Thursday, July 11, 2013

FFF - Support the Egyptian Uprising and Go to Jail


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A Fundação Futuro de Liberdade
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O BLOG DE HORNBERGER
Support the Egyptian Uprising and Go to Jail
Apoie o Levante Egípcio e Vá para a Cadeia
July 10, 2013
10 de julho de 2013
For any American tempted to support the violent uprising against the Egyptian military coup, you might want to think twice because if you exhort Egyptians to violently overthrow the military tyranny under which they are suffering, you will be arrested, prosecuted, and incarcerated at the hands of the U.S. government.
Para qualquer estadunidense tentado a apoiar o levante violento contra o golpe militar egípcio: você poderá desejar pensar duas vezes porque, se exortar os egípcios a derrubarem violentamente a tirania militar sob a qual estão padecendo, será preso, processado e encarcerado nas mãos do governo dos Estados Unidos.
That’s what happened to a New York lawyer named Lynne Stewart. She read a note to the press that was construed as exhorting Egyptian radicals to rise up and violently overthrow the Egyptian military dictatorship under Hosni Mubarak. She is now living the rest of her life in a federal penitentiary.
Foi isso o que aconteceu com advogada de New York chamada Lynne Stewart. Ela leu uma nota para a imprensa a qual foi interpretada como exortando radicais egípcios a levantarem-se e a derrubarem violentamente a ditadura militar egípcia de Hosni Mubarak. Agora ela está vivendo o resto da vida numa penitenciária federal.
Thus, the state of U.S. law is this: In principle, it’s okay to support the right of people to use force to resist tyranny. After all, that’s what the Declaration of Independence says, a document that Americans just celebrated on the Fourth of July.
Portanto, o estado da lei dos Estados Unidos é o seguinte: Em princípio, está bem apoiar o direito de o povo usar força para resistir à tirania. Afinal de contas, é isso o que a Declaração de Independência diz, documento que os estadunidenses acabam de comemorar no Quatro de Julho.
But Stewart crossed the line. Rather than simply telling Egyptians that they had the right to overthrow the U.S.-supported military tyranny under which they had suffered for some 30 years, she actually exhorted them to exercise that right — or at least that’s how Justice Department prosecutors and the federal judiciary construed the message she read to the press.
O comportamento de Stewart, contudo, foi além do aceitável. Em vez de simplesmente dizer aos egípcios que eles tinham o direito de derrubar a tirania militar apoiada pelos Estados Unidos sob a qual haviam padecido por cerca de 30 anos, ela com efeito exortou-os a exercer esse direito — ou pelo menos assim os promotores do Departamento de Justiça e o judiciário federal interpretaram a mensagem que ela leu para a imprensa.
That crossing of the line made U.S. officials hopping mad, so mad in fact that the federal judges who heard the appeal of Stewart’s case actually ordered that the jail sentence she had received in the District Court be significantly increased. In the minds of U.S. officials, by exhorting Egyptians to violently overthrow their tyrannical, U.S.-supported regime, Stewart was guilty of being a supporter of terrorism.
Esse ir além do aceitável fez as autoridades dos Estados Unidos subirem nas tamancas, e subirem tanto que, na verdade, os juízes federais que ouviram o apelo do caso de Stewart ordenaram que a sentença de prisão que ela havia recebido no Tribunal Distrital fosse significativamente aumentada. Na cabeça das autoridades dos Estados Unidos, ao exortar os egípcios a derrubarem violentamente seu regime tirânico, apoiado pelos Estados Unidos, Stewart tornava-se culpada de ser apoiadora do terrorismo.
That’s why Americans today would be wise to exercise caution with respect to what is happening in Egypt. It’s okay to recite the Declaration of Independence. It’s not okay to exhort foreigners to exercise the rights enunciated in the Declaration, at least with respect to foreign dictatorships that are loyal members of the U.S. Empire.
Eis porque os estadunidenses dos dias de hoje serão prudentes em exercer cautela no tocante àquilo que está acontecendo no Egito. Não há problema em recitar a Declaração de Independência. Há porém problema em exortar estrangeiros a exercerem os direitos enunciados na Declaração, pelo menos no concernente a ditaduras estrangeiras que sejam membros leais do Império dos Estados Unidos.
And that’s the crucial factor here. It’s presumably okay for Americans to exhort, say, the people of North Korea to violently overthrow their tyrannical government. The same goes for, say, Venezuela or Nicaragua or any other regime that falls outside the ambit of the U.S. Empire.
E eis aqui o fator crucial. Presumivelmente não há problema em os estadunidenses exortarem, digamos, o povo da Coreia do Norte a derrubar violentamente seu governo tirânico. O mesmo vale, digamos, para a Venezuela ou Nicarágua ou qualquer outro regime que se poste fora do âmbito do Império dos Estados Unidos.
But heaven help any American who exhorts people to violently overthrow a pro-U.S., U.S.-supported tyrannical regime.
Ajudem, contudo, os céus qualquer estadunidense que exorte pessoas a derrubarem violentamente qualquer regime tirânico apoiado pelos Estados Unidos.
And make no mistake about two things here:
E não se enganem quanto a duas coisas relativas ao assunto:
(1) The U.S. government continues to sympathize and side with Egypt’s military dictatorship. That shouldn’t surprise anyone given the fact that the U.S. government has funded, partnered with, trained, and worked with the dictatorship for decades. They’re not about to abandon it now.
(1) O governo dos Estados Unidos continua a simpatizar e a perfilar-se com a ditadura militar do Egito. Isso não deveria surpreender ninguém, dado o fato de que o governo dos Estados Unidos tem financiado, sido parceiro, treinado e trabalhado com a ditadura por décadas. Não está a fim de abandoná-la agora.
(2) While U.S. officials might dither over whether the Egyptian coup is really a coup or not, one thing is for certain: The military regime that the U.S. government has funded, partnered with, trained, and worked with for decades continues to be a brutal, tyrannical regime, one that would not hesitate to arrest, incarcerate, torture, and kill anyone that dissents against its tyranny.
(2) Embora as autoridades dos Estados Unidos possam ficar indecisas quanto a o golpe egípcio ser realmente golpe ou não, uma coisa é certa: O regime militar que o governo dos Estados Unidos tem financiado, do qual tem sido parceiro, ao qual tem treinado e com o qual tem trabalhado durante décadas continua a ser regime brutal e tirânico, que não hesitará em deter, encarcerar, torturar e matar qualquer pessoa que discorde de sua tirania.
The Egyptian military-intelligence goons view people who initiate violence against their military dictatorship to be terrorists, just as the U.S. government does. That’s why U.S. officials jailed Stewart for being a supporter of terrorism. They condemned her as a supporter of terrorism for (supposedly) exhorting Egyptians to use force to overthrow the U.S.-funded military tyranny under which they have suffered for decades.
Os gorilas da inteligência-instituição militar egípcia veem pessoas que tomam a iniciativa de violência contra sua ditadura militar como terroristas, do mesmo modo que o faz o governo dos Estados Unidos. Eis porque autoridades dos Estados Unidos encarceraram Stewart por ser apoiadora do terrorismo. Condenaram-na como apoiadora do terrorismo por (pretensamente) exortar os egípcios a usarem a força para derrubaram a tirania militar financiada pelos Estados Unidos sob a qual eles vêm sofrendo há décadas.
What if the military regime in Egypt appoints civilians to public office and even schedules new elections?
E se o regime militar do Egito nomear civis para cargos públicos e programar novas eleições?
It won’t matter one iota. The military tyranny will continue to remain in place. The ultimate foundation of Egypt’s governmental system will continue to be the military-intelligence establishment. All public officials, civilian or not, will continue to have to answer to the military. It will continue to be the ultimate repository of power in society. Civilians will be permitted to operate the levers of government but only with the consent of the military and within the parameters set forth by the military. The governmental system will continue to be similar to that, say, in Iran, where there are democratic elections but where the ultimate source of power is with the ayatollahs.
Nada mudará, nem no mínimo. A tirania militar continuará do mesmo jeito. O fundamento último do sistema governamental egípcio continuará a ser o establishment de inteligência-militar. Todas as autoridades públicas, civis ou não, continuarão a ter de responder à instituição militar. Esta continuará a ser o repositório último do poder na sociedade. Aos civis será permitido operar as alavancas do governo, mas apenas com o consentimento da instituição militar e dentro dos parâmetros estabelecidos pela instituição militar. O sistema governamental continuará a ser similar ao do, digamos, Irã, onde há eleições democráticas mas onde a fonte última do poder são os aiatolás.
The only chance of achieving a free (and prosperous) society in Egypt is to dismantle the military-intelligence complex, thereby eliminating it as the foundation of Egypt’s governmental system. Leaving it in place as the foundation of the Egyptian government will produce nothing but a sham democracy. Leaving it in place leaves the Egyptian people not only suffering under tyranny but also from an impoverished economy that a large military establishment causes.
A única probabilidade de consecução de sociedade livre (e próspera) no Egito é o desmantelamento do complexo inteligência-instituição militar, com consequente eliminação dele como fundamento do sistema governamental egípcio. Deixar esse complexo existindo como fundamento do governo egípcio só produzirá democracia fajuta. Mantê-lo deixará o povo egípcio não apenas gemendo sob a tirania como, também, sob a economia empobrecida que grande instituição militar causa.
What are the chances that the Egyptian military will voluntarily relinquish its omnipotent and privileged hold over Egyptian society? Two chances: slim and none. The military has consistently made it clear that it’s not going anywhere and that it will never relinquish its omnipotent and privileged hold over Egyptian society.
Qual é a probabilidade de que a instituição militar egípcia voluntariamente abra mão de seu poder sobre a sociedade egípcia? Duas possibilidades: mínima e nenhuma. A instituição militar tem sistematicamente tornado claro que não irá a parte alguma e nunca abrirá mão de seu controle onipotente e privilegiado sobre a sociedade egípcia.
Needless to say, the military’s intransigence is aggravated by the fact that it continues to receive its annual foreign-aid subsidy from the U.S. government to the tune of $1.3 billion in U.S. weaponry, which obviously has helped it to maintain the its iron hold over society and will continue to do so in the future.
Nem é preciso dizer, a intransigência militar é agravada pelo fato de ela continuar a receber seu subsídio anual de ajuda externa do governo dos Estados Unidos na casa de $1,3 bilião de dólares em armamentos estadunidenses, o que obviamente tem-na ajudado a manter seu controle despótico sobre a sociedade, e continuará a fazê-lo no futuro.
That, of course, leaves another alternative, the one enunciated by Thomas Jefferson in the Declaration of Independence — the forcible overthrow of Egypt’s tyrannical military regime.
Isso, obviamente, deixa outra alternativa, a enunciada por Thomas Jefferson na Declaração de Independência — a derrubada, pela força, do regime militar tirânico do Egito.
But remember: While you’re still free as an American to recite the Declaration of Independence, exhorting the Egyptian people to exercise the rights enunciated in the Declaration by violently overthrowing their U.S.-supported military dictatorship might well land you in a U.S. federal penitentiary for much of the rest of your life. Just ask Lynne Stewart. (See my articles “The Fascinating Case of Lynne Stewart” and “The Persecution of Lynne Stewart.”)
Lembre-se, contudo: Embora você ainda seja livre, como estadunidense, para recitar a Declaração de Independência, exortar o povo egípcio a exercer os direitos enunciados na Declaração mediante derrubar violentamente sua ditadura apoiada pelos Estados Unidos poderá perfeitamente levar você a uma penitenciária federal estadunidense por grande parte do resto de sua vida. Pergunte só a Lynne Stewart. (Vide meus artigos “O Fascinante Caso de Lynne Stewart” e “A Perseguição de Lynne Stewart.”)



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