Sunday, January 13, 2013

Americas South and North - Coca Leaves No Longer An Illegal Drug, Says UN


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Americas South And North
Américas Sul e Norte
A Look at History and Issues from Tierra del Fuego to the Arctic
Olhar Lançado a História e Questões da Terra do Fogo ao Ártico
Coca Leaves No Longer An Illegal Drug, Says UN
Folhas de Coca Não Mais Droga Ilegal, Dizem as Nações Unidas
January 12, 2013
12 de janeiro de 2013
Colin M. Snider
Colin M. Snider
Traditional uses of the coca leaf in Bolivia will no longer be considered illegal under a United Nations antidrug convention, the organization said Friday. Coca is the plant used to make cocaine, but many people in Bolivia, which has a majority indigenous population, chew it as a mild stimulant, a use that has continued since pre-Colombian times. Bolivians also use the plant as a tea, in medicines and in religious or social rituals.
Usos tradicionais da folha de coca na Bolívia não mais serão considerados ilegais, de acordo com convenção antidrogas das Nações Unidas, disse, na sexta-feira, aquela organização. Coca é a planta usada para fazer cocaína, mas muitas pessoas na Bolívia, que tem a maioria da população indígena, masca-a como estimulante suave, uso que continua desde tempos pré-colombianos. Os bolivianos também usam a planta como chá, em medicamentos e em rituais religiosos ou sociais.
Of course, the move was not without opposition:
Obviamente, a mudança não aconteceu sem oposição:
The country’s condition for rejoining the convention met resistance from 15 countries, including the United States and the rest of the G8 group of industrial nations, according to UN spokeswoman Arancha Hinojal. But the objections received by the United Nations ahead of Thursday’s midnight deadline fell far short. In order to block Bolivia’s return to the convention a full third of its signatories – or 63 – needed to object.
A condição para o país retornar à convenção encontrou resistência de 15 países, inclusive os Estados Unidos e o resto das nações industriais do grupo G8, de acordo com porta-voz das Nações Unidas, Arancha Hinojal. As objeções, porém, recebidas pelas Nações Unidas antes do prazo fatal de meia-noite de quinta-feira, ficaram muito aquém do mínimo necessário. Para impedir o retorno da Bolívia à convenção seria preciso que um terço dos signatários objetasse – isto é, 63.
This isn’t surprising, but is yet one more reminder of the myriad ways that the US’s (and other so-called “developed” countries’) attitudes towards the drug trade are absurdly simplistic and flawed, putting all the blame on the growth of a plant without considering the industrial processes needed to create a drug, the issues of demand in the US, the ties of drug lords to governments and presidents that received the US’s support, or the importance of treating addiction within its own borders, to say nothing of allowing large western banks make so much money laundering illegal drug money and face only small penalties for clearly aiding the drug trade just because they are allegedly “too big to jail.”
Isso não é de surpreender, mas há ainda outro lembrete dos inúmeros aspectos sob os quais as atitudes dos Estados Unidos (e de outros assim chamados países “desenvolvidos”) em relação ao comércio de drogas são absurdamente simplistas e estreitas, colocando toda a culpa no cultivo de uma planta sem considerar os processos industriais necessários para criar-se uma droga, as questões da demanda existente nos Estados Unidos, os vínculos dos barões da droga com  governos e presidentes que receberam apoio dos Estados Unidos, ou a importância de tratar o vício dentro de suas próprias fronteiras, para nada dizer da permissão para que grandes bancos ocidentais ganhem tanto dinheiro lavando dinheiro da droga ilegal sofrendo apenas punições leves por claramente auxiliarem o comércio de drogas só pelo fato de serem alegadamente “grandes demais para irem para trás das grades.”
Quite simply, blaming the coca leaf for all the ills of the drug trade is counterproductive, and the UN’s decision to revoke its illegal status within the borders of Bolivia is an important, if small, step in dealing with the issue of coca and drugs in a more nuanced fashion. In its natural state, the coca leaf is about as dangerous as the coffee bean, and has very real historical, cultural, and religious significance to many people in the Andean highlands in Bolivia, Peru, and Argentina. It’s really hard to see how legalizing it in Bolivia is going to lead to some explosion in cocaine production – after all, Bolivia is far behind either Peru or Colombia in terms of cocaine production, and the coca leaf is illegal in those countries still. This is not to say legalizing the leaf (and the subsequent market in the leaf) in Bolivia will lead to a reduction in cocaine use in the world – there is the whole demand side of the equation in the US and Europe, after all – but given that declaring it is illegal in one country has done nothing to stop the cocaine trade or cocaine use even while it has impinged upon indigenous cultural and ceremonial practices in South America, it’s hard to see the UN’s move as some disaster.
Falando bem simplesmente, culpar a folha de coca por todos os males do comércio de drogas é contraproducente, e a decisão das Nações Unidas de revogar a condição ilegal dela dentro das fronteiras da Bolívia é passo importante, embora pequeno, no lidar com a questão da coca e das drogas de maneira mais matizada. Em seu estado natural, a folha de coca é mais ou menos tão perigosa quanto o grão de café, e tem importância muito real histórica, cultural e religiosa para muitas pessoas nos altiplanos andinos da Bolívia, do Peru e da Argentina. É realmente difícil ver como legalizá-la na Bolívia vá conduzir a algum tipo de explosão da produção de cocaína - afinal de contas, a Bolívia está muito atrás tanto do Peru quanto da Colômbia em termos de produção de cocaína, e a folha de coca é ainda ilegal nesses dois países. Isso não quer dizer que a legalização da folha (e o subsequente mercado da folha) na Bolívia vá levar a redução do uso de cocaína no mundo – há todo o lado da demanda da equção nos Estados Unidos e na Europa, afinal de contas – mas dado que declará-la ilegal em um país nada fez para deter o comércio de cocaína ou o uso de cocaína apesar do impacto sobre práticas culturais e cerimoniais indígenas na América do Sul, é difícil ver a decisão das Nações Unidas como algum tipo de desastre.

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