Tuesday, July 16, 2013

C4SS - Legality & Justice Are Not Identical – Criminalizing Dissent

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Legality & Justice Are Not Identical – Criminalizing Dissent
Legalidade & Justiça Não São Idênticas – Criminação da Dissidência
Grant Mincy | July 11th, 2013
Grant Mincy | 11 de julho de 2013
Expected and official – the global surveillance state. Edward Snowden’s leak to The Guardian blew wide open just how far the United States has gone in the name of “national security”. What has been revealed by the leaks is a government outside the limits of its constitution, dedicated to intelligence, and incredibly intrusive. Within the halls of centralized power and private security firms, intelligence is being gathered on us all.
Esperado e oficial – o estado de escuta global. O vazamento de Edward Snowden para The Guardian mostrou à escâncara o quanto os Estados Unidos foram longe em nome da “segurança nacional”. O que os vazamentos revelaram foi um governo fora dos limites de sua constituição, dedicado à coleta secreta de informações, e incrivelmente intrometido. Nos recintos do poder centralizado e das firmas de segurança privadas estão sendo coletadas secretamente informações referentes a todos nós.
Why though? Such intelligence gathering is certainly not necessary to conduct the never ending “War on Terror.” The US civilian population and those of US Allies are not all in a secrete terrorist plot to wage war against western nation states. No, this is rather an extension of the Corporation State. The Guardian notes that since the financial crash of 2008 surveillance has expanded due to concerns over political unrest. Political activism needed to be monitored, to protect state and corporate interests. Indeed, the Pentagon now has extraordinary powers to intervene in a domestic “emergency” or “civil disturbance”.
Por que, contudo? Tal coleta secreta de informações certamente não é necessária para conduzir a infindável “Guerra ao Terror.” A população civil dos Estados Unidos e a dos aliados dos Estados Unidos não se encontram, todas, num conluio terrorista secreto para guerrear contra estados-nações ocidentais. Trata-se, isso sim, de extensão do Estado Corporação. The Guardian observa que, desde o despencamento financeiro de 2008, a escuta expandiu-se por causa de preocupações relacionadas com perturbação política. O ativismo político precisava ser monitorado, para proteção de interesses estatais e corporativos. Na verdade, o Pentágono agora tem poderes extraordinários para intervir em “emergência” ou “perturbação civil” interna ao país.
Some of these emergencies the pentagon is worried about are environmental. Climate Change, Mountaintop Removal, Hydraulic Fracturing, Keystone XL, Logging, and a host of other environmental issues have large social movements surrounding them which are beginning to affect US energy policy – and the corporation state is treating them as a top priority.
Algumas dessas emergências com as quais se preocupa o Pentágono são ambientais. Mudança climática, remoção de topo de montanhas, fratura hidráulica, Keystone XL, indústria madeireira e um séquito de outras questões ambientais têm grandes movimentos sociais em torno delas os quais estão começando a afetar a política de energia dos Estados Unidos – e o estado corporação está tratando o assunto como prioridade máxima.
An example, as reported by Nation of Change, is the story of the Gas Drilling Awareness Coalition of Pennsylvania. This group of concerned citizens (and rightly so) work to raise awareness of the dangers of hydraulic fracturing currently spreading across their state. Though active and engaged citizens, one should hardly consider these folks “radical” or “extreme” by any sense of the word. The Coalition purposely remained moderate in tone, never engaged in civil disobedience, never even organized a protest, but they still found themselves logged in an intelligence bulletin from a private security firm (Institute of Terrorism Research and Response), investigated by the Pennsylvania Department of Homeland Security who distributed their information to local police, state, federal and private intelligence agencies and even found their information had been shared with the security directors of natural gas companies, industry and public relations firms. All of this for a moderate community group, just imagine the apparatus surrounding the whole environmental movement, and social movements in general (here are some other horrifying examples from the same private security firm).
Exemplo, como narrado por Nação da Mudança, é a história da Coalizão pela Consciência da Perfuração de Gás da Pennsylvania. Esse grupo de cidadãos preocupados (e com razão) trabalha para suscitar consciência dos perigos da fratura hidráulica que atualmente se espalha por seu estado. Embora cidadãos ativos e engajados, dificilmente alguém os consideraria “radicais” ou “extremados” em qualquer sentido da palavra. A Coalizão intencionalmente manteve-se de tom moderado, nunca se envolveu em desobediência civil, nunca sequer organizou protesto, mas ainda assim se viu registrada em boletim de coleta secreta de informações de firma privada de segurança (Instituto de Pesquisa e Reação a Terrorismo), investigada pelo Departamento de Segurança da Terra Nativa da Pennsylvania, que distribuiu informação a respeito dela para a polícia local, para agências de coleta secreta de informações estaduais, federais e privadas, e descobriu até que informações a seu respeito haviam sido compartilhadas com os diretores de segurança de companhias de gás natural, da indústria e de firmas de relações públicas. Tudo isso em relação a um grupo comunitário moderado; agora imaginem só o aparato em torno de todo o movimento ambiental, e de movimentos sociais em geral (eis aqui alguns outros pavorosos exemplos da mesma firma de segurança privada).
This information is surfacing at an incredible time for the environmental movement. As I have written before, we are at a time in Earth’s history that we as species will have to deal with complex wicked environmental problems facing our biosphere and our own human civilization. We are seeing the effects of climate change at a global level, from extremes in weather, to specie migrationspecie decline and changes in continental geomorphology. As a result, popular movements are forming worldwide in response to hydraulic fracturing(fracking), coal surface miningclimate change and more. In the United States, the largest environmental rally in the nation’s history, Forward on Climate, was organized in protest over the Keystone XL pipeline – a predicted game changer for the climate.
Essas informações estão vindo à tona numa época incrível do movimento ambiental. Como escrevi antes, estamos numa época da história da Terra na qual nós, como espécie, teremos de lidar com complexos perversos problemas ambientais envolvendo nossa biosfera e nossa própria civilização humana. Estamos vendo os efeitos da mudança climática em nível global, de extremos no tempo a migração de espéciesdeclínio de espécies e mudanças na geomorfologia continental. Em decorrência, estão-se formando, no mundo inteiro, movimentos populares em reação a fratura hidráulica (fracking), mineração superficial de hulhamudança climática etc. Nos Estados Unidos, a maior aglomeração ambiental da história da nação, Para a Frente no Referente ao Clima, foi organizada em protesto a propósito da Tubulação Keystone XL – antevista como modificadora radical do clima.
Data gathering is an incredibly effective tool that can slow and/or direct social movements. If direct action, protest, civil disobedience and organizing is defined extreme by the state, with laws such as the Patriot Act and the NDAA (among others) waging war on Habeas Corpus, just what action do we the people have against vested special interests? Surely state sanctioned activities such as blowing mountains apart for coalcontaminating drinking water for natural gas, building nuclear plants in the wake of (just the latest disaster) Fukushima, ignoring climate science and, of course, the global hegemon for the attainment of energy resources is more “extreme” than grass-roots activist holding signs, chanting, singing songs or having a potluck dinner with neighbors while watching a documentary. With all the propaganda about “clean coal” technology, natural gas being a “bridge fuel”, climate science being “junk science” and more, community grass-roots action groups are leading the narrative and actions promoting localismmicrogenerationtransition economies and other alternatives to the status quo. Working to silence them is incredibly dangerous and, if I may, radical. The corporate state is seeking to criminalize dissent, by itself defining what is legal, to create an even more obedient society.
A coleta de dados é ferramenta incrivelmente eficaz que pode tornar mais lentos e/ou dirigir movimentos sociais. Se ação direta, protesto, desobediência civil e organização for definida como extremada pelo estado, com leis tais como a Lei Patriota e a Lei de Autorização de Defesa Nacional NDAA (entre outras) fazendo guerra ao Habeas Corpus, que ação nós o povo poderemos desenvolver contra interesses diretos especiais? Seguramente o estado sancionou atividades tais como explosão de montanhas para extração de hulhacontaminação de água potável para extração de gás natural, construção de usinas nucleares na esteira de (apenas o desastre mais recente) Fukushima, ignorância da ciência climática e, obviamente, a potência hegemônica global em recursos de energia é mais “extremada” do que ativistas de base que erguem cartazes, recitam refrões, cantam canções ou jantam com os vizinhos contribuindo cada um com um prato enquanto veem um documentário. Com toda a propaganda acerca de tecnologia de “hulha limpa” com o gás natural sendo um “combustível ponte”, com a ciência climática sendo “ciência fajuta” e assim por diante, os grupos de ações de base comunitários lideram a narrativa e as ações de fomento de localismomicrogeraçãoeconomias de transição e outras alternativas ao statu quo. Trabalhar para silenciá-los é algo incrivelmente perigoso e, se posso dizer assim, radical. O estado corporativo está procurando criminar a dissidência, definindo por si próprio o que é que é legal, para criar uma sociedade ainda mais obediente.
Legality and justice are not identical, though legality is included in justice. It is high time we move to criminalize the state. Power does not imply justice or correctness, more often just the opposite. The state defines what is “disobedient” in a civil society but it is wrong in doing so. Society should be obedient to conscience instead of law. What these environmental groups are doing is just – it is proper to carry out actions that protest and prevent the criminal actions of the state. In heavily subsidizing the fossil fuel industry, by using eminent domain or compulsory (forced) pooling to ignore property rights, in auctioning off public lands to large corporations, in waging war, in building nuclear arms that could annihilate the human species, the state is sanctioning its own immoral and unjust policies – deeming them “legal” while deeming direct actions challenging these policies “illegal”.
Legalidade e justiça não são idênticas, embora a legalidade esteja incluída na justiça. É alto tempo de nos movimentarmos para criminar o estado. O poder não implica justiça ou retidão; mais amiúde ocorre exatamente o oposto. O estado define o que é “desobediente” numa sociedade civil, mas está errado em fazê-lo. A sociedade deveria ser obediente em relação à consciência em vez de à lei. O que esses grupos ambientais estão fazendo é justo – é adequado levar a efeito ações que protestam contra e impedem as ações criminosas do estado. O estado, ao subsidiar pesadamente a indústria de combustível fóssil, ao usar desapropriação ou arrendamento compulsório (forçado) de direitos minerais para ignorar direitos de propriedade, ao alienar mediante leilão terras públicas para grandes corporações, ao conduzir guerra, ao fabricar armas nucleares que podem aniquilar a espécie humana, está sancionando suas próprias políticas imorais e injustas – considerando-as “legais” enquanto considera ações diretas que questionam essas políticas “ilegais”.
The system is broken. The federated, centralized nation-state and its favorable regulations (which stifle competition – big business loathes competition) is the problem. Citizens are beginning to realize no elected official can build a free and prosperous society, rather only the spontaneous order of  freed markets can create such a community– the state is scared of this growing consensus.
O sistema está fraturado. A nação-estado federada, centralizada, e suas regulamentações favoráveis (que sufocam a competição – as grandes empresas detestam competiçao) são o problema. Os cidadãos estão começando a entender que nenhuma autoridade eleita pode construir uma sociedade livre e próspera; pelo contrário, só a ordem espontânea dos mercados liberados podem criar tal comunidade – o estado está alarmado com esse crescente consenso.
The state serves only the interests of the state. “Public servant” is laughable, “state servant” is more accurate. We don’t have public lands, we have state lands. We do not respect property rights – eminent domain, compulsory pooling, heavy subsidies and regulations that restrict market competition fuel the energy economy. This is the exact opposite of what would occur in a stateless libertarian society. Government is the problem. The state knows that a voluntary society, based on mutual exchange and voluntaryism, with respect of privately property and the commons is more attainable now than ever before. A peaceful, non-violent revolution is within our grasp. The principles of freed markets will allow creative human labor to flourish and build society – these principles are catching on
O estado serve unicamente aos interesses do estado. “Funcionário público” é expressão risível, “funcionário do estado” é mais precisa. Não temos terras públicas, temos terras estatais. Não respeitamos direitos de propriedade – desapropriações, arrendamento compulsório de direitos minerais, pesados subsídios e regulamentos que restringem a competição do mercado impelem a economia energética. Isso é exatamente o oposto do que ocorreria numa sociedade libertária sem estado. O problema é o governo. O estado sabe que uma sociedade voluntária, baseada em trocas mútuas e voluntarismo, com respeito à propriedade privada e às terras comuns é mais atingível agora do que nunca. Revolução pacífica, não violenta, está a nosso alcance. Os princípios dos mercados liberados permitirão que o trabalho humano criativo floresça e construa a sociedade – esses princípios estão-se tornando populares.
Government is documenting and criminalizing dissidents in the green movement because real environmentalism (not green washed corporate environmentalism) is counter to the state – the largest wrecker of air, water, soil, climate and biodiversity of all time.
O governo está documentando e criminando dissidentes do movimento verde porque o real ambientalismo (não o ambientalismo corporativo caiado de verde) é contrário ao estado – o maior destruidor do ar, da água, do solo, do clima e da biodiversidade de todos os tempos.
At a recent protest in North Carolina an environmental activist was quoted: “Respect existence, or expect resistance!” – They are.
Em recente protesto na Carolina do Norte ativista ambientalista foi citado como dizendo: “Respeitem a existência, ou esperem resistência!” – Eles estão fazendo isso.
Now let’s get this revolution started.
Agora vamos fazer com que essa revolução comece.

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