Saturday, July 7, 2012

C4SS - Power Doesn’t Just Attract Mean and Stupid People — It Makes Them That Way

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Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade Sem Estado
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
Power Doesn’t Just Attract Mean and Stupid People — It Makes Them That Way
O Poder Não Apenas Atrai Pessoas Mesquinhas e Estúpidas — Ele As Torna Assim
Carson: Hierarchy as sociopathy's Typhoid Mary [*].
Carson: A hierarquia como a Maria Tifóide da sociopatia [*].
[*] Wikipedia, Typhoid Mary
[*] Wikipédia, Mary Mallon
Posted by Kevin Carson on July 2, 2012 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 2 de julho de 2012 em Commentary
In “Empire of the Rising Scum,” Robert Shea observed that, regardless of their ostensible mission, hierarchical institutions tend to be headed by people whose primary skills are careerist climbing and bureaucratic in-fighting. As I’ve said before, you simply cannot become a President of the United States, or a Fortune 500 CEO, unless there’s something fundamentally wrong with you. The same is true of the intellectual capacity of those who manage to advance upward within hierarchies. Being a team player, engaging in groupthink, demonstrating an ability to shut off critical thinking when evaluating the communications of a superior — these are qualities that authoritarian institutions select for.
Em “Império da Escória Nascente,” Robert Shea observou que, independentemente de sua missão pretensa, as instituições hierárquicas tendem a ser chefiadas por pessoas cujas habilidades principais são a capacidade de ascensão carreirista e a capacidade de briga burocrática interna. Como eu já disse antes, uma pessoa simplesmente não consegue tornar-se Presidente dos Estados Unidos, ou Executivo Principal das 500 da Fortune, se não houver algo fundamentalmente errado com ela. O mesmo é verdade da capacidade intelectual daqueles que conseguem administrar as coisas de modo a subir dentro das hierarquias. Vestir a camisa do time, aceitar os pontos de vista do grupo acima dos pontos de vista pessoais, conseguir não exercer o pensamento crítico ao avaliar as instruções de um superior — essas são as qualidades que as instituições autoritárias buscam.
But in addition to selecting for stupidity and meanness, such institutions impress those traits even on those who didn’t previously possess them. Hierarchies are systematically stupid. No matter how intelligent the people running them are as individuals, the internal dymanics of the hierarchy make them functionally stupid. That’s because power distorts communications, rendering them incapable of conveying accurate information. The reason, as R.A. Wilson pointed out, is that nobody tells the truth to someone with a gun — or with the power to fire them, or any other kind of unaccountable and unilateral power over them. The result is one-way communication flows, the utter isolation of institutional leadership from accurate feedback about the effects of their decisions. When an individual’s perceptions are so distorted that she receives no accurate feedback on the effect of her actions on her environment, she’s mentally ill. And hierarchical institutions, likewise, are functionally psychotic.
Além, contudo, de selecionar pessoas segundo sua estupidez e pequenez de espírito, tais instituições imprimem esses traços mesmo em pessoas que anteriormente não os ostentavam. As hierarquias são sistematicamente estúpidas. Por mais inteligentes que sejam as pessoas que as administram, como indivíduos, a dinâmica interna das organizações hierárquicas as torna funcionalmente estúpidas. Isso acontece porque o poder distorce a comunicação, tornando as pessoas incapazes de transmitir informações precisas. O motivo, como apontou R.A. Wilson, é que ninguém diz a verdade a alguém que empunhe uma arma — ou a alguém com poder de demitir uma pessoa, ou com qualquer outro tipo de poder não sujeito a prestação de contas/responsabilização, e unilateral, sobre tal pessoa. O resultado é fluxos de comunicação de mão única, o completo isolamento da liderança institucional em relação a feedback preciso acerca do efeito de suas decisões. Quando as percepções de um indivíduo são tão distorcidas que ele não recebe feedback preciso acerca do efeito de suas ações sobre o ambiente, ele está mentalmente doente. E as instituições hierárquicas, acordemente, são funcionalmente psicóticas.
Authoritarian institutions tend to be governed by “best practices” and management fads based entirely on what their leadership hears from the leadership of other authoritarian institutions — people who are as clueless regarding the actual effects of these practices as they are. The reason is that the people at the tops of the pyramids — in the C-suites — communicate much more effectively with people at the tops of other pyramids than they do with those at the base of their own pyramid.
As instituições autoritárias tendem a ser governadas pelas “melhores práticas” e modismos gerenciais baseados inteiramente no que a respectiva gerência ouve das lideranças de outras instituições autoritárias — pessoas tão às cegas no tocante aos reais efeitos dessas práticas quanto ela. O motivo disso é as pessoas no topo das pirâmides — nos gabinetes da alta administração — comunicarem-se mais eficazmente com pessoas situadas no topo de outras pirâmides do que com as na base de sua própria pirâmide.
As organization theorist Kenneth Boulding said, those at the tops of hierarchies tend to live in almost completely imaginary worlds. Hierarchies are mechanisms purpose-evolved to tell naked emperors how great their clothes look.
Como disse o teórico da organização Kenneth Boulding, as pessoas nos píncaros das hierarquias tendem a viver em mundos quase completamente imaginários. As hierarquias são mecanismos desenvolvidos com o propósito de dizer a imperadores nus o quanto suas vestes são magníficas.
A similar process, based on the distorted incentive structure when one possesses unaccountable authority over others and can externalize unpleasantness on subordinates while appropriating rewards for oneself, takes place in the ethical realm as well. Many simulations of authority relationships — perhaps most notably the Stanford Prison Experiment — have shown the nasty things that happen when subjects are randomly divided into those with and without authority. People who are randomly assigned the role of guard or master, and put into a position of exercising unaccountable authority over fellow subjects assigned the roles of prisoners and slaves, quickly grow into their role. The “guards” in the Stanford Prison Experiment, given authority to impose unpleasantness and otherwise make decisions affecting others without the latter having any feedback, soon so dehumanized the “prisoners” and so enjoyed brutalizing them that the two-week experiment had to be terminated after only six days.
Processo similar, baseado na estrutura de incentivos distorcida na qual uma pessoa possui autoridade acima de prestação de contas/responsabilização sobre outras pessoas e pode externalizar desagradabilidades sobre os subordinados enquanto apropria-se de recompensas para si própria, tem lugar, igualmente, no domínio ético. Muitas simulações de relações de autoridade — talvez mais notavelmente o Experimento da Prisão de Stanford — já mostraram as coisas execráveis que acontecem quando os sujeitos do experimento são aleatoriamente divididos entre pessoas com e sem autoridade. Pessoas às quais aleatoriamente atribuído o papel de guarda ou de superior, colocadas em posição de exercer autoridade sem prestação de contas/responsabilização sobre companheiros de experimento aos quais atribuídos os papéis de prisioneiros e escravos, rapidamente se imbuem de seu papel. Os “guardas” no Experimento da Prisão de Stanford, havendo recebido autoridade para impor desagradabilidade e também para tomar decisões afetando outras pessoas sem estas últimas receberem qualquer feedback, logo de tal modo trataram de modo desumano os “prisioneiros” e de tal modo passaram a ter prazer em brutalizá-los que o experimento de duas semanas teve de ser terminado depois de apenas seis dias.
So if you wonder why your CEO has no qualms about collecting a $20 million bonus while downsizing half the workforce and increasing the workloads of everyone else, the answer is simple. On an emotional level, she’s long ago convinced herself that you aren’t even human. People in authority, in their organizational roles, tend to experience the functional equivalent of a psychotic break with reality, and to act like sociopaths toward their subordinates.
Se você fica admirado de por que o executivo de topo de sua empresa não tem qualquer escrúpulo quanto a coletar bônus de $20 milhões de dólares enquanto ao mesmo tempo demite metade da força de trabalho e aumenta a carga de trabalho de todo mundo mais, a resposta é simples. Em nível emocional, ele há muito tempo convenceu-se a si próprio de que você sequer é humano. As pessoas com autoridade, em seus papéis organizacionais, tendem a viver o equivalente funcional de uma ruptura psicótica com a realidade, e a agir como sociopatas em relação a seus subordinados.
Power over others, by its very nature, degrades those who wield it, turns them into monsters, and poisons their every relationship with their fellow human beings. There’s no “reform” that can change that, short of abolishing authority itself. And that’s what we anarchists want to do.
O poder sobre outras pessoas, por sua própria natureza, degrada aqueles que o detêm, transforma-os em monstros, e envenena toda relação com seus semelhantes seres humanos. Não há “reforma” que possa mudar isso, exceto a extinção da própria autoridade. E é isso o que nós anarquistas queremos fazer.
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é integrante sênior do Centro por uma Sociedade sem Estado  (c4ss.org) e titular da Cadeira Karl Hess do Centro.  É anarquista mutualista e individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa:  Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade  e diversos periódicos e blogs na internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.



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