Sunday, May 13, 2012

Americas South and North - What’s “Left” in Latin America? (Or, How I Learned to Stop Worrying and Embrace the Term “Center-Left”)

http://americasouthandnorth.wordpress.com/2012/04/24/whats-left-in-latin-america-or-how-i-learned-to-stop-worrying-and-embrace-the-term-center-left/
Received by email. The link above leads to a message 'Sorry, no posts matched your criteria.'  
ENGLISH
PORTUGUÊS
Americas South and North
Américas Sul e Norte
A Look at History and Issues from Tierra del Fuego to the Arctic.
Um Olhar Voltado para História e Questões da Terra do Fogo ao Ártico.
April 24, 2012
24 de abril de 2012
After asking "Who's 'left' in Latin America?" Monday, I wanted to take a little time to look at just what the current left in politics and government in the 21st century is. Certainly, this is nothing definitive, and there are exceptions throughout the region to each of the following case. Nonetheless, looking at governments and political parties in the last 10 years or so, I think we can trace some general patterns that define the Latin American left within governmental institutions.
Depois de perguntar, na segunda-feira, "Quem é de 'esquerda' na América Latina?" desejo tomar algum tempo para considerar o que the exatamente é a atual esquerda em política e em governo no século 21. Certamente não é nada de definitivo, e há exceções ao longo da região a cada caso seguinte. Contudo, olhando para os governos e partidos políticos nos últimos 10 anos ou em torno disso, acredito que podemos traçar alguns padrões gerais que definem a esquerda latino-americana dentro das instituições governamentais.
Perhaps the best place to begin in defining what the left is in Latin America is to describe what it isn't. For starters, the left that is the face of governments in Argentina, Uruguay, Paraguay, Peru, Brazil, Venezuela, Bolivia, and Ecuador is not radical, no matter how many times the Washington Post or other media outlets say otherwise. This is easy to see if one simply steps back and looks at Latin American history in the last 50 years, where we have numerous historical precedents of "truly radical leftists": the MR-8, VPR, and numerous other leftist guerrilla groups that fought Brazil's military dictatorship in the 1960s and 1970s; the MIR in Chile; the Montoneros in Argentina in the 1970s; the Tupamaros in Uruguay; the Shining Path in Peru in the 1990s; and even segments of Nicaragua's Sandinistas in the 1970s and El Salvador's FMLN in the 1980s are all clear examples of what the "radical left" could and did do and what ideologies of the "radical left" looked like. Each of these groups adopted armed struggle to violently overthrow their governments (which were often authoritarian dictatorships) and revolutionize society and economics suddenly and violently in the fight for equality. None of these things - the practices, the rhetoric, or the ideology - really mesh with what leaders from the left in Latin America say or enact, be it Dilma Rousseff, Cristina Kirchner, Evo Morales, or even Hugo Chavez, Rafael Correa, or Daniel Ortega. Ultimately, the "radical left" has historically wanted to transform society by overthrowing the existing structures of government, not by working from within those very institutions themselves.
Talvez o melhor lugar para começar a definir o que é a esquerda na América Latina seja descrever o que ela não é. Para começar, a esquerda que é a face dos governos de Argentina, Uruguai, Paraguai, Brasil, Venezuela, Bolívia e Equador não é radical, pouco importando quantas vezes o Washington Post ou outros veículos de mídia digam o contrário. Isso é fácil de ver se nos distanciarmos e considerarmos a história da América Latina dos últimos 50 anos, na qual encontramos numerosos precedentes históricos de "esquerdistas verdadeiramente radicais": o MR-8, a VPR, e numerosos outros grupos guerrilheiros esquerdistas que combatiam a ditadura militar nos anos 1960 e 1990; o MIR no Chile; os Montoneros na Argentina nos anos 1970; os Tupamaros no Uruguai; o Sendero Luminoso no Peru nos anos 1990; e até segmentos dos Sandinistas da Nicarágua nos anos 1970 e da FMLN de El Salvador nos 1980 são todos claros exemplos do que a "esquerda radical" podia fazer e fez e de qual era a cara das ideologias da "esquerda radical." Cada um desses grupos adotava a luta armada para derrubar pela violência seus governos (os quais amiúde eram ditaduras autoritárias) e revolucionar a sociedade e a economia súbita e violentamente na luta por igualdade. Nenhuma dessas coisas - as práticas, a retórica, ou a ideologia - realmente se encaixam com o que líderes da esquerda na América Latina dizem ou fazem, trate-se de Dilma Rousseff, Cristina Kirchner, Evo Morales, ou até Hugo Chavez, Rafael Correa, ou Daniel Ortega. Em última análise, a "esquerda radical" desejava historicamente transformar a sociedade mediante derrubar as estruturas de governo existentes, não mediante trabalhar a partir de dentro dessas próprias instituições.
We also have recent historical precedents for right-wing governments, both authoritarian (bureaucratic authoritarian dictatorships in Chile, Argentina, Bolivia, Paraguay, Uruguay, Brazil, and the "institutional dictatorship" of Mexico in the 1950s-1980s) and democratic (the wave of neoliberal leaders like Argentina's Carlos Menem, Brazil's Fernando Henrique Cardoso, Peru's Alberto Fujimori, and Bolivia's Gonzalo Sanchez de Lozada in the 1990s and, more recently, Sebastian Pinera in Chile). By and large, these presidents advocated a fierce program of privatization of any and all resources, including not just state-run companies but educational systems, social security, roads, and even water.  In so doing, these neoliberal presidents who relied on the economic models of Milton Friedman tended to reinforce both social inequalities in their own countries and a greater dependency on markets in Europe and North America. The current wave of "leftist" leaders in Latin America no more resemble the neoliberal right of the 1990s than they do the radical left of the 1960s.
Temos também precedentes históricos recentes de governos de direita, tanto autoritários (ditaduras autoritárias burocráticas em Chile, Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Brasil, e a "ditadura institucional" do México nos anos 1950-1980) quanto democráticos (a onda de líderes neoliberais como Carlos Menem na Argentina, Fernando Henrique Cardoso no Brasil, Alberto Fujimori no Peru e Gonzalo Sanchez de Lozada na Bolívia nos anos 1990 e, mais recentemente, Sebastian Piñera no Chile). De modo geral, esses presidentes defendiam intenso programa de privatização de quaisquer e todos os recursos, incluindo não apenas empresas administrada pelo estado como também sistemas educacionais, previdência social, estradas, e até água. Em assim fazendo, esses presidentes neoliberais que se baseavam nos modelos econômicos de Milton Friedman tendiam a reforçar tanto desigualdades sociais em seus próprios países quanto maior dependência de mercados da Europa e América do Norte. A atual onda de líderes "esquerdistas" da América Latina é tão diferente da direita neoliberal dos anos 1990 quanto da esquerda radical dos anos 1960.
Yet the leaders and parties that have taken precedent in Latin America in the last 12 years aren't "centrists," either. At the end of the day, as simple and obvious (and even redundant) as it might seem, we can really describe the "left" in Latin America, as embodied in the political parties and presidents present throughout the region, as "center-left". But why center-left instead of just "centrist?" That answer ultimately boils down to the willingness to embrace a variety of economic models for national needs even while using government-funded social programs to begin to address inequalities.
No entanto, os líderes e partidos que ganharam precedência na América Latina nos últimos 12 anos tampouco são "centristas." No final das contas, por mais simples e óbvio (e até redundante) que possa parecer, podemos realmente descrever a "esquerda" da América Latina, tal como encarnada nos partidos políticos e presidentes presentes em toda a região, como "centro-esquerda". Por que, contudo, centro-esquerda em vez de apenas "centrista?" A resposta em última análise diz respeito à disposição de adotar uma variedade de modelos econômicos para as necessidades nacionais usando ao mesmo tempo programas sociais financiados pelo governo para começar a enfrentar as desigualdades.
The social programs are one of the key features of the center-left governments of the region. Throughout Latin America, the "leftist" leaders have used their authority as presidents to help those who have been historically disadvantaged and excluded economically. Numerous programs to provide aid and resources to the poor have abounded throughout the region. Brazil's Bolsa Familia program is perhaps the best example of this: so long as poor families continue to send their children to school instead of having them work to help make ends meet, the government will provide . Yet the Bolsa Familia is not the only program in Brazil that the government launched. When 1990s-era fees and taxes on checking accounts made it nearly impossible for the poor to open accounts, Lula created a pseudo-bank through the postal service that provided the poor with access to set aside savings even while avoiding the burdensome taxes usually involved with banking at other institutions.
Os programas sociais são uma das características decisivas dos governos de centro-esquerda da região. Por toda a América Latina, os líderes "esquerdistas" têm usado sua autoridade como presidentes para ajudar aqueles historicamente em desvantagem e economicamente excluídos. Numerosos programas para proporcionar ajuda e recursos para os pobres têm abundado na região. O programa Bolsa Familia do Brasil é talvez o melhor exemplo disso: desde que as famílias pobres continuem a mandar seus filhos à escola em vez de fazê-los trabalhar para a renda aguentar até o fim do mês, o governo ajudará. No entanto, o Bolsa Família não é o único programa instituído pelo governo do Brasil. Quando, nos anos 1990, taxas e impostos incidentes sobre contas bancárias tornaram quase impossível os pobres abrirem contas, Lula criou um pseudobanco por meio do serviço postal o qual oferecia aos pobres acesso ao amealhamento de economias livre de onerosos impostos geralmente envolvidos na atividade bancária em outras instituições.
And these programs run far deeper and to a much broader swath of the population than had ever taken place under the neoliberal governments of Fernando Collor (1990-1992) and Fernando Henrique Cardoso (1994-2002). Indeed, while many have (also lazily) characterized Lula's and Dilma's policies as "market-friendly," such a characterization completely overlooks the social programs their governments have emphasized . Even the Bolsa Escolar program, which began under Cardoso and would morph into the Bolsa Familiar under Lula, only really took off and had a transformative role in Brazilian society after Lula greatly broadened its scope and its reach. And these efforts to make the Brazilian masses more integrated into the nation as a whole are not limited to social programs; the musician Gilberto Gil, who served as Lula's Minister of Culture, openly funded programs in the favelas designed to spur traditionally-marginalized cultural forms like hip-hop, funk, and street art as a means to include the urban poor in the broader cultural matrix of Brazil, providing both funding and a creative outlet. This type of governmental program, with public funding, would have been unimaginable under the neoliberal governments that drew strength from middle-class fears and discontent in the 1990s.
E esses programas alcançam muito mais profundamente maior parcela da população do que jamais aconteceu nos governos neoliberais de Fernando Collor (1990-1992) e Fernando Henrique Cardoso (1994-2002). Na verdade, embora muitas pessoas tenham (também de modo descuidado) caracterizado as políticas de Lula e de Dilma como "amigáveis em relação ao mercado," tal caracterização negligencia completamente os programas sociais que os governos deles enfatizaram. Até o programa Bolsa Escolar, que começou com Cardoso e se transformou no Bolsa Familiar na gestão de Lula, só realmente decolou e exerceu papel tansformador na sociedade brasileira depois de Lula ter grandemente ampliado sua abrangência e seu alcance. E esses esforços para tornar as massas brasileiras mais integradas em a nação como um todo não ficam limitados aos programas sociais; o músico Gilberto Gil, que foi Ministro da Cultura de Lula, financiou abertamente programas nas favelas concebidos para fomentar formas culturais tradicionalmente marginalizadas tais como hip-hop, funk, e arte de rua como meio de incluir os pobres urbanos na matriz cultural mais ampla do Brasil, proporcionando tanto financiamento quanto um ponto de vazão criativo. Esse tipo de programa governamental, com financiamento público, teria sido inimaginável nos governos neoliberais que hauriam força dos temores e descontentamento da classe média nos anos 1990.
And Brazil is not alone in these efforts. In Argentina, Paraguay, Bolivia, Venezuela, and elsewhere, a not-insignificant portion of government spending has gone to the poorest sectors of society in an attempt to address the deeply-rooted economic inequalities that can be traced back to colonial times. Certainly, they have not made perfectly egalitarian societies that address the needs of all; the urban poor, indigenous groups, and peasant groups continue to face very real structural challenges that the governments cannot, do not, or will not directly address. Nonetheless, the extent of social programs (and their impact) under leaders like Kirchner, Morales, Chavez, Lula, Rousseff, Lugo, and other are more than evident, and it is these programs are vital in helping understand why the "left" part of "center-left" is important in considering these governments.
E o Brasil não está só nesses esforços. Em Argentina, Paraguai, Bolívia, Venezuela e outros lugares porção não insignificante dos gastos do governo tem ido para os setores mais pobres da sociedade numa tentativa de dar tratamento a desigualdades econômicas profundamente enraizadas que podem ser rastreadas até os tempos coloniais. Certamente não criaram sociedades perfeitamente igualitárias atendendo às necessidades de todosl; os pobres urbanos, grupos indígenas e grupos camponeses continuam a enfrentar desafios estruturais muito reais que os governos não podem tratar, não tratam, ou não tratarão diretamente. Todavia, a extensão de programas sociais (e o impacto deles) no governo de líderes tais como Kirchner, Morales, Chavez, Lula, Rousseff, Lugo e outros é mais do que evidente, e esses programas são vitais para ajudarem a compreender por que a parte da "esquerda" da "centro-esquerda" é importante ao se considerar esses governos.
Another thing that
Outra coisa que
That said, neither have these leaders and the parties they represent been dogmatic. It again may seem obvious, but this is why the "center" is so useful in understanding the left as "center-left" in Brazil. It is not completely opposed to capitalism or private investment in the way the "radical left" would be, just as it is not opposed to working from within the system to effect change rather than implementing change via the violent overthrow of the system.
Dito isso, nem têm esses líderes e os partidos que representam sido dogmáticos. De novo isto poderá ser óbvio, mas por isso o "centro" é tão útil no entendimento da esquerda como "centro-esquerda" no Brasil. Ela não se opõe completamente ao capitalismo ou ao investimento privado, ao contrário do que faria a "esquerda radical," do mesmo modo que não se opõe a trabalhar a partir de dentro do sistema para efetuar mudança em vez de implementar mudança via derrubada violenta do sistema.
4) nationalism that can lead to regional disagreements
4) nacionalismo que pode levar a desacordos regionais
-obviously, there's no unified left; Mujica has to defend his interests compared to Kirchner; Lugo has to defend his interests compared to Brazil; etc.
-obviamente, não há esquerda unificada; Mujica tem de defender seus interesses em cotejo com Kirchner; Lugo tem de defender seus interesses em cotejo com o Brasil; etc.
5) Varying degrees of uncertainty in the future
5) Diversos graus de incerteza no futuro
-yes, Chavez, Correa relying on a type of personalist politics that makes perpetuation and institutionalization of programs more difficult, but they are exceptions
-sim, Chavez, Correa recorrem a um tipo de política personalista que torna mais difícil a perpetuação e a institucionalização de programas, porém eles são exceções
-Dilma's victory in 2010 may have happened with Lula's support, but it was as much a vote on the economy, with the PT (2002-2010) triumphing over the PSDB's neoliberalism of the 1990s (1994-2002); in addition, this had the curious effect of perhaps making the PT more viable than the PSDB. Ironic because many (fairly) associated the PT and Lula as one and the same, and that it would go through a real crisis of identity when he could no longer be president; however, while PT has had its internal struggles, it has gone strong and won re-election without the founder of its party as a candidate. That's something the PSDB, which was founded by ex-president Fernando Henrique Cardoso (1994-2002), cannot claim, and its tendency to recycle candidates (like Jose Serra) points to a real lack of ideas or innovation in the main conservative party in Brazil.
-A vitória de Dilma em 2010 pode ter acontecido com apoio de Lula, mas foi também uma votação acerca da economia, com o PT (2002-2010) triunfando sobre o neoliberalismo do PSDB dos anos 1990 (1994-2002); além disso, isso teve o curioso efeito de tornar talvez o PT mais viável do que o PSDB. Irônico porque muitas pessoas (razoavelmente) associavam o PT e Lula como sendo uma coisa só, o que levaria a uma crise real de identifdade quanto ele não mais pudesse ser presidente; entretanto, embora o PT tenha tido suas lutas internas, fortaleceu-se e venceu a reeleição sem o fundador do partido como candidato. Isso é algo que o PSDB, fundado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1994-2002), não pode reivindicar, e sua tendência de reciclar candidatos (como José Serra) aponta para real falta de ideias ou inovação no principal partido conservador do Brasil.
6)  Real obstacles (Ecuador's police; indigenous opposition in Bolivia; ongoing issues with police violence in Brazil, urban poor) --> importance of social groups in balancing "left" leaders (and revealing that, even in the countries that opponents allege are least democratic, there is far more space for mobilization than there would have been under Pinochet's Chile, Argentina's junta, or Guatemala's 1980s)
6)  Obstáculos reais (a polícia do Equador; oposição indígena na Bolívia; questões permanentes de violência policial no Brasil, pobres urbanos) --> importância de grupos sociais para contrabalançar líderes de "esquerda" (e revelando que, mesmo nos países que os opositores alegam ser menos democráticos, há muito mais espaço para mobilização do que teria havido no Chile de Pinochet, na junta da Argentina ou na Guatemala dos anos 1980)
These are just some basic trends, and as should be clear, they are not uniform nor balanced throughout the region. And certainly, there are elements that do not appear particularly "leftist" if one thinks only in terms of radicalism; indeed, if anything, one could probably say that the "left" in Latin America is really "center-left." Yet I'm not sure that is automatically a terrible thing, as these governments have been able to effect very real (if still somewhat limited) social, economic, and diplomatic transformations, all while maintaining relative peace and stability (both political and economic) in comparison to the bureaucratic authoritarian dictatorships that defined some of these countries into the 1980s. And by moving away from a "radicalism/conservative" dichotomy and actually looking at the ways Latin American societies have changed as parties from the center-left have risen to power in the last 12 years, we gain both a better perspective of politics in the region and a more nuanced understanding of what is (or isn't) "left" in Latin America.
Estas são apenas tendências básicas e, como deve ficar claro, não são uniformes nem homogêneas em toda a região. E certamente há elementos que não parecem particularmente "esquerdistas" para quem pense apenas em termo de radicalismo; na verdade, no máximo alguém provavelmente só poderá dizer que, na América Latina, a "esquerda" é em realidade "centro-esquerda." No entanto, não estou seguro de isso ser automaticamente uma coisa terrível, visto que esses governos têm sido capazes de efetuar transformações (ainda que um tanto limitadas) sociais, econômicas e diplomáticas muito reais, mantendo ao mesmo tempo relativas paz e estabilidade (tanto política quanto econômica) em comparação com as ditaduras autoritárias burocráticas que definiam alguns desses países nos anos 1980. E afastando-nos de uma dicotomia "radicalismo/conservadora" e olhando efetivamente para as maneiras pelas quais as sociedades da América Latina mudaram na medida em que partidos de centro-esquerda ascenderam ao poder nos últimos 12 anos, obtemos tanto melhor perspectiva da política na região quanto entendimento mais nuanceado do que é (ou não é) a "esquerda" na América Latina.


No comments:

Post a Comment