Wednesday, August 8, 2012

C4SS - Resisting America’s Torture State

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Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade Sem Estado
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
Resisting America’s Torture State
A Resistência ao Estado Torturador Estadunidense
Goodman: A state that commits torture on a mass scale is a far more heinous criminal.
Goodman: Estado que comete tortura em larga escala é criminoso muito mais abominável.
Posted by Nathan Goodman on Aug 5, 2012 in Commentary
Afixado por Nathan Goodman em 5 de agosto de 2012 em Commentary
On July 27, The Real News Network reported that the prisoner hunger strike in Georgia entered its 47th day. The strike began with ten prisoners participating; it has since dwindled to two remaining strikers.
Em 27 de julho a Rede de Notícias Reais informou que a greve de fome de prisioneiros na Geórgia alcançara seu 47º dia. A greve começara com dez prisioneiros participando; desde então minguou para dois grevistas remanescentes.
At this point, the strikers have only a few demands. They demand medical care for injuries they suffered as a result of beatings by guards 19 months ago. They ask that their families be granted visitation rights, which were arbitrarily revoked without explanation. Perhaps most notably, according to Bruce Dixon, the prisoners demand “that their status in solitary confinement be reviewed, as per written state procedure, every 30 days, so that the state should give a reason for why they are in solitary.”
A esta altura os grevistas fazem apenas umas poucas exigências. Exigem cuidados médicos para ferimentos que sofreram como resultado de espancamento por guardas há 19 meses. Pedem que a suas famílias seja concedido direito de visita, arbitrariamente revogado sem explicação. Talvez mais notavelmente, de acordo com Bruce Dixon, os prisioneiros exigem “que sua condição de confinamento em solitária seja revista, conforme norma escrita do estado, cada 30 dias, de tal modo que o estado deva explicitar motivo pelo qual eles estão em solitária.”
These prisoners are simply demanding that the government give a reason to keep them held in solitary. This is an extremely moderate demand when we consider that solitary confinement is widely recognized as a method of torture.
Esses prisioneiros estão simplesmente demandando que o governo explique o motivo de mantê-los em solitária. É demanda extremamente moderada quando consideramos que o confinamento em solitária é amplamente reconhecido como método de tortura.
In 2011, UN Special Rapporteur on torture Juan E. Méndez declared that “Considering the severe mental pain or suffering solitary confinement may cause, it can amount to torture or cruel, inhuman or degrading treatment or punishment.” Furthermore, he called for an absolute ban on solitary confinement lasting longer than 15 days, citing evidence that it could cause permanent psychological damage.
Em 2011, o Relator Especial das Nações Unidas para tortura Juan E. Méndez declarou que “Considerando a severa dor ou sofrimento mental que o confinamento em solitária pode causar, ele pode equivaler a tortura ou tratamento ou punição cruel, desumana ou degradante.” Ademais, demandou proibição absoluta do confinamento em solitária com duração de mais de 15 dias, citando evidência de que poderia causar danos psicológicos permanentes.
If the UN strikes you as too liberal a source, ask John McCain about solitary. The Republican senator and former presidential candidate has written, “It’s an awful thing, solitary … It crushes your spirit and weakens your resistance more effectively than any other form of mistreatment.”  McCain, like many other Vietnam veterans subjected to torture, found solitary confinement to be as damaging as any of the physical abuses he faced.
Se as Nações Unidas parecem a você fonte demasiado liberal, pergunte a John McCain acerca da solitária. O senador Republicano e ex-candidato à presidência escreveu: “É uma coisa pavorosa, a solitária … Ela esmaga seu espírito e debilita sua resistência mais eficazmente do que qualquer outra forma de maus tratos.”  McCain, como muitos outros veteranos do Vietnã sujeitados a tortura, achou o confinamento em solitária tão causador de danos quanto qualquer dos abusos físicos que enfrentou.
Yet today, the United States government is the world’s largest perpetrator of this torture technique. In addition to having the largest prison population on the planet, the United States holds approximately 80,000 prisoners in solitary. Bonnie Kerness of the American Friends Service Committee’s Prison Watch Project points out that Americans concerned with torture abroad need to realize that they are “living with black sites in their own backyards.”
No entanto, atualmente, o governo dos Estados Unidos é o maior perpetrador mundial dessa técnica de tortura. Além de ter a maior população prisional do planeta, os Estados Unidos mantêm aproximadamente 80.000 prisioneiros em solitária. Bonnie Kerness do Projeto Observadores das Prisões da Comissão de Serviços dos Amigos Estadunidenses destaca que os estadunidenses preocupados com tortura no exterior precisam entender estarem “vivendo com locais tenebrosos em seus próprios quintais.”
These domestic “black sites” are not just for violent criminals. According to a 2010 study by the Center for Economic and Policy Research, more than 60% of American prisoners are nonviolent offenders. And once they’ve been locked up, they can be sent to solitary without ever posing a real threat. A recent report in The Nation by Jean Casella and James Ridgeway found that the second most common reason prisoners in New York were sent to solitary was that their urine tested positive for drugs. “In a prison system where 85 percent of inmates are in need of substance-abuse treatment, drug use alone can get you up to ninety days in solitary, and a year if it happens multiple times,” Ridgeway and Casella explained.
Esses “locais tenebrosos” domésticos não são apenas para criminosos violentos. De acordo com um estudo de 2010 do Centro de Pesquisa Econômica e de Políticas, mais de 60% dos prisioneiros estadunidenses são ofensores não violentos. E uma vez tendo sido trancafiados, podem ser mandados para a solitária sem nunca terem representado ameaça real. Recente relatório em A Nação por Jean Casella e James Ridgeway aferiu que o segundo maior motivo pelo qual prisioneiros em New York foram mandados para a solitária foi sua urina ter sido considerada positiva no teste de drogas. “Num sistema prisional onde 85 por cento dos internos precisam de tratamento para abuso de substâncias, só o uso de drogas pode levar você a até noventa dias em solitária, e a um ano, se acontecer várias vezes,” explicaram Ridgeway e Casella.
A year in solitary confinement is more than enough time to cause permanent psychological damage. Yet the US government is willing to hold people in solitary for far longer than a year. Herman Wallace and Albert Woodcox have now spent over 40 years in solitary in Louisiana’s Angola prison. Many believe they were targeted for their prison activism with the Black Panther Party. The stated reason for their confinement is a crime that occurred over 40 years ago, a murder charge built on questionable evidence.
Um ano em confinamento em solitária é mais do que tempo suficiente para causar dano psicológico permanente. No entanto, o governo dos Estados Unidos dispõe-se a manter pessoas na solitária por muito mais de um ano. Herman Wallace e Albert Woodcox já completaram mais de 40 anos em solitária na prisão Angola da Louisiana. Muitas pessoas acreditam que eles foram visados por causa de seu ativismo na prisão pelo Partido dos Panteras Negras. O motivo declarado para seu confinamento é um crime que ocorreu há mais de 40 anos, acusação de assassínio construída em cima de evidência questionável.
While the Angola case is extreme, it represents America’s cavalier approach to torturing prisoners. The US government leads the world in subjecting prisoners to extreme social isolation, and typically combines this torture with other abuses. Furthermore, those subjected to this torture are disproportionately ethnic minorities and the poor.
Embora o caso de Angola seja extremo, ilustra a postura arrogante dos Estados Unidos na tortura a prisioneiros. O governo dos Estados Unidos lidera o mundo em sujeitar prisioneiros a extremo isolamento social, e normalmente conjuga essa tortura com outros abusos. Ademais, as pessoas sujeitadas a essa tortura são desproporcionalmente pertencentes a minorias étnicas e ao pobres.
Fortunately, a resistance is building. In addition to the prisoner hunger strike in Georgia, recent hunger strikes in California’s Pelican Bay Prison and Virginia’s Red Onion Prison have challenged solitary confinement and other inhumane conditions. Outside prison walls, journalists like James Ridgeway are working to expose the horrors of solitary.
Felizmente está-se construindo resistência. Além da greve de fome de prisioneiros na Geórgia, recentes greves de fome na Prisão da Baía do Pelicano na Califórnia e na Prisão Cebola Roxa na Virgínia têm questionado o confinamento em solitária e outras condições desumanas. Fora dos muros das prisões, jornalistas como James Ridgeway estão trabalhando para expor os horrores da solitária.
This resistance must escalate. Many held in solitary are there for non-violent and victimless “crimes.” Still more may be innocent. But regardless of what crimes America’s prisoners may have committed, a state that commits torture on a mass scale is a far more heinous criminal.

Essa resistência tem de entrar em escalada. Muitas pessoas mantidas em solitária estão lá por “crimes” não violentos e sem vítimas. Mais pessoas ainda podem ser inocentes. Quaisquer sejam, porém, os crimes que os prisioneiros dos Estados Unidos possam ter cometido, um estado que comete tortura em escala maciça é criminoso ainda muito mais abominável.

Nathan Goodman is an anarchist writer and activist living in Salt Lake City, Utah. He has been involved in LGBT, feminist, anti-war, and prisoner solidarity organizing. He also blogs at Dissenting Leftist.
Nathan Goodman é escritor e ativista anarquista residente em Salt Lake City, Utah. Ele tem estado envolvido em organização de movimentos Simpatizantes de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais - LGBT, feministas, de oposição à guerra, e de solidariedade a prisioneiros. Também bloga em Esquerdista Dissidente.


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