Monday, August 26, 2013

C4SS - Consequences of Power



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Consequences of Power
Consequências do Poder

Grant Mincy | August 16th, 2013
Grant Mincy | 16 de agosto de 2013
Egypt is in turmoil. As I write this, more than 500 people have been killed and thousands wounded in an ongoing conflict between the Egyptian military (on behalf of a coup-installed junta) and supporters of the overthrown Muslim Brotherhood regime (supporters of the Brotherhood believably claim the death toll is probably much higher).
O Egito está em turbulência. Enquanto escrevo, mais de 500 pessoas foram mortas e milhares feridas em conflito em andamento entre a instituição militar egípcia (representando junta guindada ao poder por meio de golpe) e partidários do regime deposto da Irmandade Muçulmana (partidários da Irmandade afirmam, convincentemente, que o tributo em mortes é provavelmente muito maior).
In the United States, the Obama administration has shied away from identifying the coup as a coup, maintaining that it serves the “national interest” to continue military aid to whoever rules in Egypt. By doing so they hope for continued influence in the region.
Nos Estados Unidos, a administração Obama tem evitado identificar o golpe como golpe, afirmando que ele atende ao “interesse nacional” de continuar a ajuda militar a quem quer que governe no Egito. Procura, desse modo, continuar a manter sua influência na região.
US President Barack Obama condemned the actions taken by Egypt’s interim government, saying “The United States strongly condemns the steps that have been taken by Egypt’s interim government and security forces. We deplore violence against civilians. We support universal rights essential to human dignity, including the right to peaceful protest.”
O Presidente dos Estados Unidos Barack Obama condenou as ações praticadas pelo governo interino do Egito, dizendo que “Os Estados Unidos condenam enfaticamente os passos dados pelo governo interino e pelas forças de segurança do Egito. Deploramos a violência praticada contra civis. Apoiamos direitos universais essenciais à dignidade humana, inclusive o direito de protestar pacificamente.”
If this statement were true the US would take an entirely different approach toward the Middle East. Case in point: How is the US responding to the situation? Well, the US military will no longer participate in Operation Bright Star — a military war game involving thousands of US, Egyptian and other allied troops in the region. This is not a crushing blow to the Egyptian military; the war game has been canceled in the past for various reasons. The cancellation is for show, fodder to cover for falling US influence in the region.
Se essa declaração fosse verdadeira os Estados Unidos adotariam abordagem inteiramente diferente em relação ao Oriente Médio. Por exemplo: Como estão os Estados Unidos reagindo á situação? Bem, a instituição militar dos Estados Unidos não mais participará da Operação Estrela Reluzente — jogo militar de guerra envolvendo milhares de soldados dos Estados Unidos, egípcios e de outras tropas aliadas da região. Não é golpe esmagador para a instituição militar do Egito; o jogo de guerra já foi cancelado, no passado, por diversas razões. O cancelamento é encenação, expediente para encobrir influência cadente dos Estados Unidos na região.
What we are seeing in Egypt and across the Middle East is the consequence of decades of US hegemony. Supporters of US policy in the region will argue that military aid to Egypt, arming Syrian rebels, drone strikes in Yemen, occupied forces in Afghanistan, etc, serve a national interest and that the “Great Peacekeeping Armadas” of western nation states are doing exactly what they are supposed to: Maintain peace through strength.
O que estamos vendo no Egito e no Oriente Médio é consequência de décadas de hegemonia dos Estados Unidos. Partidários da política dos Estados Unidos na região argumentarão que ajuda militar ao Egito, armamento de rebeldes sírios, ataques com aviões não tripulados [drones] no Iêmen, forças de ocupação no Afeganistão, etc., servem ao interesse nacional e que as “Grandes Frotas Pacificadoras” dos estados-nações ocidentais estão fazendo exatamente o que deveriam fazer: Manter a paz por meio da força.
Is this a terribly misguided philosophy or a bold-faced lie? Does Obama really “deplore violence against civilians?” Do US special interests really “support universal rights essential to human dignity?” Has any administration? Not long ago Obama was joking about drone strikes at the White House Correspondents Dinner. US policy has killed hundreds of thousands of people, maimed even more and displaced millions. The rhetoric is always the same, no matter what liar is occupying the White House.
É isso filosofia terrivelmente equivocada ou mentira impudente? Será que Obama realmente “deplora a violência praticada contra civis?” Os interesses especiais dos Estados Unidos realmente “apoiam direitos universais essenciais à dignidade humana?” Alguma administração o faz? Não há muito Obama pilheriava acerca de ataques de drones no Jantar de Correspondentes da Casa Branca. A política dos Estados Unidos já matou centenas de milhares de pessoas, mutilou mais gente ainda e desalojou milhões. A retórica é sempre a mesma, independentemente de quem seja o mentiroso ocupando a Casa Branca.
For the sake of argument, however, let’s take US rhetoric at face value and accept that the end goal is peace in the Middle East by establishing democracy throughout the region (George W. Bush logic). Though I agree that democratic governments are superior to totalitarian states we must remember that governments do not represent the wishes of the public. Governments represent the wishes of those with power and influence.
Por mor de argumentação, contudo, tomemos a retórica dos Estados Unidos pelo valor de face e aceitemos que o objetivo final seja a paz no Oriente Médio mediante estabelecimento de democracia na região (lógica de George W. Bush). Embora eu concorde com que governos democráticos sejam superiores a estados totalitários, precisamos lembrar que os governos não representam os anelos do público. Os governos representam os desejos daqueles que têm poder e influência.
What is happening in Egypt is a direct consequence of US foreign policy.
O que está acontecendo no Egito é consequência direta da política externa dos Estados Unidos.
So what is the answer? The exact opposite of what governments have done throughout their existence. The most effective way to ensure peace is through true democratic consensus in the public arena — away from centralized institutions such as the state and global corporations. The faster we disassociate from our power structure, the faster a liberated society will build true peace.
Qual é, então, a resposta? O exato oposto do que os governos têm feito ao longo de sua existência. O modo mais eficaz de assegurar paz é por meio de verdadeiro consenso democrático no seio do público — longe de instituições centralizadas como o estado e corporações globais. O quanto mais depressa nos desassociemos de nossa estrutura de poder, mais rápido sociedade liberta construirá paz verdadeira.
It is not in the interests of human beings to die for and/or because of governments. It is in our interests to associate with global uprisings against neo-liberal economic policy, interventionism and the consequences of centralized power.
Não é do interesse de seres humanos morrerem por e/ou por causa de governos. É de nosso interesse nos associarmos a levantes globais contra política econômica neoliberal, intervencionismo e consequências do poder centralizado.


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