Monday, July 23, 2012

Americas South and North - The La Cantuta Massacre in Peru / A Setback to Justice in Peru

http://americasouthandnorth.wordpress.com/2012/03/22/the-ongoing-prosecution-of-war-criminals-in-guatemala/
A Look at History and Issues from Tierra del Fuego to the Arctic.
Olhar Voltado para História e Questões da Terra do Fogo ao Ártico.
On This Date in Latin America – July 18, 1992: The La Cantuta Massacre in Peru
Nesta Data na América Latina – 18 de julho de 1992: O Massacre de La Cantuta no Peru
July 18, 2012
18 de julho de 2012
Twenty years ago today, the La Cantuta massacre in Peru occurred, when a military death squad operating under the administration of Alberto Fujimori kidnapped, murdered, and “disappeared” the bodies of one university professor and nine university students. The context of the state-sponsored terrorism and murders of the ten people had its roots in two processes: on the one hand, the rise of the Sendero Luminoso, or “Shining Path,” guerrilla movement, and on the other hand, the administration of President Alberto Fujimori, which began in 1990.
Nesta data, há vinte anos, ocorreu o massacre de La Cantuta no Peru, quando um esquadrão da morte militar, na administração de Alberto Fujimori, sequestrou, assassinou e “desapareceu” com os corpos de um professor da universidade e nove estudantes universitários. O contexto do terrorismo patrocinado pelo estado e do assassínio de dez pessoas teve suas raízes em dois processos: de um lado, a ascensão do Sendero Luminoso, ou “Vereda Resplendente,” movimento guerrilheiro, e de outro a administração do Presidente Alberto Fujimori, que começou em 1990.
The Shining Path, a Maoist group that declared war on “imperialism” and “bourgeois” democracy in Peru, emerged in the early 1980s, as the country transitioned from a military government that had ruled since 1968. Throughout the 1980s, members of the Shining Path, who at most numbered several thousand in a country of 17 million people, increasingly targeted mayors, teachers, police officers, and other public servants, proclaiming revolutionary violence that would lead to cultural revolution and a dictatorship of the bourgeoisie, according to Shining Path leaders. By 1985, over 5,000 people had died, and the government responded by using military force to kill anybody suspected not only of being a member of the Shining Path, but even of aiding the Shining Path, leading to the murder of thousands of people, especially poor peasants whom the Shining Path claimed to fight for but who often had no direct ties to either the guerrillas nor to the government. Consequently, by the end of the 1980s, over 10,000 people were already dead, and Peru was effectively in a state of civil war, with peasant populations often caught in the middle.
O Vereda Resplendente, grupo maoísta que declarou guerra ao “imperialismo” e à democracia “burguesa” no Peru, surgiu no início dos anos 1980, quando o país efetuava transição de um governo militar que havia governado desde 1968. Ao longo dos anos 1980, membros do Vereda Resplendente, que eram no máximo alguns milhares num país de 17 milhões de pessoas, visavam cada vez mais prefeitos, professores, policiais e outros funcionários públicos, proclamando violência revolucionária que levaria a revolução cultural e a uma ditadura da burguesia, de acordo os líderes do Vereda Resplendente. Em 1985, mais de 5.000 pessoas haviam morrido, e o governo reagiu mediante uso de força militar para matar qualquer pessoa suspeita não apenas de ser membro do Vereda Resplendente, mas até de ajudar o Vereda Resplendente, levando ao assassínio de milhares de pessoas, especialmente camponeses pobres pelos quais o Vereda Resplendente dizia lutar mas que amiúde não tinham vínculos diretos nem com os guerrilheiros nem com o governo. Em decorrência, ao final dos anos 1980, mais de 10.000 pessoas já haviam morrido, e o Peru encontrava-se na prática em estado de guerra civil, com populações camponesas amiúde apanhadas no meio.
In this context, Peru elected neoliberal Alberto Fujimori to the presidency in 1990. Fujimori had campaigned on a platform of change, pledging a new style of government and appealing to the poor. Upon taking office, however, Fujimori intensified the fight against the Shining Path. He increased the number of troops engaged in combat in several regions, and even legalized and armed peasant self-defense groups known as Rondas. Fujimori also secretly created the Grupo Colina, an anti-communist paramilitary death squad made up of members of the military, to go after anybody the government believed was tied to the Shining Path. Fujimori’s moves did not go unopposed, though. Fujimori felt Congress, which the opposition parties controlled, was hampering his ability to implement neoliberal reforms and combat the guerrillas; as a result, in April of 1992, he carried out an autogolpe (“self-coup”) with the support of the military, shutting down Congress, removing judges who opposed him, and even suspending the constitution. Although the move led to international opposition to the Fujimori government, an overwhelming number of Peruvians supported the autogolpe, and Fujimori claimed this support provided a mandate for his programs.
Nesse contexto, o Peru elegeu o neoliberal Alberto Fujimori para a presidência em 1990. Fujimori havia feito campanha numa plataforma de mudança, prometendo novo estilo de governo e apelando aos pobres. Ao tomar posse, entretanto, Fujimori intensificou o combate ao Vereda Resplendente. Aumentou o número de soldados engajados em combate em diversas regiões, e até legalizou e armou grupos de autodefesa de camponeses conhecidos como Rondas. Fujimori também criou secretamente o Grupo Colina, esquadrão da morte paramilitar anticomunista, para ir no encalço de qualquer pessoa que o governo acreditasse estar ligada ao Vereda Resplendente. As providências de Fujimori, porém, não ficaram sem oposição. Fujimori entendeu que o Congresso, que os partidos de oposição controlavam, estava tolhendo sua capacidade de implementar reformas neoliberais e combater os guerrilheiros; em decorrência, em abril de 1992, deu um autogolpe com a ajuda dos militares, fechando o Congresso, removendo juízes que se opunham a ele, e até suspendendo a constituição. Embora a manobra tenha levado a oposição internacional ao governo Fujimori, esmagadoira maioria de peruanos apoiou o autogolpe, e Fujimori alegou que esse apoio equivalia a aprovação de seus programas pelo povo.
Unfortunately, this widespread support also led the Fujimori administration to intensify its violations of human rights against anybody it suspected of even having the slightest affiliation with the Shining Path. Certainly, Peruvian governments had been involved in such violations since the 1980s, when it “disappeared” over a thousand people it claimed (often with no evidence) were guerrillas. However, under Fujimori, these attacks only intensified. Even before the autogolpe, in November 1991, a death squad from Peru’s army murdered fifteen people, including an 8-year-old child, who it claimed it thought were members of the Shining Path but were in fact just people celebrating a party in what came to be known as the Barrios Altos massacre. After the autogolpe, Fujimori, with a generally-unquestioning population supportive of his every actions, only intensified such attacks. While the Shining Path was a very real threat to Peruvian peace, having killed roughly 20,000 people by 1992, Fujimori’s approach at suppression often failed to distinguish between actual guerrillas and those who simply questioned some of the government’s policies. Indeed, the government categorized any opponents as “terrorists” without any distinction between actual guerrillas and mere critics. Thus, as Jo-Marie Burt has argued, the Fujimori government created an “ideological construct used to justify the criminalization of dissent and
opposition activity and which left the individual so categorized devoid of rights and guarantees.”[1]
Infelizmente, esse amplo apoio levou a administração Fujimori a intensificar suas violações de direitos humanos contra qualquer pessoa de quem ela suspeitasse manter até mesmo a mais tênue vinculação ao Vereda Resplendente. Certamente, os governos peruanos haviam estado envolvidos em tais violações desde os anos 1980, fazendo “desaparecer” mais de mil pessoas que, segundo eles (amiúde sem qualquer evidência), eram guerrilheiros. Entretanto, no governo de Fujimori, esses ataques só se intensificaram. Mesmo depois do autogolpe, em novembro de 1991, um esquadrão da morte do exército do Peru assassinou quinze pessoas, inclusive uma criança de 8 anos de idade, as quais, segundo ele, eram membros do Vereda Resplendente mas que eram, na verdade, apenas pessoas que haviam feito uma festa, no que veio a ser conhecido como o Massacre de Barrios Altos. Depois do autogolpe, Fujimori, com uma população geralmente não questionadora apoiadora de todas as suas ações, só intensificou tais ataques. Embora o Vereda Resplendente fosse ameaça muito real à paz peruana, havendo matado em torno de 20.000 pessoas até 1992, a abordagem de Fujimori da repressão amiúde deixava de distinguir entre guerrilheiros reais e aqueles que simplesmente questionavam algumas das políticas do governo. Na verdade, o governo categorizava quaisquer oponentes como “terroristas” sem qualquer distinção entre guerrilheiros reais e meros críticos. Assim, como argumentou Jo-Marie Burt, o governo Fujimori criou um “construto ideológico usado para justificar a criminalização de atividades de dissidência e oposição, deixando o indivíduo nele enquadrado destituído de direitos e garantias.”[1]
It was in this context that the Massacre at La Cantuta took place in July 1992. The military had begun to occupy the Universidad Nacional de Educación Enrique Guzmán y Valle (National University of Education Enrique Guzmán y Valle), popularly know as “La Cantuta,” in the early 1990s after reports of the Sendero Luminoso’s popularity and presence on the campus. La Cantuta was located on the outskirts of Lima, and the fact that many students at La Cantuta were poorer and often of a darker complexion only fueled stereotypes that connected the guerrilla movement to Peru’s poorer population (in spite of the fact that the Shining Path often targeted peasant communities themselves). Two days after the Shining Path exploded two car bombs in Lima in the largest bombing attack during Peru’s civil war, killing 25 and wounding upwards of 200, the military, under Fujimori’s orders, intensified its persecution of anybody it believed was a vaguely-defined “terrorist.”
Nesse contexto foi que teve lugar o Massacre em La Cantuta em julho de 1992. Os militares haviam começado a ocupar a Universidad Nacional de Educación Enrique Guzmán y Valle (Universidade Nacional de Educação Enrique Guzmán y Valle), conhecida popularmente por “La Cantuta,” no início dos anos 1990, depois de notícias da popularidade e da presença do Sendero Luminoso no campus. La Cantuta ficava localizada nos subúrbios de Lima, e o fato de muitos estudantes de La Cantuta serem pobres e amiúde de pele mais escura só alimentou estereótipos que vinculavam o movimento de guerrilha com a população mais pobre do Peru (a despeito do fato de o Vereda Resplendente amiúde ele próprio visar comunidades camponesas). Dois dias depois de o Vereda Resplendente ter explodido dois carros-bombas em Lima no maior ataque de bomba durante a guerra civil do Peru, matando 25 pessoas e ferindo mais de 200, os militares, por ordem de Fujimori, intensificaram sua perseguição a qualquer pessoa que acreditassem fosse vagamente definida como “terrorista.”
Photo - In the Tarata bombing of July 16, the Shining Path killed 25 and wounded 200 people. Two days later, the military would respond with the La Cantuta Massacre on a university campus.
Foto - Na explosão de bomba de Tarata de 16 de julho, o Vereda Resplendente matou 25 e feriu 200 pessoas. Dois dias depois, os militares reagiram com o Massacre de La Cantuta num campus universitário.
Thus, on July 18, 1992, military members who were a part of the infamous Grupo Colina death squad, moved on La Cantuta. Early in the morning, paramilitaries entered the student residences on the campus of La Cantuta, ordering all students out of their rooms. It then took captive nine students and one professor whom it suspected of being involved with the Tarata bombing. The Grupo Colina then appeared to torture the ten before murdering them and “disappearing” the bodies.
Assim, pois, em 18 de julho de 1992, membros da instituição militar integrantes do torpe esquadrão da morte Grupo Colina deslocaram-se para La Cantuta. De manhã bem cedo, paramilitares invadiram as residências de estudantes no campus de La Cantuta, ordenando que todos os estudantes saíssem de seus quartos. Prenderam em seguida nove estudantes e um professor de que suspeitavam estar envolvidos na explosão de bomba de Tarata. O Grupo Colina parece ter, em seguida, torturado os dez antes de assassiná-los e fazer “desaparecer” os corpos.
Although the La Cantuta massacre was not the first instance of state-terrorism and human rights violations, Catherine M. Conaghan demonstrates that La Cantuta made clear just how repressive and powerful the military under Fujimori had become after the autogolpe earlier in 1992. Indeed, this period ushered in some of the worst human rights violations during the Fujimori government. By 1993, however, reports continued to emerge detailing Grupo Colina’s repeated human rights violations, including not just La Cantuta but also Barrios Altos and the Santa Massacre of 9 peasants in May of 1992. When questions began to emerge about the fates of the ten individuals, the Grupo Colina exhumed and burned the bodies in an attempt to destroy the evidence of the murders and disappearances. This attempt to destroy the bodies ultimately did not prevent the truth from emerging, however; by the end of 1993, several of the bodies were recovered and identified, and further analysis of the remains revealed the victims had been tortured before the military officers of the Grupo Colina murdered them. After winning re-election in 1995, Fujimori’s government pushed an amnesty bill through Congress; the bill released all military members, police officers, and public servants who had been charged with and/or convicted of human rights violations. The men who committed the La Cantuta Massacre were set free.
Embora o massacre de La Cantuta não tenha sido o primeiro caso de terrorismo de estado e violações de direitos humanos, Catherine M. Conaghan revela que La Cantuta deixou claro o quanto a instituição militar havia-se tornado repressora e poderosa no governo de Fujimori depois do autogolpe dado anteriormente em 1992. Na verdade, esse período deu início às piores violações de direitos humanos durante o governo Fujimori. Ao chegar o ano de 1993, contudo, continuavam a surgir relatórios detalhando repetidas violações de direitos humanos pelo Grupo Colina, incluindo não apenas La Cantuta como também Barrios Altos e o Massacre de Santa de 9 camponeses em maio de 1992. Quando começaram a surgir perguntas acerca do paradeiro das dez pessoas, o Grupo Colina exumou e queimou os corpos numa tentativa de destruir a evidência dos assassínios e desaparecimentos. Essa tentativa de destruir os corpos, contudo, não impediu que a verdade emergisse; ao final de 1993, vários dos corpos foram recuperados e identificados, e análise adicional dos restos revelou que as vítimas haviam sido torturadas antes de as autoridades militares do Grupo Colina as assassinassem. Depois de conseguir ser reeleito 1995, o governo Fujimori forçou um projeto de lei de anistia no Congresso; o projeto de lei anistiava todos os membros da instituição militar, autoridades policiais e funcionários públicos que haviam sido acusados de ou condenados por violações de direitos humanos. Os homens que cometeram o Massacre de La Cantuta foram libertados.
However, that was not the end of the story. In 2000, amidst allegations of voter fraud and widespread protests, Fujimori was inaugurated to a third term, but before the year was out, he was embroiled in a blatant corruption scandal that led to Congress removing him from office. The worst phases of the civil war had ended, but not before over 69,000 people died at the hands of both the military and the Shining Path between 1980 and 2000. Although the Shining Path remains active today, its power is greatly diminished when compared to the 1980s and early 1990s. As for Fujimori and the perpetrators of the La Cantuta Massacre, they did not escape the consequences of their actions. In 2000, Congress repealed the 1995 amnesty law, and Fujimori and members of Grupo Colina are now in prison for their role in human rights violations that took place between 1990 and 2000, including the La Cantuta Massacre.  And in 2007, the Peruvian government officially apologized for the massacre, and provided financial compensation to the victims’ families. However, the apology does not undo the damage caused by the Fujimori administration’s own use of state-terrorism and violence, and Peru continues to wrestle with the legacies and narratives of human rights struggles during the civil war, including massacres like La Cantuta, more than ten years after its official “end.”
Esse não foi, porém, o fim da história. No ano 2000, em meio a alegações de fraude eleitoral e disseminados protestos, Fujimori foi empossado para um terceiro mandato mas, antes de o ano terminar, foi envolvido em conspícuo escândalo de corrupção que levou o Congresso a tirá-lo do cargo. As piores fases da guerra civil haviam acabado, mas não antes de mais de 69.000 pessoas terem morrido nas mãos de ambos, os militares e o Vereda Resplendente, entre 1980 e 2000. Embora o Vereda Resplendente continue ativo em nossos dias, seu poder está grandemente reduzido quando comparado com os anos 1980 e o início dos 1990. Quanto a Fujimori e aos perpetradores do Massacre de La Cantuta, não escaparam da consequência de suas ações. Em 2000, o Congresso revogou a lei de anistia de 1995, e Fujimori e membros do Grupo Colina estão agora na prisão por seu papel nas violações de direitos humanos que tiveram lugar entre 1990 e 2000, incluindo o Massacre de La Cantuta.  E, em 2007, o governo peruano pediu desculpas oficialmente pelo massacre, e proporcionou compensação financeira às famílias das vítimas. Entretanto, o pedido de desculpas não desfez os danos causados pelo uso, pela administração Fujimori, de terrorismo de estado e violência, e o Peru continua a braços com a herança e as narrativas de lutas por direitos humanos durante a guerra civil, incluindo massacres como o de La Cantuta, mais de dez anos depois do “fim” oficial dela.
oficial [1] Jo-Marie Burt, “‘Quien Habla Es Terrorista’: The Political Use of Fear in Fujimori’s Peru,” Latin American Research Review 41:3 (2006), pp. 32-62.
[1] Jo-Marie Burt, “‘Quien Habla Es Terrorista’: O Uso Político do Medo no Peru de Fujimori,” Latin American Research Review 41:3 (2006), pp. 32-62.
For more on the Shining Path, the Fujimori government, and Peru during the Civil War, in addition to Catherine M. Conaghan’s Fujimori’s Peru: Deception in the Public Sphere, I also recommend Jo-Marie Burt’s monograph Political Violence and the Authoritarian State in Peru: Silencing Civil Society, and Steve J. Stern’s edited volume Shining and Other Paths: War and Society in Peru, 1980-1995
Para mais acerca do Vereda Resplendente, o governo Fujimori, e o Peru durante a Guerra Civil, além do livro de Catherine M. Conaghan O Peru de Fujimori: Tapeação na Esfera Pública, recomendo também a monografia de Jo-Marie Burt Violência Pública e o Estado Autoritário no Peru: Silenciamento da Sociedade Civil, e o volume editado de Steve J. Stern Resplendente e Outras Veredas: Guerra e Sociedade no Peru, 1980-1995.

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July 21, 2012
July 21, 2012
This past Wednesday marked twenty years since the La Cantuta Massacre during Peru’s civil war. Today, the justice for that case, as well as Barrios Altos Massacre and other violations of human rights, took a major step back, as Peru’s Supreme Court reduced the sentences of high-ranking officials and members of death squads for their roles in the massacres. In its ruling, the court argued that the massacres constituted murder rather than human rights violations. Among other reductions, Vladimiro Montesinos, the former head of the Servicio de Inteligencia Nacional (National Intelligence Service; SIN) and the man ultimately responsible for the paramilitary death squads of Grupo Colina, had his sentence reduced from 25 to 20 years, while other members of Grupo Colina saw their sentences reduced from 20 to 17 years, and former military chief Alberto Pinto, who had been sentenced to 15 years, was immediately freed. There is no way to appeal the Supreme Court’s ruling, meaning that the reductions will stand and men involved with direct human rights violations will be set free sooner. Not only is this “an embarrassment” for Peru, as President Ollanta Humala put it, but it is also a significant step backwards in addressing justice and state-sponsored human rights violations during Peru’s civil war. Perhaps most importantly, this also likely opens up old wounds for the victims’ families, who have already suffered from the government’s actions for decades. Disgraceful.
A quarta-feira passada marcou vinte anos desde o Massacre de La Cantuta durante a guerra civil do Peru. Hoje, a justiça no tocante àquele evento, bem como ao Massacre de Barrios Altos e outras violações de direitos humanos, deu um grande passo para trás, ao o Supremo Tribunal do Peru ter reduzido as penas de autoridades de alto escalão e membros de esquadrões da morte impostas pelo papel deles nos massacres. Em sua sentença, o tribunal argumentou que os massacres constituíram assassínio em vez de violações de direitos humanos. Entre outras reduções, Vladimiro Montesinos, o ex-chefe do Servicio de Inteligencia Nacional (National Intelligence Service; SIN), o homem em última análise responsável pelos esquadrões da morte paramilitares do Grupo Colina, teve sua sentença reduzida de 25 para 20 anos, enquanto outros membros do Grupo Colina viram suas sentenças reduzidas de 20 para 17 anos, e o ex-chefe militar Alberto Pinto, que havia sido sentenciado a 15 anos, foi libertado imediatamente. Não há como apelar da sentença do Supremo Tribunal, o que significa que as reduções permanecerão e homens envolvidos em violações diretas de direitos humanos serão libertados mais cedo. Não apenas isso é “embaraçoso” para o peru, nas palavras do Presidente Ollanta Humala, mas é também importante passo de retrocesso na administração de violações da justiça e de direitos humanos patrocidadas pelo estado durante a guerra civil do Peru. Talvez mais importante, isso também provavelmente abrirá antigas feridas das famílias das vítimas, que já sofreram durante décadas por causa das ações do governo. Ignominioso.

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