Thursday, August 2, 2012

C4SS - Capitalists Criticize Obama for ... Capitalism?

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Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade Sem Estado
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
Capitalists Criticize Obama for … Capitalism?
Capitalistas Criticam Obama por ... Capitalismo?
Carson: And the Oscar goes to the Capitalist with a straight face.
Carson: E o Oscar vai para o capitalista que consegue manter a cara séria sem piscar.
Posted by Kevin Carson on Aug 1, 2012 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 1o. de agosto de 2012 em Commentary
The silliness about Obama’s “socialism” and his deficient understanding of “Americanism” just keeps coming from the Romney campaign. In a recent Romney campaign conference call, Ohio businessman Kyle Koehler came up with this howler:
As asneiras acerca do “socialismo” de Obama e do entendimento deficiente dele do “estadunidensismo” continuam a chegar da campanha de Romney. Em recente audioconferência da campanha de Romney, Kyle Koehler, homem de negócios de Ohio, saiu-se com esta preciosidade:
“It seems to me that the Obama America, there’s no risk but there’s plenty of reward. That’s called socialism to me.”
“Parece-me que, nos Estados Unidos de Obama, não há risco, mas há abundância de recompensa. Para mim, isso se chama socialismo.”
Never mind the mind-bending feat of imagination it takes to believe Obama — a man who’s arguably given big business more subsidies and monopoly protections than any president in the past century — is some sort of “socialist.”
Nem é tanto pelo prodígio alucinante de imaginação necessário para acreditar que Obama — homem que possivelmente já deu às grandes empresas mais subsídios e proteções de monopólio do que qualquer presidente do século passado — é algum tipo de “socialista.”
More importantly, what Koehler describes is the very definition of American-style corporate capitalism — as American as apple pie and Swiss bank accounts. As far as I know, it’s certainly not any kind of “Kenyan Anti-Colonialism” Kwame Nkrumah would recognize.
E sim porque o que Koehler descreve é a própria definição do capitalismo corporativo de estilo estadunidense — tão estadunidense quanto a torta de maçã e as contas em bancos suíços. Tanto quanto eu saiba, certamente não é qualquer tipo de “anticolonialismo queniano” que Kwame Nkrumah reconhecesse.
Think about it. Just consider, one at a time, the major industries in the American — and global — corporate economy.
Pensem nisso. Considerem só, uma a uma, as principais indústrias na economia corporativa estadunidense — e global.
Software, entertainment, biotech and pharma are the dominant players in the global economy, all of them heavily dependent on draconian “intellectual property” law — law which the Obama administration, and particularly Joe Biden, have obsessively fixated on strengthening — as their main source of profit. Biotech and pharma, in particular, are dependent on large-scale subsidies to R&D.
Software, entretenimento, biotec e farma são os atores principais na economia global, todas essas áreas fortemente dependentes da draconiana legislação de “propriedade intelectual” — legislação que a administração Obama, e particularmente Joe Biden, têm decidido obsessivamente robustecer — como fonte principal de lucro. Biotec e farma, em particular, são dependentes de subsídios de larga escala para pesquisa e desenvolvimento.
Agribusiness is dependent not only on massive domestic subsidies in the U.S. (can you think of an easier real estate investment than owning land you get paid to not grow stuff on?), but on large-scale foreign intervention by the U.S. government. This intervention takes the direct form of a century of gunboat diplomacy and filibustering to make the world safe for landed oligarchs. It takes both the direct form of neoliberal trade policy and the indirect form of World Bank and IMF policy aimed at coercing Third World countries into “export-oriented development” (i.e. helping states transfer land from the people who work it to the landed oligarchs who collect rent on it, so they can collude with transnational agribusiness in producing cash crops for export).
O agronegócio é dependente não apenas de maciços subsídios domésticos nos Estados Unidos (será que vocês conseguem imaginar um investimento imobiliário mais tranquilo do que possuir terra e ser pago para não cultivar nada nela?), mas também de intervenção em larga escala no estrangeiro pelo governo dos Estados Unidos. Intervenção que toma a forma direta de um século de diplomacia de canhoeiras e obstrucionismo parlamentar para tornar o mundo seguro para oligarcas fundiários. Toma tanto a forma direta de política comercial neoliberal quanto a forma indireta de política do Banco Mundial e do FMI assestada para coagir países do Terceiro Mundo a “desenvolvimento voltado para exportação” (isto é, ajudar estados a transferir terra das pessoas que a cultivam para os oligarcas fundiários que coletam rentismo dela, a fim de que eles possam conspirar com agronegócios transnacionais a produção de cultivo voltado para rendimento, para exportação).
The modern electronics industry, and a major portion of other forms of manufacturing as well, were originally offshoots of the military economy. By far the majority of electronics R&D during and after WWII, through the 1960s, was funded with “Defense” Department money. Microminiaturized electronics were introduced almost entirely in the original context of military technology. Electronics in particular and industrial technology in general are heavily dependent on patent law. And the military economy, with its hundreds of billions of dollars spent on procurement, absorbs a considerable portion of total idle capacity in the industrial economy.
A moderna indústria eletrônica, e também uma porção maior de outras formas de manufatura, foram originalmente rebentos da economia militar. De longe, a maioria da pesquisa e desenvolvimento da eletrônica depois da Segunda Guerra Mundial, ao longo dos anos 1960, foi financiada com dinheiro do Departamento de “Defesa.” A eletrônica microminiaturizada originou-se quase inteiramente no contexto original da tecnologia militar. A eletrônica em particular e a tecnologia industrial em geral dependem fortemente da legislação de patentes. E a economia militar, com suas centenas de milhões de dólares gastas em aprovisionamento, absorve considerável porção da capacidade ociosa total da economia industrial.
Offshoring, in which actual manufacturing is carried out by independent sweatshops in Third World countries but the goods are sold under American trademarks, depends heavily on American muscle to enforce “intellectual property.” But it also depends on large-scale subsidies to the actual transportation and utility infrastructure without which profitably offshoring production would be impossible. Such infrastructure funding was the main purpose of foreign aid and World Bank loans in the postwar decades.
O offshoring, no qual a fabricação real é realizada por instalações independentes de exploração do trabalho em condições vis, sendo porém os bens produzidos vendidos sob marcas registradas estadunidenses, depende fortemente do poderio estadunidense para fazer valer a “propriedade intelectual.” Depende também, contudo, de subsídios de larga escala para o transporte concreto e para a infraestrutura de serviços públicos sem os quais produção offshore lucrativa seria impossível. Tal financiamento da infraestrutura foi o principal objetivo da ajuda a outros países e de empréstimos do Banco Mundial nas décadas posteriores à guerra.
Every major industry is characterized by an oligopoly, in which most of the market is controlled by a handful of producers. Prices in such markets tend to be sticky, following a punctuated equilbrium of brief price wars followed by long periods of administered prices and tacit collusion via the price leader system. In industries where this oligopoly structure exists, it probably adds a 20% markup to the retail price of goods. And it exists in large part because of regulatory cartels — including the pooling and exchange of patents — enforced by the state.
Toda grande área industrial é caracterizada por um oligopólio, onde a maior parte do mercado é controlado por um punhado de produtores. Os preços, nesses mercados, tendem a ser inelásticos, seguindo um equilíbrio intermitente de breves guerras de preços seguidas de longos períodos de preços administrados e conluio tácito por meio do sistema de líderes de fixação de preços. Nas indústrias em que existe essa estrutura de oligopólio, ela provavelmente acrescenta sobrepreço de 20% ao preço de varejo dos bens. E existe em grande parte por causa de cartéis regulamentadores — inclusive consórcio e intercâmbio de patentes — feitos valer pelo estado.
If this is all “socialism,” it’s the kind of “socialism” mocked by Noam Chomsky as “socialism for the rich and free enterprise for the rest of us” — in which the state “socializes” risk and cost to the taxpayers, while “privatizing” profit to big business.
Se isso tudo é “socialismo,” é aquele tipo de “socialismo” objeto do escárnio de Noam Chomsky como “socialismo para os ricos e livre empresa para o restante de nós” — no qual o estado “socializa” risco e custo para os contribuintes, ao mesmo tempo em que “privatiza” o lucro para as grandes empresas.
Any American capitalist who complains — with a straight face — about “no risk” and “plenty of reward” for business, deserves an Oscar.
Qualquer capitalista estadunidense que reclame — de cara séria — da “inexistência de risco” e “abundante recompensa” para as empresas, merece um Oscar.
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é integrante sênior do Centro por uma Sociedade sem Estado  (c4ss.org) e titular da Cadeira Karl Hess do Centro.  É anarquista mutualista e individualista cuja obra escrita inclui Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective e A Revolução Industrial Gestada em Casa:  Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade  e diversos periódicos e blogs na internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.


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