Friday, August 3, 2012

C4SS - "Green Economy?" We're Not Green Enough to Buy It

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PORTUGUÊS
Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade Sem Estado
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
“Green Economy?” We’re Not Green Enough to Buy It
“Economia Verde?” Não Somos Verdes o Bastante para Comprá-la
Carson: Time to decide, "Green" Capitalism or Solidarity Economy? You shouldn't have to think about it long.
Carson: Hora de decidir, Capitalismo "Verde" ou Economia de Solidariedade? Você não deveria ter de pensar muito.
Posted by Kevin Carson on Jul 12, 2012 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 12 de julho de 2012 em Commentary
In last month’s Rio +20 (UN Conference for Sustainable Development) declaration, “The Economy We Need,” RIPESS (French acronym for Intercontinental Network for the Promotion of Social and Solidarity Economy) dismisses the “so-called green economy” model promulgated “by governments and corporations” with the contempt it deserves.
Na declaração da Rio +20 do mês passado (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), “A Economia de Que Necessitamos,” a RIPESS (acrônimo em francês para Rede Intercontinental para Promoção da Economia Social e de Solidariedade) desqualifica o modelo da “assim chamada economia verde” promulgado “por governos e corporações,” com o desprezo que ele merece.
There are at least two problems with the green economy movement. The first is highlighted in the RIPESS declaration: It is really a greenwashed attempt to create a new, greenwashed model of capital accumulation for global corporate capitalism, based on “the commodification of the commons.”
Há pelo menos dois problemas com o movimento da economia verde. O primeiro é destacado na declaração da RIPESS: É realmente uma tentativa pintada de verde para criar um novo modelo pintado de verde de acumulação de capital para o capitalismo corporativo global, baseado na “commodificação das comuns.”
Green (or Progressive, or Cognitive) Capitalism, like the first Industrial Revolution, is based on a large-scale process of primitive accumulation (a technical term Marxists use that means “massive robbery”).
O Capitalismo Verde (ou Progressista, ou Cognitivo), como a primeira Revolução Industrial, está baseado em processo de larga escala de acumulação primitiva (expressão técnica que os marxistas usam a qual significa  “assalto maciço”).
The primitive accumulation preceding the rise of the factory system in industrial Britain involved the enclosure of common lands: First of a major portion of the Open Fields for sheep pasturage over several centuries in late medieval and early modern times, then the Parliamentary Enclosures of common pasture, woodland and waste in the 18th century.
A acumulação primitiva que precedeu a ascensão do sistema de fábricas na Grã-Bretanha industrial envolveu o cercado das terras comuns: Primeiro de uma porção majoritária dos Campos Abertos para pastagem de ovelhas durante diversos séculos no final do tempo medieval e início do moderno, depois os Cercados Parlamentares de pastos comuns, áreas cobertas de árvores e para lixo no século 18.
The new greenwashed model of corporate-state capitalism, as the RIPESS declaration suggests, achieves primitive accumulation through the enclosure of the information commons. Economist Paul Romer calls it the “new growth theory.” It’s based on enclosing digital information and innovation — things which are naturally free — as a source of rents. This “progressive” model of capitalism, promoted by Warren Buffett, Bill Gates and Bono, is even more heavily reliant on patents and copyrights than the existing version of corporate capitalism.
O novo modelo pintado de verde do capitalismo de estado corporativo, como sugere a declaração da RIPESS, consegue a acumulação primitiva por meio do cercado das comuns de informação. O economista Paul Romer chama-o de “teoria do novo crescimento.” Baseia-se no cercado da informação digital e da inovação — coisas que são naturalmente grátis — como fonte de rentismo. Esse modelo “progressista” de capitalismo, promovido por Warren Buffett, Bill Gates e Bono, assenta-se ainda mais em patentes e copyrights do que a versão hoje existente de capitalismo corporativo.
The “green capitalist” model is intended as a response to the primary threat facing corporate capitalism and its model of capital accumulation: Technologies of abundance. If allowed to operate without hindrance, the free adoption of low-cost, ephemeral production technologies and the radical deflationary effect of freely replicable digital information would not only destroy most existing corporate profits but render most investment capital superfluous.
O modelo “capitalista verde” é concebido como reação à principal ameaça com que se defronta o capitalismo corporativo e seu modelo de acumulação de capital: Tecnologias de abundância. Se permitida operar sem tolhimento, a livre adoção de tecnologias de baixo custo e produção efêmera e o efeito deflacionário radical de informações digitais livremente replicáveis não apenas destruiria a maior parte dos lucros corporativos como tornaria a maior parte do capital de investimento supérflua.
It’s this threat, all the “progressive” rhetoric aside, that “green capitalism” is intended to head off. It’s a last-ditch effort to rescue an entire system of class privilege and economic exploitation based on artificial scarcity from the revolutionary impact of abundance.
É essa ameaça, à parte de toda a retórica “progressista,” que o “capitalismo verde” está concebido para bloquear. É um esforço de última trincheira para resgatar um sistema inteiro de privilégio de classe e de exploração econômica baseado em escassez artificial do impacto revolucionário da abundância.
The Solidarity Economy model promoted by RIPESS — and by my free market anticapitalist comrades at the Center for a Stateless Society — is just the opposite. What we seek is a self-organized, decentralized economy, in which ordinary people take advantage of new technologies of abundance (like low-cost production technologies and free information) to build an economy of our own in which the rentier classes’ huge accumulations of land and capital are worthless.
O modelo de Economia de Solidariedade promovido pela RIPESS — e por meus parceiros anticapitalistas de livre mercado do Centro por uma Sociedade sem Estado — é exatamente o oposto. O que procuramos é uma economia auto-organizada descentralizada, na qual pessoas comuns valem-se das novas tecnologias de abundância (tais como as tecnologias de produção de baixo custo e informação grátis) para construir uma economia pertencente a nós próprios na qual as enormes acumulações de terra e capital das classes rentistas são inúteis.
This was foreshadowed by the Owenite cooperatives of the 1830s, in which unemployed tradesmen undertook production in cooperative shops, marketing their wares to their fellow workers for Labor Notes in barter exchanges. The problem was that this model only worked for craft trades in which the tools of production were still individually affordable. It didn’t work in forms of industrial production which relied on large, specialized, and extremely expensive machinery. The Knights of Labor learned this the hard way four decades later when their efforts at creating worker cooperatives ran head-on against the capitalization costs of the factory system.
Isso foi pressagiado pelas cooperativas Owenite dos anos 1830s, nas quais varejistas sem emprego empreenderam produção em lojas cooperativas, comerciando seus artigos com seus parceiros trabalhadores em troca da moeda alternativa denominada Notas de Labor, em trocas de escambo. O problema era que esse modelo só funcionava para comércio artesanal onde as ferramentas de produção ainda fossem acessíveis individualmente. Nâo funcionava em formas de produção industrial dependentes de maquinário de grande porte, especializado, e extremamte caro. Os Cavaleiros do Labor aprenderam isso pelo caminho mais árduo quatro décadas mais tarde, quando seus esforços para criar cooperativas de trabalhadores colidiram de frente com os custos de capitalização do sistema de fábricas.
The beauty of the age we live in is that new production technology is reversing this process. A growing share of manufacturing takes place in job shops using cheap, general-purpose CNC machine tools. A garage shop equipped with open-source lathe, router, 3-D printer, etc., costing $10-20,000 can produce goods that once required a million dollar factory. And a much larger share is amenable to such production methods. In food production, soil-intensive raised-bed horticulture was already far more productive than industrial agriculture. New techniques, like those of John Jeavons, are making it more productive still.
O lado positivo da época em que vivemos é que nova tecnologia de produção está revertendo esse processo. Crescente fatia do que se fabrica ocorre em fabriquetas que utilizam máquinas operatrizes baratas, de propósito geral, de controle numérico por computador. Uma fabriqueta de garagem equipada com torno mecânico de código aberto, roteador, impressora  3-D etc., custando de $10.00 a 20.000 dólares, pode produzir bens que, no passado, requeriam fábrica de um milhão de dólares. E parcela muito maior é susceptível de tais métodos de produção. Na produção de alimentos, horticultura solo-intensiva de canteiros elevados revelou-se muito mais produtiva do que a agricultura industrial. Novas técnicas, como as de John Jeavons, estão tornando-a ainda mais produtivas.
It’s technologically feasible for workers and consumers to bootstrap almost an entire economy on the Owenite model, with very little in the way of land and capital assets.
É tecnologicamente viável trabalhadores e consumidores promoverem e desenvolverem por si próprios uma economia inteira segundo o modelo owenista, com muito pouco em termos de ativos de terra e capital.
So the question is, which model do we want to follow? Do we knuckle under to the greenwashed Hamiltonian model of “progressives” like Gates and Buffett, aimed at protecting their profits against the radical deflationary effects of abundance? Or do harness these deflationary effects for people like ourselves, replacing the domination of bosses, toil and debt with a society of self-governance, leisure and mutual cooperation.
Assim, a pergunta é, que modelo desejamos seguir? Cedermos ao modelo Hamiltoniano pintado de verde dos “progressistas” como Gates e Buffett, voltado para proteger os lucros deles dos efeitos radicalmente deflacionários da abundância? A outra opção é defendermos esses efeitos deflacionários em benefício de nós próprios, substituindo a dominação dos chefes, da labuta interminável e das dívidas por uma sociedade de governo autônomo, lazer e cooperação mútua.
You shouldn’t have to think about it long.
Você não deveria demorar muito para chegar a uma conclusão.
Citations to this article:
Citações deste artigo:
Kevin Carson, “Green Economy?” We’re Not Green Enough to Buy It, Hernando [Florida] Today, 07/14/12
Kevin Carson, “Green Economy?” We’re Not Green Enough to Buy It, Hernando [Florida] Today, 14 de julho de 2012
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é integrante sênior do Centro por uma Sociedade sem Estado  (c4ss.org) e titular da Cadeira Karl Hess do Centro.  É anarquista mutualista e individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária e A Revolução Industrial Gestada em Casa:  Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade  e diversos periódicos e blogs na internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.



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