Thursday, August 23, 2012

C4SS - Communal Property: A Libertarian Analysis [VI.1.3]

ENGLISH
PORTUGUÊS
Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade Sem Estado
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
Communal Property: A Libertarian Analysis
Propriedade Comunal: Análise Libertária
By Kevin A. Carson
Por Kevin A. Carson
England is not a free people, till the poor that have no land, have a free allowance to dig and labour the commons... – Gerrard Winstanley, 1649
A Inglaterra não é povo livre, porém os pobres que não têm terra têm livre permissão para amanhar e trabalhar as [terras] comuns... – Gerrard Winstanley, 1649
Center for a Stateless Society Paper No. 13 (Summer/Fall 2011)
Centro por uma Sociedade sem Estado Paper Nº 13 (Verão/Outono de 2011)
Appendix: The Debates on Enclosure
Apêndice: Os Debates Relativos ao Cerco
Continued
Continuação
Anyone today who works at wage labor, who experiences clocking in as cutting off a piece of her life and flushing it down the toilet, as entering someone else's place and being a poor relation in someone else's house, of leaving her own judgment and values at the door and becoming a tool in someone else's hand, a means to someone else's ends rather than an end in her own right, knows exactly
what Bourne meant. The untold millions of people who punch a time-card with a sick feeling in the pits of their stomachs at the prospect of “How much shit am I going to have to eat today to keep my job?” know what a sense of belonging and ownership are mainly from their lack.
Qualquer pessoa que hoje faça trabalho assalariado, que sinta o bater o cartão de ponto como cortar um pedaço de sua vida, pô-lo na privada e dar a descarga, como entrar na casa de outra pessoa e ser tratado como parente pobre na casa de outra pessoa, que tenha a experiência de deixar suas próprias opiniões e valores à porta e tornar-se ferramenta na mão de outra pessoa, um meio para o atingimento dos objetivos de outra pessoa em vez de um fim em si própria, sabe exatamente o que Bourne quis dizer. Os incontáveis milhões de pessoas que batem o cartão de ponto com uma sensação desagradável no fundo do estômago de “Quanta titica terei de comer hoje para manter meu emprego?” sabe o que são os sentimentos de pertencença e de propriedade, principalmente por causa da falta dessas coisas.
Neeson's description reminded me of a comment about the Highland crofters, by science fiction author Ken Macleod.
A descrição de Neeson faz-me lembrar de comentário acerca dos pequenos arrendatários da Terra Alta, feito pelo autor de ficção científica Ken Macleod.
A lot of these highlanders are Heinlein's omnicompetent man—they can turn their hand to anything. They're also rather like Marx's doodle about the post-class society where you could hunt in the morning, fish in the afternoon and be a critic after dinner without ever being hunter, fisherman or critic. That is literally what these guys are like....
Muitos desses moradores das terras altas são o homem onicompetente de Heinlein — podem fazer praticamente qualquer coisa. São também como o bosquejo de Marx acerca da sociedade pós-classes onde você poderia caçar de manhã, pescar à tarde e ser um crítico depois do jantar, sem nunca ter sido caçador, pescador ou crítico. É assim que eles são, literalmente....
...The highlanders are often people who own a croft, work for wages during the day and go poaching in the evening, and who read a lot. They are people who've never really been hammered into industrial society and therefore have a flexibility.120
...Os habitantes da terra alta são amiúde pessoas que têm uma pequena propriedade, trabalham por salário durante o dia e caçam ilegalmente à noite, e leem muito. São pessoas que nunca foram realmente forçadas a ingressar na sociedade industrial e, portanto, gozam de flexibilidade.120
So when Chambers and Mingay refer to the loss of commons being “compensated... by an increase
in the volume and regularity of employment after enclosure,” they sort of miss the point.121 The commons were of value to their possessors precisely because they were trying to get shut of “volume and regularity of employment.” It was the propertied classes, as we saw above, who promoted Enclosures as a way of extracting as much “employment” from the labored classes as possible, regardless of whether the laborers themselves wanted it.
Portanto, quando Chambers e Mingay referem-se à perda das comuns como tendo sido “indenizada... por aumento do volume e regularidade do emprego depois do cerco,” eles de certo modo deixam escapar o essencial.121 As comuns eram de valor para seus possuidores precisamente porque eles tentavam ficar livres de “volume e regularidade do emprego.” Foram as classes proprietárias, como vimos acima, que promoveram os Cercos como forma de extrair tanto “emprego” das classes trabalhadoras quanto possível, independentemente de os trabalhadores eles próprios desejarem isso.
Against arguments by Enclosure apologists that the population of the countryside increased after
Enclosure, McNally responded:
Contra argumentos de apologistas do Cerco segundo os quais a população do campo havia aumentado depois do Cerco, McNally respondeu:
One important recent study has shown that, during the main period of parliamentary enclosure, population rose in both enclosed and unenclosed villages, and that the rate of growth was no faster in the former. Enclosure cannot therefore be said to have had a uniquely stimulative effect on population growth. The same study also demonstrates that there was a ‘positive association’ between enclosure and migration out of villages. Finally, a definite correlation has been established between the extent of enclosure and reliance on poor rates.... The heart of the modern liberal account has thus been refuted; indeed, the older socialist picture now seems remarkably accurate—parliamentary enclosure resulted in outmigration and a higher level of pauperization.122
Importante estudo recente mostrou que, durante o período principal de cerco parlamentar, a população aumentou tanto nas vilas cercadas quanto nas não cercadas, e que a taxa de aumento não foi maior naquelas primeiras. Portanto não se pode dizer que o Cerco teve efeito particularmente estimulante no concernente a aumento da população. O mesmo estudo também mostra ter havido uma ‘associação positiva’ entre cerco e migração para fora das vilas. Finalmente, foi estabelecida correlação clara entre a extensão do cerco e índices de pobreza.... O cerne da moderna descrição liberal foi assim refutado; em verdade, o quadro socialista mais antigo parece agora notavelmente preciso — o cerco parlamentar resultou em migração para fora e maior nível de pauperização.122
McNally also argues that Mingay neglected the extent to which Enclosure was a tipping point for small, marginal tenant farmers, rendering them non-viable and pushing them into wage labor:
McNally argumenta também que Mingay desconsiderou a extensão na qual o Cerco foi ponto de ruptura para fazendeiros arrendatários marginais, tornando-os inviáveis e empurrando-os para o trabalho assalariado:
As Mingay has noted in another context, ‘the very small farmers—occupiers of perhaps 25 acres and less—could hardly survive without some additional form of income; the land itself, unless used for specialized production or amply supplemented by common, would hardly yield sufficient to pay the rent and keep the family.’... He goes on to point out that only in rare circumstances could such small occupiers engage in specialized farming for the market. Yet the other means of support—farming ‘amply supplemented by common—is precisely that which was being destroyed by parliamentary enclosure, to the tune of six million acres via enclosure Act (about one-quarter of the cultivated area of England) and another 8 million acres by ‘agreement’.... The impact of enclosure on small tenants, whose lands were inadequate to procure subsistence, can only have been dramatic, forcing them into growing reliance on wage-labour—as proponents of enclosure said it should.123
Como Mingay observou em outro contexto, ‘os fazendeiros muito pequenos — ocupantes de talvez 25 acres e menos — dificilmente podiam sobreviver sem alguma forma de renda adicional; a própria terra, a menos que usada para produção especializada ou amplamente suplementada pela comum, dificilmente geraria o suficiente para pagamento do aluguel e manutenção da família.’... Ele prossegue destacando que apenas em raras circunstâncias tais pequenos ocupantes tinham como lançar-se em produção de fazenda especializada para o mercado. No entanto, o outro meio de apoio — atividades da fazenda ‘amplamente suplementadas pela comum — foi precisamente o que foi destruído pelo cerco parlamentar, na casa de seis milhões de acres via Lei do cerco (cerca de um quarto da área cultivada da Inglaterra) e outros tantos 8 milhões de acres mediante ‘acordo’.... O impacto do cerco sobre pequenos arrendatários, cujas terras eram inadequadas para garantir subsistência, só pode ter sido dramático, forçando-os a crescente dependência do trabalho assalariado — como proponentes do cerco disseram que aconteceria.123
A lot of the trouble with twentieth century pro-Enclosure arguments like those of Chambers and Mingay is that, in many regards, they take eighteenth-century accounts by pro-Enclosure writers at face value, when in fact the latter were were—as J.M. Neeson pointed out—“making a case, not conducting an enquiry.”124
Muito dos problemas dos argumentos favoráveis ao Cerco desenvolvidos no século vinte, como os de Chambers e Mingay, vêm de, sob muitos aspectos, eles tomarem descrições do século dezoito feitas por escritores favoráveis ao Cerco pelo valor de face, quando em verdade esses escritores estavam — como J.M. Neeson destacou —“defendendo uma causa, não conduzindo uma investigação.”124
End of [VI.1.3]
Fim de [VI.1.3]
To be continued
Continua
120 Duncan Lawie, “ken macleod interview,” zone-sf.com, 2001 .
120 Duncan Lawie, “entrevista com ken macleod,” zone-sf.com, 2001 .
121 Chambers and Mingay, The Agricultural Revolution, p. 98.
121 Chambers e Mingay, A Revolução Agrícola, p. 98.
122 David McNally, Against the Market: Political Economy, Market Socialism and the Marxist Critique (Verso, 1993),
pp. 13-14. Citing N.F.R. Crafts, ‘Enclosure and Labor Supply Revisited’, Explorations in Economic History 15, 1978, pp.
176-7,180. K.D.M. Snell, Annals of the Labouring Poor: Social Change and Agrarian England 1660-1990, Cambridge: Cambridge University Press, 1985, pp. 197-206.
122 David McNally, Contra o Mercado: Economia Política, Socialismo de Mercado e a Crítica Marxista (Verso, 1993), pp. 13-14. Citando N.F.R. Crafts, ‘Cerco e Oferta de Trabalho Reconsiderados’, Explorações em História Econômica 15, 1978, pp.
176-7,180. K.D.M. Snell, Anais dos Trabalhadores Pobres: Mudança Social e Inglaterra Agrária 1660-1990, Cambridge: Cambridge University Press, 1985, pp. 197-206.
123 Ibid., p. 14.
123 Ibid., p. 14.
124 Neeson, Commoners, p. 7.
124 Neeson, Commoners, p. 7.
C4SS (c4ss.org) Research Associate Kevin Carson is a contemporary mutualist author and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation and his own Mutualist Blog.
O Associado de Pesquisa do C4SS (c4ss.org) Kevin Carson é autor mutualista e anarquista individualista contemporâneo cuja obra escrita inclui Estudos em Ecopnomia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e  A Revolução Industrial Gestada em Casa: Manifesto de Baixo Overhead, todos livremente disponíveis online. Carson já escreveu também para publicações tais como: O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e diversos periódicos e blogs da internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.


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