Thursday, January 3, 2013

C4SS - 2012: Maybe the Mayans Were Right



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CENTER FOR A STATELESS SOCIEY
CENTRO POR UMA SOCIEDADE SEM ESTADO
building public awareness of left-wing market anarchism
pela consciência pública do anarquismo esquerdista de mercado
2012: Maybe the Mayans Were Right
2012: Talvez os Maias Estivessem Certos
Posted by Thomas L. Knapp on Dec 26, 2012 in Commentary
Afixado por Thomas L. Knapp em 26 de dezembro de 2012 em Commentary
Lots of  ”end of the world” hype preceded December 21st, 2012, the end of the Mayan “Long Count” calendar. In China, the impending date even occasioned mass arrests of supposed “doomsday cult” members — probably run-of-the-mill religious or political dissidents, of course, but that the regime would pick such a tie-in as the latest justification for its usual activities indicates that the Mayan legend gained considerable depth of social and media penetration.
Muita agitação a propósito do ”fim do mundo” precedeu o 21 de dezembro de 2012, final do calendário maia de  “Longa Contagem.” Na China, a data iminente inclusive ocasionou prisões em massa de supostos membros do “culto do dia do Juízo” — provavelmente religiosos comuns ou dissidentes políticos, naturalmente, mas o fato de o regime selecionar essa deixa como sua mais recente justificativa para suas atividades usuais indica que a lenda maia ganhou considerável profundidade em penetração social e de mídia.
Some of the less bombastic analyses of the “Long Count” phenomenon noted that it didn’t necessarily mean the end of the world, but merely the end of a long historical cycle, to be followed by a new paradigm. Now, I don’t buy into the Mayan mythology for any purposes, but it occurs to me that 2012 may indeed have been a turning point of sorts.
Algumas das análises menos bombásticas do fenômeno de “Contagem Longa” observaram que tal contagem não necessariamente significava o fim do mundo, mas apenas o fim de longo período histórico, a ser seguido de um novo paradigma. Pois bem, eu não compro a mitologia maia para qualquer efeito, mas ocorre-me que 2012 pode na verdade ter significado em certa medida um ponto de inflexão.
This year, for the first time in my own life and  in a nearly century or so so far as I know, the term “anarchist” started popping up as more than an aside in conventional media narratives. It’s been gaining ground for the last decade or so with e.g. references to Black Bloc activists at WTO demonstrations and such, but this year it began to move toward center stage.
Este ano, pela primeira vez em minha própria vida e em perto de um século tanto quanto eu saiba, o termo “anarquista” começou a pipocar como mais do que referência marginal em narrativas da mídia convencional. Vinha ganhando terreno na última década ou em torno disso com referências por exemplo aos ativistas do Bloco Preto em manifestações na Organização Mundial do Comércio - OMC/WTO e que tais, mas este ano começou a movimentar-se para o centro do palco.
As the Greek state found itself besieged and nearing complete disintegration under the burden of its politicians’ debts, the media used anarchists as their first bete noire, highlighting their involvement in that country’s counter-”austerity” protests.
Quando o estado grego viu-se sitiado e perto de completa desintegração sob o ônus das dívidas de seus políticos, a mídia usou os anarquistas como sua primeira bete noire, sublinhando seu envolvimento nos protestos anti-”austeridade” naquele país.
In April, one of the US Federal Bureau of Investigation’s security operations (you know, the ones where they incessantly hector a few unstable people to commit violent acts, then swoop in to save the day when they finally get a bite) netted four “anarchists” for agreeing to blow up a bridge in Ohio. Nothing unusual about the operation per se — the FBI is by far the most prolific group of terrorist plotters in the world — but we must keep in mind that the “perpetrators” aren’t randomly picked. The FBI chose “anarchists” because they wanted to highlight (read: manufacture) a particular threat.
Em abril, uma das operações de segurança do Bureau Federal de Investigações dos Estados Unidos - FBI (vocês sabem, aquelas nas quais eles incessantemente induzem ameaçadoramente algumas pessoas instáveis para que cometam atos violentos, e em seguida precipitam-se para consertar as coisas quando aquelas pessoas realmente fazem algo errado) 
apanhou quatro “anarquistas” por eles terem concordado em explodir uma ponte em Ohio. Nada inusitado no tocante à operação em si — o FBI é de longe o mais prolífico grupo de urdidores de atos terroristas do mundo — mas hemos de ter em mente que os “perpetradores” não são selecionados aleatoriamente. O FBI escolheu “anarquistas” porque desejava sublinhar (leia-se: fabricar) uma ameaça específica.
The trend continued all year long, culminating in December when the Southern Poverty Law Center reached into its magical “scare the bejabbers out of liberals so they pull out their checkbooks” hat and pulled out … drum roll, please … “anarcho-capitalists.”
A tendência continuou durante todo o ano, culminando em dezembro quando o Centro Sulista de Direitos dos Pobres - SPLC vasculhou seu chapéu mágico de “mate de medo os  liberais para que eles puxem seus talões de cheque do bolso” e tirou … ruflar de tambores, por favor … “anarcocapitalistas.”
For those unfamiliar with the terminology, “anarcho-capitalists” are the slightly addled step-siblings of market anarchists (slightly addled because they conflate “capitalism” with free markets, incorrectly positioning themselves on the “right” — that is, the wrong — end of the left-right political spectrum).
Para aqueles não familiarizados com a terminologia, “anarcocapitalistas” são irmãos de criação de mente levemente atrapalhada dos anarquistas de mercado (levemente atrapalhada porque identificam “capitalismo” com livres mercados, incorretamente situando-se na “direita” — isto é, na extremidade errada — do espectro político esquerda-direita).
The SPLC attempts, with some success (mostly due to a hare-brained “right populist” electoral strategy launched back in the late 1980s and early 1990s by “anarcho-capitalists” Murray N. Rothbard and Lew Rockwell, in collusion with conservative politician Ron Paul), to link “anarcho-capitalists” with the right-wing “Patriot” movement.
As tentativas do SPLC, com algum sucesso (devido principalmente à estragégia eleitoral de mente curta “populista de direita” deflagrada nos anos 1980 e início dos 1990 pelos “anarcocapitalistas” Murray N. Rothbard e Lew Rockwell, em conluio com o político conservador Ron Paul), de vincular os “anarcocapitalistas” com o movimento direitista “Patriota.”
What’s interesting about the SPLC’s scare play is not that the connection, however tenuous, exists. It’s that SPLC thinks it can effectually wave the anarchist black flag as a bloody fundraising shirt.
O interessante no atinente ao jogo de medo do SPLC não é essa conexão, por mais tênue, existir. É o SPLC entender que pode com eficácia agitar a bandeira preta anarquista como camisa ensanguentada para conseguir levantamento de fundos.
To grab a military intelligence term, this is what’s known as an “Enemy Activity Indicator.” SPLC’s selection of fundraising hobgoblins usually runs in tandem with — sometimes a little ahead or a little behind, but in the same general areas as — the state’s own security theater playbill. And they prefer to run a little ahead so that they can claim “canary in the coal mine” status when the next Big Scare cranks up.
Para usar expressão da inteligência militar, isso é conhecido como “Indicador de Atividade do Inimigo.” A seleção do SPLC de bichos-papões levantadores de fundos usualmente se faz em compasso com — por vezes um pouco antes ou um pouco depois, mas nas mesmas áreas gerais que — o próprio cartaz de anúncio de peça teatral de segurança do estado. E prefere fazer-se um pouco antes, para poder declarar situação de “canário na mina de carvão” quando o próximo Grande Pavor eclodir.
It’s hard to say whether 2012 was an indicator of actually surging anarchism, or of the state’s intent to use anarchism as the excuse for its next “big push” toward totalitarianism. If I had to guess, I’d say the answer is a little big of both … and that these phenomena tend to fuel each other.
É difícil dizer se 2012 foi indicador de anarquismo realmente aumentando, ou da intenção do estado de usar o anarquismo como desculpa para seu próximo “grande impulso” rumo ao totalitarismo. Se eu tivesse de adivinhar, diria que a resposta é um pouco muito de ambos ... e que esses fenômenos tendem a alimentar-se mutuamente.
At 365 years of age, the Westphalian nation-state is fraying around the edges and brittle at its core. Every day, it becomes more clear that the state as we know it cannot successfully compete with the non-state networks now operating in every political and economic sector worldwide. The stateless society isn’t just looking more and more theoretically viable, it is openly emerging as the paradigm of the next long historical cycle.
Com 365 anos de idade, a nação-estado westfaliana está-se desfazendo nas costuras e despedaçando-se em seu cerne. Cada dia torna-se mais claro que o estado tal como o conhecemos não pode competir bem-sucedidamente com as redes não estatistas que hoje funcionam em todo setor político e econômico no mundo inteiro. A sociedade sem estado não está apenas revelando-se cada vez mais viável teoricamente, como está surgindo abertamente como paradigma do próximo longo ciclo histórico.
Stand by for interesting times.
Obervem, para ver tempos interessantes.
Thomas L. Knapp is Senior News Analyst and Media Coordinator at the Center for a Stateless Society (c4ss.org).
Thomas L. Knapp é Analista de Notícias Sênior e Coordenador de Mídia do Centro por uma Sociedade sem Estado (c4ss.org).



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