Tuesday, May 21, 2013

C4SS - Sweatshops the “Best Available Alternative”? But Who Decides What Alternatives are Available?



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Commentary
Comentário
Sweatshops the “Best Available Alternative”? But Who Decides What Alternatives are Available?
Oficinas de Exploração Laboral - Sweatshops a “Melhor Alternativa Disponível”? Mas Quem Decide Que Alternativas estão Disponíveis?
Kevin Carson | May 20th, 2013
Kevin Carson | 20 de maio de 2013
Of all the self-styled libertarian commentaries attempting to put the Bangladesh garment factory tragedy in “perspective,” Benjamin Powell’s is probably the worst (“Sweatshops In Bangladesh Improve The Lives Of Their Workers, And Boost Growth,” Forbes, May 2). In Bangladesh, Powell writes,
De todos os comentários pretensamente libertários que tentam colocar a tragédia das confecções de peças de vestuário de Bangladesh em “perspectiva,” o de Benjamin Powell é provavelmente o pior (“Sweatshops Em Bangladesh Melhoram A Vida De Seus Trabalhadores, E Estimulam Crescimento,” Forbes, 2 de maio). Em Bangladesh, escreve Powell,
“some 4,500 garment factories employ approximately 4 million workers. In the grand scheme of things, they are better off with the factories than they would be without them; the benefits outweigh the risks. In fact, compared to other opportunities in Bangladesh, the garment industry pays reasonably well.”
“cerca de 4.500 confecções empregam aproximadamente 4 milhões de trabalhadores. Levando-se em consideração todos os aspectos, eles ficam em melhor situação com as confecções do que ficariam sem elas; os benefícios superam os riscos. Na verdade, em comparação com outras oportunidades em Bangladesh, a indústria de peças de vestuário paga razoavelmente bem.”
If U.S. companies like Nike reduce their footprint in Bangladesh and abandon factories there out of fear of bad publicity, “hundreds of thousands of garment workers could lose their jobs and be thrust into worse alternatives.”
Se empresas dos Estados Unidos como a Nike reduzissem sua presença em Bangladesh e abandonassem confecções lá por temor de má publicidade, “centenas de milhares de trabalhadores em peças de vestuário poderiam perder seus empregos e ser lançados em alternativas piores.”
Well, yeah — true as far as it goes. When a mugger says “your money or your life,” I’m better off handing over the money and staying alive — but it’s the guy with the gun who artificially set the range of alternatives. The question you should be asking yourself, and people like Powell and the people in the C-suite at Nike don’t want you asking, is who decides what other alternatives are available in Bangladesh?
Bem, é mesmo — sob certo aspecto. Quando um assaltante diz “seu dinheiro ou sua vida,” fico em melhor situação entregando o dinheiro e permanecendo vivo — mas foi o sujeito com a arma de fogo que estabeleceu artificialmente o leque de alternativas. A pergunta que você se deveria fazer, e que pessoas como Powell e o pessoal de nível de chefia da Nike não querem que você faça, é: quem decide quais outras alternativas estão disponíveis em Bangladesh?
It isn’t some faceless, inevitable fact of nature that is forced on the sweatshops — or on Nike — by an anonymous market. Thanks to international trademark and patent law, Nike and a few other companies are the only game in town when it comes to hiring people to make shoes. They can take Nike’s price or leave it. But there’s lots of competing sweatshops, and Nike can easily take its business elsewhere. Nike’s oligopsony pricing power means they can set the price they pay a sweatshop for a pair of sneakers as low as they like. And the same “intellectual property” gives them oligopoly pricing power in the United States to sell the sneakers at a retail price thousands of percent above the actual cost of production. The margin between what they pay sweatshops for the shoes and how much they gouge Western customers isn’t set by “the market.” It’s set by Nike. They can set that margin as high or as low as they want.
Não se passa que algum fato da natureza, sem face, inevitável, seja forçado sobre as sweatshops — ou sobre a Nike — por algum mercado anônimo. Graças à marca registrada e à lei de patentes internacionais, a Nike e umas poucas outras empresas são as únicas opções disponíveis quando se trata de empregar pessoas para fazer sapatos. Elas podem aceitar o preço da Nike ou rejeitá-lo. Há porém muitas sweatshops competindo umas com as outras, e a Nike pode facilmente fazer negócio com outras delas. O poder oligopsônico de preços da Nike significa que a empresa pode estabelecer o preço que paga a uma sweatshop por um par de tênis tão baixo quanto desejar. E a mesma “propriedade intelectual” dá a ela poder de preço de oligopólio nos Estados Unidos para vender os tênis com preço de varejo milhares de por cento acima do custo real de produção. A margem entre o que ela paga às sweatshops pelos sapatos e o quanto ela extorque dos consumidores ocidentais não é estabelecida pelo “mercado.” É estabelecida pela Nike. Ela pode estabelecer essa margem tão alto ou tão baixo quanto desejar.
And the operative phrase here is “as high.” Nike would rather maximize the margin it makes on its sneakers, even at the cost of people living in barracks working hundreds of hours a week for a few dollars a day — and sometimes dying slow, horrible deaths by the hundreds in the rubble of their factories.
E a expressão decisiva aqui é “tão alto.” A Nike preferirá maximizar a margem que ganha em seus tênis, mesmo à custa de pessoas que residem em habitações locupletadas e trabalham centenas de horas por semana por poucos dólares por dia — e por vezes têm morte lenta e horrível às centenas nos escombros de suas confecções.
So-called “intellectual property” is not legitimate property at all, but a state-enforced monopoly every bit as protectionist as the industrial tariffs of a century ago. Like the tariff, “intellectual property” creates artificial scarcity in goods that are not scarce by nature, enabling privileged corporations to extract rents from that scarcity. The global corporations of the 21st century are as dependent on “intellectual property” for their profits as the old national industrial corporations of the early 20th century were on tariffs. Tariffs ceased to be useful to big business, and “intellectual property” became useful, because corporations became global. Because “international trade” actually consists mostly of internal transfer of goods between local subsidiaries of global corporations, tariffs no longer serve the interests of giant corporations. Like the tariff, “intellectual property” is a government restriction on who may sell a given type of good in a given market, enabling the beneficiary to charge whatever consumers can pay. But unlike the tariff, which was a form of protectionism that regulated the transfer of goods across national boundaries, “intellectual property” regulates the transfer of goods across corporate boundaries.
A chamada “propriedade intelectual” não é propriedade legítima, e sim monopólio imposto pelo estado, exatamente tão protecionista quanto as tarifas industriais de há um século. Do mesmo modo que a tarifa, a “propriedade intelectual” cria escassez artificial em bens que não são escassos por natureza, permitindo que corporações privilegiadas extraiam rentismo dessa escassez. As corporações globais do século 21 são tão dependentes da “propriedade intelectual” para seus lucros quanto as antigas corporações industriais nacionais do início do século 20 o eram das tarifas. As tarifas pararam de ser úteis à grande empresa, e a “propriedade intelectual” tornou-se útil, porque as corporações se tornaram globais. Pelo fato de o “comércio internacional” em realidade consistir em sua maior parte de transferência interna de bens entre subsidiárias locais de corporações globais, as tarifas não mais servem aos interesses das corporações gigantes. Do mesmo modo que a tarifa, a “propriedade intelectual” é uma restrição governamental acerca de quem tem licença para vender dado tipo de bem em dado mercado, permitindo ao beneficiário cobrar o que quer que os consumidores possam pagar. Diferentemente da tarifa, contudo, que era uma forma de protecionismo que regulava a transferência de bens através de fronteiras nacionais, a “propriedade intelectual” regula a transferência de bens através de fronteiras corporativas.
Unlike the industrial corporations of a hundred years ago, companies like Nike don’t actually make things. They use artificial property rights like “intellectual property” to control the conditions under which other people can make things, and to set up toll gates between the people who make things and the people who consume things. The really, really big money isn’t the ability to produce, but the ability to collect tribute for allowing production to take place.
Diferentemente das corporações industriais de há cem anos, empresas como a Nike na verdade não fazem coisas. Elas usam direitos artificiais de propriedade tais como a “propriedade intelectual” para controlar as condições sob as quais outras pessoas podem fazer coisas, e para criar postos de pedágio entre as pessoas que fazem as coisas e as pessoas que consomem as coisas. O dinheiro realmente, realmente grande não está na capacidade de produzir, e sim na capacidade de coletar tributo para permitir que a produção aconteça.
Without “intellectual property,” those factories in Bangladesh could ignore Nike’s trademark and market identical shoes to the local population at a tiny fraction of the price. And without Nike to impose uniform pricing across the industry, they’d have to compete for local workers. It wouldn’t matter if Nike decided to “reduce its footprint” and pull out of Bangladesh. The workers’ livelihoods would no longer be held hostage to what Nike did or didn’t do.
Sem a “propriedade intelectual,” aquelas confecções em Bangladesh poderiam ignorar a marca registrada Nike e comerciar calçados idênticos com a população local por minúscula fração do preço. E sem a Nike para impor preços uniformes em toda a indústria, elas teriam de competir por trabalhadores locais. Não haveria problema nenhum se a Nike resolvesse “diminuir sua presença” e sair de Bangladesh. O meio de vida dos trabalhadores não mais seria mantido refém do que a Nike fizesse ou deixasse de fazer.



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