Saturday, June 29, 2013

The Anti-Empire Report - Edward Snowden


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Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #118
O Relatório Anti-Império No. 118
By William Blum – Published June 26th, 2013
Por William Blum – Publicado em 26 de junho de 2013
Edward Snowden
Edward Snowden
In the course of his professional life in the world of national security Edward Snowden must have gone through numerous probing interviews, lie detector examinations, and exceedingly detailed background checks, as well as filling out endless forms carefully designed to catch any kind of falsehood or inconsistency. The Washington Post (June 10) reported that “several officials said the CIA will now undoubtedly begin reviewing the process by which Snowden may have been hired, seeking to determine whether there were any missed signs that he might one day betray national secrets.”
No decurso de sua vida profissional no mundo da segurança nacional Edward Snowden terá de ter passado por numerosas entrevistas de sondagem, exames com detector de mentiras, e extremamente detalhadas investigações de antecedentes, bem como pelo preenchimento de infindáveis formulários cuidadosamente concebidos para captar qualquer tipo de falsidade ou incoerência. O Washington Post (10 de junho) noticiou que “diversas autoridades disseram que a CIA agora indubitavelmente começará a reexaminar o processo por meio do qual Snowden pode ter sido contratado, buscando determinar se havia quaisquer sinais não percebidos de que ele um dia poderia trair segredos nacionais.”
Yes, there was a sign they missed – Edward Snowden had something inside him shaped like a conscience, just waiting for a cause.
Sim, havia um sinal que escapou a eles – Edward Snowden tinha algo, dentro de si, delineado em forma de consciência, apenas esperando por uma causa.
It was the same with me. I went to work at the State Department, planning to become a Foreign Service Officer, with the best – the most patriotic – of intentions, going to do my best to slay the beast of the International Communist Conspiracy. But then the horror, on a daily basis, of what the United States was doing to the people of Vietnam was brought home to me in every form of media; it was making me sick at heart. My conscience had found its cause, and nothing that I could have been asked in a pre-employment interview would have alerted my interrogators of the possible danger I posed because I didn’t know of the danger myself. No questioning of my friends and relatives could have turned up the slightest hint of the radical anti-war activist I was to become. My friends and relatives were to be as surprised as I was to be. There was simply no way for the State Department security office to know that I should not be hired and given a Secret Clearance. 1
Comigo aconteceu o mesmo. Fui trabalhar no Departamento de Estado, planejando tornar-me Autoridade/Oficial do Serviço Externo, com a melhor – a mais patriótica – das intenções, dando o melhor de mim para abater a fera da Conspiração Comunista Internacional. Então, porém, o horror, todos os dias, causado pelo que os Estados Unidos estavam fazendo às pessoas do Vietnã foi trazido ao país, chegando a mim, em todas as formas de mídia; causava-me náusea no mais íntimo de mim. Minha consciência havia encontrado sua causa, e nada do que me houvesse sido perguntado numa entrevista de pré-emprego teria alertado meus interrogadores do possível perigo que eu representava, porque eu próprio não sabia que representava perigo. Nenhuma indagação de amigos e parentes poderia ter revelado a menor sugestão do ativista radical contrário à guerra em que eu viria a tornar-me. Meus amigos e parentes ficariam tão surpresos quanto eu mesmo ficaria. Simplesmente não havia maneira de a secretaria de segurança do Departamento de Estado saber que eu não deveria ser empregado e receber Permissão de Acesso a Informação Confidencial. 1
So what is a poor National Security State to do? Well, they might consider behaving themselves. Stop doing all the terrible things that grieve people like me and Edward Snowden and Bradley Manning and so many others. Stop the bombings, the invasions, the endless wars, the torture, the sanctions, the overthrows, the support of dictatorships, the unmitigated support of Israel; stop all the things that make the United States so hated, that create all the anti-American terrorists, that compel the National Security State – in pure self defense – to spy on the entire world.
Assim, o que deveria fazer um pobre Estado de Segurança Nacional? Bem, poderia cogitar de comportar-se adequadamente. Parar de fazer todas as horríveis coisas que causam sofrimento a pessoas como eu, Edward Snowden, Bradley Manning e tantos outros. Parar com os bombardeios, as invasões, as guerras infindáveis, a tortura, as sanções, os golpes de estado, o apoio a ditaduras, o apoio incondicional a Israel; parar com todas as coisas que tornam os Estados Unidos tão odiados, que criam todos os terroristas antiestadunidenses, que compelem o Estado de Segurança Nacional – em pura autodefesa – a espionar o mundo inteiro.
Notes
Notas
1. To read about my State Department and other adventures, see my book West-Bloc Dissident: A Cold war Memoir (2002)
America’s Deadliest Export: DemocracyKilling HopeRogue StateFreeing the World to Death

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