Friday, August 17, 2012

C4SS - Enthymemetic Warfare: Or, Seeing the Fnords

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PORTUGUÊS
Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade Sem Estado
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
Enthymemetic Warfare: Or, Seeing the Fnords
Guerra Entimemética: Ou, Abrir os Olhos para a Desinformação
Carson: It's not what the ruling class wants, of course. But it's exactly what we want.
Carson: Não é, obviamente, o que a classe dominante quer. É, porém, exatamente o que queremos.
Posted by Kevin Carson on Aug 11, 2012 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 11 de agosto de 2012 em Commentary
In classical logic, the standard model of deductive reasoning is the syllogism. Most people are probably familiar with this example: All men are mortal. Socrates is a man. Therefore, Socrates is mortal.
Em lógica clássica, o modelo padrão de raciocínio dedutivo é o silogismo. Provavelmente a maioria das pessoas estará familiarizada com este exemplo: Todos os homens são mortais. Sócrates é homem. Portanto, Sócrates é mortal.
The enthymeme is an incomplete syllogism with one of the premises left implicit. In classical rhetoric, a speaker uses an enthymeme to appeal to the unstated shared assumptions of the audience. The unstated premise is an unexamined cultural assumption — frequently a prejudice — shared by the audience, which is left unstated because to state it might invite critical examination.
O entimema é um silogismo incompleto com uma das premissas deixada implícita. Em retórica clássica, quem fala usa um entimema para apelar para as assunções não ditas mas compartilhadas pela plateia. A premissa não enunciada é uma assunção cultural não questionada — amiúde algum preconceito — compartida pela plateia, deixada sem ser enunciada porque enunciá-la poderia dar azo a exame crítico.
In a class society, the enthymeme takes on special importance. The ruling class ideology is conveyed by enthymemes embedded in all the messages with which the cultural reproduction apparatus — political speeches, the schools, the news media, entertainment — bombards us every day.
Numa sociedade de classes, o entimema assume importância especial. A ideologia da classe dominante é propagada por entimemas embutidos em todas as mensagens com as quais o aparato da reprodução cultural — discursos políticos, as escolas, a mídia noticiosa, entretenimento  — nos bombardeia dia após dia.
One of the most effective weapons we have, in our fight against the ruling class and its ideology, is to make explicit the unstated premises of the enthymemes in ruling class propaganda and expose them to critical examination.
Uma das armas mais eficazes com que contamos, em nossa luta contra a classe dominante e sua ideologia, é tornar explícitas as premissas não enunciadas dos entimemas constantes na propaganda da classe dominante, e expô-las a exame crítico.
The most powerful cultural conditioning results not from explicit statements of principles the ruling class wants us to internalize, but from things we all just assume to be natural and self-evident without ever remembering just when we were told these things. If these principles were stated, in so many words, as simple declarative sentences, people might stop to give them serious consideration before deciding whether they agreed or disagreed.
O mais poderoso condicionamento cultural resulta não de enunciados explícitos de princípios que a classe dominante deseja que internalizemos, e sim de coisas que todos assumimos como naturais e evidentes sem que jamais nos lembremos de quando nos afirmaram essas coisas. Se esses princípios fossem enunciados, em certo número de palavras, em simples sentenças declarativas, as pessoas possivelmente parariam de conceder a eles consideração séria, antes de ponderarem acerca de concordar ou discordar deles.
That’s not what the ruling class wants, of course. But it’s exactly what we want.
Obviamente, não é isso o que a classe dominante quer. É, porém, exatamente o que queremos.
Take the common statement we hear, both from the police state’s official propaganda apparatus and from its apologists in the general population: If you’ve done nothing wrong, you have nothing to fear. That’s an enthymeme with an unstated premise the size of Jupiter. The implicit premise can be unpacked as a complex of several closely related propositions: The state means well; the state’s definition of “wrongdoing” is the same as the average rational person’s; the state can be trusted not to abuse its power; etc.
Tome a afirmação comum que ouvimos, tanto da propaganda oficial do aparato de polícia do estado quanto de seus apologistas na população em geral: Se você não estiver fazendo nada de errado, nada terá a temer. Esse é um entimema com uma premissa não enunciada do tamanho de Júpiter. A premissa implicita pode ser desdobrada como um complexo de diversas proposições estreitamente relacionadas: O estado é bem-intencionado; a definição do estado de “fazer coisas erradas” é a mesma da pessoa média; pode-se confiar em que o estado não abusará de seu poder; etc.
And as any reader of Glenn Greenwald or Radley Balko knows, these premises — to put it mildly — don’t stand up very well in the face of empirical evidence.
E como qualquer leitor de Glenn Greenwald ou de Radley Balko sabe, essas premissas — para falar de modo brando — não se sustentam lá muito bem diante da evidência empírica.
Likewise, all those statements we hear from the national security state about “foreign threats,” “aggressors,” American “defense” spending, and the like, all include unstated premises about the nature and intent of American foreign policy that can be obliterated by the volume of documented evidence in the work of Gabriel Kolko, William Blum and Noam Chomsky.
Analogamente, todas aquelas declarações que ouvimos do estado de segurança nacional acerca de  “ameaças externas,” “agressores,” gastos com a “defesa” estadunidense, e coisas que tais, todas incluem premissas não enunciadas acerca da natureza e dos propósitos da política externa estadunidense que podem ser obliteradas pelo volume de evidência documentada na obra de Gabriel Kolko, William Blum e Noam Chomsky.
Likewise all the pious platitudes we hear, in public policy debate, about “our free market/free enterprise” system.
Similarmente, todos os pios lugares-comuns que ouvimos, no debate de políticas públicas, acerca de nosso sistema de “livre mercado/livre empresa.”
Our popular political and social culture, our individual minds, under the influence the constant barrage of propaganda messages from our educational institutions and media, are as infected by unexamined assumptions as a trichinotic hog is by cysts. Our task is to open up these cysts, expose them to the air and clean out the corruption.
 Nossa cultura popular política e social, nossas mentes individuais, sob a influência de constante barragem de mensagens de propaganda de nossas instituições educacionais e de mídia, está toda ela tão infectada por assunções não examinadas quanto um porco infestado de triquina está infectado por seus cistos. Nossa tarefa é abrir esses cistos, expô-los ao ar e limpar a decomposição.
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é integrante sênior do Centro por uma Sociedade sem Estado  (c4ss.org) e titular da Cátedra Karl Hess em Teoria Social. É mutualista e anarquista individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa: Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e para diversos periódicos e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P, e seu próprio Blog Mutualista.

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