Saturday, May 11, 2013

The Anti-Empire Report - Bush's Legacy / William Blum speaking in Wisconsin, near Minnesota



English
Português
Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #116
O Relatório Anti-Império No. 116
By William Blum – Published May 3rd, 2013
Por William Blum – Publicado em 3 de maio de 2013
Bush’s legacy
O legado de Bush
This is not to put George W. Bush down. That’s too easy, and I’ve done it many times. No, this is to counter the current trend to rehabilitate the man and his Iraqi horror show, which partly coincides with the opening of his presidential library in Texas. At the dedication ceremony, President Obama spoke of Bush’s “compassion and generosity” and declared that: “He is a good man.” The word “Iraq” did not pass his lips. The closest he came at all was saying “So even as we Americans may at times disagree on matters of foreign policy, we share a profound respect and reverence for the men and women of our military and their families.” 9 Should morality be that flexible? Even for a politician? Obama could have just called in sick.
Não é para humilhar/criticar Bush. É fácil demais fazê-lo, e fi-lo muitas vezes. Não; é para oposição à tendência atual de reabilitar o homem e seu espetáculo de horror no Iraque, a qual parcialmente coincide com a abertura de sua biblioteca presidencial no Texas. Na cerimônia de consagração, o Presidente Obama falou da “compaixão e generosidade” de Bush e declarou que: “Ele é um bom homem.” A palavra “Iraque” não passou pelos lábios dele. O mais perto que passou foi ao dizer “Portanto mesmo que nós, como estadunidenses, possamos por vezes discordar em assuntos de política externa, compartilhamos profundos respeito e reverência pelos homens e mulheres de nossa instituição militar e suas famílias.” 9 Pode a moralidade ser flexível a esse ponto? Mesmo para um político? Obama poderia simplesmente ter ficado em casa alegando estar doente.
At the January 31 congressional hearing on the nomination of Chuck Hagel to be Secretary of Defense, Senator John McCain ripped into him for his critique of the Iraq war:
Na audiência no Congresso de 31 de janeiro a propósito da indicação de Chuck Hagel para ser Secretário de Defesa, o Senador John McCain fez veemente ataque verbal a ele pela avaliação dele da guerra no Iraque:
“The question is, were you right or were you wrong?” McCain demanded, pressing Hagel on why he opposed Bush’s decision to send 20,000 additional troops to Iraq in the so-called ‘surge’.
“A pergunta é, o senhor estava certo ou estava errado?” exigiu McCain, pressionando Hagel a propósito de por que ele se havia oposto à decisão de Bush de mandar 20.000 soldados adicionais para o Iraque no assim chamado ‘borbotão’.
“I’m not going to give you a yes-or-no answer. I think it’s far more complicated than that,” Hagel responded. He said he would await the “judgment of history.”
“Não darei ao senhor uma resposta do tipo sim ou não. Creio que é muito mais complicado do que isso,” respondeu Hagel. Ele disse que aguardaria o “julgamento da história.”
Glaring at Hagel, McCain ended the exchange with a bitter rejoinder: “I think history has already made a judgment about the surge, sir, and you are on the wrong side of it.” 10
Olhando furioso para Hagel, McCain terminou o diálogo com uma resposta acrimoniosa: “Acho que a história já julgou o borbotão, senhor, e o senhor está do lado errado dela.” 10
Before the revisionist history of the surge gets chiseled into marble, let me repeat part of what I wrote in this report at the time, December 2007:
Antes que a história revisionista do surto seja cinzelada em mármore, permitam-me repetir parte do que escrevi neste relatório à época, em dezembro de 2007:
The American progress is measured by a decrease in violence, the White House has decided – a daily holocaust has been cut back to a daily multiple catastrophe. And who’s keeping the count? Why, the same good people who have been regularly feeding us a lie for the past five years about the number of Iraqi deaths, completely ignoring the epidemiological studies. A recent analysis by the Washington Post left the administration’s claim pretty much in tatters. The article opened with: “The U.S. military’s claim that violence has decreased sharply in Iraq in recent months has come under scrutiny from many experts within and outside the government, who contend that some of the underlying statistics are questionable and selectively ignore negative trends.”
O progresso estadunidense é mensurado por decréscimo de violência, decidiu a Casa Branca – um holocausto diário reduzido para catástrofe múltipla diária. E quem está fazendo a contagem? Ora, as mesmas boas pessoas que vêm regularmente alimentando-nos com uma mentira, durante os últimos cinco anos, acerca do número de mortos no Iraque, ignorando completamente os estudos epidemiológicos. Recente análise do Washington deixou a asseveração da administração praticamente em farrapos. O artigo começa com: “A afirmação da instituição militar dos Estados Unidos de que a violência decresceu agudamente no Iraque em meses recentes tem estado sob escrutínio por parte de muitos especialistas dentro e fora do governo, os quais contendem que algumas das estatísticas nas quais tal afirmação se apoia são questionáveis e seletivamente ignoram tendências negativas.”
To the extent that there may have been a reduction in violence, we must also keep in mind that, thanks to this lovely little war, there are several million Iraqis either dead, wounded, in exile abroad, or in bursting American and Iraqi prisons. So the number of potential victims and killers has been greatly reduced. Moreover, extensive ethnic cleansing has taken place in Iraq (another good indication of progress, n’est-ce pas? nicht wahr?) – Sunnis and Shiites are now living more in their own special enclaves than before, none of those stinking mixed communities with their unholy mixed marriages, so violence of the sectarian type has also gone down. On top of all this, US soldiers have been venturing out a lot less (for fear of things like … well, dying), so the violence against our noble lads is also down.
Na medida em que pode ter havido alguma redução na violência, precisamos também ter em mente que, graças a essa adorável guerrinha, há diversos milhões de iraquianos ou mortos, ou feridos, exilados no exterior, ou em superlotadas prisões estadunidenses ou iraquianas. Portanto, o número de vítimas e assassinos em potencial reduziu-se grandemente. Além disso, extensa limpeza étnica teve lugar no Iraque (outra boa indicação de progresso, n’est-ce pas? nicht wahr?) – sunitas e xiitas estão agora morando mais em seus próprios enclaves especiais do que antes, nada daquelas fedorentas comunidades mistas com seus malditos casamentos mistos, portanto violência do tipo sectário também diminuiu. E em cima de tudo isso, soldados dos Estados Unidos estão-se aventurando muito menos a sair (por medo de coisas tais como ... bem, morrer), portanto a violência contra nossos nobres rapazes também está menor.
One of the signs of the reduction in violence in Iraq, the administration would like us to believe, is that many Iraqi families are returning from Syria, where they had fled because of the violence. The New York Times, however, reported that “Under intense pressure to show results after months of political stalemate, the [Iraqi] government has continued to publicize figures that exaggerate the movement back to Iraq”; as well as exaggerating “Iraqis’ confidence that the current lull in violence can be sustained.” The count, it turns out, included all Iraqis crossing the border, for whatever reason. A United Nations survey found that 46 percent were leaving Syria because they could not afford to stay; 25 percent said they fell victim to a stricter Syrian visa policy; and only 14 percent said they were returning because they had heard about improved security.
Um dos sinais da redução da violência no Iraque, gostaria a administração que crêssemos, é que muitas famílias iraquianas estão voltando da Síria, para onde haviam fugido por causa da violência. O New York Times, todavia, informou que “Sob intensa pressão para mostrar resultados depois de meses de impasse político, o governo [iraquiano] tem continuado a divulgar cifras que exageram o movimento de retorno ao Iraque”; bem como a exagerar a confiança de “iraquianos’ de que a atual calmaria na violência possa ser sustentada.” A contagem, vem-se a saber, incluiu todos os iraquianos que cruzaram a fronteira, por qualquer motivo. Pesquisa das Nações Unidas patenteou que 46 por cento estavam saindo da Síria porque não tinham condições de ficar; 25 por cento disseram ter sido vítimas de uma política de vistos mais estrita da Síria; e apenas 14 por cento disseram estar retornando por terem ouvido falar de melhora na segurança.
How long can it be before vacation trips to “Exotic Iraq” are flashed across our TVs? “Baghdad’s Beautiful Beaches Beckon”. Just step over the bodies. Indeed, the State Department has recently advertised for a “business development/tourism” expert to work in Baghdad, “with a particular focus on tourism and related services.” 11
Quanto tempo levará antes que viagens de férias ao “Iraque Exótico” sejam exibidas em nossos aparelhos de televisão? “As Lindas Praias de Bagdá Acenam”. Simplesmente passem por cima dos corpos. Na verdade, o Departamento de Estado recentemente publicou anúncio procurando especialista em “desenvolvimento de negócios/turismo” para trabalhar em Bagdá, “com foco especial em turismo e serviços afins.” 11
Another argument raised again recently to preserve George W.’s legacy is that “He kept us safe”. Hmm … I could swear that he was in the White House around the time of September 11 … What his supporters mean is that Bush’s War on Terrorism was a success because there wasn’t another terrorist attack in the United States after September 11, 2001 while he was in office; as if terrorists killing Americans is acceptable if it’s done abroad. Following the American/Bush strike on Afghanistan in October 2001 there were literally scores of terrorist attacks – including some major ones – against American institutions in the Middle East, South Asia and the Pacific: military, civilian, Christian, and other targets associated with the United States.
Outro argumento de novo suscitado recentemente para preservar o legado de George W. é o do “Ele nos manteve a salvo”. Hmm … Eu poderia jurar que ele estava na Casa Branca na época do 11 de setembro ... O que seus partidários querem dizer é que a Guerra de Bush ao Terrorismo foi um sucesso porque não houve outro ataque terrorista nos Estados Unidos depois de 11 de setembro de 2001 enquanto ele estava no cargo; como se terroristas matando estadunidenses seja aceitável se acontecer no exterior. Depois do ataque estadunidense/de Bush ao Afeganistão em outubro de 2001, houve literalmente pencas de ataques terroristas – inclusive alguns grandes – contra instituições estadunidenses no Oriente Médio, Sul da Ásia e Pacífico: militares, civis, cristãos, e outros alvos associados aos Estados Unidos.
Even the claim that the War on Terrorism kept Americans safe at home is questionable. There was no terrorist attack in the United States during the 6 1/2 years prior to the one in September 2001; not since the April 1995 bombing of the federal building in Oklahoma City. It would thus appear that the absence of terrorist attacks in the United States is the norm.
Até a afirmação de que a Guerra ao Terrorismo manteve os estadunidenses a salvo dentro do país é questionável. Não houve ataque terrorista aos Estados Unidos durante os 6,5 anos antes do de setembro de 2001; nenhum desde a explosão de bomba do edifício federal em Oklahoma City em abril de 1995. Parece pois que a ausência de ataques terroristas nos Estados Unidos é a regra.
William Blum speaking in Wisconsin, near Minnesota
William Blum falará em Wisconsin, perto de Minnesota
Saturday, July 13th, the 11th Annual Peacestock: A Gathering for Peace will take place at Windbeam Farm in Hager City, WI. Peacestock is a mixture of music, speakers, and community for peace in an idyllic location near the Mississippi, just one hour’s drive from the Twin Cities of Minnesota. Peacestock is sponsored by Veterans for Peace, Chapter 115, and has a peace-themed agenda. Kathy Kelly, peace activist extraordinaire, will also speak.
Sábado, 13 de julho, o 11o. evento anual Peacestock: Uma Reunião pela Paz terá lugar na Fazenda Windbeam em Hager City, WI. Peacestock é uma mistura de música, palestrantes e comunidade pela paz num local idílico perto do Mississippi, a apenas uma hora de carro das Cidades Gêmeas de Minnesota. Peacestock é patrocinado pela Veteranos pela Paz, Divisão Regional 115, e tem uma agenda de temas referentes à paz. Kathy Kelly, ativista pela paz destacadíssima, também falará.
You can camp there and be fed well, meat or vegetarian. Full information at: http://www.peacestockvfp.org
Você poderá alojar-se lá e ser bem alimentado, com carne ou se for vegetariano. Informações completas em: http://www.peacestockvfp.org
Notes
Notas
10. Los Angeles Times, February 1, 2013

No comments:

Post a Comment