Friday, July 19, 2013

FFF - Edward Snowden and the Corruption of Morals and Values



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The Future of Freedom Foundation
A Fundação Futuro de Liberdade
Hornberger’s Blog
O Blog de Hornberger
Edward Snowden and the Corruption of Morals and Values
Edward Snowden e a Corrupção dos Princípios Morais e dos Valores
July 16, 2013
16 de julho de 2013
The vilification of Edward Snowden by U.S. officials and their spokesmen in the mainstream press reflects perfectly the extent to which the national-security state apparatus, which was foisted on America’s governmental system after World War II and without even the semblance of a constitutional amendment, has warped and perverted fundamental morals and values.
A vilificação de Edward Snowden por autoridades dos Estados Unidos e seus porta-vozes na grande imprensa reflete perfeitamente a extensão na qual o aparato do estado de segurança nacional, impingido ao sistema governamental dos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial e sem sequer qualquer simulacro de emenda constitucional, tem distorcido e pervertido princípios morais e valores fundamentais.
After all, what exactly has Snowden done to deserve condemnation? He’s revealed to the American public (and the people of the world) a super-secret, massive governmental surveillance program that under normal circumstances would be considered the hallmark of a totalitarian regime. In fact, can anyone name me any totalitarian regime in the last 100 years or so, including the model totalitarian regime, Nazi Germany, that has not entailed a massive surveillance scheme on the citizenry?
Afinal de contas, o que exatamente fez Snowden para merecer condenação? Revelou ao público estadunidense (e aos povos do mundo) programa supersecreto e excepcionalmente amplo de escuta que, em circunstâncias normais, seria considerado sinete de regime totalitário. Na verdade, poderá alguém dar o nome de qualquer regime totalitário nos últimos 100 anos ou em torno disso, inclusive o regime totalitário modelo, a Alemanha nazista, que não tenha implicado maciço esquema de escuta dos cidadãos?
Any normal person would be saying thank you to Edward Snowden. But people whose hearts and minds have been corrupted by the two most important words in the lives of the American people in our lifetime — “national security” — are unable to see things that way. To them, by revealing the NSA’s surveillance scheme to the public, Snowden has jeopardized “national security.” He broke the rules and oaths of the national-security state and that’s all that matters. He’s now got to pay for his “crime” with incarceration, torture, and possibly execution.
Qualquer pessoa normal estaria dizendo muito obrigado a Edward Snowden. Pessoas, porém, cujos corações e mentes foram corrompidos pelas duas mais importantes palavras na vida do povo estadunidense em nossa época — “segurança nacional” — são incapazes de ver as coisas desse modo. Para elas, ao revelar o esquema de escuta da NSA ao público, Snowden colocou em perigo a “segurança nacional.” Quebrou as regras e juramentos do estado de segurança nacional e só isso importa. Agora terá de pagar por seu “crime” com cárcere, tortura, e provavelmente execução.
Never mind that not one of these statists is able to define with any specificity the term “national security.” What happens when a nation is insecure? Is it in danger of falling into the ocean? Does it mean that communists might take over the public schools? Or that terrorists might end up controlling the IRS? Does it mean that the entire federal government is in danger of falling apart?
Pouco importa que nem um desses estatistas consiga definir com qualquer especificidade a expressão “segurança nacional.” O que acontece quando uma nação fica sem segurança? Fica em perigo de cair no oceano? Significa que comunistas poderão assumir as escolas públicas? Ou que terroristas venham a controlar o serviço de arrecadação tributária - IRS? Significa que todo o governo federal está em perigo de desintegrar-se?
Who knows what it means? All that anyone can say with any certainty is that it is a term that has been used to cover up federal wrongdoing ever since the national-security state — i.e., the standing army, the military-industrial complex, the CIA, and the NSA — became a permanent part of America’s governmental structure as part of the Cold War against America’s World War II partner and ally, the Soviet Union.
Quem sabe o que isso significa? Tudo o que qualquer pessoa poderá dizer com qualquer grau de certeza é que a expressão tem sido usada para encobrir ilícitos federais desde que o estado de segurança nacional — isto é, as forças armadas permanentes, o complexo industrial-militar, a CIA, e a NSA — tornaram-se parte permanente da estrutura governamental dos Estados Unidos como parte da Guerra Fria contra a parceira e aliada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, a União Soviética.
Consider MKULTRA, the CIA’s super-secret project involving drug experiments on unsuspecting Americans. I know that national-security statists hate when anyone compares their programs to those of Nazi Germany, but let’s face it: The Nazis would have loved MKULTRA and would have been proud to be part of it. In fact, weren’t some of the Nazi scientists who the U.S. national-security state hired after World War II involved in MKULTRA?
Tomemos o MKULTRA, o projeto supersecreto da CIA envolvendo experimentos com drogas em estadunidenses não suspeitosos. Sei que aqueles estatistas da segurança nacional odeiam quando alguém compara seus programas com os da Alemanha nazista, mas reconheçamos: Os nazistas teriam adorado o MKULTRA e ter-se-iam orgulhado de fazer parte dele. Na verdade, não estavam alguns dos cientistas nazistas que o estado de segurança nacional dos Estados Unidos contratou depois da Segunda Guerra Mundial envolvidos no MKULTRA?
The CIA knowingly and intentionally destroyed its records on the program when information about its existence leaked out. “National security” would be jeopardized, they said, if the American people were to know all the horrors committed during MKULTRA in the name of protecting “national security.” I don’t know who leaked the information about MKULTRA but I do know this: Whoever it was would have been as condemned and vilified as Edward Snowden. After all, what greater threat to “national security” than a person who reveals a super-secret drug-experiment program on unsuspecting Americans? That’s at least as bad, if not worse, than Snowden’s revelations, at least insofar as “national security” is concerned.
A CIA, cônscia e intencionalmente, destruiu seus registros acerca do programa quando vazou informação acerca da existência dele. A “Segurança Nacional” ficaria ameaçada, disse ela, se o povo estadunidense soubesse de todos os horrores cometidos durante o MKULTRA em nome da proteção da “segurança nacional.” Não sei quem vazou a informação relativa ao MKULTRA mas sei o seguinte: Quem foi, teria sido tão condenado e vilificado quanto Edward Snowden. Afinal de contas, que maior ameaça à “segurança nacional” do que pessoa que revele programa supersecreto de experimentos com drogas em estadunidenses que de nada suspeitavam? Isso é pelo menos tão ruim, se não pior, do que as revelações de Snowden, pelo menos no tocante à “segurança nacional.”
And, hey, let’s not forget all those regime-change operations involving coups, murders, and assassinations. They were also done in the name of the much ballyhooed term “national security.”
E, ei, não nos esqueçamos de todas aquelas operações de mudança de regime envolvendo golpes, homicídios e assassínios. Também foram feitas em nome da muito decantada “segurança nacional.”
Iran, where the CIA fomented a coup that ousted the democratically elected prime minister and replaced him with a brutal, unelected dictator and then proceeded to train his forces in the art of torture and tyranny. We’re still living with the adverse effects of that one more than 50 years after the event.
Irã, onde a CIA fomentou golpe que derrubou o democraticamente eleito primeiro-ministro e substituiu-o por brutal ditador não eleito, tratando em seguida de treinar as forças dele na arte de tortura e tirania. Ainda vivemos com os efeitos adversos mais de 50 anos depois do evento.
Guatemala, where the CIA engineered the ouster of the democratically elected president of the country and replaced him with a succession of brutal pro-U.S. military dictatorships, precipitating a civil war that lasted decades and killed more than a million people.
Guatemala, onde a CIA engendrou a derrubada do democraticamente eleito presidente do país substituindo-o por sucessão de brutais ditaduras militares pró-Estados Unidos, precipitando guerra civil que durou décadas e matou mais de milhão de pessoas.
South Vietnam, where the CIA supported a military coup that resulted in the murder of the president of the country, who happened to be a friend and ally of the U.S. national-security state.
Vietnã do Sul, onde a CIA apoiou golpe militar que resultou no homicídio do presidente do país, que vinha a ser amigo e aliado do estado de segurança nacional dos Estados Unidos.
Chile, where the CIA fomented an economic crisis with the aim of supporting a brutal military coup, which brought about the arrest, incarceration, torture, rape, or execution of thousands of innocent people, including two innocent Americans who were killed with the complicity of the U.S. national-security state.
Chile, onde a CIA fomentou crise econômica com o objetivo de apoiar brutal golpe militar, que levou a detenção, encarceramento, tortura, estupro ou execução de milhares de pessoas inocentes, inclusive dois estadunidenses inocentes que foram mortos com a cumplicidade do estado de segurança nacional dos Estados Unidos.
Oh, but it’s all considered moral and good because it was all done in the name of “national security” by the national-security state branch of the U.S. government.
Oh, mas isso tudo é considerado moral e bom porque foi tudo feito em nome da “segurança nacional” pelo setor de estado de segurança nacional do governo dos Estados Unidos.
One of the best examples of the corrosive effect that the national-security state has had on the morals and mindset of the American people involves Cuba. More than fifty years of a cruel and brutal embargo that has caused untold suffering for the Cuban people. Under what justification? Oh, “national security” of course. If the Cuban embargo wasn’t in existence, “national security” would be jeopardized. Oh, really? And how is that? No one can ever answer that question. In fact, it’s considered heresy to even ask the question.
Um dos melhores exemplos do efeito corrosivo que o estado de segurança nacional tem tido sobre os princípios morais e a postura mental do povo estadunidense envolve Cuba. Mais de cinquenta anos de cruel e brutal embargo que tem causado indizível sofrimento ao povo cubano. Sob que justificativa? Oh, “segurança nacional,” obviamente. Se o embargo cubano não vigesse, a “segurança nacional” estaria ameaçada. Oh, realmente? E de que maneira? Ninguém consegue responder essa pergunta. Na verdade, é considerado heresia sequer formular essa pergunta.
Has Cuba ever engaged in any aggression against the United States? No. Not one iota of aggression. From the start of the Castro regime, it has always been the U.S. national-security state that has been the aggressor. It was the U.S. national-security state that attacked and invaded the island, despite its best efforts to disguise its participation at the Bay of Pigs. It was the U.S. national-security state tried repeatedly to assassinate Castro. It was the U.S. national-security state that engaged in terrorist attacks on the island.
Alguma vez Cuba cometeu qualquer agressão aos Estados Unidos? Não. Nem sinal de agressão. Desde o começo do regime Castro, sempre foi o estado de segurança nacional dos Estados Unidos o agressor. Foi o estado de segurança nacional dos Estados Unidos que atacou e invadiu a ilha, a despeito dos melhores esforços de encobrir sua participação na Baía dos Porcos. Foi o estado de segurança nacional dos Estados Unidos que tentou repetidamente assassinar Castro. Foi o estado de segurança nacional dos Estados Unidos que se lançou a ataques terroristas à ilha.
But no one is supposed to question any of this. We’re all supposed to just put our heads down, nod and affirm, and defer to the authority of the national-security state. We’re all supposed to just believe that it’s all necessary to protect “national security.”
Não se espera, porém, que alguém questione qualquer dessas coisas. Espera-se que todos nós simplesmente baixemos a cabeça acenando-a em aquiescência e dizendo sim, deferindo à autoridade do estado de segurança nacional. Espera-se que simplesmente acreditemos que tudo aquilo é necessário para proteger a “segurança nacional.”
In fact, any American who did question this immoral conduct was himself placed under close surveillance as a potential threat to “national security,” long before the NSA’s massive surveillance scheme came to light. Recall, for example, the Fair Play for Cuba Committee, the national organization in the 1960s that was devoted to ending the U.S. national-security state’s acts of aggression against Cuba, especially the embargo.
Na verdade, todo estadunidense que tenha questionado essa conduta imoral foi, ele próprio, colocado sob estreita escuta como ameaça potencial à “segurança nacional,” muito antes de o esquema de escuta maciça da NSA ter vindo à luz. De lembrar, por exemplo, a Comissão de Tratamento Igualitário a Cuba, organização nacional dos anos 1960 dedicada a acabar com os atos de agressão do estado de segurança nacional dos Estados Unidos a Cuba, especialmente o embargo.
Why, that organization was obviously a threat to “national security” under the paranoid mindset that guides national-security statists. They were convinced that it was nothing more than a Fifth Column for the Soviet and Chinese communists who were coming to America and taking over the Congress, the IRS, and the Interstate Highway System. That’s why the organization became a target of the CIA, the FBI, and no doubt the military too.
Ora bem, aquela organização era obviamente ameaça à “segurança nacional” de acordo com a postura mental paranoica que orienta os estatistas da segurança nacional. Eles estavam convencidos de que ela era nada menos do que Quinta Coluna dos comunistas soviéticos e chineses que estavam vindo para os Estados Unidos e tomando o Congresso, o serviço de arrecadação tributária - IRS, e o Sistema de Rodovias Interestaduais. Eis porque aquela organização tornou-se alvo de CIA, FBI, e sem dúvida também da instituição militar.
Never mind that the First Amendment guaranteed the right to be a communist, socialist, fascist, imperialist, or any other type of statist and also advocate for the end of U.S. aggression against foreign nations. When it comes to “national security,” basic moral principles become inverted. The world of right and wrong is turned upside down. Tyranny becomes freedom, at least when it’s cloaked within the sacred term “national security.”
Pouco importava que a Primeira Emenda garantisse o direito de qualquer pessoa ser comunista, socialista, fascista, imperialista, ou qualquer outro tipo de estatista e também de defender o fim da agressão dos Estados Unidos a nações estrangeiras. Quando o assunto é “segurança nacional,” princípios morais básicos são subvertidos. O mundo do certo e do errado é virado de cabeça para baixo. A tirania torna-se liberdade, pelo menos quando colocada sob o manto da sagrada expressão “segurança nacional.”
It’s time for Americans to do some deep soul-searching about their Cold War-era national-security state and about basic moral principles and the principles of a free society. The Edward Snowden controversy provides a perfect place to start. In the course of that soul-searching process, people need to be asking the important question: Does a national-security state apparatus have any place in a genuinely free society?
É hora de os estadunidenses fazerem profunda reflexão acerca de seu estado de segurança nacional do tempo da Guerra Fria e de princípios morais básicos e de princípios de uma sociedade livre. A controvérsia acerca de Edward Snowden oferece perfeito lugar para começar. No decurso desse processo de reflexão profunda, as pessoas precisam fazer-se a importante pergunta: Terá aparato de estado de segurança nacional qualquer lugar numa sociedade genuinamente livre?
This post was written by: Jacob G. Hornberger
Jacob G. Hornberger is founder and president of The Future of Freedom Foundation. He was born and raised in Laredo, Texas, and received his B.A. in economics from Virginia Military Institute and his law degree from the University of Texas. He was a trial attorney for twelve years in Texas. He also was an adjunct professor at the University of Dallas, where he taught law and economics. In 1987, Mr. Hornberger left the practice of law to become director of programs at the Foundation for Economic Education. He has advanced freedom and free markets on talk-radio stations all across the country as well as on Fox News’ Neil Cavuto and Greta van Susteren shows and he appeared as a regular commentator on Judge Andrew Napolitano’s show Freedom Watch. View these interviews at LewRockwell.com and from Full Context. Send him email.
Esta afixação foi escrita por: Jacob G. Hornberger
Jacob G. Hornberger é fundador e presidente da Fundação Futuro de Liberdade. Nasceu e foi criado em Laredo, Texas, e recebeu seu grau de Bacharel em Artes em economia do Instituto Militar da Virgínia e seu grau em direito da Universidade do Texas. Foi advogado especializado em defesa em tribunal durante doze anos no Texas. Foi também professor adjunto na Universidade de Dallas, onde ensinou direito e economia. Em 1987, o Sr. Hornberger deixou a prática advocatícia para tornar-se diretor de programas da Fundação de Educação Econômica. Ele tem promovido liberdade e livres mercados em programas interativos em estações de rádio em todo o país, bem como nos programas de Neil Cavuto e Greta van Susteren na Fox News, e participou, como comentador regular, no programa do Juiz Andrew Napolitano Observador da Liberdade. Veja essas entrevistas em  LewRockwell.com e a partir de Full Context. Envie-lhe email.


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