Friday, April 5, 2013

RBTH - Giving children with challenges a chance

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Russia Beyond the Headlines
Rússia Além dos Títulos de Jornal
April 4, 2013 Yulia Ponomareva, RBTH
4 de abril de 2013, Yulia Ponomareva, RBTH
Giving children with challenges a chance
Oportunidades para crianças com desafios
A mother tells how visiting orphanages inspired her to adopt two children rejected by other couples.
Uma mãe nos conta como visitas a orfanatos inspiraram-na a adotar duas crianças rejeitadas por outros casais.
Photo - Family values: Yelena at home with (left to right) Andrei, Praskovya, Yulia and Marina. Source: Sergei Savostianov
Foto - Valores familiares: Yelena em casa com (direita para esquerda) Andrei, Praskovya, Yulia e Marina. Fonte: Sergei Savostianov
When Yelena Sheba, an affable 35-year-old economist and mother-of-two, first got the idea of adopting a child, she wanted a perfect baby. But after she visited some orphanages, Yelena says she started to realise that the children most in need were the ones she had to help.
Quando Yelena Sheba, afável economista de 35 anos de idade, com dois filhos, teve pela primeira vez a ideia de adotar uma criança, seu desejo era conseguir o bebê perfeito. Contudo, depois de visitar alguns orfanatos, diz Yelena, ela começou a entender que as crianças mais necessitadas eram aquelas que ela teria de ajudar.
“Like 90 percent of candidates, at first I wanted a healthy, beautiful, Slavic girl,” Yelena says in an interview in her small, two-bedroom apartment in a Moscow suburb. “But such children have the highest chance to find a family, after all. The biggest problem is children with serious diseases that wait for parents for years.”
“Do mesmo modo que 90 por cento dos candidatos, de início eu queria uma menina eslava, saudável e bonita,” diz Yelena numa entrevista em seu pequeno apartamento de dois quartos num subúrbio de Moscou. “Crianças assim, porém, são as que têm maior probabilidade de encontrar uma família, afinal de contas. O maior problema são crianças com doenças sérias que esperam durante anos para conseguir pais.”
An economist by training, Yelena joined the charity Volunteers for Orphaned Children five years ago. Now, in addition to their two natural children, Yulia, 6, and Andrei, 13, Yelena and her husband, Alexander, have two lively, adoptive six-year-old girls, Marina and Praskovya.
Economista por formação, Yelena, há cinco anos, juntou-se à Voluntários pelas Crianças Órfãs. Agora, além de seus dois filhos naturais, Yulia, de 6 anos, e Andrei, de 13, Yelena e o marido, Alexander, têm duas vivazes meninas adotivas de seis anos de idade, Marina e Praskovya.
“I studied a lot but I’ve come to realize that my real calling is to be a mother,” Yelena says.
“Estudei muito, mas vim a perceber que minha vocação real é ser mãe,” diz Yelena.
Photo - In harmony: Yelena Sheba’s ‘real calling’ was to be a mother. Source: Sergei Savostianov
Foto - Em harmonia: A ‘vocação real’ de Yelena Sheba era ser mãe. Fonte: Sergei Savostianov
The first girl Yelena adopted, Marina, was rejected by two couples who came to see her; Praskovya has a record of 30 rejections.
A primeira menina que Yelena adotou, Marina, foi rejeitada por dois casas que haviam ido vê-la; Praskovya tem um histórico de 30 rejeições.
“The orphanage staff tried to talk us out of it,” Yelena says, as she recalls taking Marina from an orphanage in the Moscow Region. “They were like, ‘Why do you need this? This girl has a bunch of health problems.’” At Praskovya’s orphanage in the Astrakhan Region, Yelena says she faced a similar reaction from the staff.
“O pessoal do orfanato tentou dissuadir-nos,” diz Yelena, ao lembrar de quando trouxera Marina de um orfanato na Região de Moscou. “Falaram coisas tais como ‘Por que você precisaria de alguém assim? Esta menina tem uma penca de problemas de saúde.’” No orfanato onde estava Praskovya, na Região de Astrakhan, diz Yelena que enfrentou reação parecida do pessoal.
The situation for Russia’s orphaned children is improving gradually, however. Orphanages are now much better funded, and there is greater understanding that children should be adopted by a family to prevent them becoming institutionalised. Grassroots organizations are also growing to support vulnerable mothers who might otherwise give up their children to orphanages.
Todavia, a situação das crianças órfãs da Rússia está gradualmente melhorando. Os orfanatos hoje são muito melhor financiados, e há maior entendimento de que as crianças deveriam ser adotadas por uma família para evitar que elas se tornem institucionalizadas. Também está havendo aumento de organizações de base para apoio a mães vulneráveis que, não fora aquelas, poderiam entregar os filhos a orfanatos.
However, huge challenges remain: At least 80 percent of orphans in Russia have at least one living parent, and in many cases the parents have been deprived of parental rights due to social problems such as alcoholism. There is also the problem of falling adoption rates, which Russian authorities are trying to overcome.
Continua a haver, entretanto, enormes desafios:  Pelo menos 80 por cento dos órfãos na Rússia têm pelo menos um dos pais vivo e, em muitos casos, os pais foram privados de direitos familiares por causa de problemas sociais tais como alcoolismo. Há também o problema de índices cadentes de adoção, que as autoridades russas estão tentando superar.
Adoptions by Russian families fell from 9,530 in 2007 to 7,416 in 2011, while the number of children placed in foster families dropped from 20,864 to 13,766 over the same period. In Russia, fostering is a long-term commitment to care for a child until their 18th birthday. It can also lead to full adoption, where a child legally becomes part of a family for life.
Adoções por famílias russas caíram de 9.530 em 2007 para 7.416 em 2011, enquanto o número de crianças colocadas em famílias de adoção caiu de 20.864 para 13.766 no mesmo período. Na Rússia, a adoção é um compromisso de longo prazo de cuidar de uma criança até o 18o. aniversário. Pode também levar a adoção plena, quando uma criança torna-se legalmente parte da família para toda a vida.
Having banned adoptions into American families on January 1, the government is going to pump more cash into the childcare sector to buck the declining trend.
Havendo proibido adoções por famílias estadunidenses em 1o. de janeiro, o governo bombeará mais dinheiro para o setor de cuidados da criança para conter a tendência de declínio.
“An orphanage is never interested in placing a child in a family,” says Marina Andreyeva, head of children placement at Volunteers for Orphaned Children. “The more children there are in an orphanage, the more funding it receives from the state.”
“Orfanatos nunca estão interessados em encaminhar uma criança para uma família,” diz Marina Andreyeva, chefe de colocação de crianças da Voluntários por Crianças Órfãs. “Quanto mais crianças houver num orfanato, mais financiamento ele recebe do estado.”
Childcare authorities often don’t take enough interest in helping orphans find families either, she says.
Autoridades de cuidados de crianças também amiúde não estão suficientemente interessadas em ajudar órfãos a encontrar famílias, diz ela.
The requirements for would-be Russian foster parents are quite easy to meet: a package of documents, a medical check-up and a monthly income at least double the subsistence level in the region they live in. In addition, a foster parent needs to attend a series of training courses spanning seven to 10 weeks.
As exigências para pais adotivos russos em perspectiva são bastante fáceis de atender: um pacote de documentos, um exame médico completo e renda mensal de pelo menos o dobro do nível de subsistência na região em que morarem. Além disso, o progenitor adotivo precisa participar de uma série de cursos de treinamento com duração de entre sete a 10 semanas.
Foster families receive monthly payments from the state, with rates varying from region to region. In Moscow, a foster child receives between 12,000 and 15,000 rubles per month, and foster parents are paid 13,000 rubles per child. “It’s enough to buy food and clothes,” says Yelena Sheba.
As famílias de adoção recebem pagamentos mensais do estado, com índices que variam de região para região. Em Moscou, uma criança adotiva recebe entre 12.000 e 15.000 rublos por mês, e os pais adotivos recebem pagamento de 13.000 rublos por criança. “É o suficiente para comprar alimento e roupas,” diz Yelena Sheba.
Yelena’s daughters are lucky to have free certificates to Russia’s best clinic for children, the Filatov Hospital, and local kindergartens employ a variety of specialists to help foster children integrate smoothly in the community. In other regions, however, payments can be much smaller, and benefits more limited.
As filhas de Yelena são afortunadas por terem certificados grátis para a melhor clínica para crianças da Rússia, o Hospital Filatov, e jardins de infãncia locais empregam diversos especialistas que ajudam crianças adotadas a intregrarem-se de modo tranquilo na comunidade. Em outras regiões, porém, os pagamentos podem ser muito menores, e os benefícios mais limitados.
“In Moscow there are all the necessary conditions to take care of such children, and I think more of them should be placed in Moscow families,” Yelena says.
“Em Moscou há todas as condições necessárias para o cuidado de tais crianças, e acredito que mais dessas crianças deveriam ser colocadas em famílias de Moscou,” diz Yelena.
While foster families may have every opportunity to bring up a child, they often have to face a problem almost impossible to solve – hostility and intolerance.
Embora famílias de adoção possam ter todas as condições para criarem uma criança, amiúde têm de enfrentar um problema quase impossível de ser solucionado – hostilidade e intolerância.
“If your natural child acts up, is bad at school, or smokes, everyone explains it with puberty,” says Marina Andreyeva. “If a foster child does the same things, it’s more likely than not to be attributed to his poor heredity – even if no one knows for sure what his parents were like – he will be reminded where he comes from, and foster parents will be reproached for failing to take control of him.”
“Se seu filho natural for malcomportado, for mal na escola, ou fumar, todo mundo explica isso como puberdade,” diz Marina   Andreyeva. “Se um filho adotivo fizer as mesmas coisas, mais provavelmente do que não isso será atribuído a má hereditariedade – mesmo se ninguém souber com certeza como eram os pais dele – e ele será lembrado acerca de de onde vem, e os pais adotivos serão censurados por não conseguirem exercer controle sobre ele.”
The problems of foster and adoptive   families have received increasingly more attention lately as the government announced plans to encourage adoptions in Russia after banning adoptions into American families. Lawmakers and social security authorities are drawing up programs to raise payments for families and ease adoption procedures.
Os problemas de famílias de criação e adoção vêm recebendo cada vez mais atenção ultimamente, tendo o governo anunciado planos de estimular adoções na Rússia depois de proibir adoções por famílias estadunidenses. Legisladores e autoridades de segurança social estão elaborando programas para aumentar os pagamentos para famílias e facilitar os procedimentos de adoção. 
“In 2007-2008 the Moscow Region did   about the same thing as the federal government is planning to do now,” says Marina Andreyeva. “It became the first region to introduce payments for orphans placed in families, and increased monthly payments for children, which resulted in a growth in adoptions, but two-three years later we saw an upsurge in the number of children returned to orphanages.”
“Em 2007-2008 a Região de Moscou fez algo parecido com o que o governo federal está planejando fazer agora,” diz Marina Andreyeva. “Tornou-se a primeira região a criar pagamentos para órfãos localizados em famílias, e aumentou os pagamentos mensais por criança, o que resultou em aumento de adoções, mas dois-três anos houve aumento do número de crianças devolvidas a orfanatos.”

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