Sunday, July 21, 2013

FFF- TGIF: Airbrushing Barbarity



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A Fundação Futuro de Liberdade
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Artigos da FFF
TGIF: Airbrushing Barbarity
GRAÇAS A DEUS É SEXTA-FEIRA: Aerografia da Barbárie
July 5, 2013
5 de julho de 2013
“As the base rhetorician uses language to increase his own power, to produce converts to his own cause, and to create loyal followers of his own person – so the noble rhetorician uses language to wean men away from their inclination to depend on authority, to encourage them to think and speak clearly, and to teach them to be their own masters.” –Thomas Szasz, Karl Kraus and the Soul-Doctors (1977)
“Assim como o retórico ignóbil usa a linguagem para aumentar seu próprio poder, para produzir convertidos para sua própria causa, e para criar leais seguidores de sua própria pessoa – assim o retórico nobre usa a linguagem para libertar os homens de sua inclinação para confiar na autoridade, para estimulá-los a pensar e a falar claramente, e para ensiná-los a serem seus próprios senhores.” –Thomas Szasz, Karl Kraus e os Médicos da Alma (1977)
Statism — in the sense that government can do good things for people — depends on lies, or base rhetoric, that is, language that conceals the truth in order to persuade. Proponents of statism cannot easily win others to their cause if they fail to obscure the fact that, in its essence, the state is physical violence and that ultimately its rule consists in intimidation.
O estatismo — no sentido de que o governo pode fazer coisas boas para o povo — depende de mentiras, ou de retórica ignóbil, isto é, linguagem que esconde a verdade a fim de persuadir. Os proponentes do estatismo não podem facilmente ganhar outras pessoas para sua causa se deixarem de tornar obscuro o fato de que, em sua essência, o estado é violência física e de que, em última análise, sua autoridade consiste em intimidação.
You need only listen to the most prominent politicians and pundits to see what I mean. Politics is inherently value-laden. That should be obvious: Among other things it concerns what human conduct the government should require, proscribe, and ignore. Yet discussions of political methods are usually not expressed in value-laden language. The purported objectives of policies are expressed in such language, but the methods of achieving them are not. So, for example, a politician or pundit will proclaim the moral desirability and even the justice of universal medical coverage. But when it comes to discussing the means to that end, the language turns technical and seemingly value-free. Speeches, op-ed columns, and news-talk programs overflow with wonkish deceptive jargon. Terms like “mandate” and “penalty” are thrown around, all the better to hide the fact that if you refuse to follow some bureaucrat’s orders, armed agents will turn up on your doorstep to force you to obey. And if you resist, those agents are legally authorized to subdue and, if they think it necessary, kill you. No penalty will befall them. You don’t often hear such matters talked about that way – and there’s no mystery in that. (“Penalty” perhaps sounds unvarnished, but that word is closely associated with games like football.)
Você só precisa ouvir os mais preeminentes políticos e formadores de opinião para entender o que quero dizer. A política é, inerentemente, eivada de valores. Isso deveria ser óbvio: Entre outras coisas ela diz respeito a que conduta humana o governo deve exigir, proscrever, e ignorar. Sem embargo, discussões acerca de métodos políticos usualmente não são expressas em linguagem eivada de valores. Os pretensos objetivos das políticas são expressos em tal linguagem, mas os métodos de concretizá-los não o são. Assim, por exemplo, político ou formador de opinião proclamará a desejabilidade moral e até mesmo a justiça da cobertura médica universal. Quando, porém, chega-se à discussão dos métodos para a consecução de tal fim, a linguagem se torna técnica e aparentemente despida de valores. Discursos, colunas opinativas e programas noticiosos e de entrevistas desbordam de sofisticado jargão empulhador. Termos como “delegação” e “penalidade” são lançados em redor, tudo para melhor ocultar o fato de que, se você se recusar a obedecer a alguma ordem de burocrata, agentes armados aparecerão à soleira de sua porta para forçarem você a obedecer. E se você resistir tais agentes estão legalmente autorizados a subjugar você e, se acharem necessário, matar você.  Nenhuma penalidade sobrevirá a eles. Você não ouvirá com frequência tais assuntos serem postos nesses termos – e não há mistério nisso. (“Penalidade” talvez soe como palavra não pomposa, mas essa palavra está estreitamente associada a jogos tais como o futebol.)
Think of common political terms and how they obfuscate: Social Security, national security, border security, zoning, licensing, intellectual property, deficit spending, quantitative easing, civil forfeiture, civil commitment, taxation, subsidy, free elections, public schooling, farm policy, foreign policy, free coverage, drug war, and many more. All entail forcing individuals to do or not do something against their wishes. These euphemisms are intended to diminish our awareness of that truth. Couching moral/political matters in technocratic language helps us forget the unpleasantness of the underlying incivility and brutality of political measures. The base rhetoricians who traffic in this lingo aid and abet injustice.
Pense nos termos políticos comuns e como eles cegam: Previdência Social, segurança nacional, segurança fronteiriça, zoneamento, licenciamento, propriedade intelectual, gastos deficitários, flexibilização quantitativa, confisco de ativos, internação compulsória, tributação, subsídio, eleições livres, escolarização pública, política agrícola, política externa, cobertura grátis, guerra às drogas, e muitos mais. Todos implicam forçar indivíduos a fazer algo contra o que desejam. Esses eufemismos visam a diminuir nossa consciência dessa verdade. Expressar assuntos morais/políticos em linguagem tecnocrática ajuda-nos a esquecer a desagradabilidade da rudeza sujacente às, e a brutalidade das, medidas políticas. Os retóricos ignóbeis que traficam essa linguagem empolada ajudam e promovem a injustiça.
One of my favorite examples is Ezra Klein of the Washington Post, a frequent guest on news-talk programs. No one is better at speaking of political aggression in the policy maker’s value-free jargon as he facilely suggests ways to dispose of other people’s money and preclude voluntary cooperation (markets) — oblivious of any consequence except the one he pronounces desirable. (Too bad if you disagree.) In writing about government management of medical insurance, for instance, Klein says, “Ending discrimination against sick people raises premiums for the healthy but lowers them for the sick.” He relieves his readers of the responsibility of focusing on the fact that “ending discrimination against sick people” is a misleading way of proposing to force innocent people to behave in ways that would convert insurance, which is a means of grappling with risk, into pure political subsidy. (How could proper medical insurance not take account of the fact that some people are already sick?)
Um de meus exemplos favoritos é Ezra Klein do Washington Post, frequente convidado em programas noticiosos-de entrevistas. Ninguém é melhor em falar de agressão política no jargão isento de valores dos formuladores de políticas, na medida em que ele com a maior tranquilidade sugere maneiras de jogar fora o dinheiro dos outros e barrar a cooperação voluntária (mercados) — esquecido de qualquer consequência exceto daquela que ele proclame desejável. (Azar o seu se você discordar.) Escrevendo acerca de administração, pelo governo, do seguro médico, por exemplo, Klein diz:“Acabar com a discriminação contra pessoas doentes aumenta os prêmios para quem tem saúde mas os diminui para os doentes.” Ele libera seus leitores da responsabilidade de focarem o fato de que “acabar com a discriminação contra pessoas doentes” é maneira enganosa de forçar pessoas inocentes a se comportarem de maneira que converteria o seguro, que é um meio de enfrentar o risco, em puro subsídio político. (Como poderia o seguro médico não levar em conta o fato de que algumas pessoas já estão doentes?)
Another favorite of mine is Thomas Friedman of the New York Times. It’s typical of him to write, “We need to keep investing in the engines of our growth — infrastructure, government-financed research, education, immigration and regulations that incentivize risk-taking but prevent recklessness.” By we he means the state, which is the machinery that forcibly overrides innocent people’s judgments about the best thing to do. By investing he means that government agents seize your money and spend it according to the politicians’ whims.
Outro favorito meu é Thomas Friedman do New York Times. É típico dele escrever: “Nós precisamos continuar a investir nas engrenagens de nosso crescimento — infraestrutura, pesquisa financiada pelo governo, educação, imigração e regulamentação que incentive a assunção de riscos mas impeça a inconsequência.” Por nós ele significa o estado, que é o maquinário que, pela força, sobrepõe-se às opiniões das pessoas inocentes acerca de qual é a melhor coisa a fazer. Por investir ele significa que os agentes do governo confiscam o seu dinheiro e o gastam de acordo com os caprichos dos políticos.
Political discourse is fundamentally dishonest in that it airbrushes barbarity. (In this connection, see George Orwell’s classic essay “Politics and the English Language.”) What Thomas Szasz wrote about the language of the mental-health industry and mainstream social sciences is true of the language of public policy: “Indeed, one could go so far as to say that the specialized languages of these disciplines serve virtually no other purposes than to conceal valuation behind an ostensibly scientific and therefore nonvaluational semantic screen.”
O discurso político é fundamentalmente desonesto nisto, em que aerografa a barbárie. (Nesse contexto, vide o ensaio clássico de George Orwell “Política e Língua Inglesa.”) O que Thomas Szasz escreveu acerca da linguagem da indústria da saúde mental e das ciências sociais majoritárias é verdade da linguagem da política pública: “Na verdade, pode-se ir longe a ponto de dizer que as linguagens especializadas dessas disciplinas servem virtualmente exclusivamente ao propósito de ocultar a valoração atrás de uma tela semântica pretensamente científica e portanto não valorativa.”
Thus, he added, that type of language “is, necessarily, anti-individualistic, and hence a threat to human freedom and dignity.”
Assim, pois, acrescentou ele, esse tipo de linguagem “é, necessariamente, anti-individualista e, portanto, é uma ameaça à liberdade e à dignidade humana.”
This post was written by: Sheldon Richman
Sheldon Richman is vice president of The Future of Freedom Foundation and editor of FFF's monthly journal, Future of Freedom. For 15 years he was editor of The Freeman, published by the Foundation for Economic Education in Irvington, New York. He is the author of FFF's award-winning book Separating School & State: How to Liberate America's Families; Your Money or Your Life: Why We Must Abolish the Income Tax; and Tethered Citizens: Time to Repeal the Welfare State. Calling for the abolition, not the reform, of public schooling. Separating School & State has become a landmark book in both libertarian and educational circles. In his column in the Financial Times, Michael Prowse wrote: "I recommend a subversive tract, Separating School & State by Sheldon Richman of the Cato Institute, a Washington think tank... . I also think that Mr. Richman is right to fear that state education undermines personal responsibility..." Sheldon's articles on economic policy, education, civil liberties, American history, foreign policy, and the Middle East have appeared in the Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World & I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, Liberty magazine, and other publications. He is a contributor to the The Concise Encyclopedia of Economics. A former newspaper reporter and senior editor at the Cato Institute and the Institute for Humane Studies, Sheldon is a graduate of Temple University in Philadelphia. He blogs at Free Association. Send him e-mail.

Esta afixação foi escrita por: Sheldon Richman
Sheldon Richman é vice-presidente da Fundação Futuro de Libertade e editor do periódico mensal da FFF, Futuro da Liberdade. Por 15 anos foi editor de O Homem Livre, publicado pela Fundação de Educação Econômica em Irvington, New York. É autor do livro premiado da FFF Separação de Escola & Estado: Como Libertar as Famílias dos Estados Unidos; Seu Dinheiro ou Sua Vida: Por Que Precisamos Acabar com o Imposto de Renda; e Cidadãos no Cabresto: Hora de Repudiar o Estado Assistencialista. Preconizando a abolição, não a reforma, da escola pública, Separação de Escola & Estado tornou-se referência em círculos tanto libertários quanto educacionais. Em sua coluna do Financial Times, Michael Prowse escreveu: "Recomendo texto subversivo, Separação de Escola & Estado por Sheldon Richman do Cato Institute, centro de estudos interdisciplinares de Washington... . Acho também que o Sr. Richman está certo ao temer que a educação estatal solape a responsabilidade pessoal..." Os artigos de Sheldon acerca de política econômica, educação, liberdades civis, história estadunidense, política externa e Oriente Médio já foram publicados em Washington Post, Wall Street Journal, American Scholar, Chicago Tribune, USA Today, Washington Times, The American Conservative, Insight, Cato Policy Report, Journal of Economic Development, The Freeman, The World & I, Reason, Washington Report on Middle East Affairs, Middle East Policy, revista Liberty, e outras publicações. Ele é colaborador da Enciclopédia Concisa de Economia. Ex-repórter de jornal e ex-editor sênior no Cato Institute e no Instituto de Estudos Humanos, Sheldon é formado pela Temple University em Filadélfia. Bloga em Free Association. Envie-lhe e-mail.



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