Thursday, July 19, 2012

C4SS - If You Love Your Freedom, Thank a Dirty Effing Hippie

http://c4ss.org/content/10902
ENGLISH
PORTUGUÊS
Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade Sem Estado
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
If You Love Your Freedom, Thank a Dirty Effing Hippie
Se Você Ama Sua Liberdade, Agradeça a Um Desprezível Hippie Imundo
Carson: Freedom, not from the state, but from the people's willingness to defy authority.
Carson: Liberdade, não oriunda do estado, e sim da disposição das pessoas para desafiar a autoridade.
Posted by Kevin Carson on Jul 9, 2012 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 9 de julho de 2012 em Commentary
We’ve seen another “patriotic” holiday come and go, and with it the same obligatory maudlin comments from local TV news anchors about troops overseas “defending our freedom.” Just like we saw on Memorial Day, and just like we’ll see again on Veterans’ Day.
Acabamos de ver outro feriado “patriótico” vir e ir-se, e com ele os mesmos comentários piegas obrigatórios de âncoras do noticiário da TV local acerca de tropas no exterior “defendendo nossa liberdade.” Do mesmo jeito que vimos no Dia da Memória, e do mesmo jeito que veremos de novo no Dia do Veterano.
Grade AAA, prime, unadulterated, 99 and 44/100% buncombe, of course. Soldiers don’t “defend our freedom.” They serve the state and fight its wars, and the state isn’t exactly interested — the understatement of a millennium — in our freedom.
Classificação AAA, excelente, não adulterada, 99 e 44/100% bobagem, obviamente. Soldados não “defendem nossa liberdade.” Servem ao estado e lutam nas guerras dele, e o estado não está exatamente interessado — o eufemismo do milênio — em nossa liberdade.
Wars are started by states, in pursuit of their own agendas. War is simply another instrument of state policy, as Clausewitz noted 200 years ago. And the state’s policies are oriented toward serving the constellation of class interests that controls it. In case you didn’t notice, you and I don’t figure very prominently in that constellation. The Fortune 500, finance-capital and the military-industrial complex, yes. Us, no. As George Carlin put it, it’s a big club, and you and I are not in it.
As guerras são começadas por estados, na persecução de suas próprias agendas. A guerra é simplesmente outro instrumento da política do estado, como observou Clausewitz há 200 anos. E as políticas do estado estão voltadas para servir à constelação dos interesses das classes que o controlam. Caso você não tenha notado, você e eu não figuramos de maneira muito destacada nessa constelação. As 500 da Fortune, o capital financeiro e o complexo industrial-militar, sim. Nas palavras de George Carlin, é um grande clube, e você e eu não pertencemos a ele.
So the wars the U.S. government fights overseas — and the soldiers who do the actual fighting, however sincere their motives may be — are fought mainly for the freedom of Boeing, Monsanto, Cargill, Blackwater, Halliburton, Exxon-Mobil, Sony, Disney and Microsoft. And to stamp out freedom wherever in the world it may threaten the profits of those companies.
Assim, pois, as guerras que o governo dos Estados Unidos conduz no exterior — e os soldados que participam da luta na prática, por mais sinceros possam ser os motivos deles — são conduzidas principalmente em benefício da liberdade de Boeing, Monsanto, Cargill, Blackwater, Halliburton, Exxon-Mobil, Sony, Disney e Microsoft. E para esmagar a liberdade onde no mundo ela possa ameaçar os lucros dessas empresas.
If you believe freedom is something granted by states and other forms of authority, out of the goodness of their hearts, you’re sadly mistaken. And if you call yourself a “small government conservative” yet worship authority in the guise of armed and uniformed state functionaries — the very means by which the state enforces its authority — you’re delusional or worse.
Se você acredita que a liberdade é algo concedido pelos estados e outras formas de autoridade, por causa da bondade do coração delas, está lamentavelmente errado. E se você se autodenomina “conservador favorável a um estado enxuto” mas adora a autoridade na roupagem de funcionários do estado armados e de uniforme — exatamente o meio pelo qual o estado faz valer sua autoridade — você está delirando ou coisa pior.
As anarchist Rudolf Rocker argued, our freedom results, not from the state, but from the people’s willingess to defy authority and to resist its encroachments on our freedom. Far from being granted by the state and defended by its armed functionaries, our rights exist because we forced them on the state — very much against its will — from below. And we keep those rights, not because American troops kick down doors in Baghdad or drones massacre wedding parties in Afghanistan, but because ordinary people raise hell and refuse to obey the state here at home.
Como argumentou o anarquista Rudolf Rocker, nossa liberdade resulta não do estado, e sim da disposição das pessoas para desafiar a autoridade e resistir a suas invasões de nossa liberdade. Longe de concedidos pelo estado e defendidos por seus funcionários armados, nossos direitos existem porque os impusemos ao estado — muito contra a vontade dele — a partir de baixo. E mantemos esses direitos não porque as tropas estadunidenses arreiam portas a pontapé em Bagdá ou chacinam com aviões teleguiados cerimônias de casamento no Afeganistão, e sim porque as pessoas comuns reclamam com alarido e recusam-se a obedecer ao estado aqui dentro do país.
Every “patriotic” holiday, columnists and editorial page editors trot out that same tiresome column: “It’s not the protestor that gives us free speech, it’s the soldier …” That’s exactly backward. None of our wars abroad has a thing to do with defending our freedom here at home. And if the military is ever employed domestically, you can bet your bottom dollar it will be employed to suppress our freedom at gunpoint.
Em todo feriado “patriótico” colunistas e editores de páginas de editorial exibem a mesma cansativa coluna: “Não é o manifestante que nos dá a liberdade de expressão, e sim o soldado …” É exatamente o contrário. Nenhuma de nossas guerras externas tem qualquer coisa a ver com defender nossa liberdade aqui dentro do país. E se a instituição militar é alguma vez empregada domesticamente, pode apostar seu último dólar que será empregada para suprimir nossa liberdade na ponta de cano de arma.
Every single bit of freedom we have comes from the troublemakers, rabble-rousers, pariahs, the people utterly devoid of respectability — the Dirty Effing Hippies, in Nixon’s parlance — and their willingness to say things the government doesn’t want them to. Our freedom is expanded and defended by the very types of people who are spat upon — run out on a rail — by “good respectable citizens,” and tossed in jail by local cops. Our freedoms come from the people who were imprisoned by John Adams under the Sedition Act, the thousands of Wobblies who packed local jails during the Free Speech Campaign, and Breanna Manning who is tortured daily in prison for exposing the American government’s war crimes to the world.
Cada partícula da liberdade de que gozamos vem dos criadores de caso, dos instigadores, dos párias, das pessoas completamente destituídas de respeitabilidade — os Desprezíveis Hippies Imundos, nas palavras de Nixon — e da disposição delas de dizer coisas que o governo não quer que digam. Nossa liberdade é expandida e defendida exatamente pela espécie de pessoas execradas — e desmoralizadas — pelos “bons cidadãos respeitáveis,” e jogadas na prisão pelos policiais locais. Nossa liberdade vem das pessoas que foram presas por John Adams com base na Lei de Sedição, dos milhares de Trabalhadores Industriais do Mundo que atulharam as cadeias locais durante a Campanha pela Liberdade de Expressão, e por Breanna Manning que é torturado diariamente na prisão por mostrar ao mundo os crimes de guerra do governo estadunidense.
The attitude of respectable people — the very people most apt to smugly quote that “it’s not the protestor” column, in fact — toward the actual defenders of our freedom was expressed by the mayor of a Midwestern city back in the 1920s: “Any time I hear somebody talking about freedom of speech, or the bill of rights, I think, ‘That man is a God-damned Red.’ No good American talks that way.”
A atitude das pessoas respeitáveis — exatamente as pessoas mais dadas a citar presunçosamente aquela coluna do “não é o manifestante,” na verdade — em relação aos reais defensores de nossa liberdade foi expressada pelo prefeito de uma cidade do meio-oeste nos anos 1920: “Toda vez que ouço alguém falar acerca de liberdade de expressão, ou carta de direitos, penso: ‘Esse aí é um comunista consumado.’ Nenhum bom estadunidense fala desse jeito.”
So if you love your freedom, don’t thank a soldier. Thank a dirty effing hippie.
Portanto, se você ama sua liberdade, não agradeça aos soldados. Agradeça aos desprezíveis hippies imundos.
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é integrante sênior do Centro por uma Sociedade sem Estado  (c4ss.org) e titular da Cadeira Karl Hess do Centro.  É anarquista mutualista e individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária e A Revolução Industrial Gestada em Casa:  Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade  e diversos periódicos e blogs na internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.


No comments:

Post a Comment