Friday, January 11, 2013

The Anti-Empire Report - Where have you gone, Joe DiMaggio?



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The Anti-Empire Report
O Relatório Anti-Império
January 8th, 2013
8 de janeiro de 2013
by William Blum
por William Blum
Where have you gone, Joe DiMaggio?
Para onde foi você, Joe DiMaggio?
"France no longer recognizes its children," lamented Guillaume Roquette in an editorial in the Figaro weekly magazine in Paris. "How can the country of Victor Hugo, secularism and family reunions produce jihadists capable of attacking a kosher grocery store?" 1
"A França não mais reconhece seus filhos," lamentou Guillaume Roquette em editorial no semanário Figaro em Paris. "Como pode o país de Victor Hugo, do secularismo e das reuniões de família produzir jihadistas capazes de atacar uma mercearia kosher?" 1
I ask: How can the country of Henry David Thoreau, separation of church and state, and family Thanksgiving dinners produce American super-nationalists capable of firing missiles into Muslim family reunions in Pakistan, Afghanistan, Yemen, and Somalia?
Pergunto eu: Como pode o país de Henry David Thoreau, da separação entre igreja e estado, e dos jantares de Ação de Graças das famílias produzir estadunidenses supernacionalistas capazes de lançar mísseis em reuniões de famílias muçulmanas no Paquistão, no Afeganistão, no Iêmen e na Somália?
Does America recognize its children? Indeed, it honors them. Constantly.
Será que os Estados Unidos reconhecem seus filhos? Na verdade, o país os homenageia. Constantemente.
A French state prosecutor stated that "A network of French Islamists behind a grenade attack on a kosher market outside Paris last month also planned to join jihadists fighting in Syria." 2
Promotor do estado francês declarou que "Uma rede de islamistas franceses por trás de um ataque de granada num mercado kosher fora de Paris no mês passado também planejava juntar-se a jihadistas que combatem na Síria." 2
We can add these worthies to the many other jihadists coming from all over to fight in Syria for regime change, waving al-Qaeda flags ("There is no god but God"), carrying out suicide attacks, exploding car bombs, and singling out Christians for extermination (for not supporting the overthrow of the secular Syrian government.) These folks are not the first ones you would think of as allies in a struggle for the proverbial freedom and democracy. Yet America's children are on the same side, with the same goal of overthrowing Syrian president Bashir Assad.
Podemos acrescentar esses elogios aos muitos outros jihadistas provenientes de toda parte para lutar na Síria por mudança de regime, tremulando bandeiras da al-Qaeda ("Não há deus a não ser Deus"), levando a efeito ataques suicidas, explodindo carros-bombas, e selecionando cristãos para extermínio (por não apoiarem a derrubada do governo secular da Síria.) Esses sujeitos não são os primeiros em quem você pensaria para ter como aliados numa luta pelas proverbiais liberdade e democracia. No entanto, os filhos dos Estados Unidos estão do mesmo lado deles, com o mesmo objetivo de derrubar o presidente sírio Bashir Assad.
So how do America's leaders explain and justify this?
Assim, pois, como os líderes dos Estados Unidos explicam e justificam isso?
"Not everybody who's participating on the ground in fighting Assad are people who we are comfortable with," President Obama sad in an interview in December. "There are some who, I think, have adopted an extremist agenda, an anti-U.S. agenda, and we are going to make clear to distinguish between those elements." 3
"Nem todo mundo que está participando localmente na luta contra Assad é gente com quem nos sintamos à vontade," disse, numa entrevista em dezembro, o Presidente Obama. "Há algumas pessoas que, acho eu, adotaram um programa extremista, contrário aos Estados Unidos, e deixaremos clara a distinção entre esses grupos." 3
In an earlier speech, Secretary of State Clinton acknowledged the scope of the threat from such movements. "A year of democratic transition was never going to drain away reservoirs of radicalism built up through decades of dictatorship," she said. "As we've learned from the beginning, there are extremists who seek to exploit periods of instability and hijack these democratic transitions." 4
Em discurso anterior, a Secretária de Estado Clinton reconheceu a abrangência da ameaça oriunda de tais movimentos. "Um ano de transição democrática nunca drenaria reservatórios de radicalismo construídos durante décadas de ditadura," disse ela. "Como sabíamos desde o começo, há extremistas que buscam explorar períodos de instabilidade e sequestrar essas transições democráticas." 4
"Extremist" ... "radicalism" ... No mention of "terrorists" (which is what Assad calls them). No mention of "jihadists" or foreign mercenaries. Or that they were preparing their movement to overthrow the Syrian government well before any government suppression of peaceful protestors in March of 2011, which the Western media consistently cites as the cause of the civil war. As far back as 2007, Seymour Hersh was writing in The New Yorker:
"Extremistas" ... "radicalismo" ... Para não mencionar "terroristas" (que é como Assad os chama). Nenhuma menção a "jihadistas" ou mercenários estrangeiros. Ou que eles estavam preparando seu movimento para derrubar o governo sírio muito antes de qualquer repressão daquele governo a manifestantes pacíficos em março de 2011, que a mídia ocidental sistematicamente cita como a causa da guerra civil. Já lá atrás em 2007 Seymour Hersh escrevia no The New Yorker:
The U.S. has also taken part in clandestine operations aimed at Iran and its ally Syria. A by-product of these activities has been the bolstering of Sunni extremist groups that espouse a militant vision of Islam and are hostile to America and sympathetic to Al Qaeda.
Os Estados Unidos também já tomaram parte em operações clandestinas tendo como alvo Irã e sua aliada a Síria. Subproduto dessas atividades tem sido o fortalecimento de grupos extremistas sunitas que adotam visão militante do Islã e são hostis aos Estados Unidos, nutrindo simpatia pela Al Qaeda.
Nor any explanation of what it says about the mission of the Holy Triumvirate (the United States, NATO and the European Union) that they have been supplying these jihadist rebels with funds, arms and training; with intelligence and communication equipment; with diplomatic recognition(!); later we'll probably find out about even more serious stuff. But President Obama is simply "uncomfortable" with them, because Assad, like Gaddafi of Libya, is a non-Triumvirate Believer, while the Jihadists are the proverbial "enemy of my enemy". How long before they turn their guns and explosives upon Americans, as they did in Libya?
Nem qualquer explicação acerca do que dizem da missão do Santo Triunvirato (Estados Unidos, OTAN e União Europeia) na qual este vem fornecendo aos rebeldes jihadistas financiamento, armas e treinamento; inteligência e equipamentos de comunicação; reconhecimento diplomático(!); mais tarde provavelmente descobriremos coisas ainda mais sérias. O Presidente Obama, porém, sente-se apenas "pouco à vontade" em relação a eles, porque Assad, como Gaddafi da Líbia, é um Crente no não-Triunvirato, enquanto os jihadistas são o proverbial "inimigo do meu inimigo". Quanto tempo levará para estes lançarem suas armas de fogo e explosivos contra estadunidenses, como fizeram na Líbia?
Notes
Notas
1. Washington Post, October 21, 2012
1. Washington Post, 21 de outubro de 2012
2. Associated Press, October 11, 2012
2. Associated Press, 11 de outubro de 2012
3. Washington Post, December 11, 2012
3. Washington Post, 11 de dezembro de 2012
4. Washington Post, October 15, 2012
4. Washington Post, 15 de outubro de 2012
William Blum left the State Department in 1967, abandoning his aspiration of becoming a Foreign Service Officer, because of his opposition to what the United States was doing in Vietnam. He then became one of the founders and editors of the Washington Free Press Mr.  Blum has been a freelance journalist in the United States, Europe, and South America and was one of the recipients   of Project Censored’s awards for “exemplary journalism” in 1999. He is the author of numerous books, including: Freeing the World to Death: essays on the American EmpireKilling Hope: U.S. Military and C.I.A. Interventions Since World War II, and Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower. Mr. Blum writes a free monthly newsletter, the Anti-Empire Report, which you may subscribe to by contacting him at via e-mail. Visit his website at: www.killinghope.org. Contact him at: bblum@aol.com. Read articles by William Blum.
www.foreignpolicyjournal.com
William Blum deixou o Departamento de Estado em 1967, abandonando sua aspiração   de tornar-se Autoridade de Serviço Exterior por causa de sua oposição ao que os Estados Unidos estavam fazendo no Vietnã. Tornou-se então um dos fundadores e editores do Imprensa Livre de Washington. O Sr. Blum atuado como jornalista autônomo em Estados Unidos, Europa e América do Sul e foi um dos recebedores dos prêmios de Projetos Censurados de “jornalismo exemplar” em 1999. É autor de numerosos livros, incluindo: A Libertação do Mundo para a Morte: ensaios acerca do Império EstadunidenseAssassínio da Esperança: Intervenções da Instituição Militar dos Estados Unidos e da C.I.A. desde a Segunda Guerra Mundial, e Estado Sem Escrúpulos: Guia Referente à Única Superpotência do Mundo. O Sr. Blum escreve um boletim mensal grátis, o Relatório Anti-Império, que você pode subscrever entrando em contato com ele via email. Visite o website dele em: www.killinghope.org. Entre em contato com ele via: bblum@aol.com. Leia artigos de William Blum
William Blum is the author of:
William Blum é autor de:
- Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War 2
- A Morte da Esperança: A Instituição Militar dos Estados Unidos e as Intervenções da CIA Desde a Segunda Guerra Mundial
- Rogue State: A Guide to the World's Only Superpower
- Estado Sem Escrúpulos: Guia Para a Única Superpotência do Mundo
- West-Bloc Dissident: A Cold War Memoir
- Dissidente do Bloco Ocidental: Uma Memória da Guerra Fria
Freeing the World to Death: Essays on the American Empire
- Libertação do Mundo para a Morte: Ensaios Acerca do Império Estadunidense
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