Tuesday, May 29, 2012

Americas South and North - On the Shifting Relations between the US and Latin America (and US Commentators’ Contradictions)

ENGLISH
PORTUGUÊS
Americas South and North
Américas Sul e Norte
A Look at History and Issues from Tierra del Fuego to the Arctic.
Um Olhar Voltado para História e Questões da Terra do Fogo ao Ártico
On the Shifting Relations between the US and Latin America (and US Commentators’ Contradictions)
Da Mudança nas Relações entre os Estados Unidos e a América Latina (e das Contradições dos Comentadores dos Estados Unidos)
May 14, 2012
14 de maio de 2012
US journalists continue to demonstrate a remarkable inability to reconcile their appreciation of Latin America’s growth and stability with their own jingoistic vision of the United States’ role in the hemisphere. The latest victim is Andres Oppenheimer, who ponders who “lost” Latin America and describes said “loss” as a “tragedy” even while acknowledging that the US is now working with “equals” in the hemisphere. As Greg perfectly puts it:
Jornalistas dos Estados Unidos continuam a exibir notável incapacidade de conciliar sua visão positiva do crescimento e da estabilidade da América Latina com sua própria visão jingoísta do papel dos Estados Unidos no hemisfério. A vítima mais recente é Andres Oppenheimer, que pondera acerca de quem “perdeu” a América Latina e descreve dita “perda” como “tragédia” ao mesmo tempo em que reconhece os Estados Unidos estarem agora trabalhando com “iguais” no hemisfério. Como Greg expressa com perfeição:
Aha! The tragedy is more equality.
Ah! A tragédia é mais igualdade.
To put it succinctly: Yep.
Para dizer de modo conciso: É.
I don’t want to understate the role of historical processes like the failure of neoliberalism in the 1990s and Latin American electorates voting for a New Left that moved away from kowtowing to the US’s demands (or the IMF’s or World Bank’s) and instead fought for their own national interests as they perceived them.
Não desejo apoucar o papel de processos históricos como o fracasso do neoliberalismo nos anos 1990 e o voto dos eleitores latino-americanos numa Nova Esquerda que não acedeu às exigências dos Estados Unidos de que se curvasse a eles (ou ao FMI, ou ao Banco Mundial) e lutou, isso sim, por seus próprios interesses nacionais do modo como os percebia.
However, the US’s diversion with the “war on terror” in Afghanistan and Iraq in the 2000s provided the Latin American New Left some small measure to implement a variety of economic and social policies without heavy-handed interference from the US and its agents (like the IMF or World Bank). This freedom has led to unprecedented growth and development in the region, even if inequalities are still very real and serious. As I said at my old haunt, these changes have happened in no small part because, not in spite of, the US’s relative absence.  Claims that the US has “lost” the region or presumptions among politicians  that the US can still unilaterally dictate the conditions of US-Latin American relations only reveal the cognitive dissonance that still dominates many observers’ and politicians’ understanding of Inter-American relations in the twenty-first century.
Contudo, a dispersão de atenção dos Estados Unidos, ao se voltarem para a “guerra ao terror” no Afeganistão e no Iraque nos anos 2000, deu à Nova Esquerda da América Latina pequeno espaço para implementar diversas políticas econômicas e sociais sem interferência com mão forte dos Estados Unidos e seus agentes (tais como FMI ou Banco Mundial). Essa liberdade levou a crescimento sem precedentes na região, embora as desigualdades ainda sejam muito reais e sérias. Como eu disse no lugar que sempre frequento, essas mudanças aconteceram, em não pequena parte, por causa, não a despeito da, ausência relativa dos Estados Unido. Alegações de que os Estados Unidos “perderam” a região ou presunções, entre os políticos, de que os Estados Unidos podem unilateralmente ditar as condições das relações Estados Unidos - América Latina só revelam a dissonância cognitiva que ainda domina o entendimento de muitos observadores e políticos acerca das relações interamericanas no século vinte e um.



No comments:

Post a Comment