Thursday, December 27, 2012

C4SS - Keep Families Together: An Anarchist Christmas Message



ENGLISH
PORTUGUÊS
CENTER FOR A STATELESS SOCIEY
CENTRO POR UMA SOCIEDADE SEM ESTADO
building public awareness of left-wing market anarchism
pela consciência pública do anarquismo esquerdista de mercado
Keep Families Together: An Anarchist Christmas Message
Mantenhamos as Famílias Juntas: Mensagem Anarquista de Natal
Posted by Nathan Goodman on Dec 25, 2012 in Commentary
Afixado por Nathan Goodman em 25 de dezembro de 2012 em Commentary
Around this time of year, we all hear a lot about the importance of family. Some people dread awkward encounters with relatives, while others cherish the opportunity to spend time with those they love most. Whatever your feelings about family gatherings, however, you would probably be appalled if the government used force to prohibit you from seeing your family this Christmas.
Por esta época do ano todos nós ouvimos falar da importância da família. Algumas pessoas receiam encontros embaraçosos com parentes, enquanto outras prezam a oportunidade de convívio com aqueles a quem mais amam. Quaisquer sejam os sentimentos que você nutra no tocante à família, contudo, provavelmente você ficaria chocado se o governo usasse a força para proibir você de ver sua família no Natal.
For many people, however, this is not simply a horrifying holiday hypothetical; it’s a cruel reality. The drug war has given us an America that locks more human beings in cages than any other country on Earth.  This has had devastating impacts for families. According to Michelle Alexander, the US government has locked up so many black fathers that, “A black child born today is less likely to be raised by both parents than a black child born during slavery.”
Para muitas pessoas, porém, isso não é simplesmente uma pavorosa hipótese de feriado; é, isto sim, cruel realidade. A guerra às drogas presenteou-nos com Estados Unidos que trancafiam mais seres humanos em jaulas do qualquer outro país na Terra. Isso tem efeito devastador nas famílias. De acordo com Michelle Alexander, o governo dos Estados Unidos já trancafiou tantos pais pretos que “Uma criança preta nascida hoje tem menor probabilidade de ser criada por ambos os pais do que uma criança preta nascida durante a escravidão.”
While Michelle Alexander primarily focuses on the mass incarceration of black fathers, American prisons also lock up mothers, with devastating consequences for their children. According to Victoria Law, “62% of women in state prisons and 56% of women in federal prison reported being mothers of minor children.”  Many of them are single mothers, meaning that their children go into foster care rather than staying with family members. Women are often incarcerated far from their children, making visits difficult. And even when visits are logistically possible, prison administrators have control over whether these visits are permitted. Law writes that prison authorities “use their control over visits to punish prisoners who challenge existing prison conditions.” This can be used to deter prisoners from challenging serious human rights violations. For example, Stacy Barker was barred from receiving visitors after she successfully sued the Michigan Department of Corrections for sexual abuse.
Embora Michelle Alexander concentre-se principalmente no encarceramento de pais pretos, as prisões estadunidenses também trancafiam mães, com consequências devastadoras para os filhos delas. De acordo com Victoria Law, “62% das mulheres em prisões estaduais e 56% das mulheres em prisões federais informaram ser mães de filhos menores.”  Muitas delas são mães solteiras, o que significa que os filhos vão para lares adotivos em vez de continuarem com membros da família. As mulheres são amiúde encarceradas longe dos filhos, tornando as visitas difíceis. E mesmo quando visitas são logisticamente possíveis, administradores de prisões têm controle sobre se essas visitas serão permitidas. A lei prescreve que as autoridades prisionais “usem seu controle referente a visitas para punir prisioneiros que questionem as condições existentes na prisão.” Isso pode ser usado para dissuadir prisioneiros de questionar sérias violações de direitos humanos. Por exemplo, Stacy Barker foi impedida de receber visitas depois de, com sucesso, ter processado o Departamento de Correções de Michigan por abuso sexual.
Mandatory minimum sentences can further exacerbate mass incarceration’s impact on families. A recent article in the New York Times  explains how Stephanie George, a single mother, is currently serving a sentence of life without parole for playing merely a minor role in drug dealing. While the judge in her case acknowledged that sentencing her to life imprisonment was inappropriate and unjust, mandatory minimum sentencing laws demanded such a sentence given the quantity of drugs Ms. George was convicted of being involved in selling. This is the reality of mass incarceration: Mothers are separated from their children for life, simply for playing a minor role in drug dealing operations. The majority of incarcerated women are behind bars for non-violent offenses.
Sentenças de pena mínima obrigatória podem adicionalmente exacerbar o impacto do encarceramento em massa sobre as famílias. Recente artigo no New York Times explica como Stephanie George, mãe solteira, está atualmente cumprindo pena de prisão perpétua sem direito a condicional por ter desempenhado apenas papel menor em transações envolvendo drogas. Embora o juiz, no caso dela, tenha reconhecido que sentenciá-la a prisão perpétua era inadequado e injusto, as leis de pena mínima obrigatória impunham tal sentença por causa da quantidade de droga em cuja venda se comprovou estar envolvida a Sra. George. Essa é a realidade do encarceramento em massa: Mães são separadas de seus filhos pelo resto da vida, simplesmente por terem desempenhado papel menor em operações de negócios com drogas. A maioria das mulheres encarceradas está atrás das grades por ofensas não violentas.
And mass incarceration isn’t the only form of state violence that breaks up families. Deportations steal immigrants away from their families, forcing them into abusive detention centers before banishing them from the country where they’ve worked to build a home. A recent report from ColorLines found over 200,000 deportations of parents with US citizen children over a two year period. And many of these parents never committed a serious crime. According to ColorLines, “nearly 40 percent of deportees with convictions were charged with the lowest level crimes, including driving offenses.”
E o encarceramento em massa não é a única forma de violência do estado que dispersa famílias. Deportações subtraem imigrantes de suas famílias, forçando-os a ir para abusivos centros de detenção antes de bani-los do país onde trabalharam para construir um lar. Recente relatório da ColorLines atestou mais de 200.000 deportações de pais com filhos cidadãos estadunidenses num período de dois anos. E muitos desses pais nunca cometeram crime sério. De acordo com a ColorLines, “cerca de 40 por cento dos deportados com condenações foram acusados dos crimes do menor nível, inclusive ofensas de trânsito.”
Mass incarceration and mass deportation are not separate policies that both happen to destroy families. Rather, they are two different facets of the prison industrial complex. The same corporations that operate prisons for profit, such as Corrections Corporation of America, GEO Group, and Management and Training Corporation, also profit by running immigration detention centers. These companies back politicians that support authoritarian laws on both immigration and criminal justice issues. When people of color have their families violently broken apart by the state, the prison industrial complex profits.
Encarceramento em massa e deportação em massa não são políticas separadas que ocorre de, ambas, destruírem famílias. Antes, são duas facetas diferentes do complexo industrial prisional. As mesmas corporações que administram prisões com fins lucrativos, tais como Corrections Corporation of America, GEO Group, e Management and Training Corporation, também lucram com administrar centros de detenção de imigração. Essas empresas apoiam políticos favoráveis a leis autoritárias relativas a questões tanto de imigração quanto criminais. Quando pessoas de cor têm suas famílias violentamente despedaçadas pelo estado, o complexo industrial prisional lucra.
This Christmas, I urge you to keep families together. I urge you to organize against the prison industrial complex and the state apparatus that have broken so many families apart.
Neste Natal, peço encarecidamente a você que mantenha as famílias juntas. Rogo que você se articule contra o complexo industrial prisional e o aparato do estado que já fizeram em pedaços tantas famílias.
Nathan Goodman is a writer and activist living in Salt Lake City, Utah. He has been involved in LGBT, feminist, anti-war, and prisoner solidarity organizing. In addition to writing at the Center for a Stateless Society, he blogs at Dissenting Leftist.
Nathan Goodman é escritor e ativista residente em Salt Lake City, Utah. Tem estado envolvido em organizações por LGBT, feminismo, oposição à guerra e solidariedade a prisioneiros. Além de escrever no Centro por uma Sociedade sem Estado, bloga em Dissenting Leftist [Esquerdista Dissidente].


No comments:

Post a Comment