Sunday, May 27, 2012

C4SS - The Government Lying to Us - What Else is New?

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Center for a Stateless Society
Centro por uma Sociedade Sem Estado
building awareness of the market anarchist alternative
na construção da consciência da alternativa anarquista de mercado
The Government Lying to Us — What Else is New?
O Governo Mentindo para Nós — O Que Mais há de Novo?
Posted by Kevin Carson on May 22, 2012 in Commentary
Afixado por Kevin Carson em 22 de maio de 2012 em Commentary
A Twitter friend of mine recently recounted a conversation with another friend — not a self-described anarchist — who spontaneously concluded that voting was useless. “I think it’s insane to think that people who are in the kind of power that only government and capitalism provide would willingly allow their stability to be up to CHANCE.”
Amizade do Twitter descreveu, recentemente, conversa com outra amizade — não anarquista confessa — que concluiu, espontaneamente, ser o voto algo inútil. “Creio que é insanidade achar que pessoas que desfrutam desse poder que o governo e o capitalismo oferecem desejem de moto próprio que sua estabilidade dependa do ACASO.”
Exactly! You might be forgiven for thinking “the enemy” our ruling circles always talk about is somebody with a strange language and religion on the other side of the world. But in fact “the enemy,” for the ruling class, is anyone capable of disrupting its goals or undermining its power — including us. The American people are potentially a far greater threat to their power than any foreign government.
Exatamente! Você pode ser desculpado por acreditar que “o inimigo” do qual sempre falam nossos círculos dirigentes é alguém que fala uma língua estranha e tem uma estranha religião, vivendo no outro lado do mundo. Na verdade, porém, “o inimigo,” para a classe dirigente, é qualquer um capaz de atrapalhar seus objetivos e debilitar seu poder — inclusive nós. O povo estadunidense é ameaça muito maior ao poder dela do que qualquer potência estrangeira.
Australian scholar Alex Carey argued, in a book of that title, that the purpose of the corporate-state propaganda machine was “Taking the Risk Out of Democracy.” The modern institutions of concentrated corporate power and universal suffrage democracy, he said, both date from the late 19th century. This meant the most concentrated system of economic power in history faced an unprecedented danger of disruption from the caprice of a majority.
O acadêmico australiano Alex Carey argumenta, em livro com o título a seguir, que o objetivo da máquina de propaganda corporativa-estatal é “Extirpar, da Democracia, o Risco.” As modernas instituições de poder corporativo concentrado e a democracia de sufrágio universal, diz ele, datam, ambas, do século 19. Isso significa que o sistema de poder econômico mais concentrado da história enfrentou perigo sem precedentes de subversão tendo como causa a vontade cambiante de uma maioria.
That power structure wasn’t willing to leave its power to chance. Alongside corporate power and mass democracy, a third modern phenomenon arose in the early years of the 20th century: Propaganda as the science of “engineering consent.” People like Edward Bernays in the US, and their counterparts in Britain, oversaw Anglo-American propaganda efforts during WWI (remember those bayoneted babies in Belgium?). Afterward, Bernays went on to found the modern discipline of public relations.
Tal estrutura de poder não estava a fim de deixar seu poder sujeito ao acaso. Juntamente com o poder corporativo e a democracia de massa, surgiu, nos primeiros anos do século 20, um terceiro fenômeno moderno: A propaganda como ciência de “engendrar consentimento.” Pessoas como Edward Bernays nos Estados Unidos, e suas contrapartes na Grã-Bretanha, supervisaram os esforços angloestadunidenses de propaganda durante a Primeira Guerra Mundial (lembram-se daqueles bebês baionetados na Bélgica?). Posteriormente, Bernays veio a fundar a moderna disciplina de relações públicas.
The corporate economy, with its monstrous concentration of political and economic power, was no spontaneous or inevitable outgrowth of modern technology. It resulted from massive top-down social engineering by the state. But a system of power can only survive if it’s seen as natural and inevitable by the ruled.
A economia corporativa, com sua monstruosa concentração de poder político e econômico, não foi decorrência espontânea ou inevitável da tecnologia moderna. Resultou de maciço engendramento social de cima para baixo efetuado pelo estado. Um sistema de poder, porém, só pode sobreviver se for visto como natural e inevitável pelos governados.
So since the beginnings of mass democracy, there have been carefully orchestrated efforts to ensure that, by the time the public plays out the ritual of its “sovereign” power in electoral politics, most everything of importance has already been decided. In 1991, for example, by the time Operation Desert Storm began, the prior deployment of troops under Bush’s claimed authority as “Commander-in-Chief,” combined with a relentless barrage of propaganda about Kuwaiti “incubator babies,” guaranteed the actual launch of the war as a given.
Assim, pois, desde o começo da democracia de massa têm sido desenvolvidos esforços cuidadosamente orquestrados para assegurar que, ao o povo exercer o ritual de seu poder “soberano” em política eleitoral, a maioria das coisas de importância já tenham sido decididas. Em 1991, por exemplo, quando começou a Operação Tempestade do Deserto, o espraiamento prévio de tropas com base na alegada autoridade de “Comandante-em-Chefe” de Bush, conjugadamente a incessante barragem de propaganda acerca dos “bebês de incubadora” cueitianos, assegurou a deflagração real da guerra como um dado.
You may be tempted to think that’s mainly a practice of the Bad Old Republicans, that Democrats and Progressives are “different.” You may believe, with Thomas Frank, that the unsavory aspects of government under Republican control are an aberration, and that “the government” normally — in Soccer Mom parlance — “is just us.”
Você poderá ser tentado a achar que se trata principalmente de prática dos Velhos Republicanos Malvados, que os Democratas e Progressistas são “diferentes.” Você poderá acreditar, com Thomas Frank, que os aspectos repulsivos do governo quando sob controle Republicano são uma aberração, e que “o governo,” normalmente — no palavreado típico da mãe suburbana — “somos nós.”
Not quite. Back in 2004, Clinton National Security Adviser Sandy Berger said of the growing unpopularity of Bush’s war in Iraq: “We have too much at stake in Iraq to lose the American people.” If the allegedly sovereign American people are not “us” — if the corporate-state nexus constitutes a separate “us” — well, that really says it all.
Não é bem assim. Em 2004, o Assessor de Segurança Nacional de Clinton, Sandy Berger, disse da crescente impopularidade da guerra de Bush no Iraque: “Temos coisas demais em jogo no Iraque para perder o povo estadunidense.” Se o alegadamente soberano povo estadunidense não é “nós” — se o nexo corporação-estado constitui um “nós” separado — bem, isso realmente diz tudo.
But what about Saint Barack? Obama, who last year greenlighted Bahrain’s crackdown on its own pro-democracy movement while simultaneously grandstanding over Libya’s Gaddafi, has actively supported the regime’s detention of Yemeni journalist Abdulelah Haider Shaye for the “crime” of photographing crashed drones stamped “Made in USA” — thereby revealing American complicity in extra-legal, unaccountable assassinations by remote control and the hundreds of innocent civilians murdered in the process.
E quanto, contudo, ao Santo Barack? Obama, que no ano passado deu luz verde para a repressão, no Bahrain, do movimento pró-democracia daquele país simultaneamente com seu espetáculo grandioso de derrubada de Gaddafi na Líbia, tem apoiado ativamente a detenção, pelo regime, do jornalista iemenita Abdulelah Haider Shaye pelo “crime” de fotografar aviões não pilotados caídos com a estampa “Fabricado nos Estados Unidos” — assim revelando cumplicidade estadunidense em assassínios extralegais e sem responsabilização, por controle remoto, e nas centenas de civis inocentes assassinados nesse processo.
You might think, after all this, that explicitly legalizing the use of propaganda to manipulate the domestic public would be redundant. After all, as Noam Chomsky and Edward Herman pointed out, the American mass media adhere for the most part to a state propaganda model of reporting foreign news (did you get even the slightest whiff, from news coverage in August 2008, that Georgia might have done something to provoke “Russian aggression?”).
Você poderá pensar, depois disso tudo, que legalizar explicitamente o uso de propaganda para manipular o público doméstico seria redundante. Afinal, como Noam Chomsky e Edward Herman destacaram, a mídia de massa estadunidense adere, em sua maioria, ao modelo de propaganda estatal de veiculação de notícias externas (vocês, a partir da cobertura noticiosa de agosto de 2008, conseguiram farejar o menor sinal de a Geórgia poder ter feito alguma coisa para provocar a “agressão russa?”).
Nevertheless, they’re doing it. A bipartisan amendment proposed by Mac Thornberry and Adam Smith would repeal the Smith-Mundt Act of 1947, which prohibits State Department and Pentagon propaganda services from disseminating messages for domestic consumption. Thornberry complains that existing law “ties the hands of America’s diplomatic officials, military, and others by inhibiting our ability to effectively communicate in a credible way.” What sort of “credible ways” does he have in mind? They include US government sock puppets participating in online social media discussions, under false pretenses, to prop up support for failed US foreign and security policies.
Contudo, estão fazendo isso. Uma emenda bipartidária proposta por Mac Thornberry e Adam Smith revogaria a  Lei Smith-Mundt de 1947, que proíbe que serviços de propaganda do Departamento de Estado e do Pentágno disseminem mensagens para consumo doméstico. Thornberry reclama que a lei existente “ata as mãos de autoridades estadunidenses diplomáticas, militares e outras, ao inibir nossa capacidade de comunicar-nos eficazmente de modos dignos de crédito.” Que tipos de “modos dignos de crédito” tem ele em mente? Eles incluem títeres do governo dos Estados Unidos participando em discussões da mídia online, sob falsos pretextos, para obter apoio para políticas fracassadas externas e de segurança dos Estados Unidos.
What new levels of crudeness and mendacity can we expect from state propaganda, once it’s explicitly authorized in law? Your safest strategy, as before, is to continue assuming everything you hear from the state is either a misleading partial truth or an outright lie. You can’t go far wrong that way.
Que novos níveis de crueza e mendacidade podemos esperar da propaganda do estado, uma vez explicitamente autorizada em lei? A estratégia mais segura, como desde antes, é continuar assumindo que tudo o que ouvimos do estado é ou verdade parcial desinformadora ou mentira deslavada. Desse modo nunca poderemos estar muito errados.
Citations to this article:
Citações deste artigo:
Kevin Carson, The Government Lying to Us — What Else is New?, Infowars, 05/22/12
Kevin Carson, The Government Lying to Us — What Else is New?, Infowars, 22/05/2012
Kevin Carson is a senior fellow of the Center for a Stateless Society (c4ss.org) and holds the Center's Karl Hess Chair in Social Theory. He is a mutualist and individualist anarchist whose written work includes Studies in Mutualist Political Economy, Organization Theory: A Libertarian Perspective, and The Homebrew Industrial Revolution: A Low-Overhead Manifesto, all of which are freely available online. Carson has also written for such print publications as The Freeman: Ideas on Liberty and a variety of internet-based journals and blogs, including Just Things, The Art of the Possible, the P2P Foundation, and his own Mutualist Blog.
Kevin Carson é integrante sênior do Centro por uma Sociedade sem Estado  (c4ss.org) e titular da Cadeira Karl Hess do Centro.  É anarquista mutualista e individualista cuja obra escrita inclui Estudos em Economia Política Mutualista, Teoria da Organização: Uma Perspectiva Libertária, e A Revolução Industrial Gestada em Casa:  Manifesto de Baixo Overhead, todos disponíveis grátis online. Carson também tem escrito para publicações impressas tais como O Homem Livre: Ideias acerca de Liberdade e diversos periódicos e blogs na internet, inclusive Apenas Coisas, A Arte do Possível, a Fundação P2P e seu próprio Blog Mutualista.


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