Wednesday, January 30, 2013

C4SS - No Justice, No Peace: Attacking the Gun Culture at Its Source


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CENTER FOR A STATELESS SOCIEY
CENTRO POR UMA SOCIEDADE SEM ESTADO
building public awareness of left-wing market anarchism
pela consciência pública do anarquismo esquerdista de mercado
No Justice, No Peace: Attacking the Gun Culture at Its Source
Sem Justiça Não Há Paz: Ataque à Cultura de Armas de Fogo na Fonte
Posted by Kevin Carson on Dec 17, 2012 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 17 de dezembro de 2012 em Commentary
There’s an old saying about what happens when ideas, um … copulate. This column is the byproduct of a comment by Dawie Coetzee on the Center for a Stateless Society working group email, and a subsequent exchange of tweets I had with @SugarKovalczyk. Dawie pointed out that such shootings tend to be carried out by people who feel “a loss of moral agency; that is, active and creative selfhood, self-authorship.”
Há velho adágio acerca do que acontece quando as ideias, digamos ... copulam. Esta coluna é subproduto de comentário de Dawie Coetzee acerca do email do grupo de trabalho do Centro por uma Sociedade sem Estado, e de subsequente troca de tweets que tive com @SugarKovalczyk. Dawie destacou que tais disparos tendem a ser feitos por pessoas que sentem “perda de agência moral(*); isto é, perda de identidade individual e da faculdade de desenvolver sua própria perspectiva das coisas de maneira ativa e criativa.”

(*) Agência moral é a capacidade do indivíduo de fazer juízos morais baseados em alguma noção comumente aceita de certo e errado e de ser considerado responsável por ações enquadráveis nesses juízos. Agente moral é “um ser capaz de agir com referência a certo e errado.” - Wikipedia  
Further, “such incidents are not, as a rule, impulsive, but are the culmination of long and careful planning. They are not ‘sparked’ by guns being at hand, for instance. The necessary means will be found: there is no effort too great to one expecting imminent death.”
Ademais, “tais incidentes não são, via de regra, impulsivos, e sim são a culminância de planejamento longo e cuidadoso. Não são ‘deflagrados’ pelo fato de armas de fogo estarem à mão, por exemplo. Os meios necessários serão encontrados: não há esforço grande demais para uma pessoa que espere morte iminente.”
This strengthened my belief that changing gun laws will probably have little effect on the incidence of mass shootings. Laws on paper are only effective, generally speaking, when people are already culturally predisposed to obey them, and in societies where the behavior they regulate wasn’t that much of a problem to begin with. If most mass shootings are long premeditated and intended as a demonstration of authentic selfhood by someone who feels robbed of moral agency, and if — as is almost certain — there will always be a thriving black market in firearms in the United States, I doubt waiting periods or restrictions on magazine capacity will make much difference.
Isto fortaleceu minha crença em que mudar as leis relativas a armas de fogo provavelmente terá pequeno efeito sobre a incidência de disparos em massa. As leis no papel só são eficazes, falando de modo geral, quando as pessoas já estão culturalmente predispostas a obedecê-las, e em sociedades onde o comportamento que elas regulamentam já não era, anteriormente, problema excessivamente grave, antes de tudo. Se a maioria dos disparos em massa são premeditados de longa data e visam a constituir demonstração de autêntica identidade individual por alguém que se sente subtraído da condição de agente moral, e se — como é quase certo — sempre haverá próspero mercado paralelo de armas de fogo nos Estados Unidos, duvido que períodos de carência para compra, ou restrições quanto a capacidade do tambor/carregador/pente, venham a fazer muita diferença.
So what will make a difference? Let’s get back to moral agency. The first thing that popped into my head when I read Dawie’s observation was an interview I heard on NPR years ago. A psychologist was talking about a statistical analysis of Palestinian suicide bombers on the West Bank. The one factor tying all of them together was that, as small children, they’d been traumatized by the sight of their fathers humiliated and powerless in the face of house-to-house raids by the IDF, and their mothers and siblings screaming facedown on the floor. They grew up with their very sense of self hinging on the need to assert their agency in the face of powerlessness by avenging this dishonor to their families.
Assim sendo, o que fará alguma diferença? Voltemos ao arbítrio moral. A primeira coisa que me veio à mente quando li a observação de Dawie foi uma entrevista que ouvi na Rádio Pública Nacional - NPR há anos. Psicólogo estava falando acerca de análise estatística de homens-bombas suicidas palestinos na Cisjordânia. O único fator que ligava todos eles era que, quando criancinhas, haviam ficado traumatizados ao verem seus pais humilhados e impotentes nas incursões casa a casa pelas Forças de Defesa de Israel - IDF, e suas mães e irmãos gritando colocados de cara para o chão. Eles cresceram com seu próprio senso de identidade dependente da necessidade de afirmarem sua iniciativa face àquela ausência de poder, mediante vingarem a desonra cometida contra suas famílias. 
Shortly afterward, @SugarKovalczyk brought to my attention the role loss of agency plays as a common thread in so many other forms of violence classed as “terror.” If we’re talking about perceived powerlessness and loss of moral agency, it’s hard to avoid noticing that so many shootings take place in — ahem — the workplace. Who’d have thought, in this age of cowboy CEOs, union-busting, downsizings, speedups, stagnant wages, micromanagement, management bullying and job insecurity, that workers would feel powerless?
Pouco mais tarde, @SugarKovalczyk trouxe a minha atenção o papel que a perda da agência desempenha como fio comum em tantas outras formas de violência classificadas como “terror.” Se estivermos falando acerca da percepção de falta de poder e perda de agência moral, é difícil deixar de observar que tantos desses disparos tenham lugar no — digamos — local de trabalho. Quem poderia imaginar, nesta época de Dirigentes Executivos Principais - CEOs de estilo caubói, repressão a sindicatos, enxugamentos do quadro de pessoal, aceleração do ritmo de trabalho, salários estagnados, microgerência, coerção pela gerência e insegurança no emprego, que os trabalhadores se sentiriam destituídos de poder?
And how many “terrorists” are being bred by urban police doing “show of force” jumpouts, or by cops kicking in doors, screaming “Down on the floor, m*****f*****s,” shooting pets, and reducing children to hysterics? Or by children witnessing their parents and siblings — or rescue workers — being murdered by drones on orders from a “Commander-in-Chief” ten thousand miles away?
E quantos “terroristas” estão sendo gestados pela polícia urbana ao ela dar “espetáculos de força” ostensivos, ou por policiais abrindo portas a pontapés, gritando “Deitem-se no chão, seus f*****da p*****,” atirando contra animais de estimação, e levando crianças à histeria? Ou pelo fato de crianças verem seus pais e irmãos — ou trabalhadores de missões de resgate — sendo assassinados por aviões não tripulados por ordem de um “Comandante-em-Chefe” a dez mil milhas de distância?
It’s probably also relevant that these people decide to assert their agency after growing up in a culture where the “good guys” are violent predators (Die Hard, Dirty Harry and COPS). Or that America uses the “poverty draft” to send people into a machine that creates William Calleys and Lynndie Englands — and then brings them back home?
É provavelmente também relevante o fato de essas pessoas decidirem afirmar sua agência depois de crescerem numa cultura onde os “heróis” são predadores violentos (Duro de Matar, Perseguidor Implacável e COPS). E não o será o fato de os Estados Unidos usarem o “alistamento das pessoas mais pobres” para mandarem pessoas para uma máquina que cria William Calleys e Lynndie Englands — e depois os trazerem de volta para o país?
When you rob people of their self-respect and sense of control over their own lives, use them as means to your own ends, and treat them like garbage, don’t be surprised if you don’t like the destructive methods they choose to assert their sense of self. By all means let’s feel sympathy for the innocent victims when the worm turns — but let’s also never forget who set things in motion.
Quando você destitui as pessoas de seu respeito próprio e senso de controle sobre suas próprias vidas, usa-as como meios para seus próprios fins, e as trata como lixo, não se surpreenda se não gostar dos métodos destrutivos que elas escolham para afirmar seu senso de identidade. Obviamente sintamos simpatia pelas vítimas inocentes quando a fera contra-ataca — mas também nunca nos esqueçamos de quem colocou as coisas em movimento.
Want social peace? Disarm the cops and soldiers. Take away the power of bloodsucking CEOs — created by the same state that would regulate guns — over our very right to exist on the earth.
Quer paz social? Desarme os policiais e os soldados. Tire o poder que têm os Dirigentes Executivos Principais - CEOs sanguessugas — criados pelo mesmo estado que quer regulamentar as armas de fogo — sobre nosso próprio direito de existir sobre a Terra.
No justice, no peace. That’s not a threat or an apologetic. It’s a fact.
Sem justiça não há paz. Isso não é ameaça ou apologética. É fato.
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é membro graduado do Centro por uma Sociedade sem Estado (c4ss.org) e titular da  Cátedra Karl Hess em Teoria Social do Centro. É mutualista e anarquista individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson tem também escrito para publicações impressas como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para várias publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P, e seu próprio Blog Mutualista.

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