Monday, March 4, 2013

C4SS - “The Government is US?” Not Unless We’re Citigroup


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Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade sem Estado
building public awareness of left-wing market anarchism
pela consciência pública do anarquismo esquerdista de mercado
“The Government is US?” Not Unless We’re Citigroup
“O Governo Somos NÓS?” Não Enquanto Nós Não Formos o Citigroup
Posted by Kevin Carson on Feb 27, 2013 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 27 de fevereiro de 2013 em Commentary
Jill Lesser, head of the Center for Copyright Information (an intellectual property lobby  posing as an “educational” body), recently assured the public that “six strikes” provisions of an agreement between the music and motion picture industries and several major Internet Service Providers won’t adversely affect provision of free wireless Internet by public libraries, restaurants, coffee houses and other public gathering places.
Jill Lesser, chefe do Centro de Informação acerca de Copyright (um lobby pela propriedade intelectual posando de entidade “educacional”), recentemente assegurou ao público que cláusulas de “sistema de alerta de copyright” de um acordo entre as indústrias de música e de cinema e diversos grandes Provedores de Serviços de Internet não afetarão adversamente o oferecimento de internet sem fio grátis por bibliotecas públicas, restaurantes, cafés e outros locais de convergência pública de pessoas.
Nonsense, responded the Electronic Frontier Foundation. Although, as Lesser argued, a small independent coffee house or brew pub might not have its Internet connection terminated over “infringing” activity by a customer, it could easily have its bandwidth cut back to 256kbps for days with every accusation — making it essentially unusable.
Bobagem, respondeu a Fundação Fronteira Eletrônica. Embora, como Lesser ponderou, um pequeno café independente, ou um bar produtor da própria cerveja, possa não ter sua conexão com a internet cortada por atividade “infringente” de um cliente, poderá facilmente ter sua largura de banda cortada para 256kbps durante dias em decorrência de cada acusação  — com o serviço tornado essencialmente inusável.
And anyway, it’s not like Big Content sees a major blow to free wireless as a bad thing. ISPs, which have been working with the RIAA and MPAA for years in lobbying for totalitarian digital copyright laws, hate free wireless as much as Chris Dodd hates The Pirate Bay. Any harm to free wireless — Lesser’s dodge notwithstanding — is a feature, not a bug, in “six strikes.”
E, de qualquer modo, o chamado Grande Conteúdo não vê grandes golpes desfechados contra o sem fio grátis como algo ruim. Os Provedores de Serviço de Internet - ISP, que vêm trabalhando com a Associação da Indústria de Gravação dos Estados Unidos - RIAA e com a Associação de Cinema dos Estados Unidos - MPAA durante anos fazendo lobby em favor de leis totalitárias de copyright digital, odeiam o sem fio grátis tanto quanto Chris Dodd odeia o Baía dos Piratas. Qualquer dano ao sem fio grátis — apesar do escamoteio de Lesser — é uma característica, não um defeito, no “alerta de copyright.”
This is fairly typical. In some cases — as with opposition to the draconian SOPA copyright bill by Google and other content aggregators — the corporate ruling clas temporarily divides against itself, and we can exploit those divisions.   But more often than not, monopoly capital unites in  lockstep coalition.
Isso é bastante típico. Em alguns casos — como na oposição ao draconiano projeto de lei de copyright Lei de Combate à Pirataria - SOPA pela Google e por outros agregadores de conteúdo — a classe dominante corporativa divide-se temporariamente dentro de si própria, e podemos explorar essas divisões. Contudo, mais amiúde do que não, o capital monopolista une-se em coalizão de ordem unida.
Back in the 1950s, John Kenneth Galbraith and Daniel Bell depicted the American political system as one of “countervailing power” or “interest group pluralism.” If the nineteenth century liberal model of public sovereignty was obsolete and the individual no longer counted for anything, at least the state was forced to strike a balance between the major contending interests in society.
Nos anos 1950s, John Kenneth Galbraith e Daniel Bell retrataram o sistema político estadunidense como um sistema de “compensação de poderes” ou “pluralismo de grupos de interesse.” Se o modelo liberal do século dezenove de soberania pública era obsoleto e o indivíduo não mais contava para nada, pelo menos o estado era forçado a estabelecer um compromisso entre os principais interesses em contenda na sociedade.
But interest group pluralism didn’t bear much looking into, as Power Elite theorists like sociologists C. Wright Mills and G. William Domhoff demonstrated. Interest group competition took place mostly on the second tier of policy-making. The commanding heights of the power structure were oases of cooperation, not competition: Interlocking directorates of large corporations, banks, regulatory agencies,  political appointees and think tanks, all headed by the same recirculating group of personnel.
Como porém sociólogos da Elite de Poder tais como C. Wright Mills e G. William Domhoff mostraram, o pluralismo de grupos de interesse não resistia a muita análise. A competição de grupos de interesse tinha lugar principalmente na segunda camada da formulação de políticas. As altura de comando da estrutura de poder eram oásis de cooperação, não de competição: Diretorias cruzadas de grandes corporações, bancos, órgãos normativos, nomeados políticos e institutos de pesquisa interdisciplinar, todos chefiados pelo mesmo grupo de pessoal recirculante.
The supposed “countervailing power” Galbraith saw Big Government exercising against Big Business turned out to be as genuine as the conflict between the “good cop” and “bad cop” in the interrogation room. New Left historian Gabriel Kolko showed that the primary force behind the much-vaunted “progressive” regulatory agenda at the turn of the 20th century was the regulated industries themselves. They saw federal regulatory cartels as the best protection against ruinous competition and price wars. And Bill Domhoff showed that major portions of the New Deal regulatory/welfare state were backed, even drafted, by the most powerful factions of corporate capital.
A pretensa “compensação de poderes” que Galbraith via o Governo Hipertrofiado exercendo contra as Grandes Empresas veio a revelar-se tão genuína quanto o conflito entre o “policial bom” e o “policial mau” no recinto de interrogatório. O historiador da Nova Esquerda Gabriel Kolko mostrou que a principal força por trás do tão alardeado programa regulamentador “progressista” na virada do século 20 era as próprias indústrias regulamentadas. Elas viam os cartéis regulamentadores federais como a melhor proteção contra competição ruinosa e guerras de preços. E Bill Domhoff mostrou que grandes porções do estado regulamentador/assistencialista eram apoiadas, e até planejadas em grandes linhas, pelas facções mais poderosas do capital corporativo.
If you think the regulatory state works for us, rather than for the regulated industries, you might be interested in one particular of Obama Treasury Secretary nominee Jack Lew’s employment contract at Citigroup: The clause specifying that Lew would forfeit the “guaranteed retention and incentive bonus” if he quit — that is, unless he quit “as a result of your acceptance of a full-time high level position with the United States government or regulatory body.”
Se você acredita que o estado regulamentador trabalha para nós, em vez de para as indústrias regulamentadas, poderá ter interesse em ver um elemento específico do contrato de emprego do indicado por Obama para Secretário do Tesouro, Jack Lew, no Citigroup: A cláusula que especifica que Lew perderá o “bônus de permanência no emprego e de incentivo” se sair — isto é, a menos que saia “em decorrência de aceitação de cargo mais elevado de tempo integral no governo dos Estados Unidos ou em agência reguladora.”
The reasoning behind that should be fairly transparent. Anyone who leaves Citigroup or Goldman Sachs (has a Treasury Secretary come from anywhere else in recent decades?) for the US Treasury Department isn’t really leaving Citigroup at all. He’s just accepting assignment as their man in Washington.
O raciocínio subjacente deveria ficar muito claro. Qualquer pessoa que saia do Citigroup ou do Goldman Sachs (algum Secretário do Tesouro veio de qualquer outro lugar nas décadas recentes?) para ir para o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos não está realmente saindo do Citigroup em absoluto. Está apenas aceitando designação para ser o homem do Citigroup em Washington.
The same is true of most government regulatory agencies. The same crowd shuffles back and forth between the boards and C-suites of Monsanto and ADM and second- and third-tier appointive positions at the USDA with such velocity that they probably can’t remember from one day to the next who their actual employers are — not that it would make that much difference. Ditto the leadership at the FDA and the senior management of Merck and Pfizer.
O mesmo é verdade da maioria dos órgãos de regulação do governo. A mesma turma vai e vem entre as diretorias e os cargos de topo da Monsanto e da Archer Daniels Midland - ADM e  os cargos por nomeação de segundo e terceiro escalão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - USDA com tal velocidade que provavelmente não consegue lembrar-se, de um dia para outro, quem são seus reais empregadores — não que isso faça muita diferença. O mesmo da liderança da Administração de Alimentos e Medicamentos - FDA e a gerência superior de Merck e Pfizer.
Don’t fall for the line that state functionaries “work for us.” Take a look at where they worked before they entered “public service” and watch where they go back to afterward. Guess what? They’re working there right now, too.
Não acredite naquela de que os funcionários do estado “trabalham para nós.” Dê uma olhada onde eles trabalharam antes de entrar no “serviço público” e veja para onde eles irão depois disso. Adivinhe só: Eles estão trabalhando lá, também, já agora.
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é membro graduado do Centro por uma Sociedade sem Estado (c4ss.org) e titular da  Cátedra Karl Hess em Teoria Social do Centro. É mutualista e anarquista individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson tem também escrito para publicações impressas como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para várias publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P, e seu próprio Blog Mutualista.


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