Friday, April 13, 2012

The Anti-Empire Report - President Obama's Accomplishments


English
Português
The Anti-Empire Report
O Relatório Anti-Império
April 6, 2012
6 de abril de 2012
by William Blum
por William Blum
President Obama's accomplishments
Realizações do Presidente Obama
Last month, Alan S. Hoffman, an American professor from Washington University in St. Louis, was forbidden by the US Treasury Department to travel to Cuba to give classes in a course on biomaterials.7
Mês passado, Alan S. Hoffman, professor estadunidense da Universidade Washington em st. Louis, foi proibido pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de viajar para Cuba para dar aulas num curso de biomateriais.7
At the same time, the State Department refused to grant two Cuban diplomats in Washington, DC permission to travel to New York City to speak at The Left Forum, the largest annual gathering of the left in the United States, which this year attracted over 5,000 people.8
Ao mesmo tempo, o Departamento de Estado recusou-se a conceder a dois diplomatas cubanos em Washington, DC permissão para viajarem até a Cidade de New York para falarem no Fórum da Esquerda, a maior reunião anual da esquerda nos Estados Unidos, que este ano atraiu mais de 5.000 pessoas.8
The State Department has also been occupied recently with preventing Cuba from being invited to the Summit of the Americas in Colombia in April.9
O Departamento de Estado também ocupou-se recentemente de impedir Cuba de ser convidada para a Cúpula das Américas na Colômbia em abril.9
And that's just the past month.
E isso só no mês passado.
I mention all this to keep in mind the next time President Obama or one of his supporters lists US relations with Cuba as one of his accomplishments.
Menciono tudo isso para que nos lembremos desses fatos da próxima vez que o Presidente Obama ou um de seus partidários listar as relações dos Estados Unidos com Cuba como uma das realizações do Presidente.
And I still cannot go to Cuba legally.
E eu ainda não posso ir a Cuba legalmente.
Another claim the Obamabots are fond of making to defend their man is that he's abolished torture. That sounds very nice, but there's no good reason to accept it at face value. Shortly after Obama's inauguration, both he and Leon Panetta, the new Director of the CIA, explicitly stated that "rendition" was not being ended. As the Los Angeles Times reported: "Under executive orders issued by Obama recently, the CIA still has authority to carry out what are known as renditions, secret abductions and transfers of prisoners to countries that cooperate with the United States."10
Outra reivindicação da qual os torcedores inocentes úteis de Obama são ciosos de invocar para defenderem seu homem é a de ele ter abolido a tortura. Isso soa muito bonito, mas não há boa razão para aceitá-lo sem questionamento. Pouco depois da posse de Obama, tanto ele quanto Leon Panetta, o novo Diretor da CIA, disseram expliciamente que a "cessão" não seria extinta. Como informou o Los Angeles Times: "Nos termos de decretos-leis emitidos recentemente por Obama, a CIA ainda tem autoridade para fazer o que é conhecido como cessões - sequestros secretos e transferências de prisioneiros para países que cooperam com os Estados Unidos."10
The English translation of "cooperate" is "torture". Rendition is equal to torture. There was no other reason to take prisoners to Lithuania, Poland, Romania, Egypt, Jordan, Kenya, Somalia, Kosovo, or the Indian Ocean island of Diego Garcia, to name some of the known torture centers frequented by the home of the brave. Kosovo and Diego Garcia — both of which house very large and secretive American military bases — if not some of the other locations, may well still be open for torture business. The same for Guantánamo. Moreover, the executive order concerning torture, issued January 22, 2009 — "Executive Order 13491 — Ensuring Lawful Interrogations" — leaves loopholes, such as being applicable only "in any armed conflict". Thus, torture by Americans outside environments of "armed conflict", which is where much torture in the world happens anyway, is not prohibited. And what about torture in a "counter-terrorism" environment?
A tradução para o inglês de "cooperam" é "tortura". Cessão é igual a tortura. Não havia qualquer outro motivo para levar prisioneiros para Lituânia, Polônia, Egito, Jordânia, Quênia, Somália, Kosovo ou a ilha de Diego Garcia no Oceano Índico, para nomear alguns dos conhecidos centros de tortura dos quais é habitué o país dos bravos. Kosovo e Diego Garcia — ambos abrigando bases militares estadunidenses muito grandes e secretas — se não alguns outros locais, poderão perfeitamente ainda estar abertos para a atividade de tortura. O mesmo em relação a Guantánamo. Ademais, o decreto-lei concernente a tortura, emitido em 22 de janeiro de 2009 — "Decreto-Lei 13491 — Asseguração de Interrogatórios Dentro da Lei " — deixa brechas, tais como a de ser aplicável apenas "em qualquer conflito armado". Assim, a tortura por estadunidenses fora dos ambientes de "conflito armado", que é onde grande parte da tortura do mundo acontece afinal, não está proibida. E quanto a tortura num ambiente de "contraterrorismo"?
One of Mr. Obama's orders required the CIA to use only the interrogation methods outlined in a revised Army Field Manual. However, using the Army Field Manual as a guide to prisoner treatment and interrogation still allows solitary confinement, perceptual or sensory deprivation, sleep deprivation, the induction of fear and hopelessness, mind-altering drugs, environmental manipulation such as temperature and perhaps noise, and possibly stress positions and sensory overload.
Um dos decretos do Sr. Obama exigiu que a CIA use apenas os métodos de interrogatório descritos num Manual de Campo do Exército revisado. Entretanto, o uso do Manual de Campo do Exército como orientação para tratamento e interrogatório de prisioneiros continua a permitir confinamento solitário, privação perceptual ou sensória, privação de sono, indução de medo e de sensação de desamparo, drogas de alteração da mente, manipulação ambiental tal como temperatura e talvez ruído, e possivelmente posições doloridas e sobrecarga sensorial.
After Panetta was questioned by a Senate panel, the New York Times wrote that he had "left open the possibility that the agency could seek permission to use interrogation methods more aggressive than the limited menu that President Obama authorized under new rules ... Mr. Panetta also said the agency would continue the Bush administration practice of 'rendition' — picking terrorism suspects off the street and sending them to a third country. But he said the agency would refuse to deliver a suspect into the hands of a country known for torture or other actions "that violate our human values."11
Depois de Panetta ter sido questionado por um painel do Senado, o New York Times escreveu que ele havia "deixado em aberto a possibilidade de a agência poder pedir permissão para usar métodos de interrogatório mais agressivas do que o limitado cardápio que o Presidente Obama autorizara segundo as novas normas ... O Sr. Panetta disse também que a agência continuaria a prática da administração Bush de 'cessão' — pegando suspeitos de terrorismo na rua e mandando-os para outro país. Disse, entretanto, que a agência recusar-se-ia a entregar suspeito nas mãos de país conhecido por tortura ou outras ações "que violem nossos valores humanos."11
Just as no one in the Bush and Obama administrations has been punished in any way for war crimes in Iraq, Afghanistan and the other countries they waged illegal war against, no one has been punished for torture. And, it could be added, no American bankster has been punished for their indispensable role in the world-wide financial torture. What a marvelously forgiving land is America. This, however, does not apply to Julian Assange and Bradley Manning.
Do mesmo modo que ninguém da administração Bush ou Obama foi punido de qualquer forma por crimes de guerra em Iraque, Afeganistão e os outros países contra os quais foi deflagrada guerra ilegal, ninguém foi punido por tortura. E, poder-se-ia acrescentar, nenhum gângster estadunidense da área bancária foi punido por seu indispensável papel na tortura financeira mundial. Que país maravilhosamente dado ao perdão são os Estados Unidos. Isso, porém, não se aplica a Julian Assange e a Bradley Manning.
In the last days of the Bush White House, Michael Ratner, professor at Columbia Law School and former president of the Center for Constitutional Rights, pointed out:
Nos últimos dias da Casa Branca de Bush, Michael Ratner, professor da Faculdade de Direito de Colúmbia e ex-presidente do Centro de Direitos Constitucionais, destacou:
The only way to prevent this from happening again is to make sure that those who were responsible for the torture program pay the price for it. I don't see how we regain our moral stature by allowing those who were intimately involved in the torture programs to simply walk off the stage and lead lives where they are not held accountable.12
O único modo de impedir-se que isso aconteça de novo é assegurar-se que os responsáveis pelo programa de tortura paguem o preço dela. Não vejo como possamos recuperar nossa estatura moral mediante permitir que os intimamente envolvidos nos programas de tortura simplesmente saiam de cena e vivam uma existência onde não tenham de prestar contas.12
I'd like at this point to remind my dear readers of the words of the "Convention Against Torture and Other Cruel, Inhuman or Degrading Treatment or Punishment", which was drafted by the United Nations in 1984, came into force in 1987, and ratified by the United States in 1994. Article 2, section 2 of the Convention states: "No exceptional circumstances whatsoever, whether a state of war or a threat of war, internal political instability or any other public emergency, may be invoked as a justification of torture."
Gostaria, a esta altura, de lembrar a meus prezados leitores as palavras da "Convenção Contra Tortura e Outras Formas de Punição ou Tratamento Cruéis, Desumanos ou Degradantes", elaborada pelas Nações Unidas em 1984, vigente em 1987, e ratificada pelos Estados Unidos em 1994. No artigo 2, secção 2, a Convenção estipula: "Absolutamente nenhuma circunstância especial, seja estado de guerra ou ameaça de guerra, instabilidade política interna ou qualquer outra emergência pública, poderá ser invocada como justificativa para tortura."
Such marvelously clear, unequivocal, and principled language, to set a single standard for a world that makes it increasingly difficult for one to feel proud of humanity. We cannot slide back.
Que palavreado esplendidamente claro, inequívoco e probo, para estabelecer um padrão único para um mundo que torna cada vez mais difícil para alguém sentir-se orgulhoso da humanidade. Não podemos retroceder.
Notes
Notas
7. Prensa Latina (Cuba), March 18, 2012
7. Prensa Latina (Cuba), 18 de março de 2012
8. See the video description on Cuba's UN Ambassador at Left Forum '12
10. Los Angeles Times, February 1, 2009
10. Los Angeles Times, 1o. de fevereiro de 2009
11. New York Times, February 6, 2009
11. New York Times, 6 de fevereorp de 2009
12. Associated Press, November 17, 2008
12. Associated Press, 17 de novembro de 2008
http://www.foreignpolicyjournal.com/writers/
William Blum left the State Department in 1967, abandoning his aspiration of becoming a Foreign Service Officer, because of his opposition to what the United States was doing in Vietnam. He then became one of the founders and editors of the Washington Free Press Mr.  Blum has been a freelance journalist in the United States, Europe, and South America and was one of the recipients   of Project Censored’s awards for “exemplary journalism” in 1999. He is the author of numerous books, including: 
Freeing the World to Death: essays on the American EmpireKilling Hope: U.S. Military and C.I.A. Interventions Since World War II, and Rogue State: A Guide to the World’s Only Superpower. Mr. Blum writes a free monthly newsletter, the Anti-Empire Report, which you may subscribe to by contacting him at via e-mail. Visit his website at: www.killinghope.org. Contact him at: bblum@aol.com. Read articles by William Blum.
http://www.foreignpolicyjournal.com/writers/
William Blum deixou o Departamento de Estado em 1967, abandonando sua aspiração   de tornar-se Autoridade de Serviço Exterior por causa de sua oposição ao que os Estados Unidos estavam fazendo no Vietnã. Tornou-se então um dos fundadores e editores do Imprensa Livre de Washington. O Sr. Blum atuado como jornalista autônomo em Estados Unidos, Europa e América do Sul e foi um dos recebedores dos prêmios de Projetos Censurados de “jornalismo exemplar” em 1999. É autor de numerosos livros, incluindo: A Libertação do Mundo para a Morte: ensaios acerca do Império EstadunidenseAssassínio da Esperança: Intervenções da Instituição Militar dos Estados Unidos e da C.I.A. desde a Segunda Guerra Mundial, e Estado Sem Escrúpulos: Guia Referente à Única Superpotência do Mundo. O Sr. Blum escreve um boletim mensal grátis, o Relatório Anti-Império, que você pode subscrever entrando em contato com ele via email. Visite o website dele em: www.killinghope.org. Entre em contato com ele via: bblum@aol.com. Leia artigos de William Blum
William Blum is the author of:
William Blum é autor de:
- Killing Hope: US Military and CIA Interventions Since World War 2
- A Morte da Esperança: A Instituição Militar dos Estados Unidos e as Intervenções da CIA Desde a Segunda Guerra Mundial
- Rogue State: A Guide to the World's Only Superpower
- Estado Sem Escrúpulos: Guia Para a Única Superpotência do Mundo
- West-Bloc Dissident: A Cold War Memoir
- Dissidente do Bloco Ocidental: Uma Memória da Guerra Fria
Freeing the World to Death: Essays on the American Empire
- Libertação do Mundo para a Morte: Ensaios Acerca do Império Estadunidense
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Porções dos livros podem ser lidas, e comprados exemplares assinados, em www.killinghope.org
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