Saturday, August 11, 2012

The Anti-Empire Report - The United States and its comrade-in-arms, Al Qaeda. And other tales of an empire gone mad.

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Português
The Anti-Empire Report
O Relatório Anti-Império
August 10, 2012
10 de agosto de 2012
by William Blum
por William Blum
The United States and its comrade-in-arms, Al Qaeda. And other tales of an empire gone mad.
Os Estados Unidos e sua companheira de armas, Al Qaeda. E outras histórias de um império ensandecido.
Afghanistan in the 1980s and 90s ... Bosnia and Kosovo in the 1990s ... Libya 2011 ... Syria 2012 ... In military conflicts in each of these countries the United States and al Qaeda (or one of its associates) have been on the same side. 1
Afeganistão nos anos 1980 e 1990 ... Bósnia e Kosovo nos 1990 ... Líbia em 2011 ... Síria em 2012 ... Em conflitos militares em cada um desses países os Estados Unidos e a al Qaeda (ou algum dos associados a ela) ficaram do mesmo lado. 1
What does this tell us about the United States' "War On Terrorism"?
O que isso nos revela acerca da "Guerra ao Terrorismo" dos Estados Unidos?
Regime change has been the American goal on each occasion: overthrowing communists (or "communists"), Serbians, Slobodan Milosevic, Moammar Gaddafi, Bashar al-Assad ... all heretics or infidels, all non-believers in the empire, all inconvenient to the empire.
Mudança de regime foi o objetivo dos Estados Unidos em cada uma dessas ocasiões: derrotar os comunistas (ou "comunistas"), os sérvios, Slobodan Milosevic, Moammar Gaddafi, Bashar al-Assad ... todos herejes ou infiéis, todos não crentes no Império, todos inconvenientes para o império.
Why, if the enemy is Islamic terrorism, has the United States invested so much blood and treasure against the PLO, Iraq, and Libya, and now Syria, all mideast secular governments?
Por que, se o inimigo é o terrorismo islâmico, os Estados Unidos investiram tanto sangue e tesouro contra OLP, Iraque e Líbia, e agora Síria, todos eles governos seculares do leste médio?
Why are Washington's closest Arab allies in the Middle East the Islamic governments of Saudi Arabia, Qatar, Kuwait, Jordan, and Bahrain? Bahrain being the home of an American naval base; Saudi Arabia and Qatar being conduits to transfer arms to the Syrian rebels.
Por que os aliados árabes do Oriente Médio mais próximos de Washington são os governos islâmicos de Arábia Saudita, Catar, Cueite, Jordânia e Bahrain? Bahrain abriga uma base naval estadunidense; Arábia Saudita e Catar são condutos de transferência de armas para os rebeldes sírios.
Why, if democracy means anything to the United States are these same close allies in the Middle East all monarchies?
Por que, se a democracia significa alguma coisa para os Estados Unidos, são esses mesmos aliados próximos do Oriente Médio todos monarquias?
Why, if the enemy is Islamic terrorism, did the United States shepherd Kosovo — 90% Islamist and perhaps the most gangsterish government in the world — to unilaterally declare independence from Serbia in 2008, an independence so illegitimate and artificial that the majority of the world's nations still have not recognized it?
Por que, se o inimigo é o terrorismo islâmico, os Estados Unidos tutelaram o Kosovo — 90% islamista e talvez o governo mais gangsterizado do mundo — para que declarasse unilateralmente independência da Sérvia em 2008, independência tão ilegítima e artificial que a maioria das nações do mundo ainda não a reconheceram?
Why — since Kosovo's ruling Kosovo Liberation Army (KLA) have been known for their trafficking in women, heroin, and human body parts (sic) — has the United States been pushing for Kosovo's membership in NATO and the European Union? (Just what the EU needs: another economic basket case.) Between 1998 and 2002, the KLA appeared on the State Department terrorist list, remaining there until the United States decided to make them an ally, due in no small part to the existence of a major American military base in Kosovo, Camp Bondsteel, well situated in relation to planned international oil and gas pipelines coming from the vast landlocked Caspian Sea area to Europe. In November 2005, following a visit to Bondsteel, Alvaro Gil-Robles, the human rights envoy of the Council of Europe, described the camp as a "smaller version of Guantánamo". 2
Por que — visto que o governante do Kosovo, o Exército de Libertação do Kosovo (KLA), é conhecido por seu tráfico de mulheres, heroína e partes do corpo humano (SIC)  — os Estados Unidos têm pressionado para que o Kosovo se torne membro da OTAN e da União Europeia?  (É só o de que a União Europeia precisa: outro país em má situação financeira.) Entre 1998 e 2002, o KLA figurou na lista de terroristas do Departamento de Estado, ali ficando até que os Estados Unidos resolveram torná-lo aliado, devido, em não pequena parte, à existência de uma grande base militar estadunidense no Kosovo, Camp Bondsteel, bem situada em relação a tubulações internacionais de petróleo e gás planejadas, vindas da área do vasto mar cercado de terra, o Mar Cáspio, até a Europa. Em novembro de 2005, depois de visitar Bondsteel, Alvaro Gil-Robles, enviado para direitos humanos do Conselho da Europa, descreveu o local como "versão menor de Guantánamo". 2
Why, if the enemy is Islamic terrorism, did the United States pave the way to power for the Libyan Islamic rebels, who at this very moment are killing other Libyans in order to institute a more fundamentalist Islamic state?
Por que, se o inimigo é o terrorismo islâmico, os Estados Unidos pavimentaram o caminho para o poder dos rebeldes islâmicos líbios os quais, neste exato momento, estão matando outros líbios para instituir um estado islâmico mais fundamentalista?
Why do American officials speak endlessly about human rights, yet fully support the Libyan Islamic rebels despite the fact that Doctors Without Borders suspended its work in prisons in the Islamic-rebel city of Misurata because torture was so rampant that some detainees were brought for care only to make them fit for further interrogation? 3
Por que as autoridades estadunidenses falam infindavelmente acerca de direitos humanos, e ao mesmo tempo dão apoio total a rebeldes islâmicos líbios a despeito do fato de os Médicos Sem Fronteiras terem suspendido seu trabalho em prisões da cidade rebelde islâmica de Misurata porque a tortura era tão desenfreada que alguns detentos foram trazidos para serem medicados com o único objetivo de torná-los aptos para mais interrogatórios? 3
Why is the United States supporting Islamic Terrorists in Libya and Syria who are persecuting Christians?
Por que estão os Estados Unidos apoiando terroristas na Líbia e na Síria que estão perseguindo cristãos?
And why, if the enemy is Islamic terrorism, did US Ambassador to the UN, Susan Rice — who daily attacks the Syrian government on moral grounds — not condemn the assassination of four Syrian high officials on July 18, in all likelihood carried out by al Qaeda types? RT, the Russian television channel broadcast in various parts of the United States, noted her silence in this matter. Does anyone know of any American media that did the same?
E por que, se o inimigo é o terrorismo islâmico, a Embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Susan Rice — que ataca diariamente o governo sírio apelando para argumentos de moralidade — não condena o assassínio de quatro altas autoridades sírias em 18 de julho, com toda a probabilidade de por obra de membros da al Qaeda? RT, o canal russo de televisão transmitido para várias partes dos Estados Unidos, observou o silêncio dela nesse assunto. Alguém sabe de quaquer veículo estadunidense de mídia que tenha feito a mesma coisa?
So, if you want to understand this thing called United States foreign policy ... forget about the War on Terrorism, forget about September 11, forget about democracy, forget about freedom, forget about human rights, forget about religion, forget about the people of Libya and Syria ... keep your eyes on the prize ... Whatever advances American global domination. Whatever suits their goals at the moment. There is no moral factor built into the DNA of US foreign policy.
Portanto, se você quiser entender essa coisa chamada política externa dos Estados Unidos ... esqueça de Guerra ao Terrorismo, esqueça 11 de setembro, esqueça democracia, esqueça liberdade, esqueça direitos humanos, esqueça religião, esqueça povo de Líbia e Síria ... fixe seus olhos na recompensa ... Qualquer coisa que favoreça a dominação mundial dos Estados Unidos. Qualquer coisa que convenha aos objetivos deles no momento. Não há fator moral embutido no DNA da política externa dos Estados Unidos.
Notes
Notas
1. For a summary of much of this, see: Peter Dale Scott, "Bosnia, Kosovo, and Now Libya: The Human Costs of Washington's Ongoing Collusion With Terrorists", The Asia-Pacific Journal: Japan Focus, August 7, 2011
1. Para resumo de grande parte disso, ver: Peter Dale Scott, "Bosnia, Kosovo, e Agora Líbia: Os Custos Humanos do Contínuo Conluio de Wasghington com os Terroristas", The Asia-Pacific Journal: Japan Focus, 7 de agosto de 2011
3. Washington Post, January 27, 2012
3. Washington Post, 27 de janeiro de 2012
William Blum left the State Department in 1967, abandoning his aspiration of becoming a Foreign Service Officer, because of his opposition to what the United States was doing in Vietnam. He then became one of the founders and editors of the Washington Free Press Mr.  Blum has been a freelance journalist in the United States, Europe, and South America and was one of the recipients   of Project Censored’s awards for “exemplary journalism” in 1999. He is the author of numerous books, including: Freeing the World to Death: essays on the American EmpireKilling Hope: U.S. Military and C.I.A. Interventions Since World War II, and Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower. Mr. Blum writes a free monthly newsletter, the Anti-Empire Report, which you may subscribe to by contacting him at via e-mail. Visit his website at: www.killinghope.org. Contact him at: bblum@aol.com. Read articles by William Blum.
www.foreignpolicyjournal.com
William Blum deixou o Departamento de Estado em 1967, abandonando sua aspiração de tornar-se Autoridade de Serviço Exterior por causa de sua oposição ao que os Estados Unidos estavam fazendo no Vietnã. Tornou-se então um dos fundadores e editores do Imprensa Livre de Washington. O Sr. Blum atuado como jornalista autônomo em Estados Unidos, Europa e América do Sul e foi um dos recebedores dos prêmios de Projetos Censurados de “jornalismo exemplar” em 1999. É autor de numerosos livros, incluindo: A Libertação do Mundo para a Morte: ensaios acerca do Império EstadunidenseAssassínio da Esperança: Intervenções da Instituição Militar dos Estados Unidos e da C.I.A. desde a Segunda Guerra Mundial, e Estado Sem Escrúpulos: Guia Referente à Única Superpotência do Mundo. O Sr. Blum escreve um boletim mensal grátis, o Relatório Anti-Império, que você pode subscrever entrando em contato com ele via email. Visite o website dele em: www.killinghope.org. Entre em contato com ele via: bblum@aol.com. Leia artigos de William Blum
William Blum is the author of:
William Blum é autor de:
- Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War 2
- A Morte da Esperança: A Instituição Militar dos Estados Unidos e as Intervenções da CIA Desde a Segunda Guerra Mundial
- Rogue State: A Guide to the World's Only Superpower
- Estado Sem Escrúpulos: Guia Para a Única Superpotência do Mundo
- West-Bloc Dissident: A Cold War Memoir
- Dissidente do Bloco Ocidental: Uma Memória da Guerra Fria
Freeing the World to Death: Essays on the American Empire
- Libertação do Mundo para a Morte: Ensaios Acerca do Império Estadunidense
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