Friday, December 7, 2012

C4SS - The Cultural Pseudomorph and Its Decay


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building public awareness of left-wing market anarchism
na construção da consciência pública do anarquismo esquerdista de mercado
The Cultural Pseudomorph and Its Decay
O Pseudomorfo Cultural e Sua Deterioração
Posted by Kevin Carson on Dec 1, 2012 in Left-Libertarian - Classics
Afixado por Kevin Carson em 1o. de dezembro de 2012 em Libertário de Esquerda - Clássicos
The following article was written by Kevin Carson and published on P2P FoundationJune 8th, 2009.
O artigo a seguir foi escrito por Kevin Carson e publicado em Fundação P2P, 8 de junho de 2009.
According to Lewis Mumford, as well as numerous other proponents of decentralized industry like Pyotr Kropotkin and Ralph Borsodi, the main reason for large-scale factory production was originally to economize on horsepower. In the steam age, all the machines in a factory were connected by belts to the drive shaft from a single prime mover. The invention of the electric generator and electric motor, which made it possible to scale a machine to demand and situate it close to the market, eliminated this imperative. For Mumford, therefore, electrical power was the defining characteristic of his “neotechnic” phase, as distinguished from the older “paleotechnic” phase of steam power and large factories.
De acordo com Lewis Mumford, bem como com numerosos outros proponentes da indústria descentralizada como Pyotr Kropotkin e Ralph Borsodi, o principal motivo para a produção fabril de larga escala foi, originalmente, economizar cavalos-vapor. No tempo do vapor de água, todas as máquinas de uma fábrica estavam conexas por correias ao eixo cardã a partir de um único motor principal. A invenção do gerador elétrico e do motor elétrico, que tornou possível ajustar a escala de uma máquina à demanda e situá-la próxima do mercado, eliminou esse imperativo. Para Mumford, portanto, a energia elétrica foi a característica definidora dessa fase  “neotécnica” enquanto distinta da mais antiga fase “paleotécnica” da energia a vapor e das grandes fábricas.
Michael Piore and Charles Sabel, writing in The Second Industrial Divide, argued that it was possible to incorporate electrical power into manufacturing in one of two ways. The first, and most natural, was to take full advantage of its decentralizing potential and incorporate small-scale, general-purpose power machinery into craft production, in a local industrial district.  The other was to incorporate electrical power into the old paleotechnic factory system. The second, the path which was for the most part taken, was the basis of American mass production industry.
Michael Piore e Charles Sabel, escrevendo em A Segunda Divisória Industrial, argumentaram que era possível incorporar a energia elétrica à manufatura de duas maneiras. A primeira, e mais natural, era tirar proveito total de seu potencial descentralizador e incorporar máquinas elétricas de pequena escala e propósito geral na produção artesanal, num distrito industrial local. A outra era incorporar energia elétrica ao antigo sistema fabril paleotécnico. A segunda, o caminho tomado na maior parte das vezes, foi a base da indústria estadunidense de produção em massa.
The American economy took the second path largely as a result of state intervention. Without a centralized, high-volume railroad system–almost entirely a creation of the state–, and without the artificially low shipping costs resulting from it, there wouldn’t have been a single national market. It was only the existence of a unified national market, with artificially cheap distribution costs, that it was feasible for large manufacturing firms to serve a single national market.
A economia estadunidense seguiu pela segunda vereda em grande parte como resultado da intervenção do estado. Sem um sistema ferroviário centralizado, de alto volume – quase inteiramente criação do estado –  e sem os custos de embarque artificialmente baixos dele resultantes, não teria havido um único mercado nacional. Só com a existência de um mercado nacional unificado, com custos artificialmente baixos de distribuição, tornou-se possível para as grandes firmas fabris atenderem a um único mercado nacional.
Without this intervention, the American railroad system would likely have evolved as a large number of locally oriented rail networks, with the regional and national linkups that eventually developed coming later and being much lower in capacity. In this environment, in the natural course of affairs, local manufacturers would have sprung up to serve the local markets, and electrical power would have been integrated into this local industry. The natural state of affairs, in short, would have been for the second industrial revolution to turn the American economy into a hundred or more local networked economies on the Emilia-Romagna pattern.
Sem essa intervenção, o sistema ferroviário estadunidense teria provavelmente evoluído como grande número de redes ferroviárias localmente orientadas, com as conexões regionais e nacionais que finalmente se desenvolveram surgindo mais tarde e tendo capacidade muito menor. Nesse ambiente, no curso natural das coisas, fabricantes locais teriam aparecido para servir os mercados locais, e energia elétrica teria sido integrada nessa indústria local. O estado natural das coisas, em suma, teria sido a segunda revolução industrial transformar a economia estadunidense em uma centena ou mais de economias locais conexas em rede no padrão de Emilia-Romagna.
But this didn’t happen. The centralized state, in alliance with the old paleotechnic interests, coopted the neotechnic revolution by means of a massive, top-down exercise in social engineering.
Isso porém não aconteceu. O estado centralizado, em aliança com os antigos interesses paleotécnicos, cooptou a revolução neotécnica por meio de maciço exercício de cima para baixo de engenharia social.
Mumford called the sidetracking of neotechnic potential, and its incorporation into the paleotechnic framework, a “cultural pseudomorph.” Neotechnic had not “displaced the older regime” with “speed and decisiveness,” and had not yet “developed its own form and organization.” The following quotes are from Technics and Civilization.
Mumford chamou a dispersão do potencial neotécnico, e sua incorporação ao arcabouço paleotécnico, de “pseudomorfo cultural.” A neotécnica não havia “desalojado o regime antigo” com “rapidez e decisão,” e não havia ainda “desenvolvido sua forma própria de organização.” As citações a seguir são de Técnica e Civilização.
Emerging from the paleotechnic order, the neotechnic institutions have nevertheless in many cases compromised with it, given way before it, lost their identity by reason of the weight of vested interests that continued to support the obsolete instruments and the anti-social aims of the middle industrial era.
Surgindo a partir da ordem paleotécnica, as instituições neotécnicas nada obstante em muitos casos fizeram concessões a ela, deram espaço a ela, perderam sua identidade em razão do peso de interesses próprios que continuaram a dar suporte aos instrumentos obsoletos e aos objetivos antissociais da era industrial média.
Paleotechnic ideals still largely dominate the industry and the politics of the Western World…. To the extent that neotechnic industry has failed to transform the coal-and-iron complex, to the extent that it has failed to secure an adequate foundation for its humaner technology in the community as a whole, to the extent that it has lent its heightened powers to the miner, the financier, the militarist, the possibilities of disruption and chaos have increased….
Os ideais paleotécnicos ainda dominam em grande parte a indústria e a política do Mundo Ocidental.... Na medida em que a indústria neotécnica tem fracassado em transformar o complexo hulha-e-ferro, na medida em que ela tem fracassado em assegurar fundamento adequado para sua tecnologia mais humana na comunidade como um todo, na medida em que ela tem emprestado seus poderes intensificados para o minerador, o financista, o militarista, as possibilidades de perturbação e caos têm aumentado....
The new machines followed, not their own pattern, but the pattern laid down by previous economic and technical structures….
The fact is that in the great industrial areas of Western Europe and America…, the paleotechnic phase is still intact and all its essential characteristics are uppermost, even though many of the machines it uses are neotechnic ones….
As novas máquinas seguiram, não seu próprio padrão, e sim o padrão assentado por estruturas econômicas e técnicas anteriores….
O fato é que nas grandes áreas industriais da Europa Ocidental e da América..., a fase paleotécnica ainda está intacta e todas as suas características essenciais são dominantes, embora muitas das máquinas que ela use sejam neotécnicas….
We have merely used our new machines and energies to further processes which were begun under the auspices of capitalist and military enterprise: we have not yet utilized them to conquer these forms of enterprise and subdue them to more vital and humane purposes….
Temos usado nossas novas máquinas e energias apenas para promover processos que haviam começado sob os auspícios da empresa capitalista e militar: não as temos utilizado ainda para tomar posse dessas formas de empresa e submetê-las a propósitos mais essenciais e humanos….
Not alone have the older forms of technics served to constrain the development of the neotechnic economy: but the new inventions and devices have been frequently used to maintain, renew, stabilize the structure of the old social order….
Não apenas as formas mais antigas de técnica serviram para restringir o desenvolvimento da economia neotécnica: mas as novas invenções e esquemas têm sido amiúde usados para manter, renovar, e estabilizar a estrutura da antiga ordem social….
The present pseudomorph is, socially and technically, third-rate. It has only a fraction of the efficiency that the neotechnic civilization as a whole may possess, provided it finally produces its own institutional forms and controls and directions and patterns. At present, instead of finding these forms, we have applied our skill and invention in such a manner as to give a fresh lease of life to many of the obsolete capitalist and militarist institutions of the older period. Paleotechnic purposes with neotechnic means: that is the most obvious characteristic of the present order….
O atual pseudomorfo é, social e tecnicamente, de péssima qualidade. Tem apenas uma fração da eficiência que a civilização neotécnica como um todo pode possuir, desde que finalmente produza suas próprias formas institucionais e controles e instruções e padrões. No presente, em vez de encontrar essas formas, temos aplicado nossa perícia e inventividade de maneira a dar novo alento a muitas das instituições capitalistas e militaristas do período mais antigo. Propósitos paleotécnicos com meios neotécnicos: essa é a característica mais óbvia da presente ordem….
A similar metamorphosis is possible in culture: new forces, activities, institutions, instead of crystallizing independently into their own appropriate forms, may creep into the structure of an existing civilization…. As a civilization, we have not yet entered the neotechnic phase…. [W]e are still living, in Matthew Arnold’s words, between two worlds, one dead, the other powerless to be born.
Metamorfose semelhante é possível na cultura: novas forças, atividades, instituições, em vez de se cristalizarem independentemente em suas próprias formas apropriadas, podem insinuar-se na estrutura de uma civilização já existente…. Como civilização, ainda não entramos na fase neotécnica…. [E]stamos ainda vivendo, nas palavras de Matthew Arnold, entre dois mundos, um morto, o outro sem energia para nascer.
As a result, American industry was diverted into a Sloanist mass production dead end for a century. As Sabel and Piore put it, “it took almost a century… to discover how to organize an economy to reap the benefits of the new technology.”
Em decorrência, a indústria estadunidense foi desviada para um beco sem saída de produção em massa sloanista durante um século. Nas palavras de Sabel e Piore, “levou quase um século … para se descobrir como organizar uma economia de modo a ela colher os benefícios da nova tecnologia.”
The first stage of the pseudomorph involved the integration of electrical power into a paleotechnic factory framework:  the use of enormously expensive, product-specific machinery, from which followed the need to run the machinery at full capacity to minimize unit costs; it was consequently necessary to divorce production from demand, to keep the machines running, and worry about selling the stuff later. From this, in turn, followed the need for the corporation to exert control over society at large, in order to guarantee the output would be consumed and no glut of surplus goods would stop the wheels from turning. The logical conclusion of the system was planned obsolescence, brand differentiation, high-pressure marketing, and all the rest of it. And mountains of waste: mountains of reparable goods in the landfills, mountains of inventory in the factories, mountains of economically useless goods produced for the military-industrial complex whose primary function was to destroy wealth and prevent it from piling up too fast.
O primeiro estágio do pseudomorfo envolveu a integração da energia elétrica num arcabouço fabril paleotécnico: o uso de maquinário enormemente dispendioso, específico de produto, de onde se seguiu a necessidade de operação do maquinário em capacidade plena para minimização de custos unitários; tornou-se consequentemente indispensável divorciar a produção da demanda, manter as máquinas em funcionamento, e preocupar-se com a venda da produção mais tarde. Disso, por sua vez, seguiu-se a necessidade de a corporação exercer controle sobre a sociedade em geral, a fim de garantir que a produção fosse consumida e nenhuma superabundância de bens excedentes impedisse que as engrenagens continuassem girando. A conclusão lógica do sistema foi obsolescência planejada, diferenciação de marcas, marketing de alta pressão, e todo o resto. E montanhas de lixo: montanhas de bens reparáveis nos aterros sanitários, montanhas de estoque nas fábricas, montanhas de bens economicamente inúteis produzidos para o complexo industrial-militar cuja função precípua era destruir riqueza e impedi-la de amontoar-se rápido demais.
When this stage became unsustainable, the pseudomorph entered a second, weaker stage that Mumford had failed to anticipate. The crisis of unsustainability struck the Western industrial economies around 1970, after having been postponed for a generation by World War II. World War II had temporarily solved the chronic tendencies toward overinvestment and underconsumption, by blowing up most of the plant and equipment in the world outside the U.S. But the crisis tendencies returned in the 1970s, along with the grandfather of today’s Peak Oil crisis.
Quando esse estágio tornou-se insustentável, o pseudomorfo entrou num segundo estágio, mais fraco, que Mumford não conseguira prever. A crise de insustentabilidade golpeou as economias industriais do Ocidente em torno de 1970, depois de ter sido postergada durante uma geração pelo Segunda Guerra Mundial. A Segunda Guerra Mundial havia resolvido temporariamente as tendências crônicas de superinvestimento e subconsumo, ao explodir a maior parte das fábricas e equipamentos do mundo fora dos Estados Unidos. As tendências de crise, porém, voltaram nos anos 1970, juntamente com a avó da crise atual do Pico do Petróleo.
In this second stage– pioneered by Taichi Ohno as lean production at Toyota and by the flexible manufacturing firms in industrial districts like Emilia-Romagna–the corporate economy began to incorporate technologies and ways of organizing production  that lived up to the original neotechnic vision.
Nesse segundo estágio – que teve como pioneiros Taichi Ohno com a produção enxuta da Toyota e as firmas de fabricação flexível em distritos industriais tais como Emilia-Romagna – a economia corporativa começou a incorporar tecnologias e formas de organizar a produção capazes de satisfazer as expectativas da visão neotécnica original.
According to Piore and Sabel, the shift to lean production in America from the 1980s on was in large part a response to the increasing environment of macroeconomic uncertainty that prevailed after the resumption of the crisis of overaccumulation, and the oil shocks of the ’70s. Mass-production industry is extremely brittle—i.e., it “does not adjust easily to major changes in its environment.” The question is not just how industry will react to resource depletion, but how it will react to the kinds of wildly fluctuating prices and erratic supplies.
De acordo com Piore e Sabel, a mudança para a produção enxuta nos Estados Unidos a partir dos anos 1980 foi em grande parte reação ao crescente ambiente de insegurança macroeconômica que prevaleceu depois do recrudescimento da crise de superacumulação, e dos choques do petróleo dos anos 1970.  A indústria de produção em massa é extremamente friável — isto é, “não se ajusta facilmente a grandes mudanças em seu ambiente.” A questão não é apenas como a indústria reagirá a esgotamento de recursos, mas como reagirá aos tipos de preços em flutuação descontrolada e a suprimentos erráticos.
Conversely, though, the system prevailing in industrial districts like Emilia-Romagna is called “flexible manufacturing” for a reason. It is able to reallocate dedicated capital goods and shift contractual relationships, and do so quite rapidly, in response to sudden changes in the environment. Although craft production has always tended to expand relative to mass-production industry during economic downturns, it was only in the prolonged stagnation of the 1970s and ’80s that it began to break out of its peripheral status, so that lean manufacturing techniques came to define the industrial system.
Conversamente, entretanto, o sistema prevalente em distritos industriais tais como Emilia-Romagna é chamado de “fabricação flexível” por uma razão. Ele é capaz de realocar bens de capital dedicados e de mudar relacionamentos contratuais, e de fazê-lo bastante rapidamente, em reação a mudanças súbitas no ambiente. Embora a produção artesanal tenha sempre tendido a expandir-se em relação à indústria de produção em massa durante declínios econômicos, foi só na prolongada estagnação dos anos 1970 e 1980 que começou a escapar de sua condição periférica, de tal modo que técnicas de fabricação enxuta vieram a definir o sistema industrial.
From the second industrial revolution at the end of the nineteenth century to the present, economic downturns have periodically enlarged the craft periphery with respect to the mass-production core—but without altering their relationship. Slowdowns in growth cast doubt on subsequent expansion; in an uncertain environment, firms either defer mass-production investments or else switch to craft-production techniques, which allow rapid entry into whatever markets open up. The most straightforward example is the drift toward an industrial-subsistence, or -repair, economy: as markets stagnate, the interval between replacements of sold goods lengthens. This lengthened interval increases the demand for spare parts and maintenance services, which are supplied only by flexibly organized firms, using general-purpose equipment. The 1930s craftsman with a tool kit going door to door in search of odd jobs symbolizes the decreased division of labor that accompanies economic retrocession: the return to craft methods.
Da segunda revolução industrial no final do século dezenove até o presente, declínios econômicos periodicamente alargaram a periferia artesanal em relação ao cerne de produção em massa — mas sem alterar seu relacionamento. Desacelerações de crescimento lançaram dúvidas sobre expansão subsequente; num ambiente incerto, firmas ou adiam investimentos de produção em massa ou então mudam para técnicas de produção artesanal, que permitem rápida entrada em que mercados se abram. O exemplo mais patente é o deslocamento rumo a uma economia industrial de subsistência, ou industrial de reparos: ao os mercados estagnarem, o intervalo entre substituições de bens vendidos aumenta. Esse intervalo aumentado aumenta a demanda por peças avulsas e serviços de manutenção, a qual só é suprida por firmas organizadas de forma flexível, usando equipamento de propósito geral. O artífice dos anos 1930 com um kit de ferramentas indo de porta em porta em busca de biscates simboliza o decréscimo da divisão do trabalho que acompanha retrocesso econômico; a volta a métodos artesanais.
But what is distinctive about the current crisis is that the shift toward greater flexibility is provoking technological sophistication—rather than regression to simple techniques. As firms have faced the need to redesign products and methods to address rising costs and growing competition, they have found new ways to cut the costs of customized production…. In short, craft has challenged mass production as the paradigm.
O que porém é distintivo na crise atual é que o deslocamento rumo a maior flexibilidade está provocando sofisticação tecnológica — em vez de retorno a técnicas simples. Ao as firmas se defrontarem com a necessidade de reprojetar produtos e métodos para fazerem face a custos ascendentes e a competição crescente, encontraram novos meios de cortar custos da produção personalizada…. Em suma, a obra de artífice tem desafiado a produção em massa em termos de paradigma.
In the case of small Japanese metalworking firms, American minimills and the Pratese textile industry, the same pattern prevailed. Small subcontractors of larger manufacturing firms “felt the increasing volatility of their clients’ markets; in response, they adopted techniques that reduced the time and money involved in shifting from product to product, and that also increased the sophistication and quality of the output.” In Italy and Japan the subcontractors have federated among themselves to create flexible manufacturing networks and reduce their dependence on any one outlet for their products.
No caso das pequenas firmas metalúrgicas japonesas, das minissiderúrgicas estadunidenses e da indústria têxtil pratesa, o mesmo padrão prevaleceu. Pequenos empreiteiros de grandes firmas fabris “sentiram a crescente volatilidade dos mercados de seus clientes; em reação, adotaram técnicas que reduzem o tempo e o dinheiro envolvidos em mudar de produto para produto, e isso também aumentou a sofisticação e a qualidade da produção.” Na Itália e no Japão os subempreiteiros se federaram para criar redes de fabricação flexível e reduzir sua dependência de qualquer escoadouro para seus produtos.
But even though the corporate economy returned to the original potential of neotechnic production technologies, it did so within a paleotechnic institutional framework, in which lean and flexible manufacturing processes continued to be governed by enormous corporations that retained control over finance, marketing, and intellectual property.
Contudo, embora a economia corporativa tenha retornado ao potencial original das tecnologias de produção neotécnica, fê-lo dentro de um arcabouço institucional paleotécnico, no qual os processos de fabricação enxuta e flexível continuaram a ser governados por enormes corporações que retiveram o controle sobre as finanças, o marketing, e a propriedade intelectual.
And even lean production technology failed to live up to its full potential in an economy still based on a “warehouses on wheels” (or in container ships) distribution model. The true potential of lean manufacturing is to eliminate inventory altogether by gearing production to demand. It doesn’t matter how lean a factory is internally, if the inventory is just swept under the rug–or into the factories and trucks, rather–with a thousand-mile distribution chain. True lean production will only be achieved in a completely relocalized economy, in which the machinery is not only scaled to production flow within the factory, but the factory itself is scaled as closely as possible to local demand and sited as close as possible to the point of consumption.
E até a tecnologia de produção enxuta fracassou em realizar seu potencial pleno numa economia ainda baseada num modelo de distribuição de “armazéns sobre rodas” (ou de navios porta-contentores). O verdadeiro potencial da produção enxuta é eliminar completamente o estoque mediante ajuste da produção à demanda. Não importa o quanto uma fábrica é enxuta internamente, se o estoque for apenas varrido para debaixo do tapete – ou para dentro das fábricas e de caminhões, em vez disso – com uma cadeia de distribuição de mil milhas. A verdadeira produção enxuta só será conseguida numa economia completamente relocalizada, na qual não apenas o maquinário seja ajustado para escala compatível com o fluxo de produção dentro da fábrica, mas a própria fábrica tenha sua escala ajustada para tão próxima quanto possível da demanda local e fique situada tão perto quanto possível do ponto de consumo. 
The good news is the second stage of the pseudomorph is just as unsustainable as the first. As the old corporate institutions depend more and more on “intellectual property” to capture value from a direct production process they no longer control, they become increasingly vulnerable. As the production process becomes networked, and controlled almost entirely by the subcontractors, the corporation becomes just another potentially redundant node to be treated as an obstruction and bypassed. And as Eric Hunting has argued in the past, the increasingly modular product designs that corporate capitalism has undertaken for its own purposes are yet another way the system is digging its own grave.
A boa notícia é que o segundo estágio do pseudomorfo é exatamente tão insustentável quanto o primeiro. Na medida em que as antigas instituições corporativas dependem cada vez mais de “propriedade intelectual” para captar valor de um processo direto de produção que elas não mais controlam, tornam-se cada vez mais vulneráveis. À medida que o processo de produção torna-se redeado, e controlado quase inteiramente pelos subempreiteiros, a corporação torna-se apenas outro nó potencialmente redundante a ser tratado como obstrução e contornado. E como Eric Hunting já argumentou no passado, os projetos de produto cada vez mais modulares que o capitalismo corporativo empreendeu para seus próprios propósitos constituem apenas mais outra maneira pela qual o sistema está cavando o próprio túmulo.
“Cognitive capitalism” is viable only so long as patents and copyrights are enforceable, and people are willing to respect their legitimacy. The entire business model, not only of the corporate dinosaurs of the entertainment and software industries, but of the physical manufacturers whose product prices consist mostly of embedded rents on “intellectual property” rather than actual labor and material costs of production, will collapse as soon as those engaged in actual production see them for the useless eaters they are.
O “capitalismo cognitivo” só é viável na medida em que patentes e copyrights possam ser impostos, e as pessoas estejam dispostas a respeitar sua legitimidade. O modelo de negócios inteiro, não apenas o dos dinossauros corporativos das indústrias de entretenimento e de software, mas também o dos fabricantes físicos cujos preços de produto consistem em sua maioria de rentismo embutido em “propriedade intelectual” em vez de decorrentes de trabalho real e de custos materiais de produção, entrarão em colapso tão logo aqueles engajados na produção real vejam aqueles como os comensais inúteis que são.
The return of the old crises of overaccumulation and underconsumption with the latest economic disaster, the growing untenability of global or even continental supply chains in an era of Peak Oil, the impossibility of capturing value from “intellectual property” in an age of strong encryption and bittorrent, and above all the implosion of production costs and overhead at the low end from quantum improvements in miniaturized machine tool technology and crowdsourced aggregation of small-scale capitals, mean we’re in for “interesting times.”
O retorno das antigas crises de superacumulação e subconsumo com o mais recente desastre econômico, a crescente insustentabilidade de cadeias de suprimento globais ou mesmo continentais numa época de Pico do Petróleo, a impossibilidade de captar valor da “propriedade intelectual” num tempo de criptografia forte e bittorrent, e acima de tudo a implosão dos custos de produção e do overhead na faixa inferior de produtos a partir de melhorias mínimas em tecnologia de máquinas ferramentas miniaturizadas e agregação comunitária de capitais de pequena escala significa termos bom motivo para esperar “tempos interessantes.”
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é membro graduado do Centro por uma Sociedade sem Estado (c4ss.org) e titular da  Cátedra Karl Hess em Teoria Social do Centro. É mutualista e anarquista individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson tem também escrito para publicações impressas como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para várias publicações e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P, e seu próprio Blog Mutualista.



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