Tuesday, December 25, 2012

C4SS - Why I Don’t Much Like Liberals



ENGLISH
PORTUGUÊS
CENTER FOR A STATELESS SOCIEY
CENTRO POR UMA SOCIEDADE SEM ESTADO
building public awareness of left-wing market anarchism
pela consciência pública do anarquismo esquerdista de mercado
Why I Don’t Much Like Liberals
Por Que Não Nutro Grande Estima Pelos Liberais
Posted by Kevin Carson on Dec 21, 2012 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 21 de dezembro de 2012 em Commentary
Although people like Bill O’Reilly habitually refer to establishment liberals as the “far Left,” they are two very different things.
Embora pessoas como Bill O’Reilly habitualmente refiram-se aos liberais do establishment como a “extrema Esquerda,” trata-se de duas coisas muito diferentes.
What we identify as mid-20th century, New Deal liberalism is rooted in the Progressivism of the turn of the 20th century. The Progressives came largely from the white collar managerial-professional classes that controlled the large bureaucratic organizations — giant corporations, government agencies, universities, foundations and think tanks — that dominated American society after the Civil War. Many Progressives in the corporate world came from industrial engineering backgrounds. The kinds of people who made up the demographic base of Progressivism saw American society as an extension of the large, hierarchical institutions they managed, and thought society could be managed the same way way an engineer managed industrial processes.
O que identificamos como liberalismo do Novo Pacto de meado século 20 tem suas raízes no Progressismo da virada do século 20. Os Progressistas eram principalmente oriundos das classes gerenciais-profissionais de colarinho branco que controlavam as grandes organizações burocráticas — corporações gigantes, órgãos do governo, universidades, fundações e institutos de pesquisa interdisciplinar — que dominaram a sociedade estadunidense depois da Guerra Civil. Muitos Progressistas do mundo corporativo tinham formação em engenharia indutrial. Os tipos de pessoas que formavam a base demográfica do Progressismo viam a sociedade estadunidense como extensão das grandes instituições hierárquicas que geriam, e achavam que a sociedade podia ser gerida do mesmo modo que um engenheiro geria processos industriais.
I have a great fondness for the Left, and consider myself part of it. For liberalism I have nothing but contempt. To illustrate the distinction, Woodrow Wilson — a good liberal — virtually liquidated the genuine American Left during and after WWI.
Nutro grande afeição pela Esquerda, e considero-me parte dela. Pelo liberalismo só sinto desprezo. Para ilustrar a distinção, Woodrow Wilson — bom liberal — praticamente liquidou com a genuína Esquerda Estadunidense durante e depois da Primeira Guerra Mundial.
Karl Hess, in Mostly on the Edge, prided himself that while he had occupied positions on the political spectrum ranging from Old Right isolationist to New Left Wobbly, he could truthfully say he’d never in his life been a liberal.
Karl Hess, em A Maior Parte do Tempo na Margem, prezava-se de, embora ter ocupado posições no espectro político que foram desde isolacionista da Antiga Direita a Trabalhador Industrial do Mundo da Nova Esquerda, poder dizer verazmente nunca ter sido, na vida, um liberal.
Speaking of the kinds of people who read The Nation and Mother Jones — people whom I consider liberals — Alexander Cockburn (the kind of Leftist who supported gun rights and hated Food Nazis like Michael Bloomberg and Meme Roth) said trying to get the mainstream Left to accept new ideas was “a bit like arriving at a town in the year 1348 with spots on your face saying, ‘Let me in.’”
Falando dos tipos de pessoas que leem The Nation e Mother Jones — pessoas que vejo como liberais — Alexander Cockburn (o tipo de Esquerdista que apoiava o direito a armas de fogo e odiava nazistas da dieta como Michael Bloomberg e Meme Roth) disse que tentar levar a Esquerda convencional a aceitar novas ideias era “algo assim como chegar a uma cidadezinha no ano de 1348 com escritas no rosto as palavras ‘Deixe-me entrar.’”
People like Rachel Maddow, standing in front of the Hoover Dam and calling on America to again do “great things,” and Michael Moore, calling for Detroit to mass produce electric cars and buses, hearken back to mid-20th century liberalism’s mass-production heart of darkness. Even the Green Party was virtually hijacked by liberalism this year, with Jill Stein’s “smart grid” and “Green New Deal” — betraying an almost religious Galbraithian faith in unlimited economies of scale and the virtues of bureaucratic centralism.
Pessoas como Rachel Maddow, de pé diante da Represa Hoover e conclamando os Estados Unidos a de novo fazerem “grandes coisas,” e Michael Moore, conclamando Detroit para que produzisse carros e ônibus elétricos, regridem ao coração das trevas da produção em massa do liberalismo de meado século 20. Até o Partido Verde foi praticamente sequestrado pelo liberalismo este ano, com a “rede inteligente” e o “Novo Pacto Verde” de Jill Stein — traindo uma fé galbraithiana quase religiosa em economias de escala ilimitadas e nas virtudes do centralismo burocrático.
But worst of all are professional liberal thought police who instinctively target any form of horizontalism or decentralism as “right wing.” Thomas Frank has been in this business for years, of course. In a recent Twitter exchange with me Doug Henwood, editor of Left Business Review, essentially channeled Frank in dismissing the P2P and Free Culture movements as a return to the 1990s Web 1.0 era’s Dotcom enthusiasm. That’s right: Henwood, in a display of intellectual sloppiness that would make Robert Welch proud, conflated Richard Stallman and Linus Torvalds with Bill Gates because of a superficial similarity in their rhetoric.
Pior de tudo, porém, é a polícia 
do pensamento liberal profissional que instintivamente denuncia qualquer forma de horizontalismo ou descentralismo como “direita.” Thomas Frank, obviamente, vem fazendo isso há anos. Em recente troca de mensagens comigo no Twitter, Doug Henwood, editor da Left Business Review, essencialmente expressou as ideias de Frank ao desqualificar os movimentos  P2P e Cultura Livre como retorno ao entusiasmo Dotcom da era Web 1.0 dos anos 1990. Isso mesmo: Henwood, numa exibição de desmazelo intelectual que deixaria orgulhoso Robert Welch, identificou Richard Stallman e Linus Torvalds com Bill Gates por causa de similaridade superficial na retórica deles.
Lately there’s a cottage industry of liberals lumping in any decentralist or horizontalist tendency they don’t like as a Trojan horse for the Right. Mark Ames and Yasha Levine have repeatedly written articles for The Nation dismissing the organized backlash against TSA’s invasive grope-or-peep airport “security” regime as some sort of right-wing astroturf effort by the Koch Brothers.
Ultimamente tem havido uma cepa caseira de liberais que considera qualquer tendência descentralista ou horizontalista de que não gostem como um cavalo de Troia da Direita. Mark Ames e Yasha Levine têm repetidamente escrito artigos para The Nation desqualificando a reação organizada contra o invasivo regime apalpar-ou-espiar de “segurança” de aeroportos da Administração de Segurança dos Transportes - TSA como sendo uma espécie de iniciativa direitista mascarada de iniciativa popular dos Irmãos Koch.
And the Southern Poverty Law Center has taken to including anarcho-capitalists and voluntaryists in its large, amorphous list of “extremists” (aka “things we don’t like”). My friend Katherine Gallagher (Twitter: @zhinxy) compares them to the circuit riders who used to regale breathless Protestant audiences with prurient tidbits about the Papists like secret tunnels between monasteries and convents, and secret graves full of infant skeletons.
E o Centro Sulista de Assistência Jurídica aos Pobres - SPLC vem incluindo anarcocapitalistas e voluntaristas em sua grande e amorfa lista de “extremistas” (também chamada de “coisas das quais não gostamos”). Minha amiga Katherine Gallagher (Twitter: @zhinxy) compara-o aos profissionais itinerantes que costumavam deleitar plateias protestantes cheias de curiosidade com historinhas prurientes acerca dos papistas, tais como túneis secretos entre mosteiros e conventos e sepulturas secretas cheias de esqueletos de crianças.
Now, as a left-wing market anarchist — or market libertarian socialist — in the tradition of Benjamin Tucker, I find most anarcho-capitalists disagreeably right-wing and given to pro-corporate apologetics. But the suggestion that David Friedman’s or Murray Rothbard’s ideology is even in the same zip code as that of the Hutaree Militia is essentially an affidavit that one is a damfool.
Pois bem, como anarquista de mercado esquerdista — ou socialista libertário de mercado — na tradição de Benjamin Tucker, percebo a maioria dos anarcocapitalistas desagradavelmente direitistas e dados a apologética pró-corporativa. Sem embargo, a sugestão de que a ideologia de David Friedman ou Murray Rothbard tenha o mesmo código de endereçamento postal da Milícia Hutaree é essencialmente um atestado de que quem diz isso é extremamente néscio.
And get this: The SPLC’s circuit riders identify, as a sign of some anarcho-capitalists’ “extremism,” the fact that they regard the Federalist victory as a coup. Now, I’ve read a whole crop of revisionist historians, from Charles Beard to Merrill Jensen to Howard Zinn, who frame the politics of the 1780s as a class struggle in which the plutocratic interests triumphed with the ratification of the Constitution. I never realized those people were “right-wingers.”
E entendam isto: Os profissionais itinerantes do SPLC identificam, como sinal de “extremismo”  de alguns anarcocapitalistas, o fato de eles considerarem a vitória Federalista como tendo sido um golpe. Ora bem, já li toda uma leva de historiadores revisionistas, de Charles Beard a Merrill Jensen a Howard Zinn, que descrevem a política dos anos 1780 como guerra de classes na qual os interesses plutocráticos triunfaram com a ratificação da Constituição. Nunca havia percebido que essas pessoas eram “direitistas.”
I get the feeling people like Ames, Levine and Mark Potok would dismiss Ivan Illich and Paul Goodman as “right-wingers” for hatin’ on “public education.” They’d put Huey Newton and Robert Williams in the same category as Wayne LaPierre for viewing private firearms as a weapon against oppression.
Minha impressão é a de que pessoas como Ames, Levine e Mark Potok desqualificariam Ivan Illich e Paul Goodman como “direitistas” por terem atacado a “educação pública.” Elas colocariam Huey Newton e Robert Williams na mesma categoria de Wayne LaPierre por eles terem considerado armas de fogo privadas defesa contra a opressão.
This is a concentration of pure stoopid so dense as to create its own event horizon.
Trata-se de concentração de estupidez pura, densa a ponto de criar seu próprio horizonte de eventos.
That’s why I — a far Leftist if there ever was one — don’t like liberals.
Eis porque — esquerdista radical, se já existiu algum — não gosto de liberais.
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é membro graduado do Centro por uma Sociedade sem Estado (c4ss.org) e titular da  Cátedra Karl Hess em Teoria Social do Centro. É mutualista e anarquista individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson tem também escrito para publicações impressas como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para várias publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P, e seu próprio Blog Mutualista.


No comments:

Post a Comment