Monday, July 1, 2013

The Anti-Empire Report - Eavesdropping on the planet



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Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #118
O Relatório Anti-Império No. 118
By William Blum – Published June 26th, 2013
Por William Blum – Publicado em 26 de junho de 2013
Eavesdropping on the planet
Escuta secreta do planeta
The above is the title of an essay that I wrote in 2000 that appeared as a chapter in my book Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower. Here are some excerpts that may help to put the current revelations surrounding Edward Snowden into perspective …
O acima é título de ensaio que escrevi em 2000, o qual veio a constituir capítulo de meu livro Estado Sem Escrúpulos: Guia Relativo à Única Superpotência do Mundo. Eis aqui alguns excertos que poderão a ajudar a pôr em perspectiva as atuais revelações em torno de Edward Snowden …
Can people in the 21st century imagine a greater invasion of privacy on all of earth, in all of history? If so, they merely have to wait for technology to catch up with their imagination.
Poderão as pessoas do século 21 imaginar maior invasão da privacidade em todo o mundo, em toda a história? Se sim, terão apenas de esperar até que a tecnologia emparelhe com sua imaginação.
Like a mammoth vacuum cleaner in the sky, the National Security Agency (NSA) sucks it all up: home phone, office phone, cellular phone, email, fax, telex … satellite transmissions, fiber-optic communications traffic, microwave links … voice, text, images … captured by satellites continuously orbiting the earth, then processed by high-powered computers … if it runs on electromagnetic energy, NSA is there, with high high tech. Twenty-four hours a day. Perhaps billions of messages sucked up each day. No one escapes. Not presidents, prime ministers, the UN Secretary-General, the pope, the Queen of England, embassies, transnational corporation CEOs, friend, foe, your Aunt Lena … if God has a phone, it’s being monitored … maybe your dog isn’t being tapped. The oceans will not protect you. American submarines have been attaching tapping pods to deep underwater cables for decades.
Como colossal aspirador de pó no céu, a Agência de Segurança Nacional (NSA) suga tudo: telefone residencial, telefone do trabalho, telefone celular, email, fax, telex … transmissões de satélite, tráfego de comunicação por fibra ótica, links de microondas … voz, texto, imagens … captados por satélites orbitando continuamente a Terra, e depois tudo é processado em seus computadores de alta potência … se algo funciona na base de energia eletromagnética, a NSA está lá, com altíssima tecnologia. Vinte e quatro horas por dia. Talvez biliões de mensagens sugadas cada dia. Ninguém escapa. Não escapam presidentes, primeiros-ministros, o Secretário-Geral da ONU, o papa, a Rainha da Inglaterra, embaixadas, presidentes de corporações internacionais, amigo, inimigo, sua tia Lena … se Deus tiver telefone, estará sendo monitorado … talvez o seu cachorro não esteja sendo grampeado. Os oceanos não protegerão você. Submarinos estadunidenses há décadas atrelam estojos de intercepção a cabos submarinos profundos.
Under a system codenamed ECHELON, launched in the 1970s, the NSA and its junior partners in Britain, Australia, New Zealand, and Canada operate a network of massive, highly automated interception stations, covering the globe amongst them. Any of the partners can ask any of the others to intercept its own domestic communications. It can then truthfully say it does not spy on its own citizens.
Por meio de sistema de codinome ECHELON, lançado nos anos 1970, a NSA e suas parceiras menores em Grã-Bretanha, Austrália, Nova Zelândia e Canadá operam rede de enormes estações de intercepção altamente automatizadas, cobrindo o globo em meio a si. Qualquer das parceiras pode pedir a quaisquer das outras para que intecepte suas próprias comunicações internas a seu país. Pode, em seguida, verazmente, dizer que não espiona seus próprios cidadãos.
Apart from specifically-targeted individuals and institutions, the ECHELON system works by indiscriminately intercepting huge quantities of communications and using computers to identify and extract messages of interest from the mass of unwanted ones. Every intercepted message – all the embassy cables, the business deals, the sex talk, the birthday greetings – is searched for keywords, which could be anything the searchers think might be of interest. All it takes to flag a communication is for one of the parties to use a couple or so of the key words in the ECHELON “dictionary” – “He lives in a lovely old white house on Bush Street, right near me. I can shoot over there in two minutes.” Within limitations, computers can “listen” to telephone calls and recognize when keywords are spoken. Those calls are extracted and recorded separately, to be listened to in full by humans. The list of specific targets at any given time is undoubtedly wide ranging, at one point including the likes of Amnesty International and Christian Aid.
À parte indivíduos e instituições especificamente visados, o sistema ECHELON funciona mediante interceptar indiscriminadamente enormes quantidades de comunicação e usar computadores para identificar e extrair mensagens de interesse da massa de não desejadas. Toda mensagem interceptada – todos os cabos de embaixadas, os acordos de negócios, as conversas de sexo, os cumprimentos de aniversário – é pesquisada para efeito de palavras-chaves, que podem ser qualquer coisa que os pesquisadores achem poder ser de interesse. Para colocar em destaque uma comunicação basta uma das partes use um par ou em torno disso de palavras-chaves do “dicionário” do ECHELON. “Ele mora numa encantadora casa branca antiga na Rua Bush, bem perto de mim. Eu posso disparar para lá em dois minutos.” Dentro de limitações, os computadores podem “ouvir” telefonemas e reconhecer quando palavras-chaves sejam faladas. Tais telefonemas são extraídos e gravados separadamente, para serem ouvidos na íntegra por seres humanos. A lista de alvos específicos em qualquer momento dado é indubitavelmente de amplo espectro, a certa altura incluindo os assemelhados à Anistia Internacional e à Ajuda Cristã.
ECHELON is carried out without official acknowledgment of its existence, let alone any democratic oversight or public or legislative debate as to whether it serves a decent purpose. The extensiveness of the ECHELON global network is a product of decades of intense Cold War activity. Yet with the end of the Cold War, its budget – far from being greatly reduced – was increased, and the network has grown in both power and reach; yet another piece of evidence that the Cold War was not a battle against something called “the international communist conspiracy”.
O ECHELON é executado sem reconhecimento oficial de sua existência, e sem muito menos qualquer supervisão democrática ou debate público ou legislativo quanto a se atende a finalidade decente. A extensão da rede global ECHELON é produto de décadas de intensa atividade de Guerra Fria. Entretanto, com o fim da Guerra Fria, seu orçamento – longe de ser grandemente reduzido – foi aumentado, e a rede aumentou tanto em poder quanto em alcance; mais uma evidência de que a Guerra Fria não era uma batalha contra algo chamado “a conspiração comunista internacional”.
The European Parliament in the late 1990s began to wake up to this intrusion into the continent’s affairs. The parliament’s Civil Liberties Committee commissioned a report, which appeared in 1998 and recommended a variety of measures for dealing with the increasing power of the technologies of surveillance. It bluntly advised: “The European Parliament should reject proposals from the United States for making private messages via the global communications network [Internet] accessible to US intelligence agencies.” The report denounced Britain’s role as a double-agent, spying on its own European partners.
O Parlamento Europeu, ao final dos anos 1990, começou a acordar para esse intrometimento nos assuntos do continente. A Comissão de Liberdades Civis do parlamento encomendou relatório, que veio a surgir em 1998, e recomendou diversas medidas para lide com o crescente poder das tecnologias de escuta. Recomendou sem rebuços:  “O Parlamento Europeu deverá rejeitar propostas dos Estados Unidos de tornar mensagens privadas via rede global de comunicação [Internet] acessíveis a agências de inteligência dos Estados Unidos.” O relatório denunciou o papel da Grã-Bretanha como agente dupla, espionando seus próprios parceiros europeus.
Despite these concerns the US has continued to expand ECHELON surveillance in Europe, partly because of heightened interest in commercial espionage – to uncover industrial information that would provide American corporations with an advantage over foreign rivals.
Apesar dessas preocupações os Estados Unidos continuaram a expandir a vigilância pelo ECHELON na Europa, em parte por causa de aumento de interesse em espionagem comercial – para descobrir informações industriais que proporcionariam a corporações estadunidenses vantagem sobre rivais estrangeiras.
German security experts discovered several years ago that ECHELON was engaged in heavy commercial spying in Europe. Victims included such German firms as the wind generator manufacturer Enercon. In 1998, Enercon developed what it thought was a secret invention, enabling it to generate electricity from wind power at a far cheaper rate than before. However, when the company tried to market its invention in the United States, it was confronted by its American rival, Kenetech, which announced that it had already patented a near-identical development. Kenetech then brought a court order against Enercon to ban the sale of its equipment in the US. In a rare public disclosure, an NSA employee, who refused to be named, agreed to appear in silhouette on German television to reveal how he had stolen Enercon’s secrets by tapping the telephone and computer link lines that ran between Enercon’s research laboratory and its production unit some 12 miles away. Detailed plans of the company’s invention were then passed on to Kenetech.
Especialistas alemães em segurança descobriram, há vários anos, que o ECHELON estava envolvido em intensa espionagem comercial na Europa. Vítimas incluíam firmas alemãs tais como a fabricante de geradores eólicos Enercon. Em 1998, a Enercon desenvolveu o que pensava ser invenção secreta, permitindo-lhe gerar eletricidade a partir de potência eólica, muito mais barata do que antes. Entretanto, quando a empresa tentou comercializar sua invenção nos Estados Unidos, foi confrontada por sua rival estadunidense, Kenetech, a qual anunciou já ter patenteado invenção quase idêntica. A Kenetech em seguida obteve ordem judicial contra a Enercon proibindo o uso do equipamento daquela empresa nos Estados Unidos. Numa rara revelação pública, funcionário da NSA, que se recusou a ter seu nome divulgado, concordou em aparecer em silhueta na televisão alemã para revelar como havia furtado os segredos da Enercon mediante grampear as linhas de telefone e os links de computador que operavam entre o laboratório de pesquisa da Enercon e sua unidade de produção a cerca de 12 milhas de distância. Planos detlhados da invenção da empresa foram em seguida passados para a Kenetech.
In 1994, Thomson S.A., located in Paris, and Airbus Industrie, based in Blagnac Cedex, France, also lost lucrative contracts, snatched away by American rivals aided by information covertly collected by NSA and CIA. The same agencies also eavesdropped on Japanese representatives during negotiations with the United States in 1995 over auto parts trade.
Em 1994, a Thomson S.A., localizada em Paris, e a Airbus Industrie, sediada em Blagnac Cedex, França, também perderam lucrativos contratos, surripiados por rivais estadunidenses auxiliadas por informações secretamente coletadas por NSA e CIA. Essas mesmas agências também escutaram secretamente representantes japoneses durante negociações com os Estados Unidos em 1995 referentes a comércio de peças de automóveis.
German industry has complained that it is in a particularly vulnerable position because the government forbids its security services from conducting similar industrial espionage. “German politicians still support the rather naive idea that political allies should not spy on each other’s businesses. The Americans and the British do not have such illusions,” said journalist Udo Ulfkotte, a specialist in European industrial espionage, in 1999.
A indústria alemã tem-se queixado de encontrar-se em posição particularmente vulnerável porque o governo proíbe que seus serviços de segurança levem a efeito espionagem industrial semelhante. “Os políticos alemães ainda apoiam a ideia bastante ingênua de que aliados políticos não deveriam espionar os negócios uns dos outros. Os estadunidenses e britânicos não têm tais ilusões,” disse o jornalista Udo Ulfkotte, especialista em espionagem industrial europeia, em 1999.
That same year, Germany demanded that the United States recall three CIA operatives for their activities in Germany involving economic espionage. The news report stated that the Germans “have long been suspicious of the eavesdropping capabilities of the enormous U.S. radar and communications complex at Bad Aibling, near Munich”, which is in fact an NSA intercept station. “The Americans tell us it is used solely to monitor communications by potential enemies, but how can we be entirely sure that they are not picking up pieces of information that we think should remain completely secret?” asked a senior German official. Japanese officials most likely have been told a similar story by Washington about the more than a dozen signals intelligence bases which Japan has allowed to be located on its territory.
Naquele mesmo ano, a Alemanha exigiu que os Estados Unidos chamassem de volta três agentes da CIA por suas atividades na Alemanha envolvendo espionagem econômica. A informação noticiosa declarava que os alemães “há muito tempo desconfiavam dos recursos de escuta secreta do enorme radar e do complexo de comunicação dos Estados Unidos em Bad Aibling, perto de Munich”, na verdade uma estação de intercepção da NSA. “Os estadunidenses dizem-nos ela ser usada unicamente para monitorar comunicações de inimigos em potencial, mas como poderemos estar inteiramente seguros de eles não estarem catando itens de informação que entendemos deverem permanecer completamente secretos?” perguntou alta autoridade alemã. Autoridades japonesas muito provavelmente ouviram história similar contada por Washington acerca da mais de dúzia de bases de inteligência de sinais que o Japão permitiu ficarem localizadas em seu território.
In their quest to gain access to more and more private information, the NSA, the FBI, and other components of the US national security establishment have been engaged for years in a campaign to require American telecommunications manufacturers and carriers to design their equipment and networks to optimize the authorities’ wiretapping ability. Some industry insiders say they believe that some US machines approved for export contain NSA “back doors” (also called “trap doors”).
Em sua busca de ganhar acesso a cada vez mais informação privada, NSA, FBI, e outros componentes do establishment de segurança nacional estão engajados há anos em campanha para requerer que fabricantes e portadores estadunidenses de telecomunicações projetem seus equipamentos e redes de modo a otimizar a capacidade de escuta das autoridades. Algumas pessoas de dentro da indústria dizem acreditar que algumas das máquinas estadunidenses aprovadas para exportação contêm “portas dos fundos” da NSA (também chamadas de “portas de armadilha”).
The United States has been trying to persuade European Union countries as well to allow it “back-door” access to encryption programs, claiming that this was to serve the needs of law-enforcement agencies. However, a report released by the European Parliament in May 1999 asserted that Washington’s plans for controlling encryption software in Europe had nothing to do with law enforcement and everything to do with US industrial espionage. The NSA has also dispatched FBI agents on break-in missions to snatch code books from foreign facilities in the United States, and CIA officers to recruit foreign communications clerks abroad and buy their code secrets, according to veteran intelligence officials.
Os Estados Unidos têm tentado persuadir países da União Europeia a também permitirem a eles acesso de “porta dos fundos” a programas de criptografia, asseverando ser a finalidade atender às necessidades dos órgãos de cumprimento da lei. Entretanto, relatório liberado pelo Parlamento Europeu em maio de 1999 afirmou que os planos de Washington para controlar software de criptografia na Europa nada tinham a ver com robustecer o cumprimento da lei, e tudo a ver com espionagem industrial pelos Estados Unidos. A NSA tem também despachado agentes do FBI em missões de invasão ilegal para apossarem-se de listas de códigos de instalações estrangeiras trazendo-os para os Unidos, e agentes da CIA para recrutar funcionários de comunicações estrangeiras e comprar seus segredos de código, de acordo com oficiais veteranos de inteligência.
For decades, beginning in the 1950s, the Swiss company Crypto AG sold the world’s most sophisticated and secure encryption technology. The firm staked its reputation and the security concerns of its clients on its neutrality in the Cold War or any other war. The purchasing nations, some 120 of them – including prime US intelligence targets such as Iran, Iraq, Libya and Yugoslavia – confident that their communications were protected, sent messages from their capitals to their embassies, military missions, trade offices, and espionage dens around the world, via telex, radio, and fax. And all the while, because of a secret agreement between the company and NSA, these governments might as well have been hand delivering the messages to Washington, uncoded. For their Crypto AG machines had been rigged before being sold to them, so that when they used them the random encryption key could be automatically and clandestinely transmitted along with the enciphered message. NSA analysts could read the messages as easily as they could the morning newspaper.
Por décadas, começando nos anos 1950, a empresa suíça Crypto AG vendeu a tecnologia de criptografia mais sofisticada e segura do mundo. A firma firmou sua reputação e ganhou os interesses de segurança de seus clientes com base em sua neutralidade na Guerra Fria ou em qualquer outra guerra. As nações compradoras, cerca de 120 – incluindo alvos prioritários de inteligência dos Estados Unidos tais como Irã, Iraque, Líbia e Iugoslávia – confiantes em que suas comunicações estavam protegidas, mandavam mensagens de suas capitais para suas embaixadas, missões militares, escritórios comerciais, e aparelhos de espionagem em todo o mundo, via telex, rádio, e fax. E no entanto, por causa de acordo secreto entre a empresa e a NSA, esses governos poderiam igualmente ter enviado diretamente as mensagens a Washington, não codificadas. Pois suas máquinas Crypto AG haviam sido viciadas antes de serem vendidas a eles, de tal maneira que, quando eles as usavam, a chave randômica de criptografia podia ser automática e clandestinamente transmitida juntamente com a mensagem criptografada. Analistas da NSA podiam ler as mensagens tão facilmente quanto poderiam ler o jornal matutino.
In 1986, because of US public statements concerning the La Belle disco bombing in West Berlin, the Libyans began to suspect that something was rotten with Crypto AG’s machines and switched to another Swiss firm, Gretag Data Systems AG. But it appears that NSA had that base covered as well. In 1992, after a series of suspicious circumstances over the previous few years, Iran came to a conclusion similar to Libya’s, and arrested a Crypto AG employee who was in Iran on a business trip. He was eventually ransomed, but the incident became well known and the scam began to unravel in earnest.
Em 1986, por causa de declarações públicas dos Estados Unidos a respeito da explosão da discoteca La Belle em Berlim Ocidental, os líbios começaram a suspeitar de que algo estava podre nas máquinas da Crypto AG e mudaram para outra firma suíça, a Gretag Data Systems AG. Parece, porém, que a NSA também tinha coberto aquela base. Em 1992, depois de uma série de circunstâncias suspeitas ao longo dos anos anteriores, o Irã chegou a conclusão similar à da Líbia, e prendeu um empregado da Crypto AG que estava no Irã em viagem de negócios. Ele foi finalmente libertado mediante pagamento de resgate, mas o incidente tornou-se bem conhecido e a fraude começou a ser deslindada mais seriamente.
In September 1999 it was revealed that NSA had arranged with Microsoft to insert special “keys” into Windows software, in all versions from 95-OSR2 onwards. An American computer scientist, Andrew Fernandez of Cryptonym in North Carolina, had disassembled parts of the Windows instruction code and found the smoking gun – Microsoft’s developers had failed to remove the debugging symbols used to test this software before they released it. Inside the code were the labels for two keys. One was called “KEY”. The other was called “NSAKEY”. Fernandez presented his finding at a conference at which some Windows developers were also in attendance. The developers did not deny that the NSA key was built into their software, but they refused to talk about what the key did, or why it had been put there without users’ knowledge. Fernandez says that NSA’s “back door” in the world’s most commonly used operating system makes it “orders of magnitude easier for the US government to access your computer.”
Em setembro de 1999 foi revelado que a NSA havia feito acordo com a Microsoft para inserir “chaves” especiais no software Windows, em todas as versões do 95-OSR2 em diante. Cientista estadunidense da computação, Andrew Fernandez, da Cryptonym na Carolina do Norte, havia desmembrado partes do código de instruções do Windows e descobriu a evidência inegável – os desenvolvedores da Microsoft haviam deixado de remover os símbolos da depuração usada para testar o software antes de o liberarem. Dentro do código havia rótulos para duas chaves. Uma era chamada “KEY”. A outra era chamada “NSAKEY”. Fernandez apresentou sua descoberta numa conferência da qual participavam também alguns dos desenvolvedores do Windows. Os desenvolvedores não negaram que a chave da NSA havia sido embutida em seu software, mas recusaram-se a falar acerca do que a chave fazia, ou de por que havia sido colocada ali sem conhecimento dos usuários. Fernandez diz que a “porta dos fundos” da NSA no sistema operacional mais comumente usado no mundo torna “ordens de grandeza mais fácil para o governo dos Estados Unidos ter acesso a seu computador.”
In February 2000, it was disclosed that the Strategic Affairs Delegation (DAS), the intelligence arm of the French Defense Ministry, had prepared a report in 1999 which also asserted that NSA had helped to install secret programs in Microsoft software. According to the DAS report, “it would seem that the creation of Microsoft was largely supported, not least financially, by the NSA, and that IBM was made to accept the [Microsoft] MS-DOS operating system by the same administration.” The report stated that there had been a “strong suspicion of a lack of security fed by insistent rumors about the existence of spy programs on Microsoft, and by the presence of NSA personnel in Bill Gates’ development teams.” The Pentagon, said the report, was Microsoft’s biggest client in the world.
Em fevereiro de 2000, foi revelado que a Delegação de Assuntos Estratégicos (DAS), o braço de inteligência do Ministério da Defesa francês, havia preparado relatório em 1999 que também afirmava a NSA ter ajudado a instalar programas secretos em software da Microsoft. De acordo com o relatório da DAS, “pareceria que a criação da Microsoft era grandemente apoiada, inclusive financeiramente, pela NSA, e a mesma administração havia feito a IBM aceitar o sistema operacional MS-DOS [da Microsoft].” O relatório declarava que havia havido “forte suspeita de falta de segurança, alimentada por insistentes rumores acerca da existência de programas espiões na Microsoft, e pela presença de pessoal da NSA nas equipes de desenvolvimento de Bill Gates.” O Pentágono, disse o relatório, era o maior cliente do mundo da Microsoft.
Recent years have seen disclosures that in the countdown to their invasion of Iraq in 2003, the United States had listened in on UN Secretary-General Kofi Annan, UN weapons inspectors in Iraq, and all the members of the UN Security Council during a period when they were deliberating about what action to take in Iraq.
Anos recentes têm testemunhado revelações de que, na contagem regressiva para sua invasão do Iraque, os Estados Unidos haviam escutado secretamente o Secretário-Geral da ONU Kofi Annan, os inspetores de armamentos das Nações Unidas no Iraque, e todos os membros do Conselho de Segurança da ONU durante período no qual eles estavam deliberando acerca de que ação desenvolver no Iraque.
It’s as if the American national security establishment feels that it has an inalienable right to listen in; as if there had been a constitutional amendment, applicable to the entire world, stating that “Congress shall make no law abridging the freedom of the government to intercept the personal communications of anyone.” And the Fourth Amendment had been changed to read: “Persons shall be secure in their persons, houses, papers, and effects, against unreasonable searches and seizures, except in cases of national security, real or alleged.” 2
Tudo se passa como se o establishment de segurança nacional estadunidense achasse ter o direito inalienável de escuta secreta; como se existisse uma emenda constitucional, aplicável ao mundo inteiro, declarando que “o Congresso não fará lei restringindo o poder do governo de interceptar as comunicações pessoais de qualquer pessoa.” E a Quarta Emenda tivesse sido modificada para rezar: “As pessoas estarão seguras em sua integridade física, residências, documentos, e pertences, contra buscas e apreensões irrazoáveis, exceto em casos de segurança nacional, reais ou alegados.” 2
Notes
Notas
2. See Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower, chapter 21, for the notes for the above.
America’s Deadliest Export: DemocracyKilling Hope
Rogue StateFreeing the World to Death

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