Sunday, June 3, 2012

Bad Quaker Dot Com - What Is the Point of My Libertarian Anarchism

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Bad Quaker Dot Com
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What Is the Point of My Libertarian Anarchism
Qual é a Essência de Meu Anarquismo Libertário
by Robert Higgs
Por Robert Higgs
In college in the 1960s I was not a political person. Although I took a keen interest in politics, especially in the war that was raging in Vietnam, I concentrated on my studies, earning a living, and chasing women. After I began work as a professor, in 1968, I gravitated quickly from my collegiate New Leftism toward classical liberalism. As I learned more about Austrian economics, political economy, public choice, and history, I became increasingly libertarian (minarchist variety). My views continued to evolve, however, and by the time the 21st century arrived, if not sooner, I had finally reached my destination as a libertarian anarchist.
Na faculdade nos anos 1960 eu não era uma pessoa política. Embora tivesse muito interesse em política, especialmente na guerra que se alastrava no Vietnã, concentrava-me nos meus estudos, em ganhar a vida, e em procurar mulheres. Depois de começar a trabalhar como professor, em 1968, desloquei-me rapidamente de meu Novo Esquerdismo dos tempos da faculdade para o liberalismo clássico. À medida que aprendia mais acerca de economia Austríaca, economia política, escolha pública e história, tornei-me cada vez mais libertário (da variante minarquista). Meus pontos de vista, porém, continuaram a evolver, e ao chegar o século 21, se não antes, finalmente cheguei a meu destino como anarquista libertário.
Although I make no apology whatever for this ideological identity, I do not share the seeming expectation of some of my fellow libertarian anarchists that a revolution is now, or soon will be, occurring in the direction of my preferred political ideals. Indeed, my expectation is, if anything, the reverse: it seems to me much more likely that the USA will continue to drift and lurch toward totalitarianism, though this system will surely have a unique red, white, and blue coloration to suit the American people’s history, culture, and tastes. I do not expect a dictator with a funny little mustache and a horde of brown-shirted thugs to take power after smashing heads in the streets. I expect instead an elected dictator who looks like George W. Bush or Barack Obama and a horde of police dressed in riot-suppression gear to turn the trick, though most people will not need to have their heads smashed and will go along gladly.
Embora eu não me penitencie por essa identidade ideológica, não compartilho da aparente expectativa de meu companheiros anarquistas libertários de já estar ocorrendo, ou de vir brevemente a ocorrer, uma revolução em direção a meus ideais políticos preferidos. Na verdade, minha expectativa, se é que existe, é o inverso: parece-me muito mais provável que os Estados Unidos continuem a resvalar e guinar para o totalitarismo, embora tal sistema venha a ostentar, seguramente, uma coloração exclusiva vermelha, branca e azul para adaptar-se à história, à cultura e aos gostos estadunidenses.  Não espero que um ditador de bigodinho e uma horda de brutamontes de camisa parda tomem o poder depois de esmagarem cabeças nas ruas. Espero, isso sim, que um ditador eleito parecido com George W. Bush ou Barack Obama e uma horda de policiais vestidos com uniformes de repressão a tumultos consigam o resultado desejado, sem as pessoas, em sua maioria, precisarem ter a cabeça esmagada, pois cooperarão de boa vontade.
If I comprehend the world in this way, what, some people wonder, am I doing by embracing libertarian anarchism? Well, I am obviously not taking this position in order to come out on the winning side. If that were my goal, I would already have found a way to make myself useful in the military-industrial-congressional complex. No, I have put myself where I am now somewhat as Martin Luther did when he announced: “Here I stand. I can do no other.”
Se entendo o mundo desse modo, o que, algumas pessoas perguntam, estou fazendo adotando o anarquismo libertário? Obviamente não estou assumindo essa posição para ficar do lado vencedor. Se esse fosse meu objetivo, já teria arranjado um jeito de tornar-me útil no complexo Congresso-industrial-militar. O que eu entanto fiz foi algo parecido com o que Martinho Lutero fez ao anunciar: “Esta é a posição em que me situo. Não tenho como assumir outra.”
In my case, this declaration means most of all that I am simply doing what seems to me the decent thing; that taking any other ideological position would entangle me in evils of which I want no part. Although I sincerely believe that a stateless world would be better than the present world in countless ways, such as better health, greater wealth, and enhanced material well-being, I am not a libertarian anarchist primarily on consequentialist grounds, but instead primarily because I believe it is wrong for anyone—including those designated the rulers and their functionaries—to engage in fraud, extortion, robbery, torture, and murder. I do not believe that I have a defensible right to engage in such acts; nor do I believe that I, or anyone else, may delegate to government officials a just right to do what it is wrong for me—or you or anyone—to do as a private person.
No meu caso, essa declaração significa acima de tudo que estou simplesmente fazendo o que me parece decente; que assumir qualquer outra posição ideológica enredar-me-ia em perversões com as quais nada quero ter a ver. Embora eu acredite sinceramente que um mundo sem estado seria melhor do que o mundo atual, de inumeráveis maneiras, por exemplo melhores cuidados de saúde, maior riqueza e bem-estar material maior, não sou anarquista libertário com base precipuamente em bases consequencialistas e sim, basicamente, por acreditar ser errado qualquer pessoa — inclusive aquelas designadas como governantes e seus funcionários — lançarem-se a fraude, extorsão, roubo, tortura e assassínio. Não acredito ter direito defensável de lançar-me a tais atos; nem acredito que eu, ou qualquer outra pessoa, possa delegar a autoridades do governo direito legítimo de fazer o que, se eu — ou você, ou qualquer outra pessoa — fizer como pessoa privada estará errado.
Still, one might ask, if I do not expect that my vision of a just world can ever be realized, why do I persist in evaluating the events of the nasty “real world” by the standards realizable only in my ideal world? The answer is that everyone must have an ideal; without one, there is no standard against which one may assess the imperfect actions and events of the actual world. Without a standard, one may only shrug his shoulders, like a character in an existentialist novel, in nonchalant indifference to the political wickedness raging on all sides. Just as a devout Christian seeks to live a Christ-like life, knowing full well that no one can live up to the standard set by Jesus, so I aim to live and to make my judgments of the events I hear about in the light of the nonaggression axiom. The initiation of violence or the threat of violence against innocent others is wrong, regardless of the noble ends that one might cite to justify such violence or threat. It is wrong for me, wrong for you, and wrong for the president of the USA and his flunkies.
Apesar disso, poderá perguntar alguém, se não espero que minha visão de um mundo justo possa ser um dia concretizada, por que persisto eu em avaliar os eventos do torpe “mundo real” padrões só concretizáveis em meu mundo ideal? A resposta é que todo mundo precisa ter um ideal; sem isso, não há padrão em comparação com o qual possamos avaliar as ações e eventos imperfeitos do mundo real. Sem padrão, só se pode dar de ombros, com personagem de romance existencialista, com fria indiferença em relação à perversidade política prevalecente em todos os lados. Do mesmo modo que o cristão devoto procura viver vida semelhante à de Cristo, sabendo muito bem que ninguém conseguirá viver à altura do padrão estabelecido por Jesus, assim procuro viver e avaliar os eventos acerca dos quais ouço à luz do axioma de não agressão. A iniciativa de violência ou de ameaça de violência contra outras pessoas inocentes é errada, independentemente dos nobres fins que alguém possa citar para justificar tal violência ou ameaça de. É errado para mim, para você, e errado para o presidente dos Estados Unidos e seus lacaios.
Like the Christian who inevitably falls into sin, I may fall short of my ideal. I may act or speak inconsistently with it. Many public issues are complicated, and in regard to them I may fail to discern the best way to act in accordance with my ideological ideal. If you let me know about my inconsistency, I can attempt to set aside my pride, admit my error, and correct it. As new issues arise, the task of sorting out the best way to deal with the most pressing problems will present itself repeatedly. Perhaps, like St. Paul in his letters to the new churches of the ancient world, we can strive to instruct one another in the most defensible understanding and practice of libertarian anarchism. Merely shouting that the existing order is rotten, is on the verge of collapse and, once it has collapsed, will be replaced by libertarian anarchism, however, seems to me so hopelessly naïve that I am inclined to urge my ideological comrades who do such shouting to get a firmer grip on themselves. One needs to combine his moral uprightness with a solidly founded understanding of the social, political, and economic world and how it works. Otherwise, our statements and actions become hopelessly quixotic.
Como o cristão que inevitavelmente cai em pecado, poderei ficar aquém de meu ideal. Poderei agir ou falar de modo não coerente com ele. Muitas questões públicas são complicadas, e no tocante a elas poderei não conseguir discernir a melhor maneira de agir em concordância com meu ideal ideológico. Se você der-me a conhecer minha incoerência, poderei tentar deixar de lado meu orgulho, admitir meu erro, e corrigi-lo. Na medida do surgimento de novas questões, a tarefa de conceber a melhor maneira de lidar com os problemas mais urgentes apresentar-se-á repetidamente. Talvez, como São Paulo em suas cartas às novas igrejas do mundo antigo, possamos esforçar-nos para ensinarmo-nos mutuamente o entendimento e a prática mais defensáveis do anarquismo libertário. Meramente gritar que a ordem existente está podre, à beira do colapso, será substituída pelo anarquismo libertário, porém, parece-me tão desastradamente ingênuo que me sinto inclinado a instar com meus companheiros de ideologia que assim gritam para controlarem melhor seus pensamentos e emoções. Precisamos conjugar nossa retidão moral com entendimento solidamente fundamentado do mundo social, político e econômico e de como ele funciona. A não ser assim, nossas declarações e ações tornar-se-ão desastradamente quixotescas.
I do not expect to live to see a world that even approximates my ideal. In fact, I greatly fear that I shall instead live long enough to see the most obscene species of police state in the saddle in the USA—after all, there is now only a short distance to go to reach this horrible destination, and many Americans seem eager to get to it as soon as possible. Nevertheless, I am comfortable with my ideological convictions. To have embraced anything else would have been a great mistake for me. I took almost a lifetime to reach my current position; I did not come to it lightly or without extended study and thought. Of course, I may still be wrong in every regard; I am a human being, and as such I am certainly subject to running off the moral and intellectual rails. I do not propose to be paralyzed by this universal human susceptibility to error, however. Feeling the need to take a stand of some kind as a participant in the events of my time and place, I have put myself firmly where I now stand. By the light I have been given to see the right, I can do no other.
Não espero viver o bastante para ver um mundo sequer próximo de meu ideal. Na verdade, temo muito que, em vez disso, eu viva o bastante para ver a mais obscena espécie de estado policial em vigor nos Estados Unidos — afinal de contas, há hoje apenas curta distância até o atingimento desse horrível destino, e muitos estadunidenses parecem ansiosos para que ele seja atingido o mais cedo possível. Todavia, sinto-me tranquilo com minhas convicções ideológicas. Ter adotado qualquer outra coisa teria sido, para mim, grande equívoco. Levei quase a vida toda para chegar à minha presente posição; não cheguei a ela levianamente ou sem extensos estudo e pensamento. Obviamente, ainda assim posso estar errado no tocante a tudo; sou ser humano e, como tal, certamente estou sujeito a descarrilar dos trilhos morais e intelectuais. Não propus-me contudo a ficar paralisado por essa susceptibilidade humana universal ao erro. Sentindo a necessidade de tomar algum tipo de posição como participante nos eventos de meu tempo e lugar, situei-me firmemente onde hoje me posiciono. Pela luz que me foi concedida para ver o que é direito, não tenho como agir de outro modo.
Robert Higgs, 1/13/2012
Robert Higgs, 13/01/2012

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