Wednesday, May 9, 2012

C4SS - The Policeman’s Your Friend — As Long As He Can Afford to Be

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Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade Sem Estado
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
The Policeman’s Your Friend — As Long As He Can Afford to Be
O Policial Será Seu Amigo — Enquanto Der
Carson: The mask is coming off.
Carson: A máscara está caindo.
Posted by Kevin Carson on May 7, 2012 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 7 de maio de 2012 em Commentary
Disturbing news from Occupy circles about NYPD practices these days — I mean, in addition to all those other NYPD practices we were already disturbed about.
Notícias perturbadoras oriundas dos círculos do Occupy acerca de práticas do Departamento de Polícia da Cidade de New York - NYPD nos dias que correm — quero dizer, além de todas aquelas outras práticas do NYPD com as quais já estávamos perturbados.
David Graeber, a prominent anarchist involved with Occupy since its beginning, recounts seeing a woman friend in New York a few weeks ago, her hand in a cast. A cop had grabbed her breast, she said.
David Graeber, preeminente anarquista envolvido no Occupy desde o início, descreve ver uma amiga em New York há poucas semanas, com a mão engessada. Um policial havia agarrado o seio dela, disse ela.
When she raised a fuss and screamed about the groping, the cops dragged her out of sight and started working her over. “Stop resisting!” they continued to shout, as they repeatedly slammed her body into the concrete. At some point she told them she was reaching over to get her glasses, which had come off in the scuffle. In the reptilian police mind, this justified pinning her hands behind her back and bending one wrist until it snapped.
Quando ela fez espalhafato e gritou a propósito do apalpo, os policiais arrastaram-na para longe da vista e começaram a espancá-la. “Pare de resistir!” continuaram a gritar, à medida que batiam repetidamente o corpo dela contra o concreto. A certa altura ela disse a eles que estava tentando alcançar os óculos, que haviam caído na confusão. Na rasteira mente policial, isso justificou prender as mãos dela atrás das costas e forçar um pulso até que se rompesse.
Those familiar with police riots versus anti-globalization demonstrations and the more recent Occupy demonstrations, or who follow Radley Balko and CopBlock, is aware that sexual assault’s the only thing unusual about this case. As Graeber says, “arbitrary violence is nothing new. The apparently systematic use of sexual assault against women protestors is new.”
Aqueles familiarizados com excessos da polícia contra manifestações antiglobalização e as mais recentes manifestações do Occupy, ou que acompanham Radley Balko e CopBlock, estarão cientes de que a única coisa inusitada, no caso citado, são as agressões sexuais. Como diz Graeber, “violência arbitrária não é nada de novo. Novo é o uso aparentemente sistemático de agressão sexual contra manifestantes do sexo feminino.”
Of course sexual assault itself is hardly new as a weapon of social control, in historical terms. It appears in the arsenals of most authoritarian regimes — large-scale, premeditated use of rape for ethnic cleansing by Serbian forces in Bosnia, Egyptian troops using “virginity inspections” to humiliate female demonstrators taken into custody, and so on.
Obviamente a agressão sexual dificilmente é algo novo como arma de controle social, em termos históricos. Ela consta nos arsenais da maioria dos regimes autoritários — uso premeditado, em larga escala, do estupro para limpeza étnica por forças sérvias na Bósnia, soldados egípcios usando “inspeções de virgindade” para humilhar manifestantes do sexo feminino tomadas em custódia, e assim por diante.
But it’s new in the recent American context. Graeber notes he heard no complaints of sexual assault by the NYPD before March 17; but there were several on that day (one woman reported being grabbed by five different officers), and they’ve continued since then. It’s hard to avoid the conclusion that this is a newly adopted “unofficial policy” of the police rank-and-file — just like covering badge numbers.
Trata-se porém de algo novo no recente contexto estadunidense. Graeber registra não ter ouvido reclamações de agressão sexual pelo NYPD antes de 17 de março; houve porém diversas naquele dia (uma mulher relatou ter sido agarrada por cinco policiais diferentes), e continuaram desde então. É difícil evitar a conclusão de tratar-se de recentemente adotada “política não oficial” dos policiais rasos — do mesmo modo que cobrir os números dos distintivos.
What we’re witnessing is the reality behind that Officer Friendly mask. This is what happens when the state perceives the general population as a threat, and drops the pretense that The Policeman is Your Friend.
O que estamos testemunhando é a realidade por trás da máscara do Policial Amigo(*). Isso é o que acontece quando o estado percebe a população em geral como ameaça, e acaba com o fingimento de que O Policial é Seu Amigo.

(*) Wikipedia: Officer Friendly
People in predominantly black and Hispanic inner city neighborhoods — where police hardly bother to hide the fact that they see the local population as an occupied enemy that must be cowed by superior force — have seen this ugly face for decades. But in recent months, the radical upsurge in police violence at Occupy demonstrations, combined with ubiquitous cell phone video, have introduced the naked face of power to many in the white middle class public for the first time.
Pessoas de bairros predominantemente pretos e hispânicos do centro urbano decadente — onde a polícia dificilmente se dá ao trabalho de ocultar o fato real de ver a população local como inimigo ocupado que tem de ser intimidado por meio de força superior — vem vendo essa face horrenda há décadas. Em meses recentes, porém, o aumento radical de violência policial nas manifestações do Occupy, juntamente com o onipresente vídeo de telefone celular, mostrou, pela primeira vez, a face nua do poder para muita gente do público da classe média branca.
Lt. Pike of the UC Davis police force, methodically directing pepper spray into the upturned faces of peaceful (and predominantly white) college students, was a revelation to many in the burbs. But while it was the first sight for many, it won’t be the last. Because this is what the state looks like when it can no longer afford to maintain the facade of democracy. All that nasty stuff that used to happen to “those other people” beyond that Thin Blue Line — “It’s Giuliani time!” — is coming soon to “people like us.”
O Tenente Pike da força policial da Universidade da Califórnia em Davis - UC Davis, aplicando metodicamente spray de pimenta nas faces voltadas para cima de estudantes universitários pacíficos (e predominantemente brancos), foi uma revelação para muitas pessoas dos subúrbios. Embora, porém, tenha sido a primeira visão para muita gente, não será a última. Pois essa é a cara do estado quando não mais se pode dar ao luxo de manter a fachada de democracia. Todas aquelas coisas horríveis que costumavam acontecer a “aquelas outras pessoas” situadas do outro lado daquela Fina Fileira de Policiais — “É a vez de Giuliani!” — estará logo chegando a “gente como nós.”
The American state has operated in a manner, if not lawful at least “regular,” toward most white middle-class folks most of the time, because it could afford to. It showed its nasty side to racial minorities and radicals, because they were less successfully socialized into consensus reality — and nobody “who counted” would listen to them anyway. But most of the public absorbed its conditioning in a more-or-less satisfactory manner. They believed this was a “free enterprise society” in which people with great wealth mostly earned it, giant corporations got that way through superior performance, the state represented all of us rather than some “ruling class,” and if you didn’t like the law you should work for change within the system — all that Pleasantville stuff. Constitutionalism and legality’s comparatively no-muss no-fuss — but only so long as the cultural reproduction apparatus successfully manufactures consent.
O estado estadunidense veio funcionando de maneira, se não legal, pelo menos “normal,” no tocante à maior parte dos integrantes da classe média branca a maior parte do tempo, porque podia dar-se ao luxo de fazê-lo. Mostrava seu lado torpe a minorias raciais e radicais, porque menos bem-sucedidamente socializadas no tocante ao consenso quanto à realidade(*) — e ninguém “que fizesse diferença,” afinal, lhes daria ouvidos. A maior parte do público, entretanto, absorvia seu condicionamento de maneira mais ou menos satisfatória. Acreditava ser esta uma “sociedade de livre empresa” na qual pessoas de grande riqueza em sua maior parte havia ganho honestamente o que tinham, corporações gigantescas haviam-se tornado no qu eram mediante desempenho superior, o estado representava todos nós em vez de alguma “classe dominante,” e se você não gostasse da lei deveria trabalhar no sentido de mudança dentro do sistema — toda aquela léria de Pleasantville. Constitutionalismo e legalidade tornam tudo perfeito — mas apenas enquanto o aparato de reprodução cultural fabrica com sucesso o consentimento.

(*) Wikipedia: Consensus reality
Now the conditioning’s starting to wear off. A dangerously increasing number of people understand that the system’s rigged in the interest of the 1%, and folks like us are playing in a crooked game. The state and the corporate ruling class that controls it have been stunned as measures that ten years ago would have gone through without a hitch, like SOPA and ACTA, suffered unexpected losses to networked movements. The system can’t work when too many people notice the man behind the curtain.
Agora o condicionamento começa a dar sinais de exaustão. Número perigosamente crescente de pessoas entende que o sistema está montado no interesse do 1%, e sujeitos como nós estão jogando num jogo viciado. O estado e a classe dominante corporativa que o controla foram surpreendidos, visto medidas que há dez anos teriam passado sem obstáculos, como SOPA e ACTA, sofrerem inesperados prejuízos infligidos por movimentos em rede. O sistema não consegue funcionar quando gente demais vê o homem por trás da cortina(*).

(*) Wikipedia: Stop Online Piracy Act, Anti-Counterfeiting Trade Agreement, The Man Behind the Curtain
The state’s functionaries are beginning to realize how high the stakes really are. In response, its shock troops are dropping the Officer Friendly masks. So get ready: The state, before it’s over, will be as nasty as it has to be.
Os funcionários do estado estão começando a perceber quanto está realmente em jogo. Em reação, suas tropas de choque estão deixando cair as máscaras do Policial Amigo. Portanto, estejam preparados: O estado, antes de acabar, será tão execrável quanto tenha de ser.
Citations to this article:
Citações deste artigo:
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é integrante sênior do Centro por uma Sociedade sem Estado  (c4ss.org) e titular da Cadeira Karl Hess do Centro.  É anarquista mutualista e individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária , e A Revolução Industrial Gestada em Casa:  Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade  e diversos periódicos e blogs na internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.

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