Sunday, January 13, 2013

The Anti-Empire Report - Seeing is believing, and believing is seeing


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The Anti-Empire Report
O Relatório Anti-Império
January 8th, 2013
8 de janeiro de 2013
by William Blum
por William Blum
Seeing is believing, and believing is seeing
Ver é acreditar, e acreditar é ver
Is it easier for a believer to deal with a tragedy like the one in Newtown, Connecticut than it is for an atheist? The human suffering surrounding the ending of life forever for 20 small children and six adults made me choke up again and again with each news report. I didn't have the comfort that some religious people might have had – that it was "God's will", that there must be a "reason" for such profound agony, a good reason, which you would understand if you could receive God's infinite wisdom, if you could be enlightened enough to see how it fit into God's Master Plan.
Será mais fácil para o crente lidar com uma tragédia como a de Newtown, Connecticut, do que para o ateu? O sofrimento humano em torno do término da vida, para sempre, de 20 crianças pequenas e seis adultos fez-me perder a fala repetidamente, a cada informe noticioso. Eu não tinha o conforto que algumas pessoas religiosas poderiam ter tido - de aquilo ter sido "a vontade de Deus", de ter de haver um "motivo" para tal agonia profunda, um bom motivo, que você entenderia se pudesse receber a infinita sabedoria de Deus, se pudesse estar iluminado o bastante para ver como aquilo se encaixava no Plano Diretor de Deus.
"How could God let this happen?", asked a Fox News reporter of former Republican governor of Arkansas and presidential candidate, Mike Huckabee. "Well," replied Huckabee, "you know, it's an interesting thing. We ask why there is violence in our schools, but we've systematically removed God from our schools. Should we be so surprised that schools would become a place of carnage because we've made it a place where we don't want to talk about eternity, life, what responsibility means, accountability? That we're not just going to have to be accountable to the police, if they catch us. But one day, we will stand before a Holy God in judgment. If we don't believe that, then we don't fear that."
"Como pôde Deus deixar isso acontecer?", perguntou um repórter da Fox News ao ex-governador Republicano do Arkansas e candidato à presidência Mike Huckabee. "Bem," respondeu Huckabee, "veja você, é uma coisa interessante. Perguntamos por que há violência em nossas escolas, mas temos sistematicamente retirado Deus de nossas escolas. Deveríamos estar tão surpresos por nossas escolas se tornarem lugar de chacina por termo-las tornado lugar onde não desejamos falar acerca da eternidade, da vida, do que significa responsabilidade, prestação de contas? De que não apenas teremos de prestar contas à polícia, se ela nos pegar. E sim um dia estaremos diante de um Deus Santo sendo julgados. Se não acreditarmos nisso, não temeremos isso."
So the former governor is clearly implying that the tragedy was the lord's retribution for not believing in, or not fearing, or just ignoring His Master Plan. Believing this may well reduce the grief Huckabee feels about what happened; perhaps even provide him some satisfaction that those who were not "accountable" are being punished. Whether he includes the children in this group, or only their parents, teachers, school officials and Democrats I don't know.
Assim o ex-governador está claramente implicando que a tragédia foi a retribuição do senhor por não acreditarmos, ou não temermos, ou simplesmente ignorarmos, seu Plano Diretor. Acreditar nisso bem poderá ser que reduza o pesar que Huckabee sinta diante do que aconteceu; talvez até dê-lhe alguma satisfação por aqueles não "sujeitos a prestação de contas" estarem sendo punidos. Se ele inclui nesse grupo as crianças, ou apenas os pais delas, professores, autoridades escolares e Democratas, eu não sei.
Local pastor Jim Solomon recounted the story of a girl in the first grade who, by playing dead, was the only one in her room to survive: "She ran out of the school building covered from head to toe with blood and the first thing she said to her mom was, 'Mommy, I'm OK but all my friends are dead'." This child was spared, said the pastor, "by God's grace". 5
O pastor local Jim Solomon contou a história de uma garota do primeiro ano que, fingindo-se de morta, foi a única da sala a sobreviver: "Ela correu para fora do edifício da escola coberta da cabeça aos pés de sangue e a primeira coisa que disse à mãezinha dela foi: 'Mamãe, estou bem, mas todos os meus amigos estão mortos." Aquela criança foi poupada, disse o pastor, "pela graça de Deus". 5
Ah yes, God's grace. Do I need to ask the obvious question?
Ah sim, a graça de Deus. Será que preciso fazer a pergunta óbvia?
It may be relevant to recall that the fellow who slaughtered 87 young people in Norway last year was a fundamentalist Christian.
Poderá ser relevante lembrar que o sujeito que chacinou 87 pessoas jovens na Noruega no ano passado era cristão fundamentalista.
"With or without religion, good people will do good things and bad people will do bad things. But for good people to do bad things — that takes religion." - Steven Weinberg, Nobel Prize-winning physicist.
"Com ou sem religião, as pessoas boas farão coisas boas e as pessoas más farão coisas más. Para, porém, pessoas boas fazerem coisas más — aí torna-se necessária a religião." - Steven Weinberg, físico ganhador do Prêmio Nobel.
"Guns don't kill people. People kill people."
"Armas não matam pessoas. Pessoas sim é que matam pessoas."
How true. And nuclear bombs don't kill people. Government leaders who decide to use nuclear bombs kill people. So why have any bans on nuclear bombs? Get one for each member of the family; well, for those over 16 at least.
O quanto isso é verdade. E bombas nucleares não matam pessoas. Líderes do governo que decidem usar bombas nucleares é que matam pessoas. Se é assim, por que haver proibição de bombas nucleares? Deem uma para cada membro da família; bem, pelo menos para os acima de 16 anos.
The crazed and the disturbed will always walk amongst us. What we must do is strive to deny them the facile ability to engage in mass murder. Everything else being equal, if the Connecticut killer's mother didn't have an arsenal of guns at home, including an assault weapon, the story would probably have been a very different one. Ah, but I hear you asking – on the left and on the right – so you wanna let the government have all the guns and the people nothing to defend themselves with? To which I reply: Do you really think the people could hold their own in an armed battle with the police and the military? Mass suicide.
Os doidos e perturbados sempre andarão em nosso meio. O que precisamos fazer é esforçar-nos para negar a eles a capacidade fácil de lançarem-se a assassínio em massa. Tudo o mais sendo igual, se a mão do assassino de Connecticut não tivesse um arsenal de armas de fogo em casa, inclusive uma arma de assalto, a história provavelmente teria sido muito diferente. Ah, porém ouço você perguntando – a  partir da esquerda e da direita – então você quer deixar o governo ter todas as armas e o povo nada com que defender-se? Ao que responde: Você realmente acha que as pessoas poderiam resistir numa batalha armada com a polícia e a instituição militar? Suicídio em massa.
In the past decade various important rights and freedoms of Americans have been seriously curtailed by the Bush and Obama administrations. Did the 300 million guns in private hands prevent any of this from happening? No. And the rights and the freedoms were taken away much more by pieces of paper than guns.
Na década passada diversos direitos e formas de liberdade importantes dos estadunidenses foram seriamente reduzidos pelas administrações Bush e Obama. Os 300 milhões de armas em mãos privadas impediram que isso acontecesse? Não. E os direitos e formas de liberdade foram subtraídos muito mais por meio de pedaços de papel do que de armas de fogo.
I'd be in favor of eliminating all guns except for some law enforcement purposes. But if that is not feasible, the goal should be to have as few guns in circulation as possible. Or just ban ammunition, which would be a lot easier and probably even more effective. It would be a good start toward our cherished national goal of becoming a civilized society.
Eu seria favorável a eliminar todas as armas de fogo, exceto as para efeito de imposição do cumprimento da lei. Se isso, porém, não for factível, a meta seria ter tão poucas armas de fogo em circulação quanto possível. Ou simplesmente proíbam a munição, o que seria muito mais fácil e provavelmente ainda mais eficaz. Seria bom começo rumo a nosso querido objetivo nacional de dar início a uma sociedade civilizada.
Notes
Notas
5. Washington Post, October 21, 2012
5. Washington Post, 21 de outubro de 2012
William Blum left the State Department in 1967, abandoning his aspiration of becoming a Foreign Service Officer, because of his opposition to what the United States was doing in Vietnam. He then became one of the founders and editors of the Washington Free Press Mr.  Blum has been a freelance journalist in the United States, Europe, and South America and was one of the recipients   of Project Censored’s awards for “exemplary journalism” in 1999. He is the author of numerous books, including: Freeing the World to Death: essays on the American EmpireKilling Hope: U.S. Military and C.I.A. Interventions Since World War II, and Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower. Mr. Blum writes a free monthly newsletter, the Anti-Empire Report, which you may subscribe to by contacting him at via e-mail. Visit his website at: www.killinghope.org. Contact him at: bblum@aol.com. Read articles by William Blum.
www.foreignpolicyjournal.com
William Blum deixou o Departamento de Estado em 1967, abandonando sua aspiração   de tornar-se Autoridade de Serviço Exterior por causa de sua oposição ao que os Estados Unidos estavam fazendo no Vietnã. Tornou-se então um dos fundadores e editores do Imprensa Livre de Washington. O Sr. Blum atuado como jornalista autônomo em Estados Unidos, Europa e América do Sul e foi um dos recebedores dos prêmios de Projetos Censurados de “jornalismo exemplar” em 1999. É autor de numerosos livros, incluindo: 
A Libertação do Mundo para a Morte: ensaios acerca do Império EstadunidenseAssassínio da Esperança: Intervenções da Instituição Militar dos Estados Unidos e da C.I.A. desde a Segunda Guerra Mundial, e Estado Sem Escrúpulos: Guia Referente à Única Superpotência do Mundo. O Sr. Blum escreve um boletim mensal grátis, o Relatório Anti-Império, que você pode subscrever entrando em contato com ele via email. Visite o website dele em: www.killinghope.org. Entre em contato com ele via: bblum@aol.com. Leia artigos de William Blum
William Blum is the author of:
William Blum é autor de:
- Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War 2
- A Morte da Esperança: A Instituição Militar dos Estados Unidos e as Intervenções da CIA Desde a Segunda Guerra Mundial
- Rogue State: A Guide to the World's Only Superpower
- Estado Sem Escrúpulos: Guia Para a Única Superpotência do Mundo
- West-Bloc Dissident: A Cold War Memoir
- Dissidente do Bloco Ocidental: Uma Memória da Guerra Fria
Freeing the World to Death: Essays on the American Empire
- Libertação do Mundo para a Morte: Ensaios Acerca do Império Estadunidense
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