Thursday, July 5, 2012

The Anti-Empire Report - Julian Assange

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The Anti-Empire Report
O Relatório Anti-Império
July 3rd, 2012
3 de julho de 2012
by William Blum
por William Blum
Julian Assange
Julian Assange
I'm sure most Americans are mighty proud of the fact that Julian Assange is so frightened of falling into the custody of the United States that he had to seek sanctuary in the embassy of Ecuador, a tiny and poor Third World country, without any way of knowing how it would turn out. He might be forced to be there for years. "That'll teach him to mess with the most powerful country in the world! All you other terrorists and anti-Americans out there — Take Note! When you fuck around with God's country you pay a price!"
Estou certo de que a maioria dos estadunidenses está muito orgulhosa do fato de Julian Assange estar com tanto medo de ser preso nos Estados Unidos que foi procurar refúgio na embaixada do Equador, pequenino e pobre país do Terceiro Mundo, sem ter como saber como as coisas se passarão. Ele poderá ter de ficar lá durante anos. "Isso ensinará a ele a se meter com o país mais poderoso do mundo! Todos vocês outros terroristas e antiestadunidenses mundo a fora — Tomem nota! Quando vocês agirem irresponsavelmente em relação ao país de Deus, terão um preço a pagar!"
How true. You do pay a price. Ask the people of Cuba, Vietnam, Chile, Yugoslavia, Iraq, Iran, Haiti, etc., etc., etc. And ask the people of Guantánamo, Diego Garcia, Bagram, and a dozen other torture centers to which God's country offers free transportation.
O quanto isso é verdadeiro. Você paga um preço. Pergunte ao povo de Cuba, Vietnã, Chile, Iugoslávia, Iraque, Irã, Haiti etc., etc., etc. Pergunte às pessoas de Guantánamo, Diego Garcia, Bagram, e mais uma dúzia de centros de tortura para os quais o país de Deus oferece transporte grátis.
You think with the whole world watching, the United States would not be so obvious as to torture Assange if they got hold of him? Ask Bradley Manning. At a bare minimum, prolonged solitary confinement is torture. Before too long the world may ban it. Not that that would keep God's country and other police states from using it.
Acha você que, por causa de o mundo todo estar olhando, os Estados Unidos deixariam de, escancaradamente, torturar Assange, se o pegassem? Pergunte a Bradley Manning. No mínimo, confinamento solitário prolongado é tortura. Dentro de tempo não muito longo o mundo poderá proibir esse tipo de prisão. Isso porém não impediria que o país de Deus e outros estados policiais o usassem.
You think with the whole world watching, the United States would not be so obvious as to target Assange with a drone? They've done it with American citizens. Assange is a mere Aussie.
Você acha que, por causa de o mundo todo estar olhando, os Estados Unidos deixariam de, escancaradamente, abater Assange usando um avião teleguiado? Já fizeram isso com cidadãos estadunidenses. Assange é apenas australiano.
And Ecuador and its president, Rafael Correa, will pay a price. You think with the whole world watching, the United States would not intervene in Ecuador? In Latin America, it comes very naturally for Washington. During the Cold War it was said that the United States could cause the downfall of a government south of the border ... with a frown. The dissolution of the Soviet Union didn't bring any change in that because it was never the Soviet Union per se that the United States was fighting. It was the threat of a good example of an alternative to the capitalist model.
E o Equador e seu presidente, Rafael Correa, pagarão um preço. Você acha que, por causa de o mundo todo estar olhando, os Estados Unidos não interviriam no Equador? Isso, na América Latina, é visto com muita naturalidade por Washington. Durante a Guerra Fria dizia-se que os Estados Unidos podiam causar a queda de um governo ao sul da fronteira ... só com franzir o sobrecenho. A dissolução da União Soviética não mudou isso em nada porque nunca foi contra a União Soviética, em si, que os Estados Unidos lutavam. Lutavam era contra a ameaça de um bom exemplo de alternativa ao modelo capitalista.
For example, on January 21, 2000 in Ecuador, where almost two-thirds live in poverty, a very large number of indigenous peasants rose up in desperation and marched to the capital city of Quito, where they were joined by labor unions and some junior military officers (most members of the army being of indigenous stock). This coalition presented a list of economic demands, seized the Congress and Supreme Court buildings, and forced the president to resign. He was replaced by a junta from the ranks of the new coalition. The Clinton administration was alarmed. Besides North American knee-reflex hostility to anything that look or smells like a leftist revolution, Washington had big plans for a large military base in Manta (later closed by Correa). And Colombia — already plagued by leftist movements — was next door.
Por exemplo, em 21 de janeiro de 2000, no Equador, onde quase dois terços da população vivem na pobreza, número muito grande de camponeses indígenas levantou-se em desespero e marchou para a capital, Quito, onde a ele se juntaram sindicatos de trabalhadores e alguns militares de baixa patente (em sua maioria membros do exército de ascendência indígena). Essa coalizão apresentou uma lista de exigências econômicas, tomou os edifícios do Congresso e do Supremo Tribunal, e forçou o presidente a renunciar. Este foi substituído por uma junta formada por membros da nova coalizão. A administração Clinton ficou alarmada. Além da reação reflexa estadunidense diante de qualquer coisa que se assemelhe ou cheire a revolução esquerdista, Washington tinha grandes planos de uma grande base militar em Manta (posteriormente fechada por Correa). E a Colômbia — já eivada de movimentos esquerdistas — era vizinha.
The US quickly stepped in to educate the Ecuadorean coalition leaders as to the facts of Western Hemispheric imperial life. The American embassy in Quito ... Peter Romero, Assistant Secretary of State for Latin America and Western Hemispheric Affairs ... Sandy Berger, National Security Adviser to President Clinton ... Undersecretary of State Thomas Pickering ... all made phone calls to Ecuadorian officials to threaten a cutoff in aid and other support, warning that "Ecuador will find itself isolated", informing them that the United States would never recognize any new government the coalition might set up, there would be no peace in Ecuador unless the military backed the vice president as the new leader, and the vice president must continue to pursue neoliberal "reforms", the kind of IMF structural adjustment policies which had played a major role in inciting the uprising in the first place.
Os Estados Unidos rapidamente intervieram para ensinar aos líderes da coalizão equatoriana os fatos da vida imperial do Hemisfério Ocidental. A embaixada estadunidense em Quito ... Peter Romero, Secretário Assistente de Estado para Assuntos de América Latina e Hemisfério Ocidental ... Sandy Berger, Assessor de Segurança Nacional do Presidente Clinton ... Subsecretário de Estado Thomas Pickering ... todos fizeram ligações telefônicas para autoridades equatorianas para ameaçar corte de ajuda e de outras formas de apoio, advertindo que "O Equador ver-se-á isolado", informando-as de que os Estados Unidos nunca reconheceriam qualquer novo governo que a coalizão viesse a estabelecer, e não haveria paz no Equador a menos a instituição militar apoiasse o vice-presidente como novo líder, e o vice-presidente continuasse a perseguir "reformas" neoliberais, das do tipo do ajuste estrutural do FMI que, para começo de conversa, havia desempenhado papel importante na instigação do levante.
Within hours the heads of the Ecuadorian army, navy and air force declared their support for the vice president. The leaders of the uprising fled into hiding. And that was the end of the Ecuadorian revolution of the year 2000.1
Dentro de horas os chefes do exército, da marinha e da força aérea equatorianos declararam seu apoio ao vice-presidente. Os líderes do levante fugiram, escondendo-se. E esse foi o fim da revolução equatoriana do ano 2000.1
Rafael Correa was first elected in 2006 with a 58% majority, and reelected in 2009 with a 55% majority; his current term runs until August 2013. The American mainstream media has been increasingly critical of him. The following letter sent in January to the Washington Post by the Ecuadoran ambassador to the United States is an attempt to clarify one of the issues.
Rafael Correa foi eleito pela primeira vez em 2006 com maioria de 58%, e reeleito em 2009 com maioria de 55%; seu mandato atual vai até agosto de 2013. A mídia majoritária estadunidense tem sido cada vez mais crítica em relação a ele. A carta a seguir, enviada em janeiro ao Washington Post pela embaixadora equatoriana nos Estados Unidos, é uma tentativa de esclarecer uma das questões.
Letter to the Editor:
Carta ao Editor:
We were offended by the Jan. 12 editorial "Ecuador's bully," which focused on a lawsuit brought by our president, Rafael Correa, after a newspaper claimed that he was guilty of ordering troops to fire on innocent citizens during a failed coup in 2010. The president asked the publishers to release their evidence or a retraction. When they refused, he sued, as any citizen should do when recklessly wronged.
Ficamos ofendidos pelo editorial de 12 de janeiro,  "O intimidador do Equador," o qual trata de processo movido por nosso presidente, Rafael Correa, depois de um jornal ter afirmado ser ele culpado de ordenar que tropas disparassem contra cidadãos inocentes durante um golpe fracassado em 2010. O presidente pediu aos publicadores que divulgassem evidência ou se retratassem. Quando eles se recusaram, ele entrou com ação, como qualquer cidadão deveria fazer quando tratado inconsequentemente de modo injusto.
No journalist has gone to prison or paid a significant fine in the five years of the Correa presidency. Media criticism — fair and unfair, sometimes with malice — of the government appears every day. The case involving the newspaper is on appeal. When the judicial process ends, the president has said, he will waive some or all of the penalties provided he gets a retraction. That is a common solution to libel and slander cases in the United States, I believe.
Durante os cinco anos da presidência da Correa, nenhum jornalista foi para a prisão ou pagou multa significativa. Críticas da mídia ao governo — justas e injustas, por vezes maliciosas — são publicadas todos os dias. O caso envolvendo o jornal está em fase de apelação. Quando o processo judicial terminar, disse o presidente, ele abrirá mão de parte ou de todas as penalidades desde que obtenha retratação. Essa é uma solução comum para casos de calúnia e difamação nos Estados Unidos, acredito eu.
Your writer uses obnoxious phrases such as "banana republic," but here is the reality of today's Ecuador: a highly popular, stable and progressive democracy for the first time in decades.
O autor usa frases obnóxias tais como "república de banana," mas eis aqui a realidade do Equador de hoje: democracia altamente popular, estável e progressista, pela primeira vez em décadas.
Nathalie Cely, Washington
Nathalie Cely, Washington
Notes
Notas
1. Washington Post, January 23, 2000, p.1; "The coup in Ecuador: a grim warning", World Socialist Web Site, February 2, 2000; Z Magazine (Massachusetts), February 2001, pp.36-7
1. Washington Post, 23 de janeiro de 2000, p.1; "O golpe no Equador: séria advertência", Web Site Socialista Mundial, 2 de fevereiro de 2000; Revista Z (Massachusetts), fevereiro de 2001, págs.36-7
http://www.foreignpolicyjournal.com/writers/
William Blum left the State Department in 1967, abandoning his aspiration of becoming a Foreign Service Officer, because of his opposition to what the United States was doing in Vietnam. He then became one of the founders and editors of the Washington Free Press Mr.  Blum has been a freelance journalist in the United States, Europe, and South America and was one of the recipients   of Project Censored’s awards for “exemplary journalism” in 1999. He is the author of numerous books, including: 
Freeing the World to Death: essays on the American EmpireKilling Hope: U.S. Military and C.I.A. Interventions Since World War II, and Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower. Mr. Blum writes a free monthly newsletter, the Anti-Empire Report, which you may subscribe to by contacting him at via e-mail. Visit his website at: www.killinghope.org. Contact him at: bblum@aol.com. Read articles by William Blum.
http://www.foreignpolicyjournal.com/writers/
William Blum deixou o Departamento de Estado em 1967, abandonando sua aspiração   de tornar-se Autoridade de Serviço Exterior por causa de sua oposição ao que os Estados Unidos estavam fazendo no Vietnã. Tornou-se então um dos fundadores e editores do Imprensa Livre de Washington. O Sr. Blum atuado como jornalista autônomo em Estados Unidos, Europa e América do Sul e foi um dos recebedores dos prêmios de Projetos Censurados de “jornalismo exemplar” em 1999. É autor de numerosos livros, incluindo: A Libertação do Mundo para a Morte: ensaios acerca do Império EstadunidenseAssassínio da Esperança: Intervenções da Instituição Militar dos Estados Unidos e da C.I.A. desde a Segunda Guerra Mundial, e Estado Sem Escrúpulos: Guia Referente à Única Superpotência do Mundo. O Sr. Blum escreve um boletim mensal grátis, o Relatório Anti-Império, que você pode subscrever entrando em contato com ele via email. Visite o website dele em: www.killinghope.org. Entre em contato com ele via: bblum@aol.com. Leia artigos de William Blum
William Blum is the author of:
William Blum é autor de:
- Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War 2
- A Morte da Esperança: A Instituição Militar dos Estados Unidos e as Intervenções da CIA Desde a Segunda Guerra Mundial
- Rogue State: A Guide to the World's Only Superpower
- Estado Sem Escrúpulos: Guia Para a Única Superpotência do Mundo
- West-Bloc Dissident: A Cold War Memoir
- Dissidente do Bloco Ocidental: Uma Memória da Guerra Fria
Freeing the World to Death: Essays on the American Empire
- Libertação do Mundo para a Morte: Ensaios Acerca do Império Estadunidense
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Porções dos livros podem ser lidas, e comprados exemplares assinados, em www.killinghope.org
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