Tuesday, July 17, 2012

The Anti-Empire Report - Barack Obama, his mother, and the CIA

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The Anti-Empire Report
O Relatório Anti-Império
July 3rd, 2012
3 de julho de 2012
by William Blum
por William Blum
Barack Obama, his mother, and the CIA
Barack Obama, a mãe dele, e a CIA
In his autobiography, Dreams From My Fathers, Barack Obama writes of taking a job at some point after graduating from Columbia University in 1983. He describes his employer as "a consulting house to multinational corporations" in New York City, and his functions as a "research assistant" and "financial writer".
Em sua autobiografia, Sonhos de Meus Pais, Barack Obama escreve acerca de um emprego que arranjou a certa altura depois de formar-se na Universidade de Colúmbia em 1983. Descreve a empregadora dele como "firma de consultoria para corporações multinacionais" em New York City, e as funções dele como "assistente de pesquisa" e "escritor financeiro".
Oddly, Obama doesn't mention the name of his employer. However, a New York Times story of October 30, 2007 identifies the company as Business International Corporation. Equally odd is that the Times did not remind its readers that the newspaper itself had disclosed in 1977 that Business International had provided cover for four CIA employees in various countries between 1955 and 1960.10
Estranhamente Obama não menciona o nome de sua empregadora. Entretanto, um artigo de 30 de outubro de 2007 do New York Times identifica a empresa como Business International Corporation [Corporação Internacional de Negócios]. Igualmente estranho é o Times não lembrar seus leitores de o próprio jornal ter revelado, em 1977, que a Business International havia servido de fachada para quatro empregados da CIA em diversos países entre 1955 e 1960.10
The British journal, Lobster — which, despite its incongruous name, is a venerable international publication on intelligence matters — has reported that Business International was active in the 1980s promoting the candidacy of Washington-favored candidates in Australia and Fiji.11 In 1987, the CIA overthrew the Fiji government after but one month in office because of its policy of maintaining the island as a nuclear-free zone, meaning that American nuclear-powered or nuclear-weapons-carrying ships could not make port calls.12 After the Fiji coup, the candidate supported by Business International, who was much more amenable to Washington's nuclear desires, was reinstated to power — R.S.K. Mara was Prime Minister or President of Fiji from 1970 to 2000, except for the one-month break in 1987.
A revista britânica Lobster [Lagosta] — que, a despeito de seu nome incongruente, é publicação internacional venerável em assuntos de inteligência — informou que a Business International foi ativa, nos anos 1980, em promover a candidatura de canditados, na Austrália e em Fiji, que contavam com as boas graças de Washington.11 Em 1987, a CIA derrubou o governo de Fiji um mês apenas depois da posse por causa da política dele de manter a ilha como zona não nuclear, significando que navios atômicos ou carregando armas atômicas não poderiam fazer paradas ali.12 Depois do golpe em Fiji, o candidato apoiado pela Business International, muito mais afável em relação aos desejos nucleares de Washington, foi reconduzido ao poder — R.S.K. Mara foi Primeiro-Ministro ou Presidente de Fiji de 1970 a 2000, exceto durante um mês em 1987.
In his book, not only doesn't Obama mention his employer's name; he fails to say exactly when he worked there, or why he left the job. There may well be no significance to these omissions, but inasmuch as Business International has a long association with the world of intelligence, covert actions, and attempts to penetrate the radical left — including Students for a Democratic Society (SDS)13 — it's reasonable to wonder if the inscrutable Mr. Obama is concealing something about his own association with this world.
Em seu livro, Obama não apenas não menciona o nome de sua empregadora; não consegue dizer quando exatamente trabalhou ali, ou por que deixou o emprego. Essas omissões podem ser desimportantes mas, na medida em que a Business International tem longa associação com o mundo da inteligência, ações encobertas e tentativas de penetrar na esquerda radical — inclusive na Estudantes por uma Sociedade Democrática (SDS)13 — é razoável perguntar se o inescrutável Sr. Obama não estará ocultando algo acerca de sua associação com referido mundo.
Adding to the wonder is the fact that his mother, Ann Dunham, had been associated during the 1970s and 80s — as employee, consultant, grantee, or student — with at least five organizations with intimate CIA connections during the Cold War: The Ford Foundation, Agency for International Development (AID), the Asia Foundation, Development Alternatives, Inc., and the East-West Center of Hawaii.14 Much of this time she worked as an anthropologist in Indonesia and Hawaii, being in good position to gather intelligence about local communities.
A questão torna-se mais instigante diante do fato de a mãe dele, Ann Dunham, ter tido vínculos, durante os anos 1970 e 1980 — como empregada, consultora, bolsista ou estudante — com pelo menos cinco organizações com íntimas conexões com a CIA durante a Guerra Fria: A Fundação Ford, a Agência de Desenvolvimento Internacional (AID), a Fundação Ásia, a Alternativas de Desenvolvimento, Inc, e o Centro Oriente-Ocidente do Havaí.14 Durante grande parte desse tempo ela trabalhou como antropóloga na Indonésia e no Havaí, estando em boa posição para coletar inteligência acerca de comunidades locais.
As one example of the CIA connections of these organizations, consider the disclosure by John Gilligan, Director of AID during the Carter administration (1977-81). "At one time, many AID field offices were infiltrated from top to bottom with CIA people. The idea was to plant operatives in every kind of activity we had overseas, government, volunteer, religious, every kind."15 And Development Alternatives, Inc. is the organization for whom Alan Gross was working when arrested in Cuba and charged with being part of the ongoing American operation to destabilize the Cuban government.
Como exemplo das conexões da CIA com citadas organizações, vejam a revelação feita por John Gilligan, Diretor da AID na administração Carter (1977-81). "A certa altura, muitos escritórios locais da AID foram infiltrados de alto a baixo por gente da CIA. A ideia era plantar agentes em todo tipo de atividade que desenvolvíamos no exterior, no governo, voluntárias, religiosas, de todo tipo."15 E a Alternativas de Desenvolvimento, Inc é a organização para a qual Alan Gross estava trabalhando quando preso em Cuba e acusado de fazer parte da operação estadunidense permanente de desestabilização do governo cubano.
Notes
Notas
10. New York Times, December 27, 1977, p.40
10. New York Times, 27 de dezenbro de 1977, p.40
11. Lobster magazine, Hull, UK, #14, November 1987
11. Revista Lobster, Hull, UK, #14, novembro de 1987
12. Rogue State, op. cit., pp.199-200
12. Estado sem Escrúpulos, op. cit., pp.199-200
13. Carl Oglesby, Ravens in the Storm: A Personal History of the 1960s Antiwar Movement (2008), passim
13. Carl Oglesby, Corvos no Temporal: História Pessoal do Movimento Contrário à Guerra dos anos 1960 (2008), passim
15. George Cotter, "Spies, strings and missionaries", The Christian Century (Chicago), March 25, 1981, p.321
15. George Cotter, "Espiões, redes e missionários", O Século Cristão (Chicago), 25 de março de 1981, p.321
http://www.foreignpolicyjournal.com/writers/
William Blum left the State Department in 1967, abandoning his aspiration of becoming a Foreign Service Officer, because of his opposition to what the United States was doing in Vietnam. He then became one of the founders and editors of the Washington Free Press Mr.  Blum has been a freelance journalist in the United States, Europe, and South America and was one of the recipients   of Project Censored’s awards for “exemplary journalism” in 1999. He is the author of numerous books, including: 
Freeing the World to Death: essays on the American EmpireKilling Hope: U.S. Military and C.I.A. Interventions Since World War II, and Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower. Mr. Blum writes a free monthly newsletter, the Anti-Empire Report, which you may subscribe to by contacting him at via e-mail. Visit his website at: www.killinghope.org. Contact him at: bblum@aol.com. Read articles by William Blum.
http://www.foreignpolicyjournal.com/writers/
William Blum deixou o Departamento de Estado em 1967, abandonando sua aspiração   de tornar-se Autoridade de Serviço Exterior por causa de sua oposição ao que os Estados Unidos estavam fazendo no Vietnã. Tornou-se então um dos fundadores e editores do Imprensa Livre de Washington. O Sr. Blum atuado como jornalista autônomo em Estados Unidos, Europa e América do Sul e foi um dos recebedores dos prêmios de Projetos Censurados de “jornalismo exemplar” em 1999. É autor de numerosos livros, incluindo: A Libertação do Mundo para a Morte: ensaios acerca do Império EstadunidenseAssassínio da Esperança: Intervenções da Instituição Militar dos Estados Unidos e da C.I.A. desde a Segunda Guerra Mundial, e Estado Sem Escrúpulos: Guia Referente à Única Superpotência do Mundo. O Sr. Blum escreve um boletim mensal grátis, o Relatório Anti-Império, que você pode subscrever entrando em contato com ele via email. Visite o website dele em: www.killinghope.org. Entre em contato com ele via: bblum@aol.com. Leia artigos de William Blum
William Blum is the author of:
William Blum é autor de:
- Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War 2
- A Morte da Esperança: A Instituição Militar dos Estados Unidos e as Intervenções da CIA Desde a Segunda Guerra Mundial
- Rogue State: A Guide to the World's Only Superpower
- Estado Sem Escrúpulos: Guia Para a Única Superpotência do Mundo
- West-Bloc Dissident: A Cold War Memoir
- Dissidente do Bloco Ocidental: Uma Memória da Guerra Fria
Freeing the World to Death: Essays on the American Empire
- Libertação do Mundo para a Morte: Ensaios Acerca do Império Estadunidense
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