Saturday, June 1, 2013

C4SS - A Renegade History of the United States by Thaddeus Russell



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A Renegade History of the United States by Thaddeus Russell
História Renegada dos Estados Unidos por Thaddeus Russell
Kevin Carson | March 31st, 2013
Kevin Carson | 31 de março de 2013
The following article was written by Kevin Carson and published on his blog Mutualist Blog: Free Market Anti-Capitalism, March 29th, 2011. Thaddeus Russell. A Renegade History of the United States (New York: Free Press, 2010).
O artigo a seguir foi escrito por Kevin Carson e publicado em seu blog Blog Mutualista: Anticapitalismo de Livre Mercado, 29 de março de 2011. Thaddeus Russell. Uma História Renegada dos Estados Unidos (New York: Free Press, 2010).
Unlike many dissident histories of the United States, which attempt to portray racial minorities, sexual subcultures and subordinate classes as “worthy victims” in terms of the social mores of the white middle class, Thaddeus Russell celebrates the kind of people that your parents may have warned you about: the low-down, no-count, not-respectable people. You know, the folks who “never amounted to anything”—and neither would you if you didn’t steer clear of them.
Diferentemente de muitas histórias dissidentes dos Estados Unidos, que tentam retratar minorias raciais, subculturas sexuais e classes subordinadas como “vítimas dignas” em termos das convenções e costumes sociais da classe média branca, Thaddeus Russell exalta o tipo de gente acerca da qual seus pais podem ter acautelado você: as pessoas desprezíveis, sem mérito, não respeitáveis. Você sabe, as pessoas “malsucedidas” — como também você seria se não guardasse distância delas.
Against the austere “republican virtue” of the “Founding Fathers” as we usually encounter them in public school American history classes, Russell juxtaposes the urban populations of the colonies and the taverns that served them. Those bluenose marble gods were obsessed with “license,” “luxury” and “degeneracy of manners” with good reason, if you look at the taverns that stood on just about every street corner in the towns of British America. There you could see the rabble kicking up their heels and drinking at just about any hour, see blacks and whites dancing (and “dancing”) together, and hear the f-word being shouted with wild abandon. To a large extent the sumptuary laws of the early republican period, with their goal of encouraging Spartan simplicity and self-control, were a social engineering experiment by “Founding Fathers” who regarded the population of their country with horror.
Contra a austera “virtude republicana” dos “Pais Fundadores” tal como usualmente a encontramos nas aulas de história estadunidense da escola pública, Russell justapõe as populações urbanas das colônias e as tabernas que as atendiam. Aqueles puritanos deuses de mármore eram obcecados com “licenciosidade,” “luxúria” e “degenerescência dos costumes” por bom motivo, se você olhar as tabernas que se postavam em praticamente toda esquina nas pequenas cidades da América Britânica. Ali você podia ver a plebe fazendo o que lhe aprazia e bebendo praticamente a qualquer hora, ver pretos e branco dançando (e “dançando”) juntos, e ouvir o palavrão sendo gritado com franca desinibição. Em grande medida as leis suntuárias do primeiro período republicano, com seu objetivo de estimular simplicidade e autocontrole espartanos, foram um experimento de engenharia social de “Pais Fundadores” que viam a população de seu país com horror.
Russell works from a considerable scholarly apparatus on the topic of the artificiality of whiteness, and focuses in vivid detail on the ways of European ethnic minorities like the Irish and Italians before they were officially incorporated into the white race.
Russell trabalha a partir de aparato erudito considerável o tópico da artificialidade da brancura, e foca em vívido detalhe o comportamento de minorias étnicas europeias tais como irlandeses e italianos antes de elas serem oficialmente incorporadas à raça branca.
He prefers the “unworthy” to the “worthy” victim: freed slaves who didn’t want to internalize the WASP work ethic, gays who didn’t want to create respectable mirror-images of the monogamous heterosexual nuclear family, and blacks who didn’t want to march quietly and decorously in suits with Dr. King.
Ele prefere a vítima “indigna” à “digna”: escravos libertos que não quiseram internalizar a ética de trabalho dos brancos anglo-saxões protestantes, gays que não quiseram criar imagens invertidas respeitáveis da família nuclear heterossexual monógama, e pretos que não quiseram marchar quieta e decorosamente vestindo ternos com o Dr. King.
Russell makes it clear he wouldn’t like to live in a society composed mainly of the kind of people he celebrates—a sort of Hell’s Kitchen writ large, as he sees it: “No one would be safe on the streets, chaos would reign, and garbage would never be collected.” But the Mrs. Grundys and Comstocks, the Carrie Nations, are “enemies of freedom.” If their instinct to regulate and “reform” weren’t resisted, we’d be as miserable as Huck Finn in the Widow Douglas’s drawing room. Even people who regard themselves as “conventional” and “middle class” enjoy a range of freedoms—freedoms that are part of what they now consider a normal lifestyle—that would never have existed without the constant struggle of the “no-counts” against respectability.
Russell deixa claro que não gostaria de viver numa sociedade composta principalmente pelo tipo de gente que ele exalta — óbvia espécie de Cozinha do Inferno, como ele a vê: “Ninguém estaria em segurança nas ruas, o caos reinaria, e o lixo nunca seria coletado.” Nada obstante, as Senhoras  Grundy e Comstock, as Carrie Nation, são “inimigas da liberdade.” Se não tivesse havido resistência ao instinto delas de baixar normas e “reformar,” seríamos hoje tão miseráveis quanto Huck Finn na sala de recepção da Viúva Douglas. Até pessoas que se veem como “convencionais” e “de classe média” fruem de um espectro de formas de liberdade — formas de liberdade que são parte do que hoje consideram estilo de vida normal — que nunca teria existido sem constante luta dos “sem mérito” contra a respeitabilidade.
Throughout the book, Russell expresses a general distaste for social engineering and paternalism of all kinds. This comes through clearly in his picture of New Deal hero Rex Tugwell. Tugwell was fully immersed in the managerialist culture of the Progressive Era, eugenics and all, and lost himself in totalitarian utopias like those of H.G. Wells. He saw the planning regime instituted during WWI as an opportunity to turn the U.S. into “an industrial engineer’s utopia.” His dream under FDR was to replace “the dead hand of competitive enterprise” with central planning, and turn America into a big factory.
Em todo o livro, Russell expressa desagrado com a engenharia social e o paternalismo de todos os tipos. Isso fica bem claro na descrição dele do herói do Novo Pacto Rex Tugwell. Tugwell imergiu totalmente na cultura gerencista da Era Progressista, eugenia e tudo o mais, e perdeu-se em utopias totalitárias tais como as de H.G. Wells. Ele via o regime de planejamento instituído durante a Primeira Guerra Mundial como oportunidade de transformar os Estados Unidos numa utopia de “um engenheiro social.” Seu sonho no governo de FDR era substituir “a mão morta da empresa competitiva” pelo planejamento centralizado, e transformar os Estados Unidos numa grande fábrica.
Although Russell is a writer of broadly libertarian sensibilities, I was unable to pigeonhole him into any specific stereotyped libertarian orientation of right or left.
Embora Russell seja escritor de sensibilidade amplamente libertária, não fui capaz de enquadrá-lo em qualquer orientação libertária estereotipada de direita ou esquerda.
He expresses a generally friendly attitude toward the market (“…the market economy has always been a friend of renegades and an enemy of moral guardians.”). And he attacks left-wing criticisms of the “culture of consumption” (like Stuart Ewen’s Captains of Consciousness) in the sort of language readers of this blog would normally associate with right-wing defenses of corporate capitalism at Mises.org. But he implicitly treats “market” as equivalent to “cash nexus” (for example, he contrasts “the market” to the subsistence lifestyle of isolated farmers who lived by self-provisioning and barter).
Ele expressa atitude geralmente amigável em relação ao mercado (“… a economia de mercado sempre foi amiga de renegados e inimiga de guardiães da moral.”). E ataca críticas da esquerda à “cultura do consumo” (como as em Capitães da Consciência de Stuart Ewen) usando tipo de linguagem que os leitores deste blog normalmente associariam a defesas direitistas do capitalismo corporativo em Mises.org. Sem embargo, ele implicitamente trata “mercado” como equivalente ao “nexo de caixa” (por exemplo, ele contrasta “o mercado” com o estilo de vida de subsistência de produtores rurais isolados que viviam mediante autoaprovisionamento e escambo).
On the other hand Russell discusses workplace culture and work discipline in terms that are most decidedly not right-wing, making it abundantly clear his is not the kind of libertarian analysis that would appear at Mises.org. He describes, in the kind of friendly language we would normally associate with E.P. Thompson, the culture of “St. Monday” that wage employers found so objectionable in the eighteenth century. And he treats attempts by the Radical Republicans of the Reconstruction Era to overcome “shiftlessness” and impose a culture of “patient, honest work” on freed slaves as morally equivalent to the sumptuary laws of Revolutionary era bluenoses. Take, for example, this exhortation from Clinton Fisk’s Plain Counsels for Freedmen:
Por outro lado Russell discute a cultura do local de trabalho e a disciplina do trabalho em termos que são muito decididamente não direitistas, tornando abundantemente claro que a análise libertária dele não é a que apareceria em Mises.org. Ele descreve, no tipo de linguagem amigável que normalmente associaríamos a E.P. Thompson, a cultura da “santa segunda-feira” que os empregadores pagadores de salário consideravam tão reprovável no século dezoito. E trata tentativas dos Republicanos Radicais da Era da Reconstrução para superar a “indolência” e impor uma cultura de “trabalho paciente e honesto” a escravos libertos como moralmente equivalente às leis suntuárias dos puritanos da era Revolucionária. Tomemos, por exemplo, esta exortação do Conselhos Singelos para Homens Libertos, de Clinton Fisk:
Now free labor does not imply that you may perform your work irregularly, carelessly, and dishonestly; and that your employer must put up with it, and say nothing about it. When you were a slave, it may have been your habit to do just as little as you could to avoid the lash. But now that you are free, you should be actuated by a more noble principle than fear.
Pois bem, trabalho livre não implica que você possa fazer seu trabalho irregular, descuidada, e desonestamente; e que seu empregador tenha de tolerar isso, sem dizer nada a respeito. Quando você era escravo, talvez possa ter sido hábito seu fazer o mínimo possível que o livrasse do açoite. Agora, porém, que você é livre, deverá ser acionado por princípio mais nobre do que o medo.
Russell’s treatment of Freedmen’s Bureau propaganda is quite similar to – say – E. P. Thompson’s treatment of Wesleyanism in The Making of the English Working Class. And the Freedmen’s Bureau writers for whom he reserves such mockery sound almost exactly like Puritan commentators complaining of the large number of holy days celebrated by English peasants, or Methodists complaining about “St. Monday.”
O tratamento dado por Russell à propaganda do Bureau dos Homens Libertados é bastante similar a – digamos – o tratamento de E. P. Thompson do wesleyanismo em A Formação da Classe Trabalhadora Inglesa. E os escritores do Bureau dos Homens Livres para os quais ele reserva tal zombaria soam quase exatamente como comentadores puritanos queixando-se do grande número de dias santos comemorados pelos camponeses ingleses, ou metodistas queixando-se da “santa segunda-feria.”
Perhaps more suggestive, he equates such calls, in language very much comparable to his attacks on the cultural Left’s criticisms of the “culture of consumption,” as an attempt to impose bourgeois sensibilities on people who value leisure and autonomy. He argues, in response to such attempts to inculcate the “work ethic,” that there is “nothing natural about a life devoted to labor.” And he celebrates Freemen’s resistance to attempts to impose work discipline. For example one northerner managing a confiscated plantation, in attempting to impose northern ideas of work discipline on black sharecroppers, was thwarted by their demands to—as they did under the old owner—“take their guns into the field and stop their work whenever a game animal happened by.” Russell also celebrates both organized strikes and informal work stoppages—simply taking a holiday when they considered it necessary for their health—against employers by freedmen all over the South. Likewise the wildcat strikes during WWII, which were generally in response to speedups and mandatory overtime.
Talvez mais sugestivo, ele iguala tais apelos, em linguagem muito comparável à de seus ataques às críticas da esquerda cultural à “cultura do consumo,” como tentativa de impor sensibilidadades burguesas a pessoas que prezam lazer e autonomia. Argumenta, em resposta a tais tentativas de inculcar a “ética do trabalho,” nada haver de “natural numa vida dedicada ao trabalho.” E exalta a resistência dos Homens Libertados a tentativas de imposição de disciplina do trabalho. Por exemplo, um nortista na gerência de uma plantação confiscada, tentando impor ideias nortistas de disciplina do trabalho a meeiros pretos, foi frustrado pela demanda deles de — como faziam no tempo do antigo dono — “trazer suas armas de fogo ao campo e parar de trabalhar sempre que alguma caça passasse por ali.” Russell também exalta tanto greves organizadas quanto suspensões do trabalho — simplesmente tirarem um feriado quanto considerassem necessário para sua saúde — contra empregadores, por homens libertos em todo o Sul. Da mesma forma as greves-relâmpago durante a Segunda Guerra Mundial, que eram feitas geralmente em resposta a ordens de aceleração do ritmo de trabalho e de horas adicionais.
The same is true of his treatment of the white working class’s resistance to the imposition of work discipline in the early days of the factory system. “When the first factories were built, with their regimented work rules and long hours, many of the white people employed in them proved to be terrible workers.” Russell writes, in a clearly favorable tone, of the high rates of turnover by workers discharged for acts of petty disobedience in a New England textile mill, and of attempts to institute an Americanized version of “St. Monday.”
O mesmo é verdade do tratamento dado por ele à resistência da classe trabalhadora branca à imposição de disciplina de trabalho nos primeiros dias do sistema de fábricas. “Quando as primeiras fábricas foram construídas, com suas regras de trabalho regimentadas e longas horas, muitas das pessoas brancas nelas empregadas revelaram-se trabalhadoras horríveis.” Russell escreve, em tom claramente favorável, acerca das altas taxas de rotatividade de trabalhadores despedidos por atos de pequena desobediência na indústria têxtil da Nova Inglaterra, e de tentativas de instituição de uma versão americanizada da “santa segunda-feira.”
It’s clear, also, that Russell is no conventional right-wing defender of the prerogatives of employers (“after all, you chose to work there!”) of the sort that you typically see in mainstream “libertarian” circles, from the fact that he takes the Freedmen’s side in attempts by employers to mandate regularizing their slave marriages as a condition of employment.
É claro, também, que Russell não é defensor direitista das prerrogativas dos empregadores (“afinal de contas, você escolheu trabalhar lá!”) do tipo que você vê tipicamente nos círculos “libertários” majoritários, do fato de ele tomar o lado dos Homens Libertados em tentativas de empregadores de ordenarem a regularização de seus casamentos enquanto escravos como condição de emprego.
I think Russell, in rejecting left-wing analysis of the “culture of consumption,” throws the baby out with the bathwater. In stressing the left-wing critics’ areas of commonality with bourgeois paternalism and prudery, he neglects the extent to which the rise of the “culture of consumption” was itself part of a deliberate strategy of imposing work discipline by corporate capitalist elites. Capitalist ideologues of the post-WWI period, in their praise for the effects of consumer culture on the working class, used language very much like that of their counterparts two hundred years earlier who proposed the Enclosures as a remedy for “Saint Monday.” It’s ironic that Russell, who celebrates American workers’ choice of leisure over work and attacks left-wing critics of mass consumption for their alleged “elitism,” ignores the relationship between the two issues. Corporate elites of that period deliberately and explicitly promoted a mass consumption economy as a way of preventing the choice of leisure over work, and undertook a project of cultural engineering to equate the consumption of store-bought goods with “Americanism” and “respectability” and to equate homemade with “old-fashioned” and “rural.”
Acredito que Russell, em rejeitando a análise esquerdista da “cultura de consumo,” joga fora o bebê com a água do banho. Ao enfatizar as áreas em comum dos críticos da esquerda com o paternalismo e o pudicismo burguês, negligencia a a extensão em que a ascensão da “cultura do consumo” foi ela própria parte de uma estratégia deliberada de imposição da disciplina do trabalho pelas elites capitalistas corporativas. Ideólogos capitalistas do período pós-Segunda Guerra Mundial, em sua exaltação dos efeitos da cultura de consumo sobre a classe trabalhadora, usaram linguagem muito parecida com suas contrapartes de dois séculos antes que propuseram os Cercos como antídoto para a “santa segunda-feira.” É irônico que Russell, que exalta a escolha, pelos trabalhadores estadunidenses, do lazer acima do trabalho e ataca críticos de esquerda do consumo em massa por seu alegado “elitismo,” ignore a relação entre as duas questões. As elites corporativas daquele período deliberada e explicitamente promoveram uma economia de consumo em massa como forma de impedir a escolha do lazer em vez do trabalho, e empreenderam um projeto de engenharia cultural para igualar o consumo de bens comprados em lojas a “americanismo” e “respeitabilidade” e para igualar o feito em casa a “antiquado” e “rural.”
Although Russell repeatedly alludes to arguments in writings like Captains of Consciousness, that the culture of consumption was imposed from above, he never addresses any of the actual evidence presented in them. The paper trail of commentary by the propertied classes, expressing their desire to impose work discipline through “easy monthly payments,” is as voluminous as that of Enclosure advocates two centuries before.
Embora Russell repetidamente aluda a argumentos de obras tais como Capitães da Consciência, segundo os quais a cultura do consumo foi imposta a partir de cima, ele nunca trata qualquer das evidências reais neles apresentados. A quantidade de papel de comentário, pelas classes proprietárias, expressando seu desejo de impor a disciplina do trabalho por meio de “fáceis pagamentos mensais,” é tão volumosa quanto a dos defensores do Cerco dois séculos antes.
Although Ewen et al no doubt had their puritanical side, they also had a great deal to say about consumerism as an instrument of social control of the very sort that Russell generally finds so abhorrent. In focusing so strongly on one aspect of their work at the expense of the other, I think he does them a disservice and overshoots into the same one-sided faux populism as the right-wingers at Mises.org. The left-wing critics of consumer culture have at least as much in common with Russell as they do with the bluenoses of the 1770s.
Embora Ewen et al sem dúvida tenham tido seu lado puritano, também tinham muito a dizer acerca de consumismo como instrumento de controle social exatamente do tipo que Russell em geral acha tão abominável. Em focando tão fortemente um aspecto da obra deles a expensas do outro, acredito que ele presta-lhe desserviço e vai longe demais, caindo no mesmo falso populismo unilateral dos direitistas de Mises.org. Os críticos de esquerda da cultura de consumo têm pelo menos tanto em comum com Russell quanto têm com os puritanos dos anos 1770.
In celebrating the liberatory aspects of the consumer revolution, I believe Russell neglects the extent to which consumer culture undermined autonomy. Specifically, he neglects the extent to which the ratio of wage labor to a given unit of consumption is itself a contingent matter. To the extent that high costs of marketing and distribution, brand name differentiation, and planned obsolescence reflect a business model toward which the state artificially tipped the balance, they artificially inflate the costs of a given quality of life. Consider, for example, the quadrupled costs of brand-name package dry goods, compared to virtually identical generic bulk goods, as described by Ralph Borsodi in The Distribution Age.
Em celebrando os aspectos liberatórios da revolução do consumo, acredito que Russell negligencia a extensão em que a cultura do consumo solapou a autonomia. Especificamente, ele negligencia a extensão em que a proporção de trabalho assalariado para dada unidade de consumo é ela própria matéria contingente. Na medida em que altos custos de marketing e distribuição, diferenciação de nome de marca, e obsolescência planejada refletem um modelo de negócios rumo ao qual o estado artificialmente viciou a balança, eles inflam artificialmente os custos de dada qualidade de vida. Consideremos, por exemplo, os custos quadruplicados de nome de marca de bens têxteis, roupas e acessórios comprados em loja, comparados com bens no atacado genéricos praticamente idênticos, como descrito por Ralph Borsodi em A Era da Distribuição.
In dismissing criticisms of the culture of consumption for their alleged puritanism or elitism, Russell neglects the extent to which increased dependence on wage labor for a higher volume of waste consumption also reduces the bargaining power and increases the precarity of working class life. It’s a hell of a lot harder to engage in spontaneous work stoppages of take off for Saint Monday, when you’re one paycheck away from being evicted or having the repo man take your car and washing machine.
Ao descartar críticas da cultura de consumo por seu alegado puritanismo ou elitismo, Russell negligencia a extensão em que o aumento da dependência do trabalho assalariado para maior volume de consumo pródigo também reduz o poder de barganha e aumenta a precariedade da vida da classe trabalhadora. É muito mais difícil suspender espontaneamente o trabalho para gozar a santa segunda-feira quando você está à distância de um cheque de pagamento de ser despejado ou de o homem do reempossamento levar seu carro ou máquina de lavar.


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