Wednesday, March 13, 2013

The Anti-Empire Report - It’s the end of the world … again


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Official website of the author, historian, and U.S. foreign policy critic.
Website oficial do autor, historiador e crítico da política externa dos Estados Unidos.
The Anti-Empire Report #114
O Relatório Anti-Império No. 114
By William Blum – Published March 11th, 2013
Por William Blum – Publicado em 11 de março de 2013
It’s the end of the world … again
É o fim do mundo ... outra vez
The American Israel Public Affairs Committee (AIPAC) recent convention in Washington produced the usual Doomsday talk concerning Iran’s imminent possession of nuclear weapons and with calls to bomb that country before they nuked Israel and/or the United States. So once again I have to remind everyone that these people – Israeli and American officials – are not really worried about an Iranian attack. Here are some of their many prior statements:
A recente convenção da Comissão de Assuntos Públicos Estados Unidos-Israel (AIPAC) em Washington produziu a usual conversa de Dia do Juízo Final concernindo a iminente posse pelo Irã de armamentos nucleares e com clamores no sentido de aquele país ser bombardeado antes que use armas nucleares contra Israel e/ou Estados Unidos. Portanto, mais uma vez, tenho de lembrar a todo mundo que essas pessoas - as autoridades israelenses e estadunidenses - não estão realmente preocupadas com qualquer ataque iraniano. Eis aqui algumas das muitas declarações anteriores delas:
In 2007, in a closed discussion, Israeli Foreign Minister Tzipi Livni said that in her opinion “Iranian nuclear weapons do not pose an existential threat to Israel.” She “also criticized the exaggerated use that [Israeli] Prime Minister Ehud Olmert is making of the issue of the Iranian bomb, claiming that he is attempting to rally the public around him by playing on its most basic fears.” 4
Em 2007, numa discussão fechada, a Ministra do Exterior israelense Tzipi Livni disse que, na opinião dela, “armas nucleares iranianas não representam ameaça existencial a Israel.” Ela “também criticou o uso exagerado que o Primeiro-Ministro [israelense] Ehud Olmert está fazendo da questão da bomba iraniana, afirmando que ele está tentando agrupar o público em torno de si mediante explorar-lhe seus medos mais básicos.” 4
2009: “A senior Israeli official in Washington”, reported the Washington Post (March 5), asserted that “Iran would be unlikely to use its missiles in an attack [against Israel] because of the certainty of retaliation.”
2009: “Uma autoridade israelense em Washington”, informou o Washington Post (5 de março), afirmou que “o Irã improvavelmente usaria seus mísseis num ataque [contra Israel] por causa da certeza de retaliação.”
In 2010 the Sunday Times of London (January 10) reported that Brigadier-General Uzi Eilam, war hero, pillar of the Israeli defense establishment, and former director-general of Israel’s Atomic Energy Commission, “believes it will probably take Iran seven years to make nuclear weapons.”
Em 2010 o Sunday Times de Londres (10 de janeiro) informou que o General de Brigada Uzi Eilam, herói de guerra, pilar da elite de defesa de Israel e ex-diretor da Comissão de Energia Atômica, “acredita que provavelmente levará sete anos para o Irã fabricar armas nucleares.”
January 2012: US Secretary of Defense Leon Panetta told a television audience: “Are they [Iran] trying to develop a nuclear weapon? No, but we know that they’re trying to develop a nuclear capability.” 5
Janeiro de 2012: O Secretário de Defesa Leon Panetta disse a uma plateia de televisão: “Estará ele [o Irã] tentando desenvolver uma arma nuclear? Não, mas sabemos que está tentando desenvolver capacidade nuclear.” 5
Later that month we could read in the New York Times (January 15) that “three leading Israeli security experts – the Mossad chief, Tamir Pardo, a former Mossad chief, Efraim Halevy, and a former military chief of staff, Dan Halutz – all recently declared that a nuclear Iran would not pose an existential threat to Israel.”
Posteriormente, naquele mês, podíamos ler no New York Times (15 de janeiro) que “três importantes especialistas em segurança israelenses – o chefe do Mossad, Tamir Pardo, um ex-chefe do Mossad, Efraim Halevy, e um ex-chefe militar de estado-maior, Dan Halutz – todos declararam, recentemente, que um Irã nuclear não representaria ameaça existencial para Israel.”
Then, a few days afterward, Israeli Defense Minister Ehud Barak, in an interview with Israeli Army Radio (January 18), had this exchange:
Então, poucos dias depois, o Ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, numa entrevista para a Rádio Exército Israelense (18 de janeiro) teve esse diálogo:
Question: Is it Israel’s judgment that Iran has not yet decided to turn its nuclear potential into weapons of mass destruction?
Pergunta: É opinião de Israel que o Irã ainda não decidiu transformar seu potencial nuclear em armas de destruição em massa?
Barak: People ask whether Iran is determined to break out from the control [inspection] regime right now … in an attempt to obtain nuclear weapons or an operable installation as quickly as possible. Apparently that is not the case.
Barak: As pessoas perguntam se o Irã está decidido a romper com o regime de controle [inspeção] imediatamente ... numa tentativa de obter armas nucleares ou uma instalação operável tão rapidamente quanto possível. Aparentemente isso não é verdade.
In an April 20, 2012 CNN interview Barak repeated this sentiment: “It’s true that probably [Iranian leader] Khamenei has not given orders to start building a [nuclear] weapon.” 6
Em 20 de abril de 2012, numa entrevista à CNN, Barak repetiu seu modo de ver: “É verdade que provavelmente o [líder iraniano] Khamenei não deu ordens para início de construção de uma arma [nuclear].” 6
And on several other occasions, Barak has stated: “Iran does not constitute an existential threat against Israel.” 7
E, em diversas outras ocasiões, Barak declarou: “O Irã não constitui ameaça existencial a Israel.” 7
Lastly, we have the US Director of National Intelligence, James Clapper, in a January 2012 report to Congress: “We do not know, however, if Iran will eventually decide to build nuclear weapons.” … There are “certain things [the Iranians] have not done” that would be necessary to build a warhead. 8
Por fim, temos o Diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, James Clapper, num relatório de janeiro de 2012 ao Congresso: “Não sabemos, porém, se o Irã por fim decidirá construir armas nucleares.” … Há “certas coisas que [os iranianos] não têm feito” que seriam necessárias para construir uma ogiva. 8
So why, then, do Israeli and American leaders, at most other times, maintain the Doomsday rhetoric? Partly for AIPAC to continue getting large donations. For Israel to get massive amounts of US aid. For Israeli leaders to win elections. To protect Israel’s treasured status as the Middle East’s sole nuclear power.
Assim sendo, por que, então, líderes israelenses e estadunidenses, na maioria das outras vezes, mantêm a retórica do Dia do Juízo Final? Parcialmente para a AIPAC continuar a obter grandes doações. Para Israel obter quantias maciças de ajuda dos Estados Unidos. Para líderes israelenses ganharem eleições. Para protegerem a preciosa condição de Israel de única potência nuclear do Oriente Médio.
Listen to Danielle Pletka, vice president for foreign and defense policy studies at America’s most prominent neo-con think tank, American Enterprise Institute:
Ouçam Danielle Pletka, vice-presidente para estudos de política externa e de defesa no mais preeminente instituto de pesquisa interdisciplinar dos Estados Unidos, o American Enterprise Institute:
The biggest problem for the United States is not Iran getting a nuclear weapon and testing it, it’s Iran getting a nuclear weapon and not using it. Because the second that they have one and they don’t do anything bad, all of the naysayers are going to come back and say, “See, we told you Iran is a responsible power. We told you Iran wasn’t getting nuclear weapons in order to use them immediately.” … And they will eventually define Iran with nuclear weapons as not a problem. 9
O maior problema dos Estados Unidos não é o Irã obter uma arma nuclear e testá-la, e sim o Irã obter uma arma nuclear e não usá-la. Pois no segundo em que ele tiver uma dessas armas e nada fizer de mal, todos os opositores voltarão e dirão: “Vejam, nós dissemos a vocês que o Irã era uma potência responsável. Dissemos a vocês que o Irã não obteria armas nucleares para usá-las imediatamente.” … E eles finalmente definirão o Irã com armas nucleares como não sendo problema. 9
Notes
Notas
4 - Haaretz.com (Israel), October 25, 2007; print edition October 26
4 - Haaretz.com (Israel), 25 de outubro de 2007; edição impressa 26 de outubro
5 - “Face the Nation”, CBS, January 8, 2012
5 - “Encare a Nação”, CBS, 8 de janeiro de 2012
6 - Washington Post, August 1, 2012
6 - Washington Post, 1o. de agosto de 2012
8 - The Guardian (London), January 31, 2012
8 - The Guardian (Londres, 31 de janeiro de 2012



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