Wednesday, May 30, 2012

Americas South and North - Photographing the Families of Chile's Disappeared (and How You Can Help)

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Americas South and North
Américas Sul e Norte
A Look at History and Issues from Tierra del Fuego to the Arctic
Um Olhar Voltado para Questões da Terra do Fogo ao Ártico
Photographing the Families of Chile’s Disappeared (and How You Can Help)
Fotografias das Famílias dos Desaparecidos do Chile (e Como Você Pode Ajudar)
May 30, 2012
30 de maio de 2012
One of the most vile and insidious ways that Augusto Pinochet’s regime violated human rights was through the use of “disappearance” against people it labeled threats to the state and society. Between 1973 and 1990 (and especially in the first five years of the military dictatorship), the regime forcibly kidnapped and executed over 3,000 bodies, many of which remain unaccounted for even today. The use of these repressive measure meant that the families of thousands of people were left with the heart-breaking duty to try to find out the fates and final resting place of their loved ones, a quest that continues to this day, nearly forty years after the regime began the use of state-sanctioned torture and murder.
Um dos mais vis e insidiosos modos pelos quais o regime de Augusto Pinochet violou direitos humanos foi por meio do uso de “desaparecimento” de pessoas que rotulava de ameaças ao estado e à sociedade. Entre 1973 e 1990 (e especialmente nos cinco primeiros anos da ditadura militar) o regime sequestrou e executou mais de 3.000 pessoas, os corpos de muitas das quais de destino desconhecido até hoje. O uso dessa medida de repressão implicou em deixar as famílias de milhares de pessoas com o doloroso dever de tentar descobrir o que aconteceu com e o lugar onde repousam seus queridos, uma busca que continua até hoje, perto de quarenta anos depois de o regime ter começado o uso de tortura e assassínio sancionados pelo estado.
Since the late-1980s, photographer Paula Allen has documented the struggles of a group of women in the Atacama desert in northern Chile, where at least twenty-six men’s bodies were buried after the regime summarily murdered them. The women only found bone fragments of some of the bodies in the 1990s, but they continue to gather at Calama every year to clean up the memorials to their husbands and share the burdens that they, as the loved ones of the regime’s victims (and victims in their own right) share. Their search, grief, memorialization, and identity as survivors of the disappeared all get at the heart of the ways that the Pinochet regime still directly affects the lives of its victims, and Allen’s photography does an outstanding job of chronicling the women’s trials and determination even while capturing the other-wordly nature of the Atacama Desert, the “world’s driest place.”
Desde o final dos anos 1980 a fotógrafa Paula Allen vem documentando a luta de um grupo de mulheres do deserto de Atacama no norte do Chile, onde pelo menos vinte e seis corpos de homens foram enterrados depois de o regime tê-los matado sumariamente. As mulheres só descobriram fragmentos de ossos de alguns dos corpos nos anos 1990, mas continuam a reunir-se em Calama todo ano para limpar os memoriais dedicados a seus maridos e compartilhar os fardos que elas, como entes queridos das vítimas do regime (e vítimas também em si próprias) compartilham. A busca, o pesar, a memorialização e a identidade delas como sobreviventes dos desaparecidos vão, todos, ao cerne dos modos pelos quais o regime de Pinochet ainda diretamente afeta as vidas de suas vítimas, e a fotografia de Allen efetua destacada obra de registrar a crônica das provações e da determinação das mulheres captando, outrossim, a natureza extramundana do Deserto de Atacama, o “lugar mais seco do mundo.”
Allen is now trying to publish a book (through the University of Florida’s Press) that will include her photography as it attempts to chronicle the particular lives of a handful of the thousands of people who still suffer from the regime’s actions. However, publishing costs and the tenuous budgets for university presses have made the project difficult to fulfill. As a result, Allen has begun a Kickstarter project to get the work published, and she seeks to reach $10,000 by June 28. (And for those unfamiliar with Kickstarter, the premise simple: there are various donation “levels” that will result in donors getting different things; for example, should somebody donate $25, your name will be included in the acknowledgements of the book and Allen will give you a personal thank you note; for those who contribute $150, you can get an acknowledgement in the book, an autograhped copy of the book, and a 30-minute photography consultation with Allen; etc.) For anybody interested in Latin America, human rights, women’s rights, or just photography, I strongly encourage you to contribute, so that Allen’s work and, more importantly, the story of the women of Calama, can reach a truly global audience.
Allen está agora tentando publicar um livro (por meio da Publicadora da Universidade da Flórida) que incluirá sua fotografia em sua tentativa de registrar a crônica das vidas específicas de um punhado dentre os milhares de pessoas que ainda sofrem em decorrência das ações do regime. Entretanto, os custos de publicação e os rarefeitos recursos orçamentários das publicadoras universitárias têm tornado o projeto difícil de ser concretizado. Em decorrência, Allen começou um projeto Kickstarter para conseguir a publicação da obra, e procura levantar $10.000 dólares até 28 de junho. (E para aqueles não familiarizados com o Kickstarter, a premissa é simples: há vários “níveis” de doação que resultarão em os doadores ganharem coisas diferentes; por exemplo, se alguém doar $25 dólares, terá o nome incluído na lista de reconhecimentos do livro e Allen dará à pessoa uma nota pessoal de agradecimento; para aqueles que contribuírem com $150 dólares, a pessoa poderá constar na lista de reconhecimentos do livro, ganhar uma cópia autografada do livro, e uma consulta a respeito de fotografia de 30 minutos com Allen; etc.) Para qualquer pessoa interessada na América Latina, em direitos humanos, direitos das mulheres ou apenas fotografia, encorajo enfaticamente que contribua, a fim de que a obra de Allen e, mais importante, a história das mulheres de Calama possa atingir um público verdadeiramente global.
And if you’re still unpersuaded, I’ll leave you not with one last argument in favor of the project from me, but with one last argument in favor of the project from globally-renowned author (and cousin to Salvador Allende, who Pinochet overthrew) Isabel Allende:
E se você ainda não estiver persuadido, deixo para você um último argumento em favor do projeto não enunciado por mim, e sim pela mundialmente renomada autora (e prima de Salvador Allende, que Pinochet derrubou) Isabel Allende:
 ”In the hallucinatory photographs of Paula Allen, the lunar landscape of northern Chile’s desert stretches toward the horizon like a sea of grief. That arid land is the perfect metaphor for the unremitting pain of the women of the disappeared. Their suffering is that vast, that terrible. The tiny figures of the women with shovels in their hands, scouring that plain baked by a brutal climate, are in these photographs converted into eternal symbols.”
”Nas alucinantes fotografias de Paula Allen, a paisagem lunar do deserto do norte do Chile estende-se rumo ao horizonte como um mar de pesar. Essa terra árida é a metáfora perfeita para a dor incessante das mulheres dos desaparecidos. O sofrimento delas é igualmente vasto, igualmente terrível. Os minúsculos contornos das mulheres com pás nas mãos, brunindo a planície crestada pelo clima brutal, são, nessas fotografias, convertidos em símbolos eternos.”

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