Wednesday, July 3, 2013

The Anti-Empire Report - The leading whistleblower of all time: Philip Agee


http://williamblum.org/aer
http://williamblum.org/aer/read/118
English Português
William Blum William Blum
Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic. Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #118 O Relatório Anti-Império No. 118
By William Blum – Published June 26th, 2013 Por William Blum – Publicado em 26 de junho de 2013
The leading whistleblower of all time: Philip Agee O maior denunciante de todos os tempos: Philip Agee
Before there was Edward Snowden, William Binney and Thomas Drake … before there was Bradley Manning, Sibel Edmonds and Jesselyn Radack … there was Philip Agee. What Agee revealed is still the most startling and important information about US foreign policy that any American government whistleblower has ever revealed. Antes de haver Edward Snowden, William Binney e Thomas Drake … antes de haver Bradley Manning, Sibel Edmonds e Jesselyn Radack … houve Philip Agee. O que Agee revelou constitui o mais espantoso e importante elenco de informações acerca da política externa dos Estados Unidos que qualquer denunciante do governo estadunidense tenha jamais revelado.
Philip Agee spent 12 years (1957-69) as a CIA case officer, most of it in Latin America. His first book, Inside the Company: CIA Diary, published in 1974 – a pioneering work on the Agency’s methods and their devastating consequences – appeared in about 30 languages around the world and was a best seller in many countries; it included a 23-page appendix with the names of hundreds of undercover Agency operatives and organizations. Philip Agee foi, por 12 anos (1957-69), agente de operações da CIA, a maior parte do tempo na América Latina. Seu primeiro livro, Dentro da Companhia: Diário da CIA, publicado em 1974 – obra pioneira acerca dos métodos da Agência e de suas devastadoras consequências – foi publicado em cerca de 30 línguas ao redor do mundo e foi o mais vendido em muitos países; incluía um apêndice de 23 páginas com os nomes de centenas de agentes e organizações secretas da Agência.
Under CIA manipulation, direction and, usually, their payroll, were past and present presidents of Mexico, Colombia, Uruguay, and Costa Rica, “our minister of labor”, “our vice-president”, “my police”, journalists, labor leaders, student leaders, diplomats, and many others. If the Agency wished to disseminate anti-communist propaganda, cause dissension in leftist ranks, or have Communist embassy personnel expelled, it need only prepare some phoney documents, present them to the appropriate government ministers and journalists, and – presto! – instant scandal. Sob manipulação, direção e, usualmente, na folha de pagamento da CIA estavam presidentes passados e presentes de México, Colômbia, Uruguai e Costa Rica, “nosso  ministro do trabalho”, “nosso vice-presidente”, “minha polícia”, jornalistas, líderes trabalhistas, líderes estudantis, diplomatas, e muitos outros. Se a Agência desejasse disseminar propaganda anticomunista, causar dissensão nas fileiras esquerdistas ou fazer com que pessoal de embaixada comunista fosse expulso, só precisava preparar alguns documentos falsos, apresentá-los aos ministros de governo e jornalistas apropriados e – presto! – escândalo instantâneo.
Agee’s goal in naming all these individuals, quite simply, was to make it as difficult as he could for the CIA to continue doing its dirty work. O objetivo de Agee ao dar o nome desses indivíduos, muito simplesmente, era tornar tão difícil quanto possível para a CIA continuar fazendo seu trabalho sujo.
A common Agency tactic was writing editorials and phoney news stories to be knowingly published by Latin American media with no indication of the CIA authorship or CIA payment to the media. The propaganda value of such a “news” item might be multiplied by being picked up by other CIA stations in Latin America who would disseminate it through a CIA-owned news agency or a CIA-owned radio station. Some of these stories made their way back to the United States to be read or heard by unknowing North Americans. Tática comum da Agência era escrever editoriais e artigos noticiosos falsos a serem deliberadamente publicados pela mídia latino-americana sem qualquer indicação de autoria da CIA ou pagamento da CIA à mídia. O valor de propaganda de tal item “noticioso” podia ser multiplicado mediante ser tomado por outros escritórios da CIA na América Latina que o disseminariam por meio de uma agência de notícias de propriedade da CIA ou de uma estação de rádio de propriedade da CIA. Alguns desses itens de notícias chegaram aos Estados Unidos, sendo lidos ou ouvidos por número desconhecido de estadunidenses.
Wooing the working class came in for special treatment. Labor organizations by the dozen, sometimes hardly more than names on stationery, were created, altered, combined, liquidated, and new ones created again, in an almost frenzied attempt to find the right combination to compete with existing left-oriented unions and take national leadership away from them. Granjear os favores da classe trabalhadora merecia tratamento especial. Organizações trabalhistas às dúzias, por vezes pouco mais do que nomes em papel, eram criadas, alteradas, combinadas, encerradas, e novas criadas de novo, numa tentativa quase frenética de encontrar a combinação para competir com sindicatos de esquerda já existentes e afastar deles a liderança nacional.
In 1975 these revelations were new and shocking; for many readers it was the first hint that American foreign policy was not quite what their high-school textbooks had told them nor what the New York Times had reported. Em 1975 essas revelações eram novas e chocantes; para muitos leitores, era a primeira indicação de que a política externa estadunidense não era de fato o que seus livros escolares do segundo grau lhes haviam dito nem o que o New York Times havia informado.
“As complete an account of spy work as is likely to be published anywhere, an authentic account of how an ordinary American or British ‘case officer’ operates … All of it … presented with deadly accuracy,” wrote Miles Copeland, a former CIA station chief, and ardent foe of Agee. (There’s no former CIA officer more hated by members of the intelligence establishment than Agee; no one’s even close; due in part to his traveling to Cuba and having long-term contact with Cuban intelligence.) “Descrição tão completa do trabalho de espionagem quanto provavelmente poderia ser publicada em qualquer lugar, descrição autêntica de como um ‘agente de operações’ estadunidense ou britânico atua … Tudo … apresentado com rigor impecável,” escreveu Miles Copeland, ex-chefe de escritório da CIA no exterior, e ardoroso inimigo de Agee. (Não há ex-oficial da CIA mais odiado pelos membros do establishment de inteligência do que Agee; ninguém fica sequer perto; isso devido, em parte, a ele ter viajado para Cuba e ter tido contato de longo prazo com a inteligência cubana.)
In contrast to Agee, WikiLeaks withheld the names of hundreds of informants from the nearly 400,000 Iraq war documents it released. Em contraste com Agee, o WikiLeaks não divulgou os nomes de centenas de informantes de aproximadamente 400.000 documentos da guerra do Iraque que divulgou.
In 1969, Agee resigned from the CIA (and colleagues who “long ago ceased to believe in what they are doing”). Em 1969, Agee renunciou à CIA (e a colegas que “há muito tempo pararam de acreditar no que fazem”).
While on the run from the CIA as he was writing Inside the Company – at times literally running for his life – Agee was expelled from, or refused admittance to, Italy, Britain, France, West Germany, the Netherlands, and Norway. (West Germany eventually gave him asylum because his wife was a leading ballerina in the country.) Agee’s account of his period on the run can be found detailed in his book On the Run (1987). It’s an exciting read. Enquanto fugia da CIA ao mesmo tempo em que escrevia Dentro da Companhia – por vezes literalmente fugindo para salvar a vida – Agee foi expulso de, ou teve entrada recusada por, Itália, Grã-Bretanha, França, Alemanha Ocidental, Holanda, e Noruega. (A Alemanha Ocidental finalmente deu-lhe asilo porque a mulher dele era prestigiosa bailarina naquele país.) A descrição de Agee de seu período em fuga pode ser encontrada em detalhe em seu livro Em Fuga (1987). É leitura apaixonante.
America’s Deadliest Export: DemocracyKilling HopeRogue StateFreeing the World to Death

No comments:

Post a Comment