Thursday, August 23, 2012

C4SS - Communal Property: A Libertarian Analysis [III.6]


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PORTUGUÊS
Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade Sem Estado
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
Communal Property: A Libertarian Analysis
Propriedade Comunal: Análise Libertária
By Kevin A. Carson
Por Kevin A. Carson
England is not a free people, till the poor that have no land, have a free allowance to dig and labour the commons... – Gerrard Winstanley, 1649
A Inglaterra não é povo livre, porém os pobres que não têm terra têm livre permissão para amanhar e trabalhar as [terras] comuns... – Gerrard Winstanley, 1649
Center for a Stateless Society Paper No. 13 (Summer/Fall 2011)
Centro por uma Sociedade sem Estado Paper Nº 13 (Verão/Outono de 2011)
II. Destruction of the Peasant Commune by the State.
II. Destruição da Comuna Camponesa pelo Estado.
British Land Policy in Africa.
Política Fundiária Britânica na África.
British land policy in East Africa centered on “dispossessing indigenous communities of the greater part of their traditional territories”: claiming uncultivated or common lands, forests, and grazing lands as property of the colonial administration, and abrogating traditional rights of assess—not to mention head taxes to compel subsistence cultivators to enter the money economy.
A política fundiária britânica no Leste da África dirigiu-se no sentido de “destituir as comunidades indígenas da maior parte de seus territórios tradicionais”: ao afirmar que as terras não cultivadas ou comuns, as florestas e as terras de pastagem eram propriedade da administração colonial, e ao ab-rogar direitos tradicionais de avaliação — para não mencionar tributos per capita para compelir cultivadores de subsistência a entrar na economia monetária.
Throughout the colonies, it became standard practice to declare all “uncultivated” land to be the property of the colonial administration. At a stroke, local communities were denied legal title to lands they had traditionally set aside as fallow and to the forests, grazing lands and streams they relied upon for hunting, gathering, fishing and herding.
Em toda parte, nas colônias, tornou-se prática padrão declarar toda terra “não cultivada” propriedade da administração colonial. Com uma penada, foi negado às comunidades locais título legal a terras que ela havia tradicionalmente separado para se regenerarem e a florestas, a terras de pastagem e a córregos dos quais elas dependiam para caçar, reunir-se, pescar e apascentar.
Where, as was frequently the case, the colonial authorities found that the lands they sought to exploit were already “cultivated”, the problem was remedied by restricting the indigenous population to tracts of low quality land deemed unsuitable for European settlement. In Kenya, such “reserves” were “structured to allow the Europeans, who accounted for less than one per cent of the population, to have full access to the agriculturally rich uplands that constituted 20 per cent of the country. In Southern Rhodesia, white colonists, who constituted just five per cent of the population, became the new owners of two-thirds of the land.... Once secured, the commons appropriated by the colonial administration were typically leased out to commercial concerns for plantations, mining and logging, or sold to white settlers.99
Quando, como era frequentemente o caso, as autoridades coloniais descobriam que as terras que buscavam explorar já eram “cultivadas”, o problema era resolvido mediante restringir-se a população indígena a tratos de baixa qualidade considerados inadequados para assentamento europeu. No Quênia, tais “reservas” foram “estruturadas para permitir que os europeus, que representavam menos de um por cento da população, tivessem pleno acesso às agriculturalmente ricas terras altas que constituíam 20 por cento do país. Na Rodésia do Sul, colonos brancos, que constituíam apenas cinco por cento da população, tornaram-se os novos donos de dois terços da terra.... Uma vez conseguidas, as comuns apropriadas pela administração colonial eram tipicamente arrendadas para empresas comerciais para efeitos de plantação, mineração e extração de madeira, ou vendidas para colonos brancos.99
End of [III.6]
Fim de [III.6]
99 “Development as Enclosure: The Establishment of the Global Economy,” The Ecologist (July/August 1992), p. 134.
99 “Desenvolvimento como Cerco: O Estabelecimento da Economia Global,” O Ecologista (julho/agosto de 1992), p. 134.
C4SS (c4ss.org) Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.
O Associado de Pesquisa do C4SS (c4ss.org) Kevin Carson é autor mutualista e anarquista individualista contemporâneo cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e  A Revolução Industrial Gestada em Casa: Manifesto de Baixo Overhead, todos livremente disponíveis online. Carson também tem escrito para publicações tais como: O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e diversos periódicos e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.

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