Wednesday, January 16, 2013

C4SS - On the Utter Senselessness of Aaron Swartz’s Death


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Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade sem Estado
building public awareness of left-wing market anarchism
na construção da consciência pública do anarquismo esquerdista de mercado
On the Utter Senselessness of Aaron Swartz’s Death
Da Completa Falta de Sentido da Morte de Aaron Swartz
Posted by Kevin Carson on Jan 14, 2013 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 14 de janeiro de 2013 em Commentary
In a recent column (“Aaaron Swartz and Intellectual Property’s Bitter Enders“), C4SS Media Director Thomas Knapp recalls John Kerry’s question about the Vietnam War: “How do you ask a man to be the last man to die for a mistake?” Like America’s war to prop up the regime of Japanese collaborationist generals and Mekong delta landlords in Saigon, the war for artificial scarcity in ideas was doomed from the beginning. A war to stop an entire population from doing what it’s dead set on doing is doomed to fail — even when you refer to the “strategic hamlets” as “paywalls” or “walled gardens.”
Em recente coluna (“Aaaron Swartz e Aqueles Que Resistem Até à Morte Defendendo a Propriedade Intelectual“), o Diretor de Mídia do C4SS Thomas Knapp lembra a pergunta de John Kerry a respeito da Guerra do Vietnã: “Como pedir a um homem que ele seja o último homem a morrer na defesa de um equívoco?” Do mesmo modo que a guerra dos Estados Unidos para dar amparo ao regime dos generais colaboracionistas japoneses e aos latifundiários do delta do Mekong em Saigon, a guerra em favor da escassez artificial de ideias estava condenada desde o início. Uma guerra para impedir uma população inteira de fazer o que está decidida a fazer está condenada ao fracasso — mesmo quando você se refira aos “lugarejos estratégicos(*)” usando os nomes “paywalls(**)” ou “walled gardens(***).”

(*) Strategic Hamlet Program (Programa de Lugarejos Estratégicos) na Guerra do Vietnã, plano do governo do Vietnã do Sul e dos Estados Unidos para combater a insurgência comunista mediante isolamento dos camponeses, impedindo-os de ter contato com a comunista Frente Nacional de Libertação. Ver Wikipedia.

(**) Paywall, muro de pagamento, é um sistema que impede usuários da internet de acesso a conteúdo noticioso e acadêmico sem assinatura paga. Wer Wikipedia.

(***) Walled garden, jardim murado, é um sistema em que o provedor do serviço controla quem pode ou não ter acesso ao conteúdo na internet. Ver Wikipedia.
As Tom writes, the “Intellectual Property War” is
Como Tom escreve, a “Guerra pela Propriedade Intelectual” é
“a 300-year war that, for all practical purposes, ended years ago in triumph for the forces of freedom and a total rout of those who rely, for their fortunes, on the power of the state to extract rent on people’s use of their own minds and bodies.”
“uma guerra de 300 anos de idade que, para todos os propósitos práticos, acabou já há anos com o triunfo das forças da liberdade e total debandada daqueles que confiam, quanto a seu destino, no poder do estado para extrair rentismo do uso, pelas pessoas, das próprias mentes e corpos delas.”
That’s exactly right. The war is already over. As Tom argues elsewhere, the proprietary content industries and their lobbyists are like Japanese soldiers entrenched in the jungles of Indonesia twenty years after Hiroshima, still waiting for reinforcements. The Leviathan of artificial scarcity, the monstrous system of economic exploitation based on extracting rents from the use of information, is already dead. Michael Eisner, Bill Gates, Bono, Chris Dodd, Joe Biden, the RIAA and MPAA, are just maggots squirming in the rotting carcass.
Exatamente correto. A guerra já acabou. Como Tom argumenta em outro lugar, as indústrias de conteúdo patenteado e seus lobistas são como soldados japoneses entrincheirados nas florestas tropicais da Indonésia vinte anos depois de Hiroshima, ainda esperando reforços. O Leviatã da escassez artificial, o monstruoso sistema de exploração econômica baseado na extração de rentismo oriundo do uso da informação, já está morto. Michael Eisner, Bill Gates, Bono, Chris Dodd, Joe Biden, RIAA - Associação da Indústria de Gravação dos Estados Unidos e MPAA - Associação Cinematográfica dos Estados Unidos são apenas vermes retorcendo-se no corpo morto em decomposição.
NYU’s Danah Boyd (“Processing the loss of Aaron Swartz,” January 13) argues that the Justice Department and MIT persecution of Aaron Swartz was driven entirely by the desire to make an example of him: “the reason they threw the book at him wasn’t to teach him a lesson, but to make a point to the entire Cambridge hacker community that they were pwned.”
Danah Boyd, da NYU - Universidade de New York (“Processo pela morte de Aaron Swartz,” 13 de janeiro)  argumenta que a perseguição, pelo Departamento de Justiça e pelo MIT - Instituto de Tecnologia de Massachusetts de Aaron Swartz foi impulsionada inteiramente pelo desejo de torná-lo um exemplo: “o motivo de terem ido ao extremo formulando todas as acusações possíveis contra ele não foi darem-lhe uma lição, e sim deixarem claro para toda a comunidade hacker de Cambridge que ela estava completamente derrotada.”
But this was utterly futile. It’s the academic paywall model itself that is p0wned. The “lesson” of the Maginot Line was simply: “Don’t attack billions of tons of steel-reinforced concrete, machine guns and heavy howitzers head-on.” And General von Manstein learned that lesson quite effectively, routing around the whole mess in the Ardennes offensive of 1940.
Contudo, isso foi completamente inútil. O modelo acadêmico de paywall é que está copletamente derrotado. A “lição” da Linha Maginot era simplesmente: “Não ataquem de frente biliões de toneladas de concreto reforçado com aço, metralhadoras e obuses pesados.” E o General von Manstein aprendeu muito eficazmente essa lição, contornando a parafernália toda na ofensiva de Ardennes de 1940.
The “lesson” of the Swartz prosecution, likewise, is “don’t download four million files from JSTOR in order to make a big statement.” But in the meantime, I imagine grad students with JSTOR memberships quietly download more PDFs than that for friends every single year.
A “lição” do processo contra Swartz, analogamente, é “não faça o download de quatro milhões de arquivos do JSTOR(*) para expressar uma grande ideia sem palavras.” No interim, contudo, imagino que alunos de pós-graduação dententores da condição de membros do JSTOR fazem downloads de mais PDFs do que isso para amigos, todo santo ano.

(*) JSTOR é um sistema de arquivamento de periódicos acadêmicos. Ver Wikipedia.
I’m a good example of this. As an independent scholar, I’m not going to pay for a JSTOR membership. And I’m sure not going to buy articles behind a paywall for $20 or more a shot. Prohibitions on downloading and copying academic articles are no different in kind from feudal rules against owning a private hand mill in order to avoid the lord’s fee for milling one’s corn. I’ve got plenty of friends in academia with JSTOR privileges who are willing to do me a favor, especially if I chip in a couple of bucks for their time and trouble.
Sou bom exemplo disso. Como acadêmico independente, não pagarei por condição de membro do JSTOR. E estou certo de que não comprarei artigos de atrás de um paywall na base de $20 dólares ou mais por vez. Proibições de download e cópia de artigos acadêmicos não são diferentes, em natureza, das regras feudais contra ter uma moenda manual privada a fim de evitar a taxa do senhor cobrada para que o milho de alguém fosse moído. Tenho amigos bastantes na academia com privilégios JSTOR dispostos a fazer-me um favor, especialmente se eu contribuir com alguns dólares por seu tempo e percalços.
As Cory Doctorow once wrote, the computer is a machine for copying bits at zero marginal cost, and a business model that depends on stopping people from copying bits is doomed to failure. So the people who hounded Aaron Swartz to his death did so, not even in the realistic hope of victory, but out of the same vindictive impulse that drives a defeated invader to inflict one more indignity on the violated country on its way out. Aaron Swartz was not the last man to die for a “mistake,” but — let us hope — the last atrocity inflicted by a criminal aggressor.
Como escreveu uma vez Cory Doctorow, o computador é máquina para copiar bits com custo marginal zero, e um modelo de negócios que dependa de impedir que as pessoas copiem bits está condenado ao fracasso. Assim, as pessoas que acossaram Aaron Swartz levando-o à morte fizeram isso nem sequer na esperança realista de vitória, e sim inspiradas apenas no mesmo impulso vingativo que leva um invasor derrotado, em sua rota de retirada, a infligir mais uma humilhação ao país violado. Aaron Swartz não foi o último homem a morrer por um “equívoco,” e sim — esperemos — a última atrocidade infligida por um agressor criminoso.
C4SS (c4ss.org) Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political EconomyOrganization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.
O Associado de Pesquisa do C4SS (c4ss.org) Kevin Carson é autor mutualista e anarquista individualista contemporâneo cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política MutualistaTeoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e  A Revolução Industrial Gestada em Casa: Manifesto de Baixo Overhead, todos livremente disponíveis online. Carson também tem escrito para publicações tais como: O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e diversos periódicos e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.



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