Thursday, December 20, 2012

C4SS - Some Observations on the Gun Control Debate



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CENTRO POR UMA SOCIEDADE SEM ESTADO
building public awareness of left-wing market anarchism
na construção da consciência pública do anarquismo esquerdista de mercado
Some Observations on the Gun Control Debate
Algumas Observações Acerca do Debate Relativo a Controle de Armas de Fogo
Posted by Kevin Carson on Dec 14, 2012 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 14 de dezembro de 2012 em Commentary
As tends to happen after each such horrific occurrence, the school shooting in Connecticut was the occasion for reviving the debate over gun control in the United States.
Como tende a acontecer depois de cada pavorosa ocorrência da espécie, os disparos na escola em Connecticut deram ocasião para revivescência do debate acerca de controle de armas de fogo nos Estados Unidos.
Given the quality of this debate, I’m not really interested in engaging either the smug liberal challenges of “well, are you people finally ready to come to your senses” or the right-wing hysteria of “The Kenyan Marxist Muslim is coming to take our guns away!” I’ll just say for the record I’m an anarchist, and I don’t care much for the idea of the same state responsible for warrantless wiretapping and the NDAA regulating the public’s access to weaponry for self-defense. And I don’t want a new War on Guns carried out by the same lawless paramilitary thugs in kevlar who’re already fighting the wars on drugs and terrorism. At the same time, I can’t say I’m too crazy about the loudest anti-gun control voices on the right.
Dada a qualidade desse debate, não estou realmente interessado em contestar nem os presunçosos reptos liberais de “bem, até que enfim vocês parecem prontos para recuperar a sanidade” nem a histeria direitista do “O Muçulmano Marxista Queniano está vindo para tirar nossas armas de fogo!” Apenas direi, para que fique bem claro, que sou anarquista, e não me importo muito com a ideia de o mesmo estado responsável por escutas sem mandado e pela Lei de Autorização de Defesa Nacional regular o acesso do público a armas para defesa pessoal. E não desejo que uma nova Guerra às Armas seja levada a efeito  pelos mesmos brutamontes paramilitares ilegais em roupas de kevlar que já combatem nas guerras às drogas e ao terrorismo. Ao mesmo tempo, não posso dizer que morra de amores pelas vozes mais estridentes da direita que protestam contra o controle de armas.
Instead, I’ll just make a few general observations. First, I doubt the level of gun violence in the United States has much to do with the kinds of gun laws that are in effect. This country would have a high rate of gun violence regardless of the laws on the books, just because of our culture. There’s a lot of truth in the liberal arguments against America’s “gun culture.” The United States has more gun violence than other Western countries for the same reason it has a culture of flag-worship and “supporting the troops” unequaled anywhere else in the West, for the same reason Christian Zionism is such a powerful political force in our country, and for the same reason a large plurality of our population actually believes the earth is 6000 years old.
Portanto, farei apenas algumas observações de caráter geral. Primeiro, duvido que o nível de violência armada nos Estados Unidos tenha muito a ver com os tipos de leis vigentes relativas a armas de fogo. Este país teria alto índice de violência armada independentemente das leis codificadas, só por causa de nossa cultura. Há muita verdade nos argumentos liberais contra a “cultura de armas de fogo” dos Estados Unidos. Os Estados Unidos têm mais violência armada do que qualquer outro país ocidental pelo mesmo motivo de terem uma cultura de venerar a bandeira e de “prestigiar as  tropas” sem paralelo no hemisfério ocidental, pelo mesmo motivo de o sionismo cristão ser poderosa força política em nosso país, e pelo mesmo motivo de grande parte de nossa população de fato acreditar que a Terra tem 6.000 anos de idade.
Part of it stems from the unique role of what the late Joe Bageant called Borderers, Ulster Scots or Scots-Irish in shaping American culture. As a result American political culture is more predisposed than most to a kind of Type-A authoritarianism fixated on the use of violence to “show them who’s boss” or “teach them a lesson.” The worship of the military and the executive goes back to the Ulster Scots inside the Pale, with their adulation for King Billy.
Parte disso deriva do papel ímpar daqueles que o falecido Joe Bageant chamava de fronteiriços, escoceses do Ulster ou escoceses-irlandeses na formação da cultura estadunidense. Em decorrência, a cultura política estadunidense é mais predisposta do que a maioria a uma espécie de autoritarismo Tipo A com fixação no uso da violência para “mostrar a eles quem é o chefe” ou “dar-lhes uma lição.” A veneração da instituição militar e do executivo remonta aos escoceses do Ulster dentro da Paliçada, com sua adulação do rei Billy.
And part of it probably stems from the Second Great Awakening, which is — directly or indirectly — at the root of so many of the ways in which American culture went off the rails in comparison to the rest of Western Christendom. The “Premillennial Dispensationalism” of John Darby, shared by the Southern Baptists and other fundamentalist sects and publicized by Hal Lindsey and the Left Behind series, traces back to this. So do our puritanical attitudes toward alcohol, and our weird attachment to Israel.
E parte provavelmente deriva do Segundo Grande Despertamento, que está — direta ou indiretamente — na raiz das maneiras pelas quais a cultura estadunidense saiu dos carris em comparação com o  resto da cristandade ocidental. O “Dispensionalismo Premilenial” de John Darby, partilhado pelos Batistas do Sul e outras seitas fundamentalistas e difundido por Hal Lindsey e pela série Deixados para Trás, remonta àquele. E bem assim nossas atitudes puritanas em relação ao álcool, e nosso estranho afeiçoamento a Israel.
Second, I expect strict gun laws to be about as effective as the post-9/11 “counter-terrorism” police state, the Drug War, or the strict digital copyright regime in actually reducing the activity they’re ostensibly intended to reduce. Strict gun laws will hardly put a dent in either gun ownership or gun crime. In the places touted as examples of the benefits of gun control, like Europe and Japan, levels of gun ownership and violence were already far lower than in the United States even before such laws were passed.
Segundo, minha expectativa é de que leis estritas quanto a armas de fogo venham a ser tão eficazes quanto o estado policial de “contraterrorismo” posterior ao 11/9, a Guerra às Drogas, ou o estrito regime de copyright digital em reduzir, na prática, a atividade que pretensamente intentavam reduzir. Leis estritas relativas a armas de fogo dificilmente causarão diminuição na posse de armas ou no crime com armas de fogo. Nos lugares alardeados como exemplos dos benefícios do controle de armas de fogo, como Europa e Japão, os níveis de propriedade de armas e de violência armada já eram muito mais baixos do que os dos Estados Unidos, antes mesmo de tais leis terem sido aprovadas.
But third, what strict gun laws will do is take the level of police statism, lawlessness and general social pathology up a notch in the same way Prohibition and the Drug War have done. I’d expect a War on Guns to expand the volume of organized crime, and to empower criminal gangs fighting over control over the black market, in exactly the same way Prohibition did in the 1920s and strict drug laws have done since the 1980s. I’d expect it to lead to further erosion of Fourth Amendment protections against search and seizure, further militarization of local police via SWAT teams, and further expansion of the squalid empire of civil forfeiture, perjured jailhouse snitch testimony, entrapment, planted evidence, and plea deal blackmail. In short, a War on Guns will take us even further in the direction of a society handed entirely over to violent criminal gangs, and the biggest gang of all: The criminal beasts of prey in uniform.
Terceiro, porém, o que leis estritas quanto a armas de fogo farão será levar o nível de estatismo policial, de anomia e de patologia social geral um chanfro acima, do mesmo modo que o fizeram a Proibição e a Guerra às Drogas. Minha expectativa seria a de uma Guerra às Armas de Fogo expandir o volume do crime organizado e dar poder às quadrilhas criminosas que lutam pelo controle do mercado paralelo, exatamente da mesma forma que a Proibição o fez nos anos 1920 e as leis estritas referentes a drogas vêm fazendo desde os anos 1980. Esperaria que ela levasse a erosão adicional das formas de proteção previstas na Quarta Emenda contra busca e apreensão, que aumentasse a militarização da polícia via equipes SWAT, e expandisse o imoral império do confisco civil, do testemunho perjuro de presos informantes, da incitação ao delito, das armações com evidência plantada, e da chantagem de declarações negociadas de culpabilidade. Em suma, a Guerra às Armas de Fogo nos levará ainda mais na direção de uma sociedade totalmente entregue a quadrilhas criminosas violentas, e à maior quadrilha de todas: As bestas de rapina criminosas uniformizadas.
Translations for this article:
Traduções deste artigo:
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é membro graduado do Centro por uma Sociedade sem Estado (c4ss.org) e titular da  Cátedra Karl Hess em Teoria Social do Centro. É mutualista e anarquista individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson tem também escrito para publicações impressas como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para várias publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P, e seu próprio Blog Mutualista.




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