Saturday, February 2, 2013

C4SS - The Corruption of Cooperation



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CENTER FOR A STATELESS SOCIEY
CENTRO POR UMA SOCIEDADE SEM ESTADO
building public awareness of left-wing market anarchism
pela consciência pública do anarquismo esquerdista de mercado
The Corruption of Cooperation
A Corrupção da Cooperação
Posted by Christiaan Elderhorst on Jan 25, 2013 in Commentary
Afixado por Christiaan Elderhorst em 25 de janeiro de 2013 em Commentary
UK prime minister David Cameron has promised to support a referendum on the UK’s future within the European Union if and when he wins the general election in 2015. Politicians across Europe are reacting negatively to Cameron’s speech, citing their support for the Union’s economic, social, and political cooperation. My question to them would be: Why must this cooperation be directed by a centralized power?
O primeiro-ministro do Reino Unido David Cameron vem de prometer apoiar um referendo acerca do futuro do Reino Unido dentro da União Europeia se e quando ganhar a eleição geral de 2015. Políticos, por toda a Europa, estão reagindo negativamente ao discurso de Cameron, citando o apoio deles à cooperação econômica, social e política da União. Minha pergunta a eles seria: Por que terá essa cooperação de ser dirigida por um poder centralizado?
The concept of cooperation is misunderstood by many. Cooperation is based on the realization of individual actors that a peaceful and joint venture is beneficial to all parties. Having a leader in this case could arguably be more beneficial but delegating all decision-making powers to one actor hardly seems a necessary prerequisite to calling something cooperative. Yet pro-Europe politicians maintain the opinion that a centralized institution is necessary to foster interdependence. Either this means individuals are too dense to realize the advantages of cooperation or that there is no actual beneficial outcome to be attained. Either way, calling this situation “cooperation” is very troubling.
O conceito de cooperação é entendido de modo equivocado por muitas pessoas. A cooperação está baseada no entendimento de agentes individuais de que uma iniciativa pacífica e conjunta é benéfica para todas as partes. Nesse caso, ter um líder poderia, possivelmente, ser mais benéfico, mas delegar todos os poderes de tomada de decisão a um só agente dificilmente parece pré-requisito indispensável para chamar-se algo de cooperativo. Nada obstante, políticos pró-Europa sustentam a opinião segundo a qual é indispensável uma instituição centralizada para promover interdependência. Isso significa ou que os indivíduos são parvos demais para entenderem as vantagens da cooperação, ou que não há resultado benéfico real a ser alcançado. Em qualquer dos casos, chamar essa situação de “cooperação” é forçar muito as coisas.
Supra-national politics is not the only area in life where the meaning of cooperation has been skewed. Apologists for capitalism rightly claim that economies require cooperation between labor and capital. However, they continue by saying that owners of capital must receive exclusive decision-making powers to make the cooperation fruitful.
A política supranacional não é a única área da vida onde o significado de cooperação foi distorcido. Apoligistas do capitalismo corretamente asseveram que as economias requerem cooperação entre trabalho e capital. Entretanto, eles em seguida dizem que os donos do capital precisam receber poderes exclusivos de tomada de decisão para tornarem a cooperação frutífera.
The same principle exists in our culture’s view of romantic unions. No matter if you’re gay or straight there is always the question of, “Who wears the pants in this relationship?” We thus arrive at the worrying conclusion that the concept of cooperation has been entirely corrupted by viewing the delegation of authority as a prerequisite for its existence.
O mesmo princípio existe na visão de nossa cultura a respeito das uniões românticas. Independentemente de você ser gay ou heterossexual, há sempre a pergunta de  “Quem veste as calças, neste relacionamento?” Portanto, chegamos à preocupante conclusão de que o conceito de cooperação tem sido inteiramente corrompido ao a delegação de autoridade ser vista como pré-requisito para sua existência.
Although it is unclear what Cameron’s own opinion on the matter is — whether he would vote for the UK to stay in, or get out of, the European Union — it is clear that he dislikes the direction in which the EU is heading. He says, “Put simply, many ask, ‘Why can’t we simply have what we voted to join; a common market?’” After all, the European Union is based on the European Economic Community, often known as the Common Market by the English-speaking world. If there are benefits to cooperation between governments and individuals across national borders then the only acceptable function of the European Union would be to help governments and individuals realize these benefits.
Embora não fique claro qual é a opinião do próprio Cameron a respeito do assunto — se ele votaria pela permanência ou pela não permanência do Reino Unido na União Europeia — fica claro que não gosta da direção na qual está indo a União Europeia. Ele diz: “Falando de modo simples, muitas pessoas perguntam: ‘Por que não podemos ter apenas aquilo em que votamos para entrarmos: um mercado comum?’” Afinal, a União Europeia está baseada na Comunidade Econômica Europeia, amiúde conhecida como Mercado Comum pelo mundo falante de inglês. Se há benefícios na cooperação entre governos e indivíduos através de fronteiras nacionais, então a única função aceitável da União Europeia seria ajudar governos e indivíduos a concretizar esses benefícios.
Of course this whole issue would be irrelevant if there weren’t national economic and migratory borders to start with. However, this idea is conveniently left out of the discussion for obvious reasons.
Obviamente a questão toda seria irrelevante se não houvesse, para começo de conversa, fronteiras nacionais, econômicas e migratórias. Entretanto, essa ideia é convenientemente deixada fora da discussão por razões óbvias.
It also brings up another issue of supra-national organizations: Whether they eliminate borders or rather expand them? On a related note: Are the anti-EU sentiments of many Europeans a sign of a new anti-authoritarian movement or merely symptoms of fervent nationalism? These are the questions we should really be asking. How about a referendum on them, Mr. Cameron?
Ela também suscita outra questão referentes às organizações supranacionais: Eliminam elas fronteiras ou, pelo contrário, expandem-nas? Pergunta relacionada: São os sentimentos anti-União Europeia de muitos europeus sintoma de novo movimento autiautoritário ou meramente sintomas de fervoroso nacionalismo? Essas são as perguntas que realmente deveríamos estar formulando. Que tal um referendo a respeito delas, Sr. Cameron?
Christiaan Elderhorst is the Dutch Media Coordinator and translator for the Center for a Stateless Society (c4ss.org). Besides his interest in economics and political theory he likes to do volunteer work and enjoys sailing. He lives in the province of Flevoland in the Netherlands.
Christiaan Elderhorst é Coordenador de Mídia e tradutor para o holandês do Centro por uma Sociedade sem Estado (c4ss.org). Além de seu interesse em economia e teoria política ele gosta de prestar serviço voluntário e de velejar. Reside na província de Flevoland na Holanda.


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