Friday, March 29, 2013

C4SS - Authority: If It’s Good, Why Does It Make Us Feel So Bad?



ENGLISH
PORTUGUÊS
CENTER FOR A STATELESS SOCIEY
CENTRO POR UMA SOCIEDADE SEM ESTADO
building public awareness of left-wing market anarchism
pela consciência pública do anarquismo esquerdista de mercado
Authority: If It’s Good, Why Does It Make Us Feel So Bad?
Autoridade: Se É Boa, Por Que Nos Faz Sentir Tão Mal?
Posted by Kevin Carson on Mar 17, 2013 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 17 de março de 2013 em Commentary
In the past, I’ve argued against authority on both principled and consequential grounds. Institutions like the state don’t have legitimate authority over you because we don’t own other people, and you can’t delegate an authority you don’t have to an institution to exercise on your behalf.
No passado, já argumentei contra a autoridade com base tanto em princípios quanto em consequências. Instituições como o estado não têm autoridade legítima sobre nós porque não somos donos de outras pessoas, e não podemos delegar autoridade que não temos para que uma instituição a exerça em nosso nome.
On a purely practical level, authority leads to irrationality and inefficiency because it filters and distorts information flow and causes decision-makers to operate in a purely imaginary world. That was true of Gosplan in the old USSR, and every Fortune 500 corporate headquarters is for all intents and purposes just a mini-Gosplan. Authority leads to socially suboptimal outcomes because decision-makers are able to externalize the negative consequences of their decisions on subordinates and appropriate the positive consequences for themselves.
Num nível puramente prático, a autoridade leva a irracionalidade e ineficiência porque filtra e distorce o fluxo de informação e leva os tomadores de decisão a atuar num mundo puramente imaginário. Isso era verdade da Gosplan na antiga URSS, e todas as sedes corporativas das 500 da Fortune são, para todos os efeitos, apenas casos de mini-Gosplan. A autoridade leva a resultados socialmente subótimos porque os tomadores de decisão têm como externalizar as consequências negativas de suas decisões e apropriar-se das consequências positivas delas.
But a lot of people don’t find such intellectual arguments convincing. They don’t feel them in their gut.
Muitas pessoas, porém, não acham esses argumentos intelectuais convincentes. Elas não os sentem nas próprias entranhas.
So this time I’m going to attack it from a different angle: Authority is bad because of the way it makes you feel.
Assim, desta vez atacarei o assunto a partir de um ângulo diferente: A autoridade é ruim por causa de como ela faz você sentir-se.
Imagine you’re driving along, and you look in your rearview mirror and see a police car behind you. Do you feel confident and relieved, thinking “I’m so glad I’m being protected and served”? I doubt it. Your first thought is most likely of how soon you can lose the cop, either by making a turn or letting them pass you. As you continue to see the police car behind you, your thoughts almost certainly turn to whether you did something wrong, or whether you’re inadvertently doing something wrong right now the cop can seize on to pull you over. And the longer the police car stays behind you, the more turns it follows you through, the louder that panicky voice in your head becomes: “I’m in trouble! I must’ve done something wrong.”
Imagine que você esteja guiando e, ao olhar no espelho retrovisor, veja um carro da polícia atrás de você. Você se sente confiante e aliviado, pensando: “Como estou feliz porque estou sendo protegido e servido”? Duvido. Seu primeiro pensamento será mais provavelmene como ver-se livre do policial, ou entrando à direita ou à esquerda ou deixando ele ultrapassar você. Ao continuar a ver o carro da polícia atrás de você, seus pensamentos quase certamente se voltarão para se você fez algo errado, ou estará inadvertidamente fazendo algo errado naquele momento, com o policial podendo usar isso para mandar você parar no acostamento. E quanto mais tempo o carro da polícia ficar atrás de você, quanto mais você entrar à direita ou à esquerda e ele continuar seguindo você, mais alta se tornará aquela voz apavorada dentro de sua cabeça: “Estou encrencado! Só posso ter feito alguma coisa errada.”
In short, you’re reduced to feeling like a “bad” child in the face of an adult authority figure.
Em suma, você fica reduzido a sentir-se como uma criança “malcomportada” diante de uma figura de autoridade adulta.
Remember when you actually were a child, and your mom or dad said, “Come here. We need to have a talk”? Or when your teacher called you aside for a “little talk,” or you got summoned to the principal’s office? You felt like the authority figure behind the desk was a hundred feet tall and looking at you, miserable little worm that you were, through a microscope. You felt like a puppy that had just been caught piddling on the rug.
Lembra-se de quando você era criança, e sua mamãe e seu papai diziam: “Venha aqui, precisamos ter uma conversa”? Ou quando sua professora chamava você de lado para uma “conversinha,” ou você era convocado para ir à sala do diretor? Você sentia como se a figura atrás da escrivaninha tivesse trinta metros de altura, e estivesse olhando para você, miserável pequeno verme, usando um microscópio. Você se sentia como um cachorrinho que acabara de ser apanhado urinando no tapete.
You probably feel the same way as an adult, at work, when your boss calls you into her office. If you don’t know what it’s about, you start racking your brain trying to think of a million and one things you might have done wrong. Will she be mad at me? Will I get yelled at? Will I lose my job? I’m in trouble. I’M BAD.
Você provavelmente sente o mesmo como adulto, no trabalho, quando seu chefe chama você à sala dele. Se não souber qual será o assunto, começará a dar tratos à bola para pensar em um milhão e uma coisas que poderá ter feito errado. Será que ele está bravo comigo? Gritará comigo? Estou encrencado. SOU INCOMPETENTE.
At the most fundamental level, this is why authority is evil. It reduces you to the feelings of fear and powerlessness you experienced as a child. It makes you think you’re bad. It makes you think you must have done something wrong.
No nível mais fundamental, é por isso que a autoridade é má. Ela reduz você aos sentimentos de medo e impotência que você experimentou quando criança. Ela faz você pensar que é incompetente. Faz você pensar que terá de ter feito algo errado.
This isn’t a good way for anyone to feel. And a society in which we spend a major part of our lives under the control of institutions directed by authority figures with the power to make us feel that way, is a fundamentally sick society.
Essa não é uma boa maneira de qualquer pessoa sentir-se. E uma sociedade na qual passamos a maior parte de nossas vidas sob o controle de instituições dirigidas por figuras de autoridade com poder para nos fazer sentir assim é fundamentalmente uma sociedade doente.
Looking at things from the other direction, authority is bad because of the way it makes you feel when you identify with it — like other people are bad. Whenever there’s a news story online about someone being beaten up by a cop, the comments are bound to include people saying things like “Well, that ought to teach them a lesson. When a cop tells you to do something, you do it!” A dismaying share of American political discourse, especially from the Right, involves accusing one’s opponent of being “soft on” this or that, promising to “get tough on” the other thing, and calling for a whole host of outgroups or dissidents — protestors, disobedient foreign countries, gays, racial minorities, women, “illegal aliens,” etc. — to be “taught a lesson” or “shown who’s boss.”
Olhando as coisas a partir de outra direção, a autoridade é ruim por causa da maneira pela qual ela faz você sentir-se quando você se identifica com ela — outras pessoas são vistas como más. Sempre que há uma notícia online acerca de alguém espancado por um policial, indefectivelmente os comentários incluirão pessoas dizendo coisas como “Bem, isso deverá ensinar-lhe uma lição. Quando um policial disser a você para fazer algo, faça-o!” Desalentadora parcela do discurso político estadunidense, especialmente da Direita, envolve acusar um oponente de ser “mole com” isto ou aquilo, prometendo “ser duro com” a outra coisa, e dizendo que toda uma hoste de grupos externos ou dissidentes — protestadores, países estrangeiros desobedientes, gays, minorias raciais, mulheres, “estrangeiros em situação ilegal” etc. — “aprenderá uma lição” ou “ficará sabendo quem é que manda.”
People who view the world through this framework, typically, were beaten (literally or figuratively) by authority until they saw identifying with authority and redirecting their suppressed rage against the enemies of authority as the only way of escaping the double bind. They learned to love Big Brother.
Pessoas que veem o mundo a partir desse arcabouço, normalmente, foram espancadas (literalmente ou de modo figurado) pela autoridade até sentirem-se identificadas com a autoridade e redirecionarem seu ódio reprimido contra os inimigos da autoridade como única forma de escaparem da entaladela. Elas aprenderam a amar o Grande Irmão.
A society that creates this mindset is also sick.
Uma sociedade que cria essa postura mental também está doente.
Dealing with other human beings — all other human beings — as equals, confident and unafraid, is the right way to live. It’s the only right way to live.
Lidar com outros seres humanos — todos os outros seres humanos — como iguais, com confiança e sem medo, é a maneira certa de viver. A única maneira certa de viver.
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é membro graduado do Centro por uma Sociedade sem Estado (c4ss.org) e titular da  Cátedra Karl Hess em Teoria Social do Centro. É mutualista e anarquista individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson tem também escrito para publicações impressas como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para várias publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P, e seu próprio Blog Mutualista.




No comments:

Post a Comment