Gibson’s character, Benjamin Martin, says in The Patriot: “Would you tell me please, Mr. Howard, why should I trade one tyrant three thousand miles away for three thousand tyrants one mile away? An elected legislature can trample a man’s rights as easily as a king can.”
Ora bem, sem dúvida se dirá que embora, sob certo aspecto, estejamos mais inseguros quando “nosso” governo nos espiona (as aspas irônicas são para indicar que eu acho que o governo dos Estados Unidos é potência ocupadora), em troca ganhamos segurança em relação a ameaças de outros, digamos, da al-Qaeda. Não vejo, porém, razão prima facie para preferência em relação a ameaças oficiais internas ao país em comparação com ameaças externas não oficiais. Recordo o que o personagem de Mel Gibson, Benjamin Martin, diz em O Patriota: “Diga-me por favor, Sr. Howard, por que deveria eu trocar um tirano a três mil milhas de distância por três mil tiranos a uma milha de distância? Um legislativo eleito pode pisotear os direitos de um homem tão facilmente quanto o pode um rei.”
Some foreigners might want to come here and kill Americans, but the U.S. government has been no slouch in that department. How many Americans who were sent by “their” government to fight in foreign wars never came back? How many came back with their lives shattered? The number dwarfs the number of casualties from terrorism.
Alguns estrangeiros poderiam querer vir aqui e matar estadunidenses, mas o governo dos Estados Unidos não tem sido negligente a esse respeito. Quantos estadunidenses mandados por “seu” governo para lutarem em guerras no estrangeiro nunca voltaram? Quantos voltaram com suas vidas arruinadas? O número empalidece o número de baixas por terrorismo.
Throw in the fact that some foreigners want to kill Americans only because Obama’s government (like George W. Bush’s and others before it) is killing them, and the phony nature of this alleged protection is clear.
Acrescente-se o fato de alguns estrangeiros quererem matar estadunidenses apenas por o governo de Obama (como o de George W. Bush e outros antes dele) estar matando-os, e a natureza fraudulenta dessa alegada proteção é clara.
Obama and Co. say they welcome a public debate about calibrating the trade-off between security and privacy. No, they don’t. They wouldn’t even be going through the motions had it not been for the heroic whistleblower Edward Snowden, whom they are determined to lock away for life — if they catch him. A true debate is the last thing they want. What they want is a simulated debate in order to quiet public concern about spying.
Obama e Companhia dizem ver com agrado debate público acerca de calibrar o compromisso entre segurança e privacidade. Não, não o fazem. Nem estariam fazendo perfunctoriamente o que fazem não fora o heroico denunciante Edward Snowden, a quem estão decididos a trancafiar pelo resto da vida dele — se o apanharem. Debate autêntico é a última coisa que eles desejam. O que eles querem é debate simulado para aplacar a preocupação pública com a espionagem.
As Conor Friedersdorf of the Atlantic points out, Obama’s new directive creating the Review Group on Intelligence and Communications Technologies is charged with “accounting for other policy considerations, such as the risk of unauthorized disclosure and our need to maintain the public trust.” Unlike his public statement, the official directive says nothing about preventing violations of privacy and related abuses.
Como ressalta Conor Friedersdorf do Atlantic, segundo a nova diretiva de Obama o Grupo de Revisão de Inteligência e Tecnologias de Comunicações foi criado para “dar conta satisfatória de outras considerações de políticas, tais como o risco de revelação não autorizada e nossa necessidade de manter a confiança do público.” Diferentemente da declaração pública do presidente, a diretiva oficial nada diz acerca de impedir violações da privacidade e abusos relacionados.
Friedersdorf comments,
Friedersdorf comenta:
What happened to those goals? The closest the Monday directive comes to them is an instruction to remember “our need to maintain the public trust” as one of many policy considerations.
O que aconteceu com aquelas metas? O mais próximo que a diretiva de segunda-feira chega delas é instrução para lembrar “nossa necessidde de manter a confiança do público” como uma dentre muitas considerações de políticas.
Forget whether abuses are happening, or whether privacy rights are in fact being protected. [Director of National Intelligence James] Clapper need only probe the perception of trust. Remember, this is a man with a demonstrated willingness to tell lies under oath when he decides doing so serves the greater good.
Esqueçam se estão sendo cometidos abusos, ou se direitos de privacidade estão de fato sendo protegidos. [O Diretor de Inteligência Nacional James] Clapper só precisa sondar a percepção de confiança. Lembrem-se, esse é homem com notória disposição para contar mentiras sob juramento quando entende que fazê-lo serve a um bem maior.
We should reject the phony debate, the phony trade-off, and the phony “balance” that will be struck. There is a fundamental conflict of interest between the American people and the U.S. government. The sooner we learn that, the safer we’ll be.
Devemos rejeitar o debate falso, o compromisso falso, e o “equilíbrio” falso que serão deflagrados. Há conflito fundamental de interesses entre o povo estadunidense e o governo dos Estados Unidos. Quanto mais cedo percebermos isso, mais seguros estaremos.
This post was written by: Sheldon Richman
Sheldon Richman is vice president of The Future of Freedom Foundation and editor of FFF's monthly journal, Future of Freedom. For 15 years he was editor of The Freeman, published by the Foundation for Economic Education in Irvington, New York. He is the author of FFF's award-winning book Separating School and State: How to Liberate America's Families; Your Money or Your Life: Why We Must Abolish the Income Tax; and Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State. Calling for the abolition, not the reform, of public schooling. Separating School & State has become a landmark book in both libertarian and educational circles. In his column in the Financial Times, Michael Prowse wrote: "I recommend a subversive tract, Separating School and State by Sheldon Richman of the Cato Institute, a Washington think tank... . I also think that Mr. Richman is right to fear that state education undermines personal responsibility..." Sheldon's articles on economic policy, education, civil liberties, American history, foreign policy, and the Middle East have appeared in the Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World and I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, Liberty magazine, and other publications. He is a contributor to the The Concise Encyclopedia of Economics. A former newspaper reporter and senior editor at the Cato Institute and the Institute for Humane Studies, Sheldon is a graduate of Temple University in Philadelphia. He blogs at Free Association. Send him e-mail.
Esta afixação foi escrita por: Sheldon Richman
Sheldon Richman é vice-presidente da Fundação Futuro de Libertade e editor do periódico mensal da FFF, Futuro da Liberdade. Por 15 anos foi editor de O Homem Livre, publicado pela Fundação de Educação Econômica em Irvington, New York. É autor do livro premiado da FFF Separação de Escola e Estado: Como Libertar as Famílias dos Estados Unidos; Seu Dinheiro ou Sua Vida: Por Que Precisamos Acabar com o Imposto de Renda; e Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista. Preconizando a abolição, não a reforma, da escola pública, Separação de Escola e Estado tornou-se referência em círculos tanto libertários quanto educacionais. Em sua coluna do Financial Times, Michael Prowse escreveu: "Recomendo texto subversivo, Separação de Escola e Estado por Sheldon Richman do Cato Institute, centro de estudos interdisciplinares de Washington... . Acho também que o Sr. Richman está certo ao temer que a educação estatal solape a responsabilidade pessoal..." Os artigos de Sheldon acerca de política econômica, educação, liberdades civis, história estadunidense, política externa e Oriente Médio já foram publicados em Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World and I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, revista Liberty, e outras publicações. Ele é colaborador da Enciclopédia Concisa de Economia. Ex-repórter de jornal e ex-editor sênior no Cato Institute e no Instituto de Estudos Humanos, Sheldon é formado pela Temple University em Filadélfia. Bloga em Free Association. Envie-lhe e-mail.


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